{"id":25269,"date":"2011-01-25T16:13:24","date_gmt":"2011-01-25T16:13:24","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25269"},"modified":"2011-01-25T16:13:24","modified_gmt":"2011-01-25T16:13:24","slug":"camara-deve-analisar-neste-ano-marco-civil-da-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25269","title":{"rendered":"C\u00e2mara deve analisar neste ano marco civil da internet"},"content":{"rendered":"<p class=\"padrao\">Anteprojeto do Executivo define direitos e deveres de usu&aacute;rios e provedores de internet. Texto, que foi alterado ap&oacute;s consulta p&uacute;blica, ser&aacute; enviado ao Congresso t&atilde;o logo receba o aval da Casa Civil.<\/p>\n<p class=\"padrao\">O Poder Executivo deve enviar &agrave; C&acirc;mara, em breve, o anteprojeto de lei que trata do marco civil da internet. A proposta, que est&aacute; atualmente na Casa Civil, define direitos e responsabilidades de usu&aacute;rios e provedores. Durante consulta p&uacute;blica sobre o assunto, promovida pelo Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a no ano passado, mais de duas mil contribui&ccedil;&otilde;es foram recebidas e, em virtude disso, o texto inicial sofreu altera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p class=\"padrao\">As mudan&ccedil;as dizem respeito &agrave; remo&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do inapropriado da rede. A nova reda&ccedil;&atilde;o do anteprojeto prev&ecirc; que o provedor de servi&ccedil;o de internet somente poder&aacute; ser responsabilizado por danos decorrentes de conte&uacute;do gerado por terceiros se, ap&oacute;s ordem judicial, n&atilde;o tomar as provid&ecirc;ncias para, dentro do prazo assinalado, tornar indispon&iacute;vel o material apontado como infringente &ndash; por exemplo, algo que incite a pedofilia ou que contenha cal&uacute;nia, inj&uacute;ria ou difama&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"padrao\">O texto inicial dizia que a notifica&ccedil;&atilde;o sobre o conte&uacute;do inadequado poderia ser feita pelo ofendido, n&atilde;o havendo necessidade de ordem judicial para a responsabiliza&ccedil;&atilde;o do provedor. Al&eacute;m disso, estabelecia que o usu&aacute;rio respons&aacute;vel pela publica&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do poderia contestar o provedor, requerendo a manuten&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do e assumindo a responsabilidade exclusiva por eventuais danos a terceiros. Essa parte foi exclu&iacute;da do anteprojeto; agora, qualquer contra-argumenta&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser feita pela via judicial.<\/p>\n<p class=\"padrao\">A nova vers&atilde;o do texto determina ainda que as regras para remo&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do inapropriado dever&atilde;o ser seguidas tamb&eacute;m pelos usu&aacute;rios que detenham poderes de modera&ccedil;&atilde;o sobre o conte&uacute;do de terceiros &ndash; donos de blogs, por exemplo.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Apoio<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) considera as altera&ccedil;&otilde;es feitas no texto positivas. Ele inclusive sugeriu mudan&ccedil;as nesse sentido ao Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. &ldquo;Conforme o Direito brasileiro, alterar e remover conte&uacute;do pode significar censura. Isso n&atilde;o deve ser tarefa de um site&rdquo;, justificou.<\/p>\n<p class=\"padrao\">O deputado Julio Semeghini (PSDB-SP) tamb&eacute;m apoia a proposta do governo. &quot;Deve estar no marco civil tudo aquilo que diz respeito &agrave; garantia do usu&aacute;rio de ter acesso &agrave; internet, &agrave; privacidade do cidad&atilde;o e at&eacute; mesmo ao anonimato daquele que quiser utilizar a rede de maneira an&ocirc;nima. Al&eacute;m disso, &eacute; preciso estabelecer normas sobre a remo&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do e a responsabilidade do provedor&rdquo;, explica. Segundo ele, os parlamentares dever&atilde;o decidir se as regras para o armazenamento, por parte dos provedores, das informa&ccedil;&otilde;es de conex&otilde;es dos usu&aacute;rios dever&atilde;o fazer parte do marco civil ou do projeto de lei sobre crimes virtuais (PL 84\/99), que tramita em regime de urg&ecirc;ncia na C&acirc;mara.<\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Privacidade<\/strong><\/p>\n<p class=\"padrao\">J&aacute; as normas para garantir a privacidade dos cidad&atilde;os na internet ser&atilde;o complementadas, segundo o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, pelo anteprojeto de lei que trata da prote&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es pessoais em bancos de dados. O Executivo promover&aacute; consulta p&uacute;blica, at&eacute; 31 de janeiro, para discutir essa proposta.<\/p>\n<p class=\"padrao\">Na opini&atilde;o de Paulo Teixeira, os deputados devem primeiramente aprovar o marco civil; em seguida, uma lei que defina os crimes virtuais; e, por &uacute;ltimo, a legisla&ccedil;&atilde;o que objetiva proteger os dados pessoais, completando assim a regula&ccedil;&atilde;o da internet.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anteprojeto do Executivo define direitos e deveres de usu&aacute;rios e provedores de internet. Texto, que foi alterado ap&oacute;s consulta p&uacute;blica, ser&aacute; enviado ao Congresso t&atilde;o logo receba o aval da Casa Civil. O Poder Executivo deve enviar &agrave; C&acirc;mara, em breve, o anteprojeto de lei que trata do marco civil da internet. 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