{"id":25282,"date":"2011-01-28T04:51:27","date_gmt":"2011-01-28T04:51:27","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25282"},"modified":"2011-01-28T04:51:27","modified_gmt":"2011-01-28T04:51:27","slug":"fiscalizacao-dos-radiodifusores-sera-feita-pela-anatel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25282","title":{"rendered":"Fiscaliza\u00e7\u00e3o dos radiodifusores ser\u00e1 feita pela Anatel"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Embora o anteprojeto de revis&atilde;o do marco regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es ainda n&atilde;o tenha vindo a p&uacute;blico, algumas propostas v&atilde;o se tornando mais claras nesse momento. Uma delas, que parece certa, &eacute; a inten&ccedil;&atilde;o do governo Dilma de alterar o modelo de fiscaliza&ccedil;&atilde;o da radiodifus&atilde;o e das telecomunica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Uma das primeiras a&ccedil;&otilde;es nesse sentido j&aacute; aconteceu. O Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es (Minicom) resolveu esta semana, por meio de um parecer jur&iacute;dico, oficializar a responsabilidade de fiscalizar as empresas de TV e r&aacute;dio para a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel). Antes, a Anatel detinha-se em atuar em quest&otilde;es t&eacute;cnicas, como a opera&ccedil;&atilde;o de r&aacute;dios sem outorgas. Agora seus funcion&aacute;rios tamb&eacute;m ter&atilde;o que fiscalizar os desvios de conte&uacute;do das emissoras, como a  veicula&ccedil;&atilde;o de publicidade nas programa&ccedil;&otilde;es acima do limite de 25% do tempo.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A consolida&ccedil;&atilde;o formal desse conv&ecirc;nio est&aacute; sendo preparada pelo Minicom, mas o acordo j&aacute; vale. O entendimento de ambas as partes &eacute; que a Anatel teria mais condi&ccedil;&otilde;es estruturais de fazer essa fiscaliza&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Quest&otilde;es de conte&uacute;do que j&aacute; est&atilde;o na lei estamos delegando &agrave; Anatel&rdquo;, afirmou o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo em entrevista coletiva nesta quinta-feira (27). As puni&ccedil;&otilde;es &agrave;s emissoras, previstas no C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, de 1962, ser&atilde;o feitas pelo Minicom.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Na pr&aacute;tica esse acordo entre o Minist&eacute;rio e a ag&ecirc;ncia reguladora existia h&aacute; cinco anos. S&oacute; que, segundo Paulo Bernardo, ainda havia uma parte da regula&ccedil;&atilde;o sob incumb&ecirc;ncia do Minicom. Muitas  claramente n&atilde;o cumpridas, como a penaliza&ccedil;&atilde;o de emissoras comerciais com outorgas vencidas h&aacute; anos. &ldquo;Havia um represamento de processos por causa de falta de pessoal&rdquo;, admitiu o ministro.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Segundo Paulo Bernardo, a Anatel tem hoje uma estrutura de t&eacute;cnicos muito mais adequada para fazer esse trabalho do que o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Nosso levantamento &eacute; que a gente tenha uns 150 t&eacute;cnicos que poderiam fazer esse trabalho&rdquo;, contabilizou. No entanto, ele defende que esses funcion&aacute;rios sejam destinados a outras tarefas. As delegacias regionais do Minicom tamb&eacute;m passar&atilde;o a cumprir outras fun&ccedil;&otilde;es.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Mesmo com esse novo conv&ecirc;nio, que tende a aumentar o poder da Anatel, o modelo de regula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; resolvido para o governo. Ser&aacute; aberta a discuss&atilde;o com o novo marco regulat&oacute;rio se deve ser criada uma nova ag&ecirc;ncia para fiscalizar o setor. A discuss&atilde;o caminha para a sua cria&ccedil;&atilde;o. Seria um &oacute;rg&atilde;o que regularia a TV aberta, por assinatura e cinema. A Anatel poderia estar vinculada a essa ag&ecirc;ncia. J&aacute; a responsabilidade do fomento &agrave; atividade de cinema e audiovisual continuaria na Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema (Ancine), que &eacute; vinculada ao Minist&eacute;rio da Cultura.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\"><strong>Marco regulat&oacute;rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O governo ainda trabalha para fechar uma posi&ccedil;&atilde;o sobre o marco regulat&oacute;rio. Depois disso, o ministro Paulo Bernardo afirmou que ser&aacute; feita uma consulta p&uacute;blica, ainda sem data para ter in&iacute;cio, pela internet. Por&eacute;m, audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas presenciais n&atilde;o ser&atilde;o realizadas. Isso deve somente acontecer por iniciativa do Congresso, quando os parlamentares estiverem de posse do projeto.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O ministro j&aacute; imagina que a constru&ccedil;&atilde;o de um novo marco legal para o setor n&atilde;o &eacute; algo r&aacute;pido. &ldquo;Se conduzirmos adequadamente o projeto, teremos um longo debate&rdquo;. O Minist&eacute;rio ainda n&atilde;o sabe, por exemplo, se o melhor &eacute; tratar dos temas separadamente ou em conjunto, por um &uacute;nico projeto de lei.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\"><strong>Propriedade cruzada<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Na coletiva desta quinta-feira, o ministro aproveitou para afirmar que n&atilde;o mudou sua posi&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria &agrave; possibilidade de uma mesma empresa obter concess&otilde;es para v&aacute;rios meios de comunica&ccedil;&atilde;o (propriedade cruzada). Segundo ele, n&atilde;o est&aacute; aventada a possibilidade da cria&ccedil;&atilde;o de uma concess&atilde;o &uacute;nica para empresas que operam ve&iacute;culos em distintos suportes. O que existe, segundo o ministro, &eacute; um estudo que est&aacute; sendo feito pela Anatel para fornecer uma licen&ccedil;a &uacute;nica na &aacute;rea de telecomunica&ccedil;&otilde;es para v&aacute;rios servi&ccedil;os. No caso, telefonia, comunica&ccedil;&atilde;o de dados (internet) e TV por assinatura, caso o PL 116\/2010 seja aprovado.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Paulo Bernardo fez quest&atilde;o de frisar que trata-se apenas de uma ideia por enquanto. N&atilde;o est&aacute; certa e nem descartada. De qualquer forma &eacute; uma discuss&atilde;o que n&atilde;o passa pela revis&atilde;o do marco regulat&oacute;rio. &ldquo;&Eacute; uma possibilidade. Vamos avaliar a conveni&ecirc;ncia&rdquo;, disse. As concess&otilde;es de radiodifus&atilde;o est&atilde;o fora desse estudo, ao contr&aacute;rio do que foi divulgado pelo jornal O Estado de S&atilde;o Paulo nesta quinta-feira (27). <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O ministro j&aacute; havia dito anteriormente que consta no projeto de marco regulat&oacute;rio mecanismos que inibem a propriedade cruzada. &ldquo;De quando eu tomei posse at&eacute; agora n&atilde;o mudou nada&rdquo;, garantiu. No entanto, como esse assunto ainda n&atilde;o &eacute; consenso dentro do governo, a opini&atilde;o de Paulo Bernardo n&atilde;o ser&aacute; necessariamente acatada.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o ministro Paulo Bernardo, a Anatel possui mais estrutura do que o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es para fiscalizar o setor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[366],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25282"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25282"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25282\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}