{"id":25291,"date":"2011-01-31T14:34:57","date_gmt":"2011-01-31T14:34:57","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25291"},"modified":"2011-01-31T14:34:57","modified_gmt":"2011-01-31T14:34:57","slug":"reter-dados-de-internautas-nao-ajuda-na-luta-contra-cibercrimes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25291","title":{"rendered":"Reter dados de internautas n\u00e3o ajuda na luta contra cibercrimes"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">De acordo com grupo alem&atilde;o especializado em liberdades civis, armazenar informa&ccedil;&otilde;es pode at&eacute; mesmo prejudicar a seguran&ccedil;a na web.<\/p>\n<p>O armazenamento de dados de telecomunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ajuda a combater crimes, de acordo com um relat&oacute;rio da pol&iacute;cia alem&atilde;, divulgado nesta quinta-feira (27\/1).<\/p>\n<p>A Diretiva de Prote&ccedil;&atilde;o de Dados da Uni&atilde;o Europeia, que atualmente est&aacute; em revis&atilde;o, exige que as empresas nacionais de telecomunica&ccedil;&otilde;es armazenem informa&ccedil;&otilde;es de seus clientes, com o intuito de facilitar em casos de investiga&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o contra crimes graves.<\/p>\n<p>A Diretiva foi implementada na Alemanha em 2008, mas n&atilde;o surtiu efeito contra a realiza&ccedil;&atilde;o de crimes graves, de acordo com um estudo detalhado feito pelo grupos de liberdades civis AK Vorrat. No ano passado, autoridades alem&atilde;s concordaram com um veto sobre reten&ccedil;&atilde;o de dados, por considerar que ela interfere nos direitos fundamentais dos cidad&atilde;os. Outro pa&iacute;s que se declarou a a&ccedil;&atilde;o inconstitucional foi a Rom&ecirc;nia.<\/p>\n<p>De acordo com a lei, empresas de telefonia fixa e m&oacute;vel e provedores de Internet seriam obrigados a reter dados de tr&aacute;fego e localiza&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m sobre os planos assinados por todos os clientes. A lei entrou em vigor na Alemanha em 2008, determinando um per&iacute;odo de seis meses para que os dados fossem armazenados. Mas, durante o per&iacute;odo em que esteve em vigor, os crimes graves subiram para aproximadamente 64 mil e menos crimes foram solucionados: 77,6% em 2007 contra 76,3% em 2009.<\/p>\n<p>&quot;Isto &eacute; porque os usu&aacute;rios come&ccedil;aram a usar t&eacute;cnicas para evitar que seus dados fossem capturados&quot;, disse o grupo AKVorrat. Al&eacute;m disso, os que queriam permanecer &#39;an&ocirc;nimos&#39; tinham op&ccedil;&otilde;es, incluindo caf&eacute;s, acessos via Wi-Fi, servi&ccedil;os para tornar o usu&aacute;rio an&ocirc;nimo e telefones p&uacute;blicos, por exemplo.<\/p>\n<p>&quot;Esse tipo de comportamento torna sem sentido a reten&ccedil;&atilde;o dos dados, como tamb&eacute;m frustra qualquer t&eacute;cnica de investiga&ccedil;&atilde;o mais espec&iacute;fica, que poderia ser utilizada para a aplica&ccedil;&atilde;o da lei. &quot;O armazenamento pode ser ruim para as investiga&ccedil;&otilde;es criminais, porque ele tamb&eacute;m tornam in&uacute;teis algumas t&eacute;cnicas&quot;, comentou a organiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Mas existe uma alternativa. O ministro da Justi&ccedil;a alem&atilde;, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, quer ver uma abordagem diferente sobre o caso, incluindo a investiga&ccedil;&atilde;o dos dados somente para casos espec&iacute;ficos.<\/p>\n<p>A Autoridade Europeia para a Prote&ccedil;&atilde;o de Dados (AEPD), Peter Hustinx, tamb&eacute;m comentou o assunto em dezembro, quando exigiu que a Comiss&atilde;o Europeia demonstre a necessidade e justificativa da aplica&ccedil;&atilde;o desta lei com fatos e n&uacute;meros concretos. &quot;Sem essa prova, ela deveria ser revogada ou substitu&iacute;da por um mecanismo menos invasivo e que atenda aos requisitos de necessidade e da proporcionalidade&quot;, disse ele.<\/p>\n<p>Segundo a Comiss&atilde;o Europeia, existem em m&eacute;dia 148 mil pedidos por ano para a manuten&ccedil;&atilde;o dos dados em cada um dos 20 pa&iacute;ses que aplicaram a lei. &quot;Se os dados n&atilde;o s&atilde;o &uacute;teis, as autoridades policiais n&atilde;o gastariam recursos humanos e financeiros solicitando estes n&uacute;meros&quot;, argumentou o Comiss&aacute;ria dos Assuntos Internos, Cecilia Malmstr&ouml;m.<\/p>\n<p>A&ccedil;&otilde;es judiciais que questionam a reten&ccedil;&atilde;o de dados est&atilde;o atualmente em curso em diversos pa&iacute;ses membros da Uni&atilde;o Europeia, enquanto outros como &Aacute;ustria, B&eacute;lgica, Gr&eacute;cia, Irlanda, Luxemburgo e Su&eacute;cia n&atilde;o chegaram a aplic&aacute;-la. O Tribunal Europeu de Justi&ccedil;a deve decidir a quest&atilde;o em 2012.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com grupo alem&atilde;o especializado em liberdades civis, armazenar informa&ccedil;&otilde;es pode at&eacute; mesmo prejudicar a seguran&ccedil;a na web. O armazenamento de dados de telecomunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o ajuda a combater crimes, de acordo com um relat&oacute;rio da pol&iacute;cia alem&atilde;, divulgado nesta quinta-feira (27\/1). 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