{"id":25651,"date":"2011-05-31T15:04:02","date_gmt":"2011-05-31T15:04:02","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25651"},"modified":"2011-05-31T15:04:02","modified_gmt":"2011-05-31T15:04:02","slug":"marcha-pela-liberdade-reune-mais-de-4-mil-pessoas-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25651","title":{"rendered":"Marcha pela Liberdade re\u00fane mais de 4 mil pessoas em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Neste s&aacute;bado, 28, as ruas de S&atilde;o Paulo foram palco da 1&deg; Marcha pela Liberdade. Ap&oacute;s a proibi&ccedil;&atilde;o da Marcha da Maconha, no &uacute;ltimo dia 21, manifestantes se reuniram para defender o direito de se expressar. Entre os presentes, estavam representantes de movimentos sociais e principalmente pessoas que se mobilizaram independentemente pela internet.<\/p>\n<p>Para o representante do Circuito Fora do Eixo, Pablo Capil&eacute;, a manifesta&ccedil;&atilde;o foi bastante diversificada. &ldquo;Cada movimento e cada pessoa se aproveitou do tema da liberdade para defender outras causas como o fim da homofobia e o passe livre estudantil&rdquo;, afirma Pablo. Jo&atilde;o Brant, associado do Intervozes, explica que aus&ecirc;ncia de uma coordena&ccedil;&atilde;o n&atilde;o atrapalhou o movimento. &ldquo;N&atilde;o tinha carro de som e nem faixas grandes, eram pessoas organizadas pela defesa da liberdade de express&atilde;o&rdquo;, relata Jo&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>A proibi&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Na sexta-feira, 27, a Marcha pela Liberdade foi proibida pelo Tribunal de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo (TJ-SP), estendendo os efeitos da proibi&ccedil;&atilde;o da Marcha da Maconha. Segundo nota do desembargador Paulo Rossi divulgada no site do TJ-SP, &ldquo;a passeata faria apologia ao crime e incitaria o uso de drogas&rdquo;. A decis&atilde;o n&atilde;o impediu os manifestantes de se concentraram no v&atilde;o do Museu de Arte de S&atilde;o Paulo, de onde seguiram em passeata pela Avenida Paulista.<\/p>\n<p>Havia 200 policiais militares e 60 policiais do Batalh&atilde;o de Choque para um grupo de mais de 4 mil participantes. Pablo Capil&eacute; relata que a manifesta&ccedil;&atilde;o foi pac&iacute;fica e sem incidentes relevantes. &ldquo;Ap&oacute;s a repercuss&atilde;o negativa da atitude da pol&iacute;cia, a gente j&aacute; esperava que eles n&atilde;o fossem agir com a mesma agressividade da Marcha da Maconha&rdquo;, diz Pablo. Para o jornalista J&uacute;lio Delmanto, um dos organizadores da Marcha da Maconha, a pol&iacute;cia foi minimamente sensata. &ldquo;Eles n&atilde;o poderiam cumprir uma decis&atilde;o judicial t&atilde;o grotesca como uma que impede a realiza&ccedil;&atilde;o de uma Marcha pela liberdade, e sabiam que os manifestantes n&atilde;o aceitariam isso&rdquo;, argumenta J&uacute;lio.<\/p>\n<p>Ainda assim, os manifestantes tiveram de negociar com os policias antes de sa&iacute;rem em passeata, como explica Jo&atilde;o Brant: &ldquo;O acordo era que eles n&atilde;o interfeririam se a gente n&atilde;o fizesse apologia ao crime como o uso de drogas e o aborto&rdquo;. Para o representante do Intervozes, isso explicita um desrespeito a liberdade de express&atilde;o. &ldquo;Ainda existe uma l&oacute;gica restritiva que impede protesto contra as leis vigentes&rdquo;, conclui Jo&atilde;o. O relat&oacute;rio de 2008 da Organiza&ccedil;&atilde;o do Estados Americanos (OEA) define que caso n&atilde;o haja propaganda a favor da guerra ou em apologia ao &oacute;dio religioso, racial e nacional, as marchas cidad&atilde;s pac&iacute;ficas s&atilde;o protegidas pelo direito de express&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>A internet<\/strong><\/p>\n<p>Pablo Capil&eacute; destaca a import&acirc;ncia da internet para o sucesso da marcha evento. Para o representante do Circuito Fora do Eixo, &ldquo;o mais interessante &eacute; o autoprotagonismo, as pessoas descobrem que podem se mobilizar sem precisar necessariamente de uma institui&ccedil;&atilde;o ou movimento&rdquo;. Para Jo&atilde;o Brant, as redes sociais tem um potencial enorme. &ldquo;H&aacute; pelo menos tr&ecirc;s anos as marchas da maconha est&atilde;o sendo proibidas e s&oacute; agora conseguimos uma rea&ccedil;&atilde;o significativa&rdquo;. Jo&atilde;o alerta, no entanto, que &eacute; preciso que as ideias acompanhem causas concretas e busquem influenciar o Estado. O jornalista J&uacute;lio Delmanto afirma que j&aacute; existem movimenta&ccedil;&otilde;es mais direcionadas. &ldquo;Esperamos agora um julgamento no Superior Tribunal Federal para que as marchas como a da Maconha finalmente seja realizada sem problemas&rdquo;, explica J&uacute;lio.<\/p>\n<p><strong>Novas mobiliza&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>No dia 18 de junho, est&atilde;o previstas marchas simult&acirc;neas pela liberdade em todo o pa&iacute;s. &ldquo;J&aacute; recebemos sinaliza&ccedil;&otilde;es positivas de Belo Horizonte, Bras&iacute;lia, Fortaleza e Bel&eacute;m, e outras certamente vir&atilde;o&rdquo;, explica otimista J&uacute;lio Delmanto. O eixo das manifesta&ccedil;&otilde;es ser&aacute; a regulamenta&ccedil;&atilde;o da atua&ccedil;&atilde;o policial em manifesta&ccedil;&otilde;es e o protesto contra a censura &ldquo;Esperamos conseguir manter essa bonita pluralidade de grupos presentes dentro da Marcha da Liberdade e conseguir levar cada vez mais nossos recados ao resto da sociedade&rdquo;, conclui o jornalista. As informa&ccedil;&otilde;es sobre as pr&oacute;ximas manifesta&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o divulgadas no site <\/span><a href=\"http:\/\/www.marchadaliberdade.org\"><span class=\"padrao\">www.marchadaliberdade.org<\/span><\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante o protesto, manifestantes distribu&iacute;ram flores e defenderam a&nbsp;  liberdade de express&atilde;o e o fim da viol&ecirc;ncia e impunidade policial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[830],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25651"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25651"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25651\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25651"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25651"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25651"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}