{"id":25797,"date":"2011-07-08T15:42:51","date_gmt":"2011-07-08T15:42:51","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25797"},"modified":"2011-07-08T15:42:51","modified_gmt":"2011-07-08T15:42:51","slug":"farra-das-concessoes-artigo-54o-nao-e-respeitado-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25797","title":{"rendered":"Farra das concess\u00f5es, artigo 54\u00ba n\u00e3o \u00e9 respeitado no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Mais de 30% das concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV no Brasil est&atilde;o em poder de congressistas. Foi o que identificou a mat&eacute;ria da rep&oacute;rter, Elvira Lobato, publicada em mar&ccedil;o na Folha de S.Paulo. Elvira apurou que especuladores, igrejas e pol&iacute;ticos utilizam o nome de terceiros para comprar concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV. &Agrave; &eacute;poca da reportagem, o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo, admitiu que &quot;&eacute; mais f&aacute;cil fazer o impeachment do presidente da Rep&uacute;blica do que impedir a renova&ccedil;&atilde;o de uma concess&atilde;o de r&aacute;dio ou TV&quot;.<\/p>\n<p>Imprensa tamb&eacute;m apurou o caso, e verificou que o artigo 54&ordm; da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal n&atilde;o &eacute; cumprido no Brasil. A legisla&ccedil;&atilde;o impede que deputados e senadores sejam donos de concess&otilde;es e que &quot;firmem ou mantenham contrato com pessoa jur&iacute;dica de direito p&uacute;blico, autarquia, empresa p&uacute;blica, sociedade de economia mista ou empresa concession&aacute;ria de servi&ccedil;o p&uacute;blico&quot;.<\/p>\n<p>Jo&atilde;o Brant, coordenador do Coletivo Intervozes, destaca que &quot;a admiss&atilde;o do pr&oacute;prio Ministro da dificuldade do tema d&aacute; a impress&atilde;o de que eles [o Minist&eacute;rio] lavam as m&atilde;os sobre o assunto&quot;. Em uma lista recente, divulgada em 30 de maio, o MiniCom divulgou o nome de todos os donos e s&oacute;cios de emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o.<\/p>\n<p>Informa&ccedil;&atilde;o que j&aacute; era de dom&iacute;nio p&uacute;blico no site da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel). De um universo de 291 TVs, 3.205 r&aacute;dios e 6.186 retransmissoras comerciais existentes no Brasil, mais de 40 est&atilde;o na m&atilde;o de deputados e senadores.<\/p>\n<p>Para Pedro Ortiz, doutor em comunica&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o da Am&eacute;rica Latina pela Universidade de S&atilde;o Paulo (PROLAM-USP) e pesquisador sobre a TV p&uacute;blica no Brasil, as concess&otilde;es de emissoras de r&aacute;dio e TV, comerciais ou educativas, n&atilde;o deveriam ser outorgadas a pol&iacute;ticos. &quot;O minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es atua, h&aacute; seguidas gest&otilde;es, como uma esp&eacute;cie de &#39;balc&atilde;o de neg&oacute;cios&#39; para os pedidos de concess&otilde;es vindos da classe pol&iacute;tica ou de &#39;empres&aacute;rios&#39; das comunica&ccedil;&otilde;es&quot;, sinala.<\/p>\n<p><strong>Acompanhe a &iacute;ntegra da entrevista com Pedro Ortiz:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Concentra&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o na m&atilde;o de pol&iacute;ticos. Quem sai prejudicado?<\/strong><\/p>\n<p>Considero que a concentra&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o deveria ser evitada em todos os sentidos, seja nas m&atilde;os de grandes corpora&ccedil;&otilde;es midi&aacute;ticas privadas, ou em aparatos estatais. N&atilde;o deveria ser admitida ou tolerada a propriedade de ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o nas m&atilde;os de pol&iacute;ticos, nos n&iacute;veis municipal, estadual e federal, bem como para igrejas, partidos pol&iacute;ticos ou institui&ccedil;&otilde;es que queiram fazer uso pol&iacute;tico ou proselitista.<\/p>\n<p><strong>O minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es come&ccedil;ou a implementar uma s&eacute;rie de medidas&nbsp; para deixar o processo de concess&otilde;es mais transparente. Ser&aacute; o suficiente?<\/strong><\/p>\n<p>O hist&oacute;rico das concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV no Brasil e a forma como elas s&atilde;o distribu&iacute;das, em muitos casos, n&atilde;o inspira um panorama muito animador nessa &aacute;rea, infelizmente. Se o minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, a Anatel e mesmo o Congresso Nacional, atrav&eacute;s de suas comiss&otilde;es espec&iacute;ficas, cumprissem &agrave; risca o seu papel concedente e fiscalizador, poder&iacute;amos come&ccedil;ar a pensar em mudan&ccedil;as positivas.<\/p>\n<p><strong>Quem perde com a concentra&ccedil;&atilde;o de poder pol&iacute;tico na m&iacute;dia?<\/strong><\/p>\n<p>Toda a sociedade civil. A concentra&ccedil;&atilde;o de poder pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico na m&iacute;dia &eacute; prejudicial &agrave; democracia, seja na m&iacute;dia comercial ou estatal. A sociedade brasileira pode e deve avan&ccedil;ar na constru&ccedil;&atilde;o de um sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o, complementar aos j&aacute; existentes, como define o artigo 223 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Para isso come&ccedil;ar efetivamente, &eacute; necess&aacute;ria a regulamenta&ccedil;&atilde;o do artigo, com a cria&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 30% das concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV no Brasil est&atilde;o em poder de congressistas. Foi o que identificou a mat&eacute;ria da rep&oacute;rter, Elvira Lobato, publicada em mar&ccedil;o na Folha de S.Paulo. 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