{"id":25721,"date":"2011-06-21T12:47:18","date_gmt":"2011-06-21T12:47:18","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25721"},"modified":"2011-06-21T12:47:18","modified_gmt":"2011-06-21T12:47:18","slug":"biblioteca-nacional-volta-a-comandar-politicas-do-livro-e-da-leitura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25721","title":{"rendered":"Biblioteca Nacional volta a comandar pol\u00edticas do livro e da leitura"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O an&uacute;ncio foi feito com pompa em S&atilde;o Paulo, onde desembarcou, na &uacute;ltima quarta-feira (15\/6), o presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Biblioteca Nacional, Galeno Amorim. Instaurou-se o Circuito Nacional de Feiras de Livros, projeto de est&iacute;mulo a festivais do g&ecirc;nero &ldquo;que j&aacute; nasce com 75 eventos at&eacute; dezembro em todo territ&oacute;rio nacional&rdquo;, como reafirmou depois a FBN por e-mail.<\/p>\n<p>Por enquanto, o circuito fez apenas catalogar feiras j&aacute; existentes, mas o n&uacute;mero parece cair bem. &ldquo;A ideia &eacute; dobrar a quantidade at&eacute; 2014&Prime;, afirmou Galeno, j&aacute; de volta ao Rio, no dia seguinte.<\/p>\n<p>Galeno gosta de n&uacute;meros. Com menos de seis meses na presid&ecirc;ncia da institui&ccedil;&atilde;o, ainda precisa checar com assessores um ou outro c&ocirc;mputo que passar&aacute; a reiterar em entrevistas, mas a tend&ecirc;ncia &eacute; que logo discorra sobre eles com o desembara&ccedil;o com que hoje cita dados do mercado e de pol&iacute;ticas do livro. E n&uacute;meros na Funda&ccedil;&atilde;o Biblioteca Nacional andam ainda mais ass&iacute;duos desde que, em janeiro, com a divulga&ccedil;&atilde;o de seu nome &agrave; presid&ecirc;ncia, veio tamb&eacute;m a p&uacute;blico a informa&ccedil;&atilde;o de que a FBN passaria a comandar a Diretoria de Livro, Leitura e Literatura, antes vinculada &agrave; Secretaria de Articula&ccedil;&atilde;o Institucional do MinC. Com isso, em vez de seguir dividindo com a DLLL a coordena&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de livro e leitura implantadas no Pa&iacute;s, a Funda&ccedil;&atilde;o aglutinou todo o trabalho.<\/p>\n<p>A decis&atilde;o culminou, meses depois, com o pedido de demiss&atilde;o de Jos&eacute; Castilho Marques Neto. O presidente da Editora Unesp atuava desde 2006 como secret&aacute;rio executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, o conjunto de projetos que norteia as a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas na &aacute;rea. Exercia o cargo representando a sociedade civil, sem receber recursos do governo. Ao deixar o PNLL, enviou &agrave; ministra da Cultura, Ana de Hollanda, carta cr&iacute;tica &agrave; &ldquo;concentra&ccedil;&atilde;o de toda a gest&atilde;o da pol&iacute;tica de leitura na Funda&ccedil;&atilde;o Biblioteca Nacional&rdquo;. Destacou: 1. que a decis&atilde;o contrariava o trabalho encaminhado pelo governo anterior (lentamente, cabe dizer) para a cria&ccedil;&atilde;o de um instituto ou uma secretaria de fomento &agrave; leitura; e 2. que a altera&ccedil;&atilde;o transferia todo o poder decis&oacute;rio nesse debate para o governo, j&aacute; que o secret&aacute;rio executivo agora responde ao presidente da FBN.<\/p>\n<p>Castilho e Galeno s&atilde;o reconhecidos pelo empenho com a causa do livro no Brasil. O primeiro, que j&aacute; foi diretor da Biblioteca M&aacute;rio de Andrade, acaba de ser eleito &agrave; presid&ecirc;ncia da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Editoras Universit&aacute;rias (Abeu). O segundo foi secret&aacute;rio de Cultura de Ribeir&atilde;o Preto quando Antonio Palocci era prefeito, tendo criado a feira de livros local. Castilho substituiu Galeno na coordena&ccedil;&atilde;o do PNLL em 2006 &ndash; naquela ocasi&atilde;o, na primeira queda de Palocci, seu afilhado pol&iacute;tico tamb&eacute;m saiu do governo, deixando o plano em suspenso. Com as participa&ccedil;&otilde;es de Galeno e Castilho, o PNLL afirmou-se como modelo para implanta&ccedil;&atilde;o de bibliotecas p&uacute;blicas.<\/p>\n<p>A demiss&atilde;o de Castilho repercutiu na discuss&atilde;o sobre a imagem de fragilidade da ministra, mas outro debate ligado ao imbr&oacute;glio manteve-se restrito a c&iacute;rculos fechados. E refere-se mais especificamente &agrave; institui&ccedil;&atilde;o Biblioteca Nacional. Deveria a deposit&aacute;ria do patrim&ocirc;nio bibliogr&aacute;fico e documental do Pa&iacute;s, respons&aacute;vel por preservar a mem&oacute;ria e representar o Brasil perante outras bibliotecas nacionais do mundo, imiscuir-se em pol&iacute;ticas que envolvem tamb&eacute;m interesses do mercado, como o incentivo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o editorial e a organiza&ccedil;&atilde;o de feiras?<\/p>\n<p>Mandos e desmandos dos governos sobre essa quest&atilde;o nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas ajudaram a emperrar iniciativas de cada gest&atilde;o da FBN. Um exemplo &eacute; o programa de bolsas para tradu&ccedil;&atilde;o de literatura brasileira no exterior. O instrumento de difus&atilde;o foi implantado quando Affonso Romano de Sant&rsquo;Anna presidia a FBN (1990-96) e se tornou irregular nos anos seguintes. Em 2010, a essa altura do ano, 20 bolsas j&aacute; haviam sido concedidas &ndash; no total, foram 68. Este ano, ainda n&atilde;o houve edital, s&oacute; a promessa do primeiro para breve. Com a homenagem ao Brasil na Feira de Frankfurt 2013, Galeno j&aacute; se comprometeu a ampliar o programa, mas agentes que trabalham com literatura brasileira no exterior questionam a demora.<\/p>\n<p>An&iacute;bal Bragan&ccedil;a, professor da Universidade Federal Fluminense e estudioso da hist&oacute;ria do fomento &agrave; leitura no Brasil, diz que a sujei&ccedil;&atilde;o dessas pol&iacute;ticas &agrave; FBN &ldquo;tem sido h&aacute; muito questionada&rdquo;. &ldquo;Entende-se que deva existir um &oacute;rg&atilde;o do governo respons&aacute;vel pelas pol&iacute;ticas do livro e leitura, e que a Biblioteca Nacional deva dedicar-se &agrave; miss&atilde;o de preserva&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio e acessibilidade para pesquisadores&rdquo;. Estudioso do mercado editorial, o antrop&oacute;logo Felipe Lindoso pensa da mesma forma, mas, assim como Bragan&ccedil;a, diz confiar na experi&ecirc;ncia de Galeno.<\/p>\n<p>O presidente da FBN afirma que uma prioridade &eacute; plantar as bases de um &ldquo;organizado sistema de livro e leitura&rdquo;. Dentro da Funda&ccedil;&atilde;o? &ldquo;N&atilde;o&rdquo;, afirma. &ldquo;Ser&aacute; outra institui&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Quanto tempo isso leva n&atilde;o se sabe. Castilho, que segue de longe a movimenta&ccedil;&atilde;o, acha estranho. &ldquo;A partir do momento em que tudo se concentra, funcion&aacute;rios, departamentos, tudo dentro de determinada estrutura, a tend&ecirc;ncia &eacute; a in&eacute;rcia. Vai tirar tudo de um lugar para p&ocirc;r em outro? Espero estar equivocado, mas me parece contra a l&oacute;gica e a hist&oacute;ria das estruturas de governo.&rdquo; &ldquo;Havia uma duplicidade que n&atilde;o fazia sentido&rdquo;, justifica Galeno, &ldquo;como duas &aacute;reas, uma em Bras&iacute;lia e outra no Rio, com mesmo nome, Coordena&ccedil;&atilde;o Geral do Livro e Leitura&rdquo;.<\/p>\n<p>N&atilde;o poucos veem um projeto pol&iacute;tico pessoal na iniciativa de Galeno de atrair para seu comando pol&iacute;ticas p&uacute;blicas bem vistas no Pa&iacute;s. H&aacute; pouco, circulou no PT de Ribeir&atilde;o Preto que ele teria disponibilizado o nome para pr&eacute;-candidatura &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es locais em 2012. Isso foi antes da segunda queda de Palocci, cujo nome passou ent&atilde;o a ser aventado. &ldquo;Tenho atuado em todos os lados da pol&iacute;tica p&uacute;blica do livro e da leitura, dentro e fora do governo, h&aacute; 20 anos. E tamb&eacute;m h&aacute; 20 anos algu&eacute;m diz que vou tentar cargo eletivo na minha cidade, e isso nunca ocorreu&rdquo;, diz Galeno, que teve cerca de 16 mil votos na candidatura a deputado estadual em 2010.<\/p>\n<p><strong>Idas e vindas<\/strong><\/p>\n<p>Monteiro Lobato, ainda nos anos 20, foi um dos primeiros defensores de um instituto p&uacute;blico para fomento ao livro e &agrave; leitura no Brasil. O Instituto Nacional do Livro saiu do papel em 1937. &ldquo;Depois de quase 70 anos h&aacute; pouco, se h&aacute;, para se comemorar&rdquo;, anotou An&iacute;bal Bragan&ccedil;a em estudo de 2007. Apesar de vit&oacute;rias no apoio &agrave;s bibliotecas p&uacute;blicas e no servi&ccedil;o de publica&ccedil;&otilde;es &ndash; este dirigido at&eacute; 1944 por S&eacute;rgio Buarque de Hollanda -, o INL atravessaria d&eacute;cadas com mais infort&uacute;nios que sucessos, chegando enfraquecido ao fim da ditadura militar.<\/p>\n<p>Num dos cap&iacute;tulos do rec&eacute;m-lan&ccedil;ado Ler o Mundo (Global), Affonso Romano de Sant&rsquo;Anna recorda o momento em que assumiu a FBN: &ldquo;Em 1990, o rec&eacute;m-instalado governo Collor iniciou uma reforma (a que outros tamb&eacute;m chamam de desmonte) de v&aacute;rias institui&ccedil;&otilde;es federais. O Pa&iacute;s assistia at&ocirc;nito e siderado ao que estava acontecendo&rdquo;. Foi dentro desse &ldquo;desmonte&rdquo; que a Biblioteca Nacional recebeu o prefixo Funda&ccedil;&atilde;o, passando a agregar o INL. &ldquo;No lugar do INL, o governo mandava instalar um precar&iacute;ssimo Departamento Nacional do Livro nos quadros da FBN, com apenas tr&ecirc;s ou quatro funcion&aacute;rios.&rdquo; A gest&atilde;o de Sant&rsquo;Anna atravessou bem sucedida seis anos e seis ministros da Cultura.<\/p>\n<p>Em 2003, nomeado secret&aacute;rio do Livro e da Leitura, Waly Salom&atilde;o quis recriar o instituto. Sua morte, meses depois, interrompeu o projeto, mas estava plantada a semente de uma divis&atilde;o: parte das pol&iacute;ticas ficou na FBN, parte migrou para Bras&iacute;lia. O que Galeno frisa para explicar a volta de toda a pol&iacute;tica &agrave; FBN &eacute; justamente a divis&atilde;o feita por Collor entre Funda&ccedil;&atilde;o Biblioteca Nacional e a Biblioteca Nacional em si. Ele planeja inclusive comemorar, em breve, a &ldquo;maioridade&rdquo; da FBN, que completar&aacute; 21 anos, embora a casa ainda celebre em 2011 efem&eacute;ride nobre, os 200 anos da abertura do acervo ao p&uacute;blico. &ldquo;Com a &lsquo;refunda&ccedil;&atilde;o&rsquo; da Funda&ccedil;&atilde;o, que &eacute; o que est&aacute; ocorrendo, a FBN passa de novo a ser a ponta de lan&ccedil;a da pol&iacute;tica do livro, leitura e bibliotecas. E a&iacute; h&aacute; que matar tr&ecirc;s le&otilde;es de manh&atilde; e tr&ecirc;s tigres &agrave; tarde, e de noite espantar os lobos&rdquo;, afirma Sant&rsquo;Anna.<\/p>\n<p><strong>Portugal<\/strong><\/p>\n<p>A pouca aten&ccedil;&atilde;o que o assunto recebe no Brasil difere do desconforto que se viu em Portugal quando, em 1992, o pa&iacute;s viveu situa&ccedil;&atilde;o similar. Maria Leonor Machado Sousa, ent&atilde;o presidente da Biblioteca Nacional portuguesa, lembra-se de quando soube que a institui&ccedil;&atilde;o agregaria as pol&iacute;ticas do Instituto Portugu&ecirc;s do Livro e Leitura: &ldquo;Toda gente de bom senso estava contra, mas o secret&aacute;rio quis assim&rdquo;. Intelectuais entregaram ao governo um abaixo-assinado, e o assunto foi parar nos jornais. &ldquo;N&atilde;o fazia sentido. A Biblioteca Nacional tem de estar voltada ao passado, para preservar a cultura do Pa&iacute;s, e o Instituto do Livro, ao futuro, para desenvolver o leitor e o livro.&rdquo;<\/p>\n<p>O protesto n&atilde;o surtiu efeito. Foi preciso mudar o governo para, em 1997, as institui&ccedil;&otilde;es serem separadas. O atual presidente da BN portuguesa, Jorge Couto, considera aquela jun&ccedil;&atilde;o mal sucedida: &ldquo;Mantiveram-se institui&ccedil;&otilde;es estanques, n&atilde;o houve transversalidade nem intercomunicabilidade&rdquo;. Ele pr&oacute;prio corre o risco &ndash; ou corria, antes de o Partido Socialista ser derrotado nas &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es pelo Partido Social Democrata &ndash; de passar pela experi&ecirc;ncia. Com a crise em Portugal, o governo que se encerra na pr&oacute;xima ter&ccedil;a havia optado por voltar a unir as institui&ccedil;&otilde;es, para cortar gastos. &ldquo;Parece-me que o novo governo tem d&uacute;vidas quanto &agrave; bondade da solu&ccedil;&atilde;o. O assunto encontra-se em aberto e somente nos pr&oacute;ximos tempos haver&aacute; uma decis&atilde;o final.&rdquo;<\/p>\n<p>Professor de Hist&oacute;ria do Brasil na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Couto lembra uma coincid&ecirc;ncia entre as bibliotecas dos dois pa&iacute;ses &ndash; ambas foram criadas por dom Jo&atilde;o VI. A de Portugal surgiu como Real Biblioteca P&uacute;blica da Corte em 1796; a do Brasil teve como origem 60 mil itens da Real Biblioteca da Ajuda, cujo acervo chegou a partir de 1810. Hoje com mais de 9 milh&otilde;es de itens, entre livros, mapas e outros documentos &ndash; o dobro do volume de material da BN portuguesa -, a Biblioteca Nacional brasileira &eacute; a oitava do g&ecirc;nero no mundo, segundo a Unesco.<\/p>\n<p>Galeno tem uma infinidade de planos para a Biblioteca Nacional, incluindo exposi&ccedil;&otilde;es que &ldquo;atraiam mais o p&uacute;blico&rdquo; e o desenvolvimento da Biblioteca Nacional Digital. Entre as quest&otilde;es da BN que merecem aten&ccedil;&atilde;o est&aacute; a seguran&ccedil;a. H&aacute; pouco, o jornal O Globo revelou o furto de duas primeiras edi&ccedil;&otilde;es da revista em quadrinhos nacional O Tico-Tico, de 1905 &ndash; ocorreu no ano passado, ap&oacute;s um investimento milion&aacute;rio para evitar problemas do tipo. Outra quest&atilde;o &eacute; a satura&ccedil;&atilde;o da sede da biblioteca, no centro do Rio, e a necessidade de reformas no pr&eacute;dio anexo, no cais do porto. No ano passado, o BNDES anunciou repasse de R$ 31,7 milh&otilde;es para recupera&ccedil;&atilde;o dos pr&eacute;dios e manuten&ccedil;&atilde;o do acervo. Acontece que as obras s&oacute; come&ccedil;am no fim deste ano, com previs&atilde;o de t&eacute;rmino para 28 meses depois, Apenas em 2010, a BN recebeu 97 mil obras referentes a Dep&oacute;sito Legal, o recebimento de dois exemplares de cada publica&ccedil;&atilde;o produzida em territ&oacute;rio nacional. At&eacute; as obras estarem conclu&iacute;das, ser&atilde;o mais 200 mil volumes.<\/p>\n<p><em>*Com informa&ccedil;&otilde;es do Estad&atilde;o.com<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O an&uacute;ncio foi feito com pompa em S&atilde;o Paulo, onde desembarcou, na &uacute;ltima quarta-feira (15\/6), o presidente da Funda&ccedil;&atilde;o Biblioteca Nacional, Galeno Amorim. 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