{"id":25605,"date":"2011-05-18T15:25:51","date_gmt":"2011-05-18T15:25:51","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25605"},"modified":"2011-05-18T15:25:51","modified_gmt":"2011-05-18T15:25:51","slug":"bernardo-e-mercadante-negociam-exploracao-de-satelite-pela-coreana-sk","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25605","title":{"rendered":"Bernardo e Mercadante negociam explora\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lite pela coreana SK"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Com novas posi&ccedil;&otilde;es orbitais j&aacute; destinadas pela UIT ao Brasil, o pa&iacute;s come&ccedil;a a negociar com potenciais interessados em explorar o uso de sat&eacute;lites &ndash; a come&ccedil;ar pelo grupo sul coreano SK, que aproveitou a viagem do ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo, na semana passada, para refor&ccedil;ar o apetite em entrar no neg&oacute;cio.<\/p>\n<p>O governo gostou da ideia. Bernardo, que acaba de voltar da Coreia, tratou do tema em reuni&atilde;o nesta quarta-feira, 18\/5, com o colega de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que tamb&eacute;m vai &agrave;quele pa&iacute;s, em junho. &ldquo;A SK quer explorar sat&eacute;lite aqui e &eacute; importante que o ministro Mercadante retome o assunto na viagem de junho&rdquo;, disse Paulo Bernardo ap&oacute;s o encontro.<\/p>\n<p>Paralelamente, o Minicom tamb&eacute;m combinou que vai entrar nas tratativas em andamento no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), igualmente voltadas &agrave; explora&ccedil;&atilde;o de novos sat&eacute;lites. &ldquo;As telecomunica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o o principal servi&ccedil;o dos sat&eacute;lites e j&aacute; acertamos que o minist&eacute;rio [das Comunica&ccedil;&otilde;es] far&aacute; parte das reuni&otilde;es com o INPE, que tem v&aacute;rios projetos&rdquo;, completou Bernardo.<\/p>\n<p>A abordagem ao ministro, no entanto, n&atilde;o foi a primeira demonstra&ccedil;&atilde;o de interesse da SK. Em 20 de janeiro, representantes do grupo &ndash; um conglomerado de 92 empresas, sendo que a SK Telecom det&eacute;m mais da metade do mercado m&oacute;vel coreano &ndash; estiveram na Anatel para conhecer os termos do leil&atilde;o das novas posi&ccedil;&otilde;es orbitais, a ser promovido pelo &oacute;rg&atilde;o regulador. Estiveram mantendo contatos na ag&ecirc;ncia reguladora os diretores Simyon Sung e Hung Suk Kang (escrit&oacute;rio de Nova York), al&eacute;m do gerente Steve Lee.<\/p>\n<p>Como demonstrou ao ministro, a SK j&aacute; avisara a Anatel que pretende entrar na disputa dos sat&eacute;lites, assim como adquirir radiofrequ&ecirc;ncia no Brasil. &ldquo;O principal interesse deles &eacute; em sobras da faixa de 2,1 GHz, com o qual eles prometem oferecer LTE&rdquo;, disse Paulo Bernardo. &Agrave; Anatel, a SK sustentou que o servi&ccedil;o com LTE (a quarta gera&ccedil;&atilde;o da telefonia m&oacute;vel) poder&aacute; levar banda larga inclusive para a zona rural. A freq&uuml;&ecirc;ncia &eacute; vi&aacute;vel para opera&ccedil;&atilde;o satelital.<\/p>\n<p>O governo tem pressa, justificada pelo prazo ex&iacute;guo para o Brasil confirmar a explora&ccedil;&atilde;o das posi&ccedil;&otilde;es orbitais designadas pela Uni&atilde;o Internacional das Telecomunica&ccedil;&otilde;es. O edital do leil&atilde;o dessas posi&ccedil;&otilde;es est&aacute; em discuss&atilde;o na Anatel &ndash; da&iacute; a visita de representantes da SK &ndash; mas o Brasil precisa garantir o uso dos slots at&eacute; 2014. Em geral, um sat&eacute;lite leva de dois a tr&ecirc;s anos para ser colocado em &oacute;rbita.<\/p>\n<p>A pressa se justifica. O Brasil j&aacute; teria sido avisado que, se perder essa oportunidade, poder&aacute; pagar o vexame de ver a Argentina &#8211; tamb&eacute;m interessada no neg&oacute;cio &#8211; indicada pela UIT para explora&ccedil;&atilde;o dessas posi&ccedil;&otilde;es orbitais. Com o agravante de que o pa&iacute;s ter&aacute; de pagar aos vizinhos para se valer do servi&ccedil;o, pois o sat&eacute;lite que subir ir&aacute; prover sinal para toda a Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p>O interesse da SK no Brasil n&atilde;o &eacute; coincid&ecirc;ncia. A empresa j&aacute; entrou no pa&iacute;s em associa&ccedil;&atilde;o com o grupo do empres&aacute;rio brasileiro Eike Batista &ndash; no ano passado, os coreanos aportaram US$ 700 milh&otilde;es no grupo de Batista. Assim como o conglomerado coreano, o empres&aacute;rio brasileiro tamb&eacute;m tem interesses em mercados distintos como minera&ccedil;&atilde;o, petr&oacute;leo e telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>No mercado brasileiro j&aacute; se comenta que o empres&aacute;rio Eike Batista poder&aacute; criar em breve uma empresa destinada exclusivamente &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de neg&oacute;cios no setor.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com novas posi&ccedil;&otilde;es orbitais j&aacute; destinadas pela UIT ao Brasil, o pa&iacute;s come&ccedil;a a negociar com potenciais interessados em explorar o uso de sat&eacute;lites &ndash; a come&ccedil;ar pelo grupo sul coreano SK, que aproveitou a viagem do ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo, na semana passada, para refor&ccedil;ar o apetite em entrar no neg&oacute;cio. 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