{"id":25828,"date":"2011-07-15T14:11:05","date_gmt":"2011-07-15T14:11:05","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25828"},"modified":"2011-07-15T14:11:05","modified_gmt":"2011-07-15T14:11:05","slug":"ecad-nas-maos-do-cade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25828","title":{"rendered":"Ecad nas m\u00e3os do Cade"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O futuro do Escrit&oacute;rio de Arrecada&ccedil;&atilde;o e Distribui&ccedil;&atilde;o de Direitos (Ecad) est&aacute; nas m&atilde;os do Conselho Administrativo de Defesa Econ&ocirc;mica (Cade). O Cade acatou den&uacute;ncia de 101 p&aacute;ginas da Secretaria de Direito Econ&ocirc;mico (SDE), que acusa o Ecad de exacerbar compet&ecirc;ncia legal e de carteliza&ccedil;&atilde;o na fixa&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os &ndash; a SDE investigou o Ecad a partir de representa&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Televis&atilde;o por Assinatura (ABTA).<\/p>\n<p>O conselheiro-relator do caso no Cade &eacute; Elvino Carvalho Mendon&ccedil;a, que dever&aacute; levar a den&uacute;ncia da SDE a julgamento. Caso seja condenado, o Ecad poder&aacute; ter de mudar seu estatuto e as associa&ccedil;&otilde;es que o comp&otilde;em n&atilde;o poder&atilde;o mais fixar valores de cobran&ccedil;a de direitos autorais em assembleias.<\/p>\n<p>Segundo a advogada Leonor Cordovil, da ABTA, a cobran&ccedil;a de 2,55% da receita bruta das TVs por assinatura &eacute; arbitr&aacute;ria e caracteriza carteliza&ccedil;&atilde;o, pois n&atilde;o h&aacute; nexo com a utiliza&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica pelas emissoras.<\/p>\n<p>O Ecad alega que as atividades de arrecadar e distribuir direitos autorais &ldquo;n&atilde;o s&atilde;o de natureza econ&ocirc;mica, j&aacute; que a m&uacute;sica n&atilde;o pode ser caracterizada como um bem de consumo a ser ditado pelas regras da concorr&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p>J&aacute; a ABTA diz que isso &eacute; uma &ldquo;interpreta&ccedil;&atilde;o maldosa&rdquo;, porque a representa&ccedil;&atilde;o no Cade n&atilde;o questiona a legitimidade de arrecada&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de direitos, mas a fixa&ccedil;&atilde;o coletiva de pre&ccedil;os. &ldquo;Nosso objetivo &eacute; que as TVs por assinatura paguem o valor correto, e queremos ter a certeza que os autores est&atilde;o recebendo esses valores. Todas essas CPIs, essas not&iacute;cias sobre desvios de verbas, isso faz com que a credibilidade da distribui&ccedil;&atilde;o seja questionada&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>Em nota distribu&iacute;da no m&ecirc;s passado, a advogada Gl&oacute;ria Braga, superintendente executiva do Ecad, abordou o tema. &ldquo;&Eacute; importante esclarecer que, por duas vezes, a pr&oacute;pria Secretaria de Direito Econ&ocirc;mico, do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, j&aacute; se manifestou que n&atilde;o se trata de infra&ccedil;&atilde;o &agrave; ordem econ&ocirc;mica, mas apenas o exerc&iacute;cio leg&iacute;timo dos autores em poder estabelecer o valor a ser atribu&iacute;do &agrave;s suas cria&ccedil;&otilde;es musicais, prerrogativa conferida pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. O Cade j&aacute; analisou e julgou que o Ecad n&atilde;o exerce atividade econ&ocirc;mica, uma vez que nem sequer possui finalidade lucrativa -, atuando apenas como mandat&aacute;rio dos autores de m&uacute;sicas. Acreditamos tamb&eacute;m que prover cultura &agrave; popula&ccedil;&atilde;o &eacute; um dever do Estado, mas n&atilde;o &agrave; custa dos direitos dos autores. Em 2010, o Ecad distribuiu R$ 346,5 milh&otilde;es beneficiando 87.500 titulares de m&uacute;sica. A inadimpl&ecirc;ncia de diversos estabelecimentos e emissoras de r&aacute;dio e TV &eacute; que deve ser vista como a principal causa de tantas reclama&ccedil;&otilde;es, pois causa enormes preju&iacute;zos aos artistas, e n&atilde;o a atua&ccedil;&atilde;o do Ecad.&rdquo;<\/p>\n<p>Segundo a ABTA, cada empresa de TV por assinatura tem uma atitude em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cobran&ccedil;a do Ecad &ndash; algumas pagas, outras questionam a cobran&ccedil;a na Justi&ccedil;a. &ldquo;Quem n&atilde;o pagou &eacute; porque est&aacute; amparado em decis&atilde;o judicial. A cobran&ccedil;a sobre a receita bruta atinge todo o servi&ccedil;o, e n&atilde;o s&oacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&uacute;sica. Incide at&eacute; sobre o pre&ccedil;o do decodificador que se coloca nas casas, e isso n&atilde;o &eacute; correto. &Eacute; a mesma coisa que se cobrar IPVA sobre seu sal&aacute;rio mensal&rdquo;, disse a advogada da institui&ccedil;&atilde;o, Leonor Cordovil.<\/p>\n<p><strong>CPI<\/strong><\/p>\n<p>Entre as pessoas que o Senado pretende ouvir na CPI do Ecad (Escrit&oacute;rio Central de Arrecada&ccedil;&atilde;o e Distribui&ccedil;&atilde;o) est&aacute; Milton Coitinho, apontado como laranja no recebimento de direitos autorais. A informa&ccedil;&atilde;o &eacute; da Folha de S. Paulo.<\/p>\n<p>A CPI foi instalada para investigar den&uacute;ncias de irregularidade no &oacute;rg&atilde;o. O Ecad foi acusado de pagar R$ 127,8 mil a Coitinho, cujo nome aparece na autoria de composi&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o eram suas. A Folha localizou Coitinho em Bag&eacute; (RS). Ele &eacute; motorista e afirma nunca ter recebido a soma da entidade.<\/p>\n<p>A CPI pretende ouvir artistas, especialistas em direito autoral e diretores de associa&ccedil;&otilde;es que trabalham com o &oacute;rg&atilde;o, al&eacute;m de pessoas que fizeram den&uacute;ncias.<\/p>\n<p>O Ecad admitiu que procurou o presidente da comiss&atilde;o, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), por entender que a CPI era &ldquo;desnecess&aacute;ria&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span class=\"padrao\">*Com informa&ccedil;&otilde;es do Estad&atilde;o.com e da Folha de S. Paulo<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O futuro do Escrit&oacute;rio de Arrecada&ccedil;&atilde;o e Distribui&ccedil;&atilde;o de Direitos (Ecad) est&aacute; nas m&atilde;os do Conselho Administrativo de Defesa Econ&ocirc;mica (Cade). 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