{"id":25705,"date":"2011-06-17T14:08:17","date_gmt":"2011-06-17T14:08:17","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25705"},"modified":"2011-06-17T14:08:17","modified_gmt":"2011-06-17T14:08:17","slug":"para-professor-abertura-de-arquivos-secretos-nao-mudara-relacao-do-brasil-com-outros-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25705","title":{"rendered":"Para professor, abertura de arquivos secretos n\u00e3o mudar\u00e1 rela\u00e7\u00e3o do Brasil com outros pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A divulga&ccedil;&atilde;o de documentos secretos referentes &agrave; rela&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do Brasil com pa&iacute;ses vizinhos em nada afetar&aacute; as rela&ccedil;&otilde;es internacionais do pa&iacute;s, afirma o professor Nildo Ouriques, do Departamento de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Para ele, a abertura dos arquivos p&uacute;blicos secretos deve ser decida pelos pr&oacute;prios cidad&atilde;os.<\/p>\n<p>&quot;A divulga&ccedil;&atilde;o dos documentos secretos s&oacute; far&aacute; com que os pa&iacute;ses vizinhos saibam de tudo que j&aacute; &eacute; suspeitado por eles e fato concreto para os brasileiros. E n&atilde;o mudar&aacute;&nbsp; nada nem para a hist&oacute;ria nem para a rela&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses&quot;, defende.<\/p>\n<p>A an&aacute;lise de Ouriques refere-se &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o dos senadores Jos&eacute; Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor de Melo (PTB-AL) que se posicionaram contra o fim do sigilo eterno de arquivos p&uacute;blicos, em especial os que tratam de epis&oacute;dios como a Guerra do Paraguai e a incorpor&ccedil;&atilde;o do Acre. Segundos os parlamentares, a divulga&ccedil;&atilde;o dos documentos poderia estremecer a rela&ccedil;&atilde;o do Brasil com Paraguai e Bol&iacute;via, por exemplo.<\/p>\n<p>O professor considerada absurdas as afirma&ccedil;&otilde;es do senador Jos&eacute; Sarney e espera que a presidente Dilma Rouseff n&atilde;o leve adiante a tentativa de prorrogar ainda mais o sigilo dos arquivos. Segundo ele, a Guerra do Paraguai que aumentou o endividamento externo brasileiro e que se tornou um desastre para a Am&eacute;rica Latina como um todo, nada pode ter de secreto, al&eacute;m de ter sido um crime hist&oacute;rico.<\/p>\n<p>J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o do atual territ&oacute;rio do estado do Acre, ele ressalta que n&atilde;o h&aacute; nada que mude em rela&ccedil;&atilde;o ao territ&oacute;rio que antes pertencia &agrave; Bol&iacute;via. &quot;Nos apropriamos do territ&oacute;rio boliviano e tamb&eacute;m sabemos das den&uacute;ncias do bolivianos no que se refere &agrave; maneira de que essa&nbsp; apropria&ccedil;&atilde;o foi feita&quot;, pontua.<\/p>\n<p><strong>Pol&ecirc;mica dos arquivos secretos<\/strong><\/p>\n<p>Aprovado no ano passado pela C&acirc;mara, o Projeto de Lei 41&nbsp; visa a dar fim a decretos que estenderam o prazo de abertura dos arquivos p&uacute;blicos. Al&eacute;m de n&atilde;o restringir renova&ccedil;&otilde;es dos documentos ultrassecretos, a norma atual d&aacute; prazo de 30 anos para que venham &agrave; luz os arquivos classificados como secretos, 20 anos os confidenciais e dez anos os reservados.<\/p>\n<p>Pressionada por parte de sua base no Legislativo, Dilma recuou na determina&ccedil;&atilde;o de que o projeto tramite em car&aacute;ter de urg&ecirc;ncia. A ordem foi repassada pela nova ministra de Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais, Ideli Salvatti, ao l&iacute;der do governo, Romero Juc&aacute; (PMDB-RR). Mas o l&iacute;der do PT, Humberto Costa (PE), avisou que prefere manter o texto que veio da C&acirc;mara.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A divulga&ccedil;&atilde;o de documentos secretos referentes &agrave; rela&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do Brasil com pa&iacute;ses vizinhos em nada afetar&aacute; as rela&ccedil;&otilde;es internacionais do pa&iacute;s, afirma o professor Nildo Ouriques, do Departamento de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 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