{"id":25657,"date":"2011-06-01T16:54:34","date_gmt":"2011-06-01T16:54:34","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25657"},"modified":"2011-06-01T16:54:34","modified_gmt":"2011-06-01T16:54:34","slug":"anatel-admite-omissao-em-vendas-ilegais-e-revela-multa-de-r-97-mi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25657","title":{"rendered":"Anatel admite omiss\u00e3o em vendas ilegais e revela multa de R$ 97 mi"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) informou nesta ter&ccedil;a-feira (31\/05) ter aplicado R$ 97 milh&otilde;es em multas contra telef&ocirc;nicas por venderem sem autoriza&ccedil;&atilde;o dela bens comprados nas privatiza&ccedil;&otilde;es, o que &eacute; contra a lei. A Anatel reconheceu n&atilde;o ter uma lista pr&oacute;pria dos bens que as teles est&atilde;o impedidas de negociar, nem uma rela&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio adquirido por elas da Telebr&aacute;s em 1998.<\/p>\n<p>As informa&ccedil;&otilde;es foram dadas aos deputados da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia pelo superintendente de Servi&ccedil;os P&uacute;blicos da Anatel, Roberto Pinto Martins, em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica da qual deveria ter participado o presidente da ag&ecirc;ncia, Ronaldo Sardenberg. O debate foi requisitado pelo deputado Silas C&acirc;mara (PSC-AM), depois de a imprensa ter noticiado o com&eacute;rcio de bens privatizados em 1998 chamados de &ldquo;revers&iacute;veis&rdquo;.<\/p>\n<p>Segundo a Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es e os contratos de privatiza&ccedil;&atilde;o, h&aacute; um tipo de bem leiloado pela Telebr&aacute;s cuja negocia&ccedil;&atilde;o exige aval da Anatel. S&atilde;o aqueles que podem ser reassumidos pelo Estado brasileiro a partir de 2025, quando vencem os contratos. &ldquo;Houve uma aliena&ccedil;&atilde;o sem anu&ecirc;ncia, n&oacute;s abrimos processo e j&aacute; aplicamos quase R$ 100 milh&otilde;es em multas&rdquo;, disse Pinto Martins. &ldquo;Proibimos todas as vendas at&eacute; que essa quest&atilde;o seja resolvida.&rdquo;<\/p>\n<p>Autor da proposta de debate, o deputado Silas C&acirc;mara queria que a Anatel informasse, de forma completa, a rela&ccedil;&atilde;o de todos os bens revers&iacute;veis adquiridos pelas teles em 1998, para que as pessoas ou o Minist&eacute;rio P&uacute;blico pudessem tomar provid&ecirc;ncias diante da inoper&acirc;ncia ou da omiss&atilde;o da ag&ecirc;ncia. Ele recebeu uma resposta por escrito de Sardenberg e explica&ccedil;&otilde;es de um superintendente da ag&ecirc;ncia. Considerou ambas instatisfat&oacute;rias e cobrou novos esclarecimentos, desta vez, do pr&oacute;prio ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo. &quot;Essa resposta por escrito &eacute; uma brincadeira&quot;, disse.<\/p>\n<p>Na audi&ecirc;ncia, Pinto Martins deu duas vers&otilde;es sobre a lista de bens revers&iacute;veis. Primeiro, disse que a Anatel trabalha com declara&ccedil;&otilde;es das pr&oacute;prias teles. Seria mais ou menos como a Receita Federal faz no imposto de renda: estabelece os crit&eacute;rios conceituais e pede que os contribuintes declarem.<\/p>\n<p>Essa primeira resposta surpreendeu. &ldquo;Saio com muito medo desta audi&ecirc;ncia. A empresa &eacute; que diz se o bem &eacute; revers&iacute;vel ou n&atilde;o. O &oacute;rg&atilde;o regulador &eacute; que devia fazer esse controle&rdquo;, disse o representante do Minist&eacute;rio P&uacute;blico no Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU), Lucas Furtado, tamb&eacute;m presente ao debate. &ldquo;O Minist&eacute;rio P&uacute;blico n&atilde;o pode fazer nada. As empresas est&atilde;o com a faca e o queijo na m&atilde;o. Elas &eacute; que dizem o que &eacute; ou n&atilde;o revers&iacute;vel&rdquo;, completou.<\/p>\n<p>&ldquo;Est&aacute; claro para mim que bem revers&iacute;vel &eacute; aquele que n&atilde;o tem valor para a concession&aacute;ria. A Anatel nos deve uma informa&ccedil;&atilde;o mais clara. Parece que estamos assistindo a uma fraude&rdquo;, afirmara um pouco antes o deputado Sandro Alex (PPS-RR), membro da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.<\/p>\n<p>Diante da repercuss&atilde;o negativa, o representante da Anatel tentou consertar e deu uma segunda explica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Quem define quais s&atilde;o os bens revers&iacute;veis &eacute; a Anatel, n&atilde;o as empresas. Se eu cometi esse ato impr&oacute;prio [ao explicar antes], me desculpo. Essa lista &eacute; declarat&oacute;ria das empresas, mas no processo de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, a Anatel tem de valid&aacute;-la&rdquo;, disse Pinto Martins.<\/p>\n<p>Cobrado pela Comiss&atilde;o sobre a lista completa e original do patrim&ocirc;nio da Telebr&aacute;s privatizado em 1998, o superintendente afirmou que a Anatel n&atilde;o possui e que os parlamentares deveriam pedir ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES). A institui&ccedil;&atilde;o financeira foi a respons&aacute;vel pela modelagem da privatiza&ccedil;&atilde;o das teles 13 anos atr&aacute;s.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) informou nesta ter&ccedil;a-feira (31\/05) ter aplicado R$ 97 milh&otilde;es em multas contra telef&ocirc;nicas por venderem sem autoriza&ccedil;&atilde;o dela bens comprados nas privatiza&ccedil;&otilde;es, o que &eacute; contra a lei. 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