{"id":25513,"date":"2011-04-14T13:11:47","date_gmt":"2011-04-14T13:11:47","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25513"},"modified":"2014-09-07T03:01:44","modified_gmt":"2014-09-07T03:01:44","slug":"programa-cultura-viva-gera-duvidas-no-ministerio-da-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25513","title":{"rendered":"Programa Cultura Viva gera d\u00favidas no Minist\u00e9rio da Cultura"},"content":{"rendered":"<p class=\"padrao\">A Secret&aacute;ria de Cidadania e Diversidade do Minist&eacute;rio da Cultura (Minc), Marta Porto, endossou suas cr&iacute;ticas a gest&atilde;o e princ&iacute;pios do Programa Cultura Viva desenvolvido durante o governo Lula. Durante atividade em Salvador, nesta ter&ccedil;a-feira (12), a secret&aacute;ria centrou o discurso nos problemas operacionais do programa, em especial a transpar&ecirc;ncia, presta&ccedil;&atilde;o de contas e repasse dos recursos aos pontos de cultura. Marta tamb&eacute;m colocou em xeque a l&oacute;gica social dos pontos, defendeu vis&atilde;o &quot;existencial&quot; da cultura e uma maior correla&ccedil;&atilde;o com os direitos humanos.<\/p>\n<p>Por diversas vezes a plateia do audit&oacute;rio do Conselho de Cultura da Bahia perguntou para a representante do Minc sobre a continuidade ou fortalecimento do programa. Ap&oacute;s mais de 90 dias da gest&atilde;o de Ana de Hollanda &agrave; frente do Minc, a secret&aacute;ria se limitou a declarar que a posi&ccedil;&atilde;o do Minc era favor&aacute;vel ao programa, mas que precisa de uma an&aacute;lise t&eacute;cnica para melhor avalia-lo.<\/p>\n<p>Para ela, o Minc precisa se posicionar em rela&ccedil;&atilde;o ao marco legal das suas atividades. &quot;Outros Minist&eacute;rios tiveram avan&ccedil;os superiores, j&aacute; o Minc precisa aprofundar seus mecanismos de participa&ccedil;&atilde;o e transpar&ecirc;ncia&quot;, explanou Marta. Nos pr&oacute;ximos dias ir&aacute; se encontrar com a deputada  federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) a fim de discutir os encaminhamentos  no Congresso Nacional para qualificar a sua legisla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Quanto presta&ccedil;&atilde;o e repasse das verbas, ela foi enf&aacute;tica ao afirmar que &quot;apesar de ser prioridade, [o Cultura Viva] ficou dois anos sem pagar&quot; e defendeu que o Estado n&atilde;o pode transpor a responsabilidade aos beneficiados, j&aacute; que em muitos locais a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem instrumentos para passar pelos tr&acirc;mites burocr&aacute;ticos. A Secret&aacute;ria tamb&eacute;m alegou que &eacute; preciso fazer uma forma&ccedil;&atilde;o interna, pois muitos funcion&aacute;rios do minist&eacute;rio s&atilde;o jovens e distantes do p&uacute;blico do Cultura Viva.<\/p>\n<p>Apesar de citar a import&acirc;ncia das confer&ecirc;ncias e a necessidade de refletir sobre o legado dos ministros do governo Lula, a secret&aacute;ria preferiu caracterizar as pol&iacute;ticas culturais como as mesmas h&aacute; 30 anos, voltadas basicamente no apoio a produ&ccedil;&atilde;o, e declarou: &quot;O Minc pode realizar fomento, mas tem que politizar o discurso, pautar os direitos humanos&quot;. Ao responder sobre o estudo do Instituto de Pesquisas Aplicadas (IPEA), que avaliou os pontos de cultura de forma positiva por se entrela&ccedil;ar com as pol&iacute;ticas sociais, Marta Porto disse que o Estado se &quot;enfraquece ao estar numa vis&atilde;o assistencial&quot; e que o &quot;social, nesse sentido, mata a luta hist&oacute;rica [da cultura]&quot;.<br \/><strong><br \/>Avalia&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisadora Sophia Rocha defendeu disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado intitulada &quot;Programa Cultura Viva e seu processo de estadualiza&ccedil;&atilde;o na Bahia&quot;, no Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura da UFBA. Aprovada com distin&ccedil;&atilde;o, Sophia parte do pressuposto que s&atilde;o governos diferentes [Lula e Dilma] e preferiu n&atilde;o aprofundar posi&ccedil;&atilde;o sobre as a&ccedil;&otilde;es do atual Minc. &quot;&Eacute; muito recente a gest&atilde;o. Achei ela [Marta Porto] clara, objetiva, demonstrou que conhece o programa. Mas fica dif&iacute;cil comparar o discurso sem a pr&aacute;tica. S&oacute; com o or&ccedil;amento ficar&aacute; clara a condu&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p>No que foi realizado at&eacute; o momento, a pesquisadora avaliou de forma positiva a jun&ccedil;&atilde;o das Secretarias da Identidade e Diversidade com a de Cidadania. Para Sophia o p&uacute;blico abrangido por ambas era &quot;muito parecido&quot;, mas as a&ccedil;&otilde;es dialogavam pouco.<\/p>\n<p>Sophia aponta fragilidades no Cultura Viva, em especial, &quot;uma legisla&ccedil;&atilde;o inadequada e administra&ccedil;&atilde;o incompat&iacute;vel&quot; que impediram a institucionaliza&ccedil;&atilde;o de um Programa reivindicado pela sociedade civil. Para ela, isso se d&aacute; pela forma&ccedil;&atilde;o do Estado brasileiro, que foi feito para dialogar com a &quot;elite&quot;, utilizando a mesma Lei (8666\/93) para construtoras e pontos de cultura.<\/p>\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o a experi&ecirc;ncia local analisada, a pesquisa indica avan&ccedil;os na gest&atilde;o, pois a Procuradoria Geral do Estado (PGE) entendeu que n&atilde;o havia necessidade de licita&ccedil;&atilde;o e a Secretaria Estadual de Cultura investiu em cursos de forma&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o: &quot;Mesmo assim d&aacute; problemas porque a legisla&ccedil;&atilde;o &eacute; inadequada&quot;, defende Sophia.<\/p>\n<p class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"padrao\">Leia Mais:<\/p>\n<p><span class=\"padrao\"><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=25341\">O fim da &quot;pol&iacute;tica do balc&atilde;o&quot; no Minist&eacute;rio da Cultura <\/a><br \/><\/span> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marta Porto, secret&aacute;ria de Cidadania e Diversidade, aponta problemas na gest&atilde;o dos pontos de cultura e defende altera&ccedil;&otilde;es na lei que rege o programa.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[190],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25513"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25513"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25513\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28236,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25513\/revisions\/28236"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25513"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25513"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25513"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}