{"id":25412,"date":"2011-03-14T12:29:44","date_gmt":"2011-03-14T12:29:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25412"},"modified":"2011-03-14T12:29:44","modified_gmt":"2011-03-14T12:29:44","slug":"area-tecnica-da-anatel-fecha-proposta-de-mudanca-no-plano-de-metas-de-universalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25412","title":{"rendered":"\u00c1rea t\u00e9cnica da Anatel fecha proposta de mudan\u00e7a no Plano de Metas de Universaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Ap&oacute;s meses de negocia&ccedil;&atilde;o com as concession&aacute;rias de telefonia fixa, a equipe t&eacute;cnica da Anatel concluiu esta semana uma primeira proposta de altera&ccedil;&atilde;o do Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU III), que vigorar&aacute; at&eacute; 2014. E, &agrave; primeira vista, os argumentos apresentados pela Oi ao longo do debate parecem ter convencido a ag&ecirc;ncia reguladora. A grande maioria dos pedidos feitos pela concession&aacute;ria foi atendida pela proposta que j&aacute; circula no Conselho Diretor. A quest&atilde;o das metas de backhaul, como j&aacute; se sabia, ficou fora do PGMU, para ser negociadas como compromissos volunt&aacute;rios.<\/p>\n<p>Um dos pontos mais sens&iacute;veis do novo PGMU dever&aacute; ser a libera&ccedil;&atilde;o do uso da faixa de 450 MHz pelas concession&aacute;rias como forma de viabilizar a instala&ccedil;&atilde;o de TUPs e acessos individuais no interior do pa&iacute;s. Desde a primeira apresenta&ccedil;&atilde;o do PGMU &agrave; sociedade, as empresas contestaram a possibilidade de cumprir as metas rurais sem a libera&ccedil;&atilde;o da faixa de 450 MHz, visada tamb&eacute;m pela Telebr&aacute;s no contexto do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A ideia de expandir o servi&ccedil;o &agrave;s &aacute;reas rurais chegou a ser abandonada no in&iacute;cio do debate sobre as novas metas, mas agora retornou com for&ccedil;a total.<\/p>\n<p><strong>D&iacute;vida rural<\/strong><\/p>\n<p>T&eacute;cnicos ouvidos por este notici&aacute;rio argumentam que o setor possui uma &quot;d&iacute;vida&quot; com as &aacute;reas rurais, j&aacute; que depois de 13 anos de privatiza&ccedil;&atilde;o o atendimento dos brasileiros que est&atilde;o fora dos grandes centros ainda &eacute; bastante prec&aacute;rio. Assim, abrir m&atilde;o dessas metas espec&iacute;ficas n&atilde;o seria a melhor op&ccedil;&atilde;o para a ag&ecirc;ncia reguladora. A sa&iacute;da foi ressuscitar a libera&ccedil;&atilde;o da faixa de 450 MHz para as empresas. Na opini&atilde;o dos t&eacute;cnicos, expressa na primeira vers&atilde;o do relat&oacute;rio, o uso dos 450 MHz seria o &quot;caminho t&eacute;cnico mais natural e racional&quot;.<\/p>\n<p>Prevalecendo essa hip&oacute;tese, seria imposto &agrave;s empresas apenas um &quot;&ocirc;nus regulat&oacute;rio&quot;, ou seja, a fixa&ccedil;&atilde;o de compromissos de atendimento sem a cobran&ccedil;a tradicional pelo uso da faixa de radiofrequ&ecirc;ncia. O custo original para explora&ccedil;&atilde;o da radiofrequ&ecirc;ncia seria descontado na planilha de c&aacute;lculo do pr&oacute;prio PGMU, equilibrando as contas das novas metas. Mas, ainda assim, as contas n&atilde;o fecham. Para completar a diferen&ccedil;a de custo, a &aacute;rea t&eacute;cnica aponta como imprescind&iacute;vel o fim do recolhimento efetivo do &quot;&ocirc;nus da concess&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p>A Anatel j&aacute; decidiu no ano passado flexibilizar a cl&aacute;usula do contrato de concess&atilde;o que trata do &ocirc;nus, permitindo que esse pagamento seja revertido para o financiamento das metas de universaliza&ccedil;&atilde;o. Na pr&aacute;tica, as empresas deixar&atilde;o de recolher os 2% pagos bienalmente sobre seu faturamento bruto a t&iacute;tulo de manuten&ccedil;&atilde;o da concess&atilde;o. A desonera&ccedil;&atilde;o, no entanto, entrar&aacute; na planilha de custos do PGMU, equilibrando as contas.<\/p>\n<p><strong>Alternativas<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo com o claro empenho da &aacute;rea t&eacute;cnica em viabilizar as metas rurais por meio do 450 MHz, a equipe sugeriu outras duas op&ccedil;&otilde;es para que o Conselho Diretor possa deliberar qual o melhor caminho. A mais radical seria eliminar as novas obriga&ccedil;&otilde;es de instala&ccedil;&atilde;o de acessos individuais (telefones na casa dos consumidores) e postergar as exig&ecirc;ncias de instala&ccedil;&atilde;o de Telefones de Uso P&uacute;blico (TUPs) nas regi&otilde;es mais distantes. Neste contexto, a faixa de 450 MHz n&atilde;o seria usada, mas ainda assim o abatimento do &ocirc;nus da concess&atilde;o seria necess&aacute;rio para equilibrar as contas.<\/p>\n<p>A terceira alternativa &eacute; assegurar que todas as metas rurais sejam custeadas com recursos do Fundo de Universaliza&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Fust). Nessa hip&oacute;tese, sequer o pagamento do &ocirc;nus precisaria ser descontado. Apesar de parecer mais simples e econ&ocirc;mico, o caminho de uso do Fust mostrou-se complicado na hist&oacute;ria da Anatel. Em tese, o fundo serviria exatamente para custear esse tipo de expans&atilde;o dos servi&ccedil;os de telefonia, mas em uma d&eacute;cada de exist&ecirc;ncia pouco mais de 1% dos recursos foram de fato aplicados no setor. Na verdade, o Fust continua servindo, basicamente, para colaborar com o super&aacute;vit prim&aacute;rio do governo federal, j&aacute; que n&atilde;o pode ser usado em outro setor que n&atilde;o o de telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap&oacute;s meses de negocia&ccedil;&atilde;o com as concession&aacute;rias de telefonia fixa, a equipe t&eacute;cnica da Anatel concluiu esta semana uma primeira proposta de altera&ccedil;&atilde;o do Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU III), que vigorar&aacute; at&eacute; 2014. 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