{"id":25804,"date":"2011-07-11T15:09:26","date_gmt":"2011-07-11T15:09:26","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25804"},"modified":"2011-07-11T15:09:26","modified_gmt":"2011-07-11T15:09:26","slug":"aumenta-polemica-em-torno-de-projeto-de-crimes-na-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25804","title":{"rendered":"Aumenta pol\u00eamica em torno de projeto de crimes na internet"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A vota&ccedil;&atilde;o do projeto de lei que tipifica os crimes cometidos pela internet, prevista para o dia 10 de agosto na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica, promete ser pol&ecirc;mica. A controv&eacute;rsia em torno da vota&ccedil;&atilde;o do texto, que tramita h&aacute; 12 anos no Congresso, ganhou novos contornos com a apresenta&ccedil;&atilde;o de nova proposta sobre o assunto. Um grupo de deputados colocou em consulta p&uacute;blica no portal e-Democracia proposta que tamb&eacute;m tipifica crimes na internet, mas que prev&ecirc; menos crimes e penas menores e n&atilde;o obriga os provedores de acesso a guardar os dados de conex&atilde;o do usu&aacute;rio &ndash; um dos pontos criticados no PL 84\/99.<\/p>\n<p>Os autores da nova proposta, al&eacute;m dos chamados ativistas da internet livre, defendem que uma lei sobre crimes na internet s&oacute; seja aprovada ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o do marco civil da internet, que vai estabelecer direitos e responsabilidades de usu&aacute;rios e provedores. &ldquo;&Eacute; imposs&iacute;vel pensar em puni&ccedil;&atilde;o sem antes pensar em direitos&rdquo;, diz a deputada Manuela d&rsquo;&Aacute;vila (PCdoB-RS), uma das autoras da proposta em consulta p&uacute;blica, juntamente com os deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Luiza Erundina (PSB-SP), Jo&atilde;o Arruda (PMDB-PR), Brizola Neto (PDT-RJ) e Emiliano Jos&eacute; (PT-BA). Por&eacute;m, o anteprojeto do Poder Executivo sobre o marco civil ainda n&atilde;o chegou &agrave; C&acirc;mara. Segundo o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, que promoveu consulta p&uacute;blica sobre o tema, o texto ser&aacute; enviado ao Legislativo em breve.<\/p>\n<p>Por outro lado, alguns parlamentares e advogados consideram a aprova&ccedil;&atilde;o do projeto de crimes digitais urgente. &ldquo;Estamos esperando o marco civil h&aacute; quase dois anos&rdquo;, diz o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), relator do PL 84\/99 na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. &ldquo;Se for o caso, algumas quest&otilde;es, como a guarda dos dados de conex&atilde;o, podem ser alteradas posteriormente pelo marco civil&rdquo;, complementa.<\/p>\n<p>Como senador na legislatura passada, Azeredo foi o respons&aacute;vel por elaborar o substitutivo do Senado ao texto aprovado pela C&acirc;mara em 2003. O substitutivo de Azeredo recebeu cr&iacute;ticas dos ativistas da internet livre, que elaboraram peti&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria &agrave; proposta &ndash; o manifesto conta hoje com cerca de 163 mil assinaturas. Com a aprova&ccedil;&atilde;o desse substitutivo pelo Senado, a proposta, do ex-deputado Luiz Piauhylino, retornou &agrave; C&acirc;mara, em 2008. A proposta tramita em regime de urg&ecirc;ncia, de forma simult&acirc;nea, em tr&ecirc;s comiss&otilde;es: Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica; Seguran&ccedil;a P&uacute;blica e Combate ao Crime Organizado; e Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a e de Cidadania. Em seguida, ser&aacute; votada pelo Plen&aacute;rio.<\/p>\n<p><strong>Mudan&ccedil;as<\/strong><\/p>\n<p>Em seu parecer na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Azeredo fez modifica&ccedil;&otilde;es no substitutivo que apresentou no Senado, a fim de corrigir os problemas apontados. Ele retirou a previs&atilde;o de que o provedor de acesso &agrave; internet informe &agrave; autoridade competente, de maneira sigilosa, den&uacute;ncia que tenha recebido e que contenha ind&iacute;cios da pr&aacute;tica de crime em sua rede de computadores. Azeredo optou por manter, por&eacute;m, a obriga&ccedil;&atilde;o de os provedores de acesso manterem em ambiente controlado e de seguran&ccedil;a, pelo prazo de tr&ecirc;s anos, os dados de conex&atilde;o dos usu&aacute;rios. Esses dados devem ser fornecidos &agrave;s autoridades investigat&oacute;rias mediante requisi&ccedil;&atilde;o judicial.<\/p>\n<p>O l&iacute;der do PT, deputado Paulo Teixeira, diz acreditar que as mudan&ccedil;as n&atilde;o resolvem os problemas. &ldquo;O PL 84\/99 amea&ccedil;a a privacidade, na medida em que manda guardar os dados de acesso &agrave; internet sem dizer como&rdquo;, critica Teixeira, um dos autores da nova proposta, que n&atilde;o traz essa previs&atilde;o. &ldquo;A quest&atilde;o da guarda de dados de conex&atilde;o tem que ser tratada no &acirc;mbito do marco civil da internet&rdquo;, complementa.<\/p>\n<p>J&aacute; o relator da proposta na Comiss&atilde;o de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, deputado Pinto Itamaraty (PSDB-MA), considera a medida de fundamental import&acirc;ncia. &ldquo;O primeiro passo para a pol&iacute;cia localizar um criminoso virtual &eacute; identificar de qual computador e em qual hor&aacute;rio partiu a conduta lesiva&rdquo;, afirma. Ele emitiu parecer favor&aacute;vel ao substitutivo do Senado, o qual aguarda vota&ccedil;&atilde;o na comiss&atilde;o. Na CCJ, o projeto ainda n&atilde;o recebeu parecer do relator, deputado Alessandro Molon (PT-RJ).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vota&ccedil;&atilde;o do projeto de lei que tipifica os crimes cometidos pela internet, prevista para o dia 10 de agosto na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica, promete ser pol&ecirc;mica. 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