{"id":25443,"date":"2011-03-22T13:54:30","date_gmt":"2011-03-22T13:54:30","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25443"},"modified":"2011-03-22T13:54:30","modified_gmt":"2011-03-22T13:54:30","slug":"telebras-entra-com-pedido-formal-para-ficar-com-faixa-de-450-mhz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25443","title":{"rendered":"Telebr\u00e1s entra com pedido formal para ficar com faixa de 450 MHz"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Na &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira, 15, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es recebeu um pedido da Telebr&aacute;s que pode provocar mudan&ccedil;as no caminho escolhido pela Anatel para resolver o dilema das metas rurais no novo Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU III). A estatal encaminhou um of&iacute;cio para o Minicom formalizando interesse na faixa de 450 MHz para a &quot;promo&ccedil;&atilde;o da inclus&atilde;o digital em &aacute;reas remotas, rurais e de baixa densidade populacional&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Informo a Vossa Excel&ecirc;ncia o interesse da Telebr&aacute;s em fazer uso dessas radiofrequ&ecirc;ncias, por ser um instrumento necess&aacute;rio para a amplia&ccedil;&atilde;o do acesso aos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es pela popula&ccedil;&atilde;o brasileira, em especial, a residente em &aacute;reas rurais&quot;, declara Ant&ocirc;nio Carlos Alff, presidente interino da estatal, no of&iacute;cio destinado ao ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo. H&aacute; tempos, comenta-se que a Telebr&aacute;s teria interesse na faixa de 450 MHz, mas esta &eacute; a primeira vez que a estatal apresenta formalmente um pedido ao governo para ficar com a radiofrequ&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>O pedido n&atilde;o havia sido apresentado at&eacute; agora porque, em princ&iacute;pio, a tend&ecirc;ncia do governo era deixar a faixa com a estatal, j&aacute; que o pequeno bloco de radiofrequ&ecirc;ncia dispon&iacute;vel (7 MHz + 7 MHz) s&oacute; permite que uma &uacute;nica empresa atue em cada regi&atilde;o. O pensamento era de que, se n&atilde;o h&aacute; como fazer concorr&ecirc;ncia, o mais sensato seria consignar o uso da faixa &agrave; estatal.<\/p>\n<p>Esse plano mudou depois das negocia&ccedil;&otilde;es feitas pela Anatel e Minicom com as concession&aacute;rias de telefonia fixa para altera&ccedil;&atilde;o do PGMU III. A equipe t&eacute;cnica da ag&ecirc;ncia reguladora entendeu que a melhor forma de assegurar as metas de universaliza&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas rurais era liberar o uso da faixa pelas concession&aacute;rias. Caso o entendimento da &aacute;rea t&eacute;cnica prevale&ccedil;a, a faixa sequer seria licitada.<\/p>\n<p>Dada a nova circunst&acirc;ncia, o comando da Telebr&aacute;s entendeu que precisava deixar claro que n&atilde;o eram apenas as concession&aacute;rias que teriam interesse em utilizar a faixa.<\/p>\n<p><strong>Sem exclusividade<\/strong><\/p>\n<p>O detalhe mais importante do of&iacute;cio, obtido com exclusividade por este notici&aacute;rio, &eacute; que a Telebr&aacute;s se compromete a n&atilde;o prejudicar as metas de universaliza&ccedil;&atilde;o caso fique com o direito de uso da radiofrequ&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Ao fim do documento, o presidente em exerc&iacute;cio da estatal declara: &quot;Finalmente, ressalto que caso a Telebr&aacute;s seja autorizada a fazer uso desta faixa, dever&aacute; fornecer, nos termos do art. 13 da Resolu&ccedil;&atilde;o n. 558, de 2010, infraestrutura &agrave;s prestadoras que estejam obrigadas a atender &agrave;s metas de acesso, conforme Plano de Metas para Universaliza&ccedil;&atilde;o (PMU) e Plano Geral de Metas para a Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU)&quot;. Ou seja, a garantia dada pela Telebr&aacute;s asseguraria a manuten&ccedil;&atilde;o das metas negociadas com as teles, mesmo liberando a faixa para uso e gerenciamento pela Telebr&aacute;s.<\/p>\n<p>A resolu&ccedil;&atilde;o citada pela Telebr&aacute;s &eacute; a que aprovou o novo Regulamento sobre Canaliza&ccedil;&atilde;o e Condi&ccedil;&otilde;es de Uso de Radiofrequ&ecirc;ncias na Faixa de 450 MHz a 470 MHz. Esse novo regulamento, editado em dezembro do ano passado, abriu caminho para que a faixa fosse utilizada prioritariamente para a massifica&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os em regi&otilde;es rurais e remotas. As empresas que vierem a fazer uso dessa faixa, no entanto, s&atilde;o obrigadas a fornecer infraestrutura a eventuais interessados a &quot;pre&ccedil;os razo&aacute;veis e condi&ccedil;&otilde;es adequadas&quot; (artigo 13, citado no of&iacute;cio).<\/p>\n<p><strong>Novos rumos<\/strong><\/p>\n<p>Com a apresenta&ccedil;&atilde;o do pedido formal da Telebr&aacute;s para ficar com a faixa, abre-se uma nova alternativa para o desfecho das negocia&ccedil;&otilde;es do PGMU III. Havia uma expectativa de que a proposta final do plano de metas fosse deliberada pelo Conselho Diretor da Anatel ainda nesta semana, mas o assunto n&atilde;o consta na pauta da pr&oacute;xima quinta-feira, 24. Vale lembrar que, ap&oacute;s a delibera&ccedil;&atilde;o do Conselho Diretor, o documento ainda precisa ser analisado pelo Conselho Consultivo da ag&ecirc;ncia e, depois, pelo pr&oacute;prio Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, que poder&aacute; alter&aacute;-lo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira, 15, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es recebeu um pedido da Telebr&aacute;s que pode provocar mudan&ccedil;as no caminho escolhido pela Anatel para resolver o dilema das metas rurais no novo Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU III). 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