{"id":25380,"date":"2011-02-25T14:01:18","date_gmt":"2011-02-25T14:01:18","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25380"},"modified":"2011-02-25T14:01:18","modified_gmt":"2011-02-25T14:01:18","slug":"no-debate-entre-massificar-e-universalizar-a-banda-larga-minicom-fica-com-a-urgencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25380","title":{"rendered":"No debate entre massificar e universalizar a banda larga, Minicom fica com a urg\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Para o secret&aacute;rio de telecomunica&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, Nelson Fujimoto, o fato de o governo estar abrindo m&atilde;o de colocar as metas de banda larga dentro do Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o que valer&aacute; at&eacute; 2015 (PGMU III) n&atilde;o significa um golpe ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). &quot;O PGMUIII n&atilde;o era a salva&ccedil;&atilde;o do PNBL, &eacute; apenas uma parte pequena&quot;, disse. Fujimoto participou do semin&aacute;rio Pol&iacute;ticas de (Tele)Comunica&ccedil;&otilde;es, organizado nesta quinta, 24, em Bras&iacute;lia pela Revista TELETIME e pelo Centro de Estudos de Pol&iacute;ticas de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade de Bras&iacute;lia (CCom\/UnB).<\/p>\n<p>Para ele, o centro do PNBL continua sendo a atua&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s na oferta de redes ao atacado para pequenos provedores. Ele ressaltou que parte das quest&otilde;es que vinham sendo tratadas no PGMU poder&atilde;o ser tratadas no Plano Geral de Metas de Competi&ccedil;&atilde;o, como a regula&ccedil;&atilde;o das redes no atacado e no varejo. Provocado pela advogada da ProTeste Fl&aacute;via Lef&egrave;vre, que questionou por que o governo, depois de tanto tempo em que tratou o backhaul como parte das metas do PGMU resolveu recuar, Fujimoto reiterou que esse &eacute; um detalhe menor e que o importante &eacute; que a popula&ccedil;&atilde;o tenha acesso &agrave; banda larga. Novamente questionado por Fl&aacute;via Lef&egrave;vre sobre a estrat&eacute;gia de massificar a banda larga antes para s&oacute; depois pensar em pol&iacute;ticas de universaliza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, Fujimoto disse que isso est&aacute; sendo feito assim porque &eacute; o jeito mais r&aacute;pido e para o qual j&aacute; h&aacute; seguran&ccedil;a jur&iacute;dica. &quot;O que n&atilde;o podemos &eacute; perder o bonde enquanto temos essa discuss&atilde;o&quot;. Na parte da manh&atilde;, o secret&aacute;rio executivo do Minicom, Cezar Alvarez, havia afirmado que o modelo de servi&ccedil;o p&uacute;blico e de universaliza&ccedil;&atilde;o previstos na Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es precisariam ser rediscutidos quando se fala em banda larga, da&iacute; o governo n&atilde;o pensar o servi&ccedil;o como um servi&ccedil;o p&uacute;blico. J&aacute; o ministro Paulo Bernardo, no mesmo semin&aacute;rio, disse que o governo precisar&aacute; pensar sim em uma pol&iacute;tica de universaliza&ccedil;&atilde;o para as pessoas que n&atilde;o possam pagar nem o valor dos R$ 35 previstos no PNBL.<br \/><strong><br \/>Alinhados<\/strong><\/p>\n<p>Para os provedores de acesso, o modelo proposto no PNBL &eacute; positivo, mas ainda &eacute; preciso buscar a qualifica&ccedil;&atilde;o dos pequenos empres&aacute;rios para que seja um modelo de sucesso. Falando pelo Conapsi (Conselho Nacional de Provedores de Servi&ccedil;os de Internet), Ricardo Sanchez disse que hoje esses provedores precisam agregar valor aos seus servi&ccedil;os. Para ele, o pre&ccedil;o do link cobrado pela Telebr&aacute;s (R$ 260 por 1 Mbps) &eacute; razo&aacute;vel na maior parte dos munic&iacute;pios, mas ainda h&aacute; a necessidade de buscar outros elementos de viabiliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em cidades pequenas. Ele destacou que hoje j&aacute; h&aacute; mais de 500 operadores que procuraram a Telebr&aacute;s com interesse no uso da rede da estatal.<\/p>\n<p>Para Eduardo Levy, diretor presidente do SindiTelebrasil, ao mesmo tempo em que o governo toca a implanta&ccedil;&atilde;o do seu PNBL, as empresas privadas, com investimento da ordem de R$ 20 bilh&otilde;es ao ano, j&aacute; expandiram os servi&ccedil;os de banda larga para a maioria dos munic&iacute;pios brasileiros, a maior parte sem nenhuma atratividade econ&ocirc;mica e, com a competi&ccedil;&atilde;o e amortiza&ccedil;&atilde;o das redes, a tend&ecirc;ncia &eacute; que os pre&ccedil;os caiam. &quot;Qualquer um pode competir se quiser nesses mercados sem tanta atratividade&quot;.<\/p>\n<p>Para Alexandre Annenberg, presidente da ABTA, ainda existe um grave gargalo na &uacute;ltima milha para que a banda larga se massifique e para que o PNBL atinja as suas metas. &quot;A constru&ccedil;&atilde;o das redes de acesso banda larga tem que ser feita pela iniciativa privada. Onde n&atilde;o der, tem que se fazer com parcerias p&uacute;blicas com o governo. O que n&atilde;o pode &eacute; o estado atuar como provocador da competi&ccedil;&atilde;o, pois ele estaria na verdade atuando como um perturbador&quot;, diz Annenberg.<\/p>\n<p>Para Jo&atilde;o Moura, diretor executivo da Telcomp, os mercados mais complicados s&oacute; se viabilizam com o apoio do governo. &quot;A quest&atilde;o &eacute; como fazer isso e atrair mais investimentos&quot;, disse, aproveitando para criticar a aus&ecirc;ncia de uma regulamenta&ccedil;&atilde;o voltada ao est&iacute;mulo &agrave; competi&ccedil;&atilde;o, o que passa pelo controle sobre a explora&ccedil;&atilde;o de linhas dedicadas (EILD).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o secret&aacute;rio de telecomunica&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, Nelson Fujimoto, o fato de o governo estar abrindo m&atilde;o de colocar as metas de banda larga dentro do Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o que valer&aacute; at&eacute; 2015 (PGMU III) n&atilde;o significa um golpe ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). &quot;O PGMUIII n&atilde;o era &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25380\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">No debate entre massificar e universalizar a banda larga, Minicom fica com a urg\u00eancia<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1123],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25380"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25380"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25380\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25380"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}