{"id":25537,"date":"2011-04-26T14:33:15","date_gmt":"2011-04-26T14:33:15","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25537"},"modified":"2011-04-26T14:33:15","modified_gmt":"2011-04-26T14:33:15","slug":"tvs-a-cabo-deverao-ter-producao-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25537","title":{"rendered":"TVs a cabo dever\u00e3o ter produ\u00e7\u00e3o nacional"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O projeto de lei que abre o mercado da TV por assinatura para as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es e cria cotas para a produ&ccedil;&atilde;o nacional entra em uma nova fase. Depois de ser aprovado na C&acirc;mara, num acordo entre as teles e as emissoras de televis&atilde;o, ser&atilde;o reiniciadas as audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas no Senado. Esta semana, o l&iacute;der do governo, Romero Juc&aacute; (PMDB-RR), vai pedir a posi&ccedil;&atilde;o do Executivo sobre o PL 116\/10. Ele disse ao Congresso em Foco que pediu h&aacute; alguns dias um parecer &agrave; Casa Civil da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, comandada pelo ministro Ant&ocirc;nio Pallocci.<\/p>\n<p>O relator da mat&eacute;ria e presidente da Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a (CCJ), Eun&iacute;cio Oliveira (PMDB-CE), se mostra simp&aacute;tico ao atual texto, que veio da C&acirc;mara, mas prefere aguardar o resultado das audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas para n&atilde;o antecipar seu relat&oacute;rio. O senador disse ao site que a proposta regula setores sem fiscaliza&ccedil;&atilde;o e, assim, garante um &ldquo;equil&iacute;brio&rdquo; nos oligop&oacute;lios e monop&oacute;lios, o que traz benef&iacute;cios &agrave; sociedade. &ldquo;Diz quem pode fazer isso, quem pode fazer aquilo. Quando ele regula setores, bota os setores debaixo dos &oacute;rg&atilde;os fiscalizadores&rdquo;, contou Eun&iacute;cio, na semana passada.<\/p>\n<p>A proposta prev&ecirc; que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema (Ancine) fa&ccedil;a puni&ccedil;&otilde;es &agrave;s empresas que, por exemplo, n&atilde;o cumprirem a pol&iacute;tica de 30 minutos di&aacute;rios de produ&ccedil;&atilde;o nacional em suas grades de programa&ccedil;&atilde;o. As puni&ccedil;&otilde;es previstas v&atilde;o de multas, que podem chegar a at&eacute; R$ 5 milh&otilde;es, &agrave; pr&oacute;pria decis&atilde;o de tirar o canal do ar. &ldquo;&Eacute; melhor ter setores que tenham regulagem. Se voc&ecirc; tem a exclusividade e n&atilde;o tem regulagem nenhuma, &eacute; ruim para a sociedade&rdquo;, comentou Eun&iacute;cio, falando genericamente sobre a proposta.<\/p>\n<p>Ele j&aacute; recebeu emissoras de TV, cinema, empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es e produtores independentes, partes interessadas no processo. Eun&iacute;cio disse que de todos ouviu cr&iacute;ticas ao projeto, embora todos achem que a proposta tenha seus m&eacute;ritos. Nas &uacute;ltimas duas audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas realizadas, em dezembro passado, as emissoras e programadoras, como a Sky, apoiaram a proposta de entrada das teles no mercado, que foi negociada na C&acirc;mara, mas reprovaram as cotas de produ&ccedil;&atilde;o brasileira na grade.<\/p>\n<p>Mas, para o relator da mat&eacute;ria, a controv&eacute;rsia &eacute; interessante. &ldquo;Por desagradar e simultaneamente agradar, ele &eacute; um projeto que est&aacute; equilibrado&rdquo;, afirmou Eun&iacute;cio. Apesar disso, o ex-ministro e senador enfatiza que ainda est&aacute; ouvindo as partes e que seu relat&oacute;rio n&atilde;o ser&aacute;, necessariamente, a manuten&ccedil;&atilde;o do texto que veio da C&acirc;mara.<\/p>\n<p>Por isso, ele articula junto com outras comiss&otilde;es uma nova audi&ecirc;ncia p&uacute;blica com os representantes do mercado de TV paga. A Comiss&atilde;o de Assuntos Econ&ocirc;micos j&aacute; aprovou reuni&atilde;o conjunta com os senadores da CCJ e das comiss&otilde;es de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, de Educa&ccedil;&atilde;o e de Defesa do Consumidor.<\/p>\n<p><strong>12 anos de cotas<\/strong><\/p>\n<p>As cotas de obrigatoriedade de programa&ccedil;&atilde;o nacional previstas no projeto durar&atilde;o 12 anos. No primeiro ano, dever&aacute; haver 1h10 por semana em hor&aacute;rio nobre com programa&ccedil;&atilde;o brasileira em canais de &ldquo;espa&ccedil;o qualificado&rdquo;, que s&atilde;o os canais de filmes, seriados, anima&ccedil;&otilde;es, document&aacute;rios, dramaturgia, por exemplo. No segundo ano, 2h20. Depois, ser&atilde;o dez anos com 3h30 por semana &ndash; cerca de 30 minutos di&aacute;rios. Metade dos hor&aacute;rios de programa&ccedil;&atilde;o brasileira dever&aacute; ser criada por produtores independentes, ou seja, sem liga&ccedil;&atilde;o com teles, emissoras e programadoras de TV.<\/p>\n<p>H&aacute; ainda uma cota de canais brasileiros. Para cada tr&ecirc;s canais &ldquo;qualificados&rdquo;, deve existir um nacional. As emissoras e programadoras s&atilde;o contra essa reserva de mercado tupiniquim. &ldquo;Uma coisa &eacute; estimular a cultura nacional; outra &eacute; impor &agrave;s pessoas o consumo da cultura nacional&rdquo;, disse a advogada Renata Pagy Bonilha, da Sky, em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica no Senado no ano passado.<\/p>\n<p><strong>Interfer&ecirc;ncia estatal<\/strong><\/p>\n<p>O senador &Aacute;lvaro Dias (PSDB-PR) &eacute; um dos que est&aacute; contra a pol&iacute;tica de cotas prevista no PL 116. Ele disse que teme a interfer&ecirc;ncia estatal na produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica. &ldquo;Tamb&eacute;m tem v&iacute;cios de constitucionalidade e, por isso, n&atilde;o permitimos ir ao plen&aacute;rio&rdquo;, afirmou ele ao Congresso em Foco. No ano passado, o presidente da CCJ e relator da mat&eacute;ria, Dem&oacute;stenes Torres (DEM-GO), disse que, se o Senado aprovasse o texto, o Supremo Tribunal Federal (STF) iria derrub&aacute;-lo.<\/p>\n<p>Uma das inconstitucionalidades seria delegar poderes de fiscaliza&ccedil;&atilde;o &agrave; Ancine. Outra, disse Dem&oacute;stenes no ano passado, &eacute; o estabelecimento de cotas de produ&ccedil;&atilde;o nacional. O senador n&atilde;o foi localizado pela reportagem do site.<\/p>\n<p><strong>Repeti&ccedil;&atilde;o de filmes<\/strong><\/p>\n<p>Ex-deputado que atuou no projeto e hoje senador, Walter Pinheiro entende que o estabelecimento das cotas &eacute; ben&eacute;fico para todos, inclusive para as empresas que v&atilde;o faturar mais exibindo conte&uacute;do nacional. Ele diz que h&aacute; &ldquo;miopia&rdquo; na vis&atilde;o das emissoras e programadoras de TV. Pinheiro lembra que diversos bons produtores brasileiros n&atilde;o conseguem emplacar suas obras na televis&atilde;o, mesmo tendo qualidade.<\/p>\n<p>O senador diz que baixa qualidade &eacute; n&atilde;o dar espa&ccedil;o para temas diferentes na TV. &ldquo;Material de baixa qualidade &eacute; assistir O diabo veste Prada [filme de David Frankel, com Merryl Streep e Anne Hathaway] sete vezes na semana. &Eacute; um &oacute;timo filme, mas eu n&atilde;o aguento mais ver. Duro de matar [filme de John McTiernan, com Bruce Willys] &eacute; duro de ver, principalmente na &eacute;poca do Natal. &Eacute; o mesmo filme&rdquo;, afirmou Pinheiro ao site.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto de lei que abre o mercado da TV por assinatura para as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es e cria cotas para a produ&ccedil;&atilde;o nacional entra em uma nova fase. 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