{"id":25599,"date":"2011-05-17T15:16:37","date_gmt":"2011-05-17T15:16:37","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25599"},"modified":"2011-05-17T15:16:37","modified_gmt":"2011-05-17T15:16:37","slug":"teles-e-desequilibrios-competitivos-sao-ameaca-dizem-pequenos-operadores-de-cabo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25599","title":{"rendered":"Teles e desequil\u00edbrios competitivos s\u00e3o amea\u00e7a, dizem pequenos operadores de cabo"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Os pequenos e m&eacute;dios operadores de TV por assinatura est&atilde;o bastante preocupados com a possibilidade de que o mercado de TV paga venha a ser dominado pelas grandes operadoras de telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Essa era a constata&ccedil;&atilde;o das conversas durante o Encrontro NeoTV 2011, realizado nesta segunda, 16, em S&atilde;o Paulo. O temos dos pequenos operadores &eacute; que as grandes empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es entrem para competir com muito mais poder financeiro, mas tamb&eacute;m contratos muito mais vantajosos de uso de postes, contratos melhores de programa&ccedil;&atilde;o e, sobretudo, com o controle sobre os pre&ccedil;os dos links de conex&atilde;o &agrave; Internet. Hoje, segundo os operadores ouvidos por este notici&aacute;rio, a venda de banda larga &eacute; o que viabiliza a maior parte das opera&ccedil;&otilde;es, mas em geral existem um ou dois provedores de links, e ser&atilde;o justamente estas as empresas a entrar no mercado caso o setor de TV a cabo seja aberto &agrave;s teles, como pretende a Anatel e como prev&ecirc; o PLC 116\/2010, agora em tramita&ccedil;&atilde;o no Senado. Para Alberto Umholf, operador de TV a cabo em S&atilde;o Jo&atilde;o da Boa Vista\/SP e Caratinga\/MG, a entrada das teles sem a prote&ccedil;&atilde;o aos empres&aacute;rios locais simplesmente inviabiliza a competi&ccedil;&atilde;o e o surgimento de novas redes. Outros operadores chamavam a aten&ccedil;&atilde;o para o fato de que at&eacute; hoje nada foi feito em rela&ccedil;&atilde;o a pol&iacute;ticas de est&iacute;mulo ao desenvolvimento destes pequenos operadores. &quot;Agora querem abrir tudo para as teles competirem, como se a gente nunca tivesse existido&quot;, diz um pequeno operador.<\/p>\n<p>A preocupa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m apareceu no discurso dos operadores m&eacute;dios, como o Grupo Bandeirantes ou a Blue Interactive (Viacabo). Para Walter Ceneviva Jr., vice-presidente do grupo Bandeirantes, a abertura de mercado que est&aacute; sendo planejada pela Anatel &eacute; mais grave do que a aprova&ccedil;&atilde;o do PLC 116\/2010. &quot;O planejamento que a Anatel prop&ocirc;s libera o mercado a paquidermes financiados por capital estrangeiro sem nenhuma salvaguarda de isonomia na competi&ccedil;&atilde;o&quot;, disse ele, propondo que os operadores buscassem o TCU e a Justi&ccedil;a para impedir que a Anatel leve adiante o processo de abertura.<\/p>\n<p><strong>PLC 116<\/strong><\/p>\n<p>J&aacute; Paulo Martins, diretor da Blue Interactive, questionou a efetividade das propostas colocadas no PLC 116\/2010 para estimular o mercado de TV paga. &quot;Ningu&eacute;m &eacute; contra estimular o conte&uacute;do nacional. isso todo mundo quer. A grande dificuldade &eacute; que ningu&eacute;m pode dizer se o que est&aacute; no projeto &eacute; o que o p&uacute;blico realmente quer, e ningu&eacute;m consegue dizer como ser&aacute; o retorno do investimento nas condi&ccedil;&otilde;es propostas pelo PLC 116&quot;.<\/p>\n<p>Para a Band, o PLC 116\/2010, nasceu de uma boa proposta em que havia equil&iacute;brio. &quot;Mas ele se tornou uma aberra&ccedil;&atilde;o e agora trata de tudo&quot;, disse. Entre as cr&iacute;ticas apontadas pela Band est&atilde;o o fm do must carry para canais digitais das emissoras abertas e a restri&ccedil;&atilde;o a que radiodifusores sejam tamb&eacute;m operadores de TV paga. Al&eacute;m disso, a Band quer que haja uma imposi&ccedil;&atilde;o de 50% de canais nacionais nos line-ups das operadoras e, desta cota, assegurar que apenas 20% seja pertencente ao mesmo grupo.<\/p>\n<p>Para o representante da Ancine ao Encontro NeoTV, Alex Patez, assessor da presid&ecirc;ncia da ag&ecirc;ncia de cinema, a maior parte das cotas que seriam exigidas no primeiro ano de vig&ecirc;ncia da nova lei, se o projeto for aprovado, j&aacute; est&aacute; sendo atendida por quase todos os programadores, e os benef&iacute;cios de se ampliar a competi&ccedil;&atilde;o e a oferta de conte&uacute;dos nacionais na TV paga brasileira compensam as dificuldades de adapta&ccedil;&atilde;o. Questionado por que a Ancine defendia o mecanismos de cotas em lugar de apenas incentivar a produ&ccedil;&atilde;o nacional, Patez disse que a &uacute;nica forma de garantir a viabilidade de conte&uacute;dos nacionais encontrada pelos reguladores de todo o mundo &eacute; por meio de cotas.<\/p>\n<p>Para a advogada da Sky, Roberta Westin, que participou do evento, a pol&iacute;tica de cotas colocadas &eacute; inconstitucional por ferir ao princ&iacute;pio da liberdade de express&atilde;o e iniciativa, al&eacute;m de ferir o direito do consumidor. &quot;A Constitui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o fala em estabelecer cotas de conte&uacute;do e achamos que a cultura nacional e a produ&ccedil;&atilde;o independente estejam de alguma forma sem acesso &agrave;s janelas de distribui&ccedil;&atilde;o ou aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o para necessitarem desse tipo de interven&ccedil;&atilde;o&quot;, avaliou a advogada, citando pareceres contratados pela Sky dos juristas Carlos Ary Sundfeld e Ives Gandra Martins.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pequenos e m&eacute;dios operadores de TV por assinatura est&atilde;o bastante preocupados com a possibilidade de que o mercado de TV paga venha a ser dominado pelas grandes operadoras de telecomunica&ccedil;&otilde;es. 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