{"id":25401,"date":"2011-03-04T15:49:17","date_gmt":"2011-03-04T15:49:17","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25401"},"modified":"2011-03-04T15:49:17","modified_gmt":"2011-03-04T15:49:17","slug":"sem-dinheiro-instituicoes-ligadas-ao-minc-comecam-a-refazer-as-contas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25401","title":{"rendered":"Sem dinheiro, institui\u00e7\u00f5es ligadas ao MinC come\u00e7am a refazer as contas"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Parcerias e sele&ccedil;&atilde;o de prioridades s&atilde;o as estrat&eacute;gias da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Arte (Funarte) e Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) para driblar a redu&ccedil;&atilde;o dos recursos destinados ao Minist&eacute;rio da Cultura (MinC) em 2011. O corte de R$ 50 bilh&otilde;es no Or&ccedil;amento federal anunciado pela presidente Dilma Rousseff tamb&eacute;m vai afetar a cultura e as institui&ccedil;&otilde;es se preparam para lidar com um cofre esvaziado. A redu&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento do MinC n&atilde;o &eacute; a maior da Esplanada dos Minist&eacute;rios &mdash; Turismo e Justi&ccedil;a chegam, respectivamente, a 84% e 64% &mdash; mas alcan&ccedil;a a 39%. Antes do contingenciamento, a previs&atilde;o era de um or&ccedil;amento de R$ 2,09 bilh&otilde;es. Ap&oacute;s o an&uacute;ncio de Dilma, a expectativa &eacute; de que o MinC trabalhe apenas com R$ 1,5 bilh&atilde;o.<\/p>\n<p>Antonio Grassi, diretor da Funarte, ainda n&atilde;o sabe como o arrocho afetar&aacute; a institui&ccedil;&atilde;o, mas j&aacute; estabeleceu prioridades para 2011. A Funarte tem restos a pagar contabilizados em R$ 19 milh&otilde;es referentes a editais lan&ccedil;ados em 2010. &ldquo;Claro que, com os cortes, o MinC tem que avaliar quais s&atilde;o as &aacute;reas priorit&aacute;rias. No caso da Funarte, o que estamos fazendo &eacute; elencar as prioridades das prioridades. Uma delas s&atilde;o os editais de ocupa&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os culturais. Estamos pensando num modelo de edital para isso&rdquo;, avisa Grassi. &ldquo;E vamos tentar honrar os compromissos, pagar o que a Funarte deve e priorizar os principais projetos de cada &aacute;rea. Temos um problema porque nossa &aacute;rea &eacute; final&iacute;stica, n&atilde;o arrecada, s&oacute; gasta.&rdquo; Parcerias com a iniciativa privada, segundo Grassi, podem ser uma sa&iacute;da caso o or&ccedil;amento seja reduzido ao ponto de inviabilizar o lan&ccedil;amento de novos editais e projetos da Funarte.<\/p>\n<p>No Ibram, os restos a pagar de editais do ano passado chegam a R$ 2 milh&otilde;es, que deveriam ser distribu&iacute;dos por 20 museus, mas tamb&eacute;m j&aacute; se fala em prioridades dentro da institui&ccedil;&atilde;o. A primeira delas &eacute; dar conta das institui&ccedil;&otilde;es museol&oacute;gicas que precisam de restauro e qualifica&ccedil;&atilde;o de acervo. A segunda &eacute; preparar os museus brasileiros para a Copa de 2014 e as Olimp&iacute;adas de 2016. O Minist&eacute;rio do Turismo estima que o Brasil dever&aacute; receber 8 milh&otilde;es de visitantes por causa do mundial de futebol. &ldquo;O que o MinC de fato vai liberar para n&oacute;s, ou se vai liberar ou n&atilde;o, n&atilde;o sabemos. Estamos solid&aacute;rios ao movimento do governo e este &eacute; um momento de ajuste de contas para termos um 2012 sustent&aacute;vel&rdquo;, diz Jos&eacute; do Nascimento Jr., presidente do Ibram.<\/p>\n<p>Parcerias tamb&eacute;m entram na grade de solu&ccedil;&otilde;es para o corte de gastos na institui&ccedil;&atilde;o. O Ibram re&uacute;ne 28 museus que dependem de verbas federais para manuten&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Estamos buscando parcerias para que nossas a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o sejam retra&iacute;das&rdquo;, garante Nascimento, que pretende conseguir verbas da Petrobras e do BNDES. A agenda da institui&ccedil;&atilde;o prev&ecirc; o lan&ccedil;amento de quatro editais para o segundo semestre deste ano num total de R$ 8 milh&otilde;es. Um deles beneficiaria 100 Pontos de Mem&oacute;ria, pontos de cultura que contam com aportes do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, cujos cortes devem chegar a 64% do or&ccedil;amento. &ldquo;O dinheiro vem do Pronasci e os Pontos de Mem&oacute;ria s&atilde;o muito bem avaliados e devem ter um aporte este ano&rdquo;, acredita Nascimento.<\/p>\n<p><strong>Patrim&ocirc;nio<\/strong><\/p>\n<p>O corte fez a Secretaria Executiva do minist&eacute;rio trabalhar para elencar as prioridades. &ldquo;Primeiro vamos quitar os restos a pagar e colocar em dia o Cultura Viva, que re&uacute;ne mais de 2 mil pontos de cultura em todo o Brasil, e retomar o programa&rdquo;, explica V&iacute;tor Ortiz, secret&aacute;rio executivo do MinC. &ldquo;A segunda prioridade s&atilde;o as obras do patrim&ocirc;nio cultural, para que n&atilde;o haja paralisa&ccedil;&atilde;o. A maior parte dessas obras s&atilde;o do PAC.&rdquo; Chega a R$ 60 milh&otilde;es o valor de contas atrasadas referentes a pr&ecirc;mios e a editais de 2010 destinados aos pontos de cultura.<\/p>\n<p>Durante encontro com 100 representantes de pontos no fim de fevereiro, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, recebeu os manifestantes e se comprometeu com os projetos. Mas, para Daraina Pregnolatto, coordenadora do projeto Nascentes e Veredas, que faz parte da A&ccedil;&atilde;o Gri&ocirc;, a&ccedil;&atilde;o integrada dos pontos de cultura, o corte no or&ccedil;amento gera apreens&atilde;o. Segundo ela, h&aacute; editais de 2007, 2008 e 2009 cujos participantes n&atilde;o receberam e nenhum edital de 2010 foi pago. &ldquo;O secret&aacute;rio V&iacute;tor Ortiz disse que o minist&eacute;rio se compromete a pagar os editais de 2010. Mas, quanto aos anos anteriores, eles ainda est&atilde;o aguardando orienta&ccedil;&atilde;o do governo federal&rdquo;, diz Daraina.<\/p>\n<p>A preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; quanto &agrave; incerteza do pagamento dos atrasados de 2007, 2008 e 2009. Segundo o Decreto 7.418, de dezembro de 2010, os restos a pagar do governo &mdash; com exce&ccedil;&atilde;o de despesas do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e relativas ao PAC &mdash; est&atilde;o prorrogados at&eacute; 31 de abril deste ano. Depois, prescrevem e correm o risco de n&atilde;o ser pagos.<\/p>\n<p>A Secretaria de Cidadania Cultural do MinC, pasta respons&aacute;vel pelos pontos de cultura, n&atilde;o se pronuncia sobre o tema. A empres&aacute;ria Marta Porto aceitou o convite de Ana de Hollanda para a pasta, mas ainda n&atilde;o foi nomeada. Enquanto isso, o antigo secret&aacute;rio, TT Catal&atilde;o, responde pela &aacute;rea, mas afirma n&atilde;o conhecer os detalhes referentes aos pagamentos dos editais porque est&aacute; afastado desde dezembro.<\/p>\n<p><strong>Expectativa<\/strong><\/p>\n<p>O Distrito Federal conta com 20 Pontos de Cultura conveniados com a Secretaria de Cultural do Distrito Federal. S&atilde;o projetos que recebem repasses do MinC desde o ano passado. As verbas deveriam ser pagas em tr&ecirc;s parcelas de R$ 1,7 milh&atilde;o. &ldquo;A primeira foi paga em julho do ano passado e estamos gastando e prestando contas para receber a segunda parcela&rdquo;, explica Jos&eacute; Delvinei, sub-secret&aacute;rio de Patrim&ocirc;nio Hist&oacute;rico, Art&iacute;stico e Cultura da secretaria. &ldquo;Estamos confiantes que vamos receber a segunda parcela.&rdquo; Segundo Delvinei, uma reuni&atilde;o com representantes do MinC sinalizou que alguns editais referentes aos pontos de cultura podem n&atilde;o ser lan&ccedil;ados este ano. &ldquo;Se n&atilde;o houver dinheiro para tudo, o MinC prefere n&atilde;o lan&ccedil;ar novos editais. Se isso acontecer, ter&iacute;amos que conter nosso desejo de transforma&ccedil;&atilde;o no panorama cultural do DF.&rdquo;<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parcerias e sele&ccedil;&atilde;o de prioridades s&atilde;o as estrat&eacute;gias da Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Arte (Funarte) e Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) para driblar a redu&ccedil;&atilde;o dos recursos destinados ao Minist&eacute;rio da Cultura (MinC) em 2011. 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