{"id":25926,"date":"2011-08-05T16:26:06","date_gmt":"2011-08-05T16:26:06","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25926"},"modified":"2011-08-05T16:26:06","modified_gmt":"2011-08-05T16:26:06","slug":"anatel-cria-autorizacao-local-e-modelo-de-revenda-para-banda-larga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25926","title":{"rendered":"Anatel cria autoriza\u00e7\u00e3o local e modelo de revenda para banda larga"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A Anatel divulgou nesta quinta-feira, 4, a proposta do novo regulamento do Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia (SCM) que ser&aacute; submetido a consulta p&uacute;blica de 30 dias. Entre as principais novidades do texto, conforme havia adiantado este notici&aacute;rio, est&atilde;o a cria&ccedil;&atilde;o de licen&ccedil;as locais e estaduais e a figura da credenciada do SCM. De acordo com Bruno Ramos, gerente de gerente geral de comunica&ccedil;&otilde;es pessoais terrestres da Superintend&ecirc;ncia de Servi&ccedil;os Privados da Anatel, o regulamento atual do servi&ccedil;o &eacute; de 2001, quando a comunica&ccedil;&atilde;o de dados era incipiente no Brasil. Segundo ele, as mudan&ccedil;as propostas pela Anatel visam estimular a entrada de novos competidores, embora reconhe&ccedil;a que h&aacute; bastante competi&ccedil;&atilde;o nesse mercado. Hoje existem aproximadamente 50 mil autorizadas do SCM. Entretanto, apenas 13 t&ecirc;m mais de 50 mil assinantes &#8211; companhias que s&atilde;o alvos de outro regulamento aprovado hoje, o de qualidade.<\/p>\n<p>Com o objetivo de facilitar a entrada de pequenas empresas, a ag&ecirc;ncia prop&otilde;e mais duas novas categorias de licen&ccedil;a de SCM: a estadual, que custar&aacute; R$ 1,2 mil e a local com abrang&ecirc;ncia municipal que custar&aacute; R$ 400. A licen&ccedil;a nacional que custa R$ 9 mil continua existindo, mas aqueles prestadores que tem presen&ccedil;a municipal ou regional n&atilde;o poder&atilde;o &ldquo;trocar&rdquo; a sua licen&ccedil;a nacional pelas novas.<\/p>\n<p><strong>Credenciado<\/strong><\/p>\n<p>A Anatel prop&otilde;e a cria&ccedil;&atilde;o da figura do credenciado do SCM. Ramos explica que o objetivo &eacute; facilitar a vida daquelas empresas cujo core business n&atilde;o &eacute; telecom, mas que precisam do servi&ccedil;o como suporte para os seus neg&oacute;cios. Pela proposta da Anatel, a autorizada do SCM pode estabelecer uma parceria com uma n&atilde;o autorizada e juntas explorarem um determinado nicho de neg&oacute;cio. Todo o relacionamento com a Anatel &eacute; de responsabilidade da empresa que tem licen&ccedil;a de SCM. &ldquo;Se eu sou um prestador de seguran&ccedil;a domiciliar eu n&atilde;o vou precisar de advogados para a &aacute;rea regulat&oacute;ria. N&atilde;o vou precisar ter rela&ccedil;&atilde;o com o &oacute;rg&atilde;o regulador que &eacute; uma expertise que eu n&atilde;o tenho&rdquo;, exemplifica.<\/p>\n<p>Ramos reconhece tamb&eacute;m que a nova regra ajuda a colocar na legalidade os provedores de acesso que trabalham sem licen&ccedil;a. Hoje algumas empresas prestam servi&ccedil;o de Internet sem licen&ccedil;a de SCM comprando link de empresas ou associa&ccedil;&otilde;es que, estas sim, t&ecirc;m a licen&ccedil;a. A pr&aacute;tica n&atilde;o &eacute;, contudo, perseguida pela Anatel, que busca uma forma de trazer todos para a legalidade. Alexandre Bicalho, assessor da presid&ecirc;ncia da Anatel, explica que h&aacute; v&aacute;rias decis&otilde;es favor&aacute;veis do conselho no sentido de n&atilde;o punir a pr&aacute;tica para n&atilde;o desestimular pequenas opera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Combos<\/strong><\/p>\n<p>A Anatel tamb&eacute;m est&aacute; deixando mais claras as regras para os combos. O usu&aacute;rio dever&aacute; saber exatamente qual &eacute; o custo de cada servi&ccedil;o que comp&otilde;e o combo e ele poder&aacute; a qualquer momento cancelar apenas um servi&ccedil;o com uma ressalva. Foi adicionada uma regra que existe no regulamento do SMP. Se a prestadora oferece um benef&iacute;cio ao cliente, que pode ou n&atilde;o se pecuni&aacute;rio, ela poder&aacute; exigir uma fideliza&ccedil;&atilde;o de no m&aacute;ximo 12 meses.<strong><\/p>\n<p>Neutralidade de rede<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a proposta de novo regulamento, as prestadoras n&atilde;o poder&atilde;o bloquear ou interferir na velocidade de dados que passam pela sua rede, exceto em casos que envolvam seguran&ccedil;a e estabilidade da rede. Bruno Ramos acredita que o dispositivo &eacute; eficaz na veda&ccedil;&atilde;o do traffic shaping, embora n&atilde;o mencione a pr&aacute;tica explicitamente. Segundo ele, a Anatel est&aacute; alinhada &agrave;s praticas internacionais relacionadas &agrave; neutralidade de rede.<\/p>\n<p><strong>Atendimento<\/strong><\/p>\n<p>As autorizadas do SCM com mais de 50 mil assinantes ser&atilde;o obrigadas a preservar a grava&ccedil;&atilde;o das chamadas ao call center por 180 dias e as com menos de 50 mil assinantes por 90 dias. Os usu&aacute;rios passar&atilde;o a ter direito ao conte&uacute;do das grava&ccedil;&otilde;es em at&eacute; 10 dias. A central de atendimento dever&aacute; funcionar em regime de 24&#215;7 para as grandes empresas (com mais de 50 mil assinantes) e para as pequenas apenas para reparo. Nos demais casos o hor&aacute;rio de atendimento &eacute; das 8h &agrave;s 20h. O prazo de preserva&ccedil;&atilde;o dos logs de acesso &eacute; de 3 anos para as grandes e de 2 anos para as pequenas. Segundo Bruno Ramos, foram discutidos com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico e est&atilde;o dentro do par&acirc;metro do marco civil da Internet.<\/p>\n<p>A Anatel optou por n&atilde;o mexer, ainda, na Norma 4\/1995, que estabelece as condi&ccedil;&otilde;es de atua&ccedil;&atilde;o dos provedores de acesso.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Anatel divulgou nesta quinta-feira, 4, a proposta do novo regulamento do Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia (SCM) que ser&aacute; submetido a consulta p&uacute;blica de 30 dias. Entre as principais novidades do texto, conforme havia adiantado este notici&aacute;rio, est&atilde;o a cria&ccedil;&atilde;o de licen&ccedil;as locais e estaduais e a figura da credenciada do SCM. 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