{"id":25428,"date":"2011-03-16T13:32:44","date_gmt":"2011-03-16T13:32:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25428"},"modified":"2011-03-16T13:32:44","modified_gmt":"2011-03-16T13:32:44","slug":"56-milhoes-de-brasileiros-ainda-nao-tem-acesso-ao-servico-movel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25428","title":{"rendered":"56 milh\u00f5es de brasileiros ainda n\u00e3o t\u00eam acesso ao servi\u00e7o m\u00f3vel"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A Am&eacute;rica Latina vai ultrapassar a marca de 100% de penetra&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel ao final do primeiro trimestre de 2011, de acordo com a Informa Telecoms &amp; Media. Entretanto ainda h&aacute; 178 milh&otilde;es de pessoas sem acesso aos servi&ccedil;os de telefonia m&oacute;vel, o que representa 30% da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O Brasil, que &eacute; o maior e mais importante mercado de telefonia m&oacute;vel da regi&atilde;o, j&aacute; ultrapassou a barreira de 100% de penetra&ccedil;&atilde;o e a marca de 200 milh&otilde;es de assinantes ao final de 2010. Com 105% de penetra&ccedil;&atilde;o em Dezembro de 2010, o Brasil &eacute; agora o 6&ordm; maior mercado do mundo com 206 milh&otilde;es de assinantes e o 7&ordm; maior em termos de receita.<\/p>\n<p>&ldquo;Passar 100% de penetra&ccedil;&atilde;o &eacute; um grande marco para a ind&uacute;stria m&oacute;vel, mas &eacute; importante ressaltar que isso n&atilde;o significa que todos na Am&eacute;rica Latina possuem um celular&rdquo;, afirma Daniele Tricarico, analista senior da Informa Telecoms &amp; Media.<\/p>\n<p>&ldquo;As taxas de penetra&ccedil;&atilde;o chegam a 120% ou acima em algumas &aacute;reas urbanas, nas quais usu&aacute;rios possuem mais de uma linha, mas em &aacute;reas rurais, as taxas de penetra&ccedil;&atilde;o caem para 60% ou menos, principlamente devido a falta de cobertura. Enquanto a ind&uacute;stria celebra a quebra da barreira de 100% de penetra&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o, as operadoras m&oacute;veis ainda devem expandir a cobertura e inovar para deixar os servi&ccedil;os m&oacute;veis mais acess&iacute;veis&quot;, completa a analista.<\/p>\n<p>Na Am&eacute;rica Latina, cerca de 27% do total de 568 milh&otilde;es de assinantes, incluindo banda larga m&oacute;vel, s&atilde;o classificados como assinantes m&uacute;ltiplos, ou seja, possuem mais de um SIM card ou possuem um dispositivo m&oacute;vel, al&eacute;m do telefone celular. Neste n&uacute;mero de assinantes tamb&eacute;m est&aacute; inclu&iacute;da a dupla contagem, que ocorre quando o cliente muda de operadora.<\/p>\n<p>Isto contrasta com a Am&eacute;rica do Norte (Estados Unidos y Canad&aacute;), onde apesar da penetra&ccedil;&atilde;o estar abaixo de 93%, m&uacute;ltiplos SIM, dispositivos m&oacute;veis e dupla contagem atingem apenas 14% do total da base de assinantes. Com uma menor renda dispon&iacute;vel e alta penetra&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;-pago, que representa mais de 80% da base total de clientes da Am&eacute;rica Latina, os clientes tendem a trocar o SIM card para se beneficiarem dos melhores pre&ccedil;os dependendo da operadora e per&iacute;odo do dia.<\/p>\n<p>&quot;Ao mesmo tempo, um n&uacute;mero crescente de clientes de alto valor est&atilde;o aderindo a banda larga m&oacute;vel aos seus servi&ccedil;os de voz, muitas vezes complementar a sua assinatura de banda larga fixa, mas cada vez mais como sua primeira op&ccedil;&atilde;o de banda larga. Como resultado, mais consumidores tendem a ter assinaturas m&uacute;ltiplas&quot;, salienta Daniele Tricarico.<\/p>\n<p>O r&aacute;pido crescimento do mercado brasileiro de servi&ccedil;os m&oacute;veis, que sozinho representa 36% do total de assinantes da Am&eacute;rica Latina, est&aacute; impulsionando a penetra&ccedil;&atilde;o total da regi&atilde;o. Entretanto, ao final de 2010, o Brasil possu&iacute;a 56 milh&otilde;es de pessoas sem qualquer tipo de servi&ccedil;o m&oacute;vel.<\/p>\n<p>&ldquo;Nestes 56 milh&otilde;es de pessoas est&atilde;o inclu&iacute;dos a popula&ccedil;&atilde;o jovem abaixo de 15 anos e idosa&rdquo;, acrescenta Tricarico, &ldquo;mas tamb&eacute;m conta com uma por&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o que, apesar da queda dos das tarifas devido ao aumento da competi&ccedil;&atilde;o, ainda n&atilde;o podem gastar com servi&ccedil;os m&oacute;veis. O fato &eacute; que a taxa de penetra&ccedil;&atilde;o pode ser um indicador distorcido se n&atilde;o forem considerados outros fatores como o n&uacute;mero de usu&aacute;rios &uacute;nicos.&rdquo;<\/p>\n<p>A divis&atilde;o entre &aacute;rea urbana e rural &eacute; outro aspecto importante pare se levar em considera&ccedil;&atilde;o quando se analisa a penetra&ccedil;&atilde;o da Am&eacute;rica Latina. &ldquo;Adicionalmente a tend&ecirc;ncia de m&uacute;tiplos SIM, n&atilde;o se pode esquecer que todos os mercados da Am&eacute;rica Latina concentram os assinantes em &aacute;reas que s&atilde;o melhores atendidas pelas operadoras, que s&atilde;o as &aacute;reas urbanas mais desenvolvidas&rdquo;, salienta a analista.<\/p>\n<p>No Brasil, exemplifica, as &aacute;reas mais ricas como S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro, atigiram o patamar de 123% e 116% de penetra&ccedil;&atilde;o, mas as &aacute;reas rurais menos desenvolvidas possuem taxas de penetra&ccedil;&atilde;o inferior a 60%, como o estado do Maranh&atilde;o, e &aacute;reas mais isoladas como o Amazonas, inferior a 23%.<\/p>\n<p>&quot;A boa not&iacute;cia &eacute; que a conectividade nas &aacute;reas rurais est&aacute; melhorando rapidamente. Com a satura&ccedil;&atilde;o de mercado nas &aacute;reas urbanas, as operadoras reconhecem que a nova oportunidade de crescimento vem da expans&atilde;o da cobertura m&oacute;vel, incluindo a banda larga m&oacute;vel, para as &aacute;reas rurais&quot;, observa analista da Informa.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Am&eacute;rica Latina vai ultrapassar a marca de 100% de penetra&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel ao final do primeiro trimestre de 2011, de acordo com a Informa Telecoms &amp; Media. Entretanto ainda h&aacute; 178 milh&otilde;es de pessoas sem acesso aos servi&ccedil;os de telefonia m&oacute;vel, o que representa 30% da popula&ccedil;&atilde;o. 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