{"id":25463,"date":"2011-03-28T10:32:27","date_gmt":"2011-03-28T10:32:27","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25463"},"modified":"2011-03-28T10:32:27","modified_gmt":"2011-03-28T10:32:27","slug":"mudancas-na-lei-rouanet-beneficiariam-o-circo-diz-coordenador-da-funarte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25463","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as na Lei Rouanet beneficiariam o circo, diz coordenador da Funarte"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Em seu atual modelo, a Lei Rouanet raramente beneficia um circo itinerante ou grupo circense. A afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; do respons&aacute;vel pela Coordena&ccedil;&atilde;o de Circo da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Artes (Funarte), Marcos Teixeira, e refor&ccedil;a as atuais cr&iacute;ticas feitas &agrave; lei de est&iacute;mulo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica criada em 1991.<\/p>\n<p>Procurado pela Ag&ecirc;ncia Brasil para comentar, por telefone, algumas das cr&iacute;ticas e reivindica&ccedil;&otilde;es feitas por artistas e representantes da classe circense, Teixeira defendeu que as mudan&ccedil;as na lei propostas pelo Minist&eacute;rio da Cultura, ao qual a Funarte &eacute; vinculada, mudaria a &ldquo;l&oacute;gica perversa&rdquo; pela qual as empresas que decidem investir em cultura em troca de isen&ccedil;&atilde;o de impostos priorizam os espet&aacute;culos ou iniciativas aprovadas pelo Minist&eacute;rio da Cultura que lhes d&ecirc; maior retorno publicit&aacute;rio.<\/p>\n<p>&ldquo;O circo vive exclusivamente de sua bilheteria. Raramente ele consegue algum patroc&iacute;nio e ele n&atilde;o se utiliza da Lei Rouanet. &Eacute; necess&aacute;rio vender o almo&ccedil;o para comprar o jantar. Se n&atilde;o h&aacute; espet&aacute;culo, n&atilde;o h&aacute; dinheiro sequer para deixar uma cidade e seguir viagem&rdquo;, declarou Teixeira, garantindo que a Funarte tem aumentado ano a ano os recursos destinados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o, fortalecimento, capacita&ccedil;&atilde;o e valoriza&ccedil;&atilde;o das atividades circenses.<\/p>\n<p>Teixeira mencionou, por exemplo, o aux&iacute;lio aos circos que, em 2008, foram prejudicados pelas fortes chuvas que alagaram o estado de Santa Catarina. E as oficinas que desde 2009 j&aacute; capacitaram mais de 350 profissionais de todo o pa&iacute;s. Realizadas em uma capital de cada uma das cinco regi&otilde;es brasileiras, as oficinas j&aacute; abordaram aspectos como elabora&ccedil;&atilde;o de projetos, planejamento estrat&eacute;gico, legisla&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a, dire&ccedil;&atilde;o c&ecirc;nica, express&atilde;o corporal, figurino e ilumina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, Teixeira garante que, desde 2007, a Funarte j&aacute; distribuiu, por meio de editais p&uacute;blicos, mais de 150 lonas novas a circos de todo o pa&iacute;s. E, para ele, os valores disponibilizados por meio de editais n&atilde;o s&atilde;o pequenos. Citando como exemplo o Pr&ecirc;mio Carequinha, um dos mais importantes do segmento, cada contemplado na categoria de circo itinerante de pequeno porte, com capacidade de at&eacute; 600 pessoas, recebe R$ 25 mil. O m&eacute;dio, at&eacute; mil lugares, R$ 40 mil. Mesmo valor entregue ao beneficiado na categoria grande porte, com capacidade para receber mais de mil pessoas.<\/p>\n<p>&ldquo;Isso &eacute; um est&iacute;mulo, uma ajuda para que o circo possa comprar sua lona. N&atilde;o significa que temos que pagar por ela. Precisamos levar em considera&ccedil;&atilde;o quem n&oacute;s de fato vamos beneficiar, pois a realidade &eacute; que a maioria dos circos brasileiros &eacute; de pequeno e m&eacute;dio porte&rdquo;.<\/p>\n<p>Quanto &agrave;s cr&iacute;ticas de que falta uma pol&iacute;tica nacional para o setor, Teixeira concorda em partes. Diz que as atividades de est&iacute;mulo &agrave; cargo da Funarte beneficiam grupos de todo o pa&iacute;s, mas reconheceu que n&atilde;o h&aacute; leis federais que estabele&ccedil;am, por exemplo, a obrigatoriedade da realiza&ccedil;&atilde;o de editais anuais ou que tratem da quest&atilde;o da aposentadoria. &ldquo;N&atilde;o h&aacute;, por exemplo, uma lei que garanta a aplica&ccedil;&atilde;o de recursos. Nem que trate da quest&atilde;o da aposentadoria, que &eacute; um problema s&eacute;rio. Mas isso extrapola o universo circense. Isso atinge as manifesta&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas em geral&rdquo;.<\/p>\n<p>O coordenador tamb&eacute;m garantiu que embora caiba &agrave;s prefeituras oferecer condi&ccedil;&otilde;es atraentes para os circos, a Funarte tem uma campanha nacional para sensibilizar os prefeitos para que eles resguardem terrenos adequados onde um circo possa se instalar. &ldquo;Mostramos que o circo &eacute; uma atividade cultural. Muitos prefeitos acham que o circo chega a sua cidade para levar o dinheiro embora. Nosso papel &eacute; demonstrar que o circo &eacute; uma atividade cultural que traz benef&iacute;cios &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, que tem o direito de receb&ecirc;-la&rdquo;.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em seu atual modelo, a Lei Rouanet raramente beneficia um circo itinerante ou grupo circense. A afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; do respons&aacute;vel pela Coordena&ccedil;&atilde;o de Circo da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Artes (Funarte), Marcos Teixeira, e refor&ccedil;a as atuais cr&iacute;ticas feitas &agrave; lei de est&iacute;mulo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica criada em 1991. 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