{"id":25190,"date":"2010-12-15T18:52:51","date_gmt":"2010-12-15T18:52:51","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25190"},"modified":"2010-12-15T18:52:51","modified_gmt":"2010-12-15T18:52:51","slug":"contratos-atuais-ganharao-extensao-de-prazo-e-revisao-das-metas-para-maio-de-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25190","title":{"rendered":"Contratos atuais ganhar\u00e3o extens\u00e3o de prazo e revis\u00e3o das metas para maio de 2011"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Menos de 24 horas depois do encontro com os presidentes das concession&aacute;rias de telefonia fixa, o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Jos&eacute; Arthur Filardi, anunciou nesta ter&ccedil;a-feira, 14, que o governo adiar&aacute; em quatro meses a assinatura dos novos contratos de concess&atilde;o. Pelas regras em vigor, a revis&atilde;o deveria ocorrer at&eacute; 31 de dezembro deste ano, mas a necessidade de concilia&ccedil;&atilde;o das metas de universaliza&ccedil;&atilde;o propostas pela Anatel para as teles tornou o adiamento inevit&aacute;vel. Filardi estava mais otimista ontem, quando projetou que os problemas envolvendo o Plano Geral de Metas de Universaliza&ccedil;&atilde;o (PGMU III) poderiam ser solucionados em 30 ou 40 dias. Mas hoje, o ministro confirmou que a assinatura dos novos contratos, e consequente edi&ccedil;&atilde;o do PGMU e do Plano Geral de Metas de Qualidade &#8211; s&oacute; ocorrer&aacute; em 2 de maio de 2011. <\/p>\n<p>O adiamento de quatro meses j&aacute; havia sido definido em reuni&atilde;o de autoridades do setor com o presidente da Rep&uacute;blica, Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, na semana passada, conforme antecipou este notici&aacute;rio. A ideia &eacute; que as negocia&ccedil;&otilde;es ocorressem at&eacute; 30 de abril, mas a data que constar&aacute; no contrato ser&aacute; 2 de maio por uma mera quest&atilde;o pr&aacute;tica: a primeira data escolhida cai em um s&aacute;bado, da&iacute; a posterga&ccedil;&atilde;o para o primeiro dia &uacute;til de maio. <\/p>\n<p>Continua v&aacute;lida a contrapartida imposta &agrave;s teles de retirar as duas a&ccedil;&otilde;es judiciais contra o PGMU III e a Telebr&aacute;s para que a mesa de negocia&ccedil;&otilde;es seja efetivamente aberta. Filardi disse que conversou por telefone com todos os presidentes de concession&aacute;rias e que os executivos garantiram que as a&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o retiradas at&eacute; esta quarta, 15. &quot;Eu n&atilde;o acredito que algu&eacute;m assumir&aacute; essa responsabilidade de manter as a&ccedil;&otilde;es nessas circunst&acirc;ncias&quot;, afirmou o ministro, otimista de que a promessa ser&aacute; cumprida. <\/p>\n<p><strong>Mais tempo <\/strong><\/p>\n<p>Pesou na decis&atilde;o de confirmar sumariamente o adiamento, mesmo antes do movimento esperado das teles na Justi&ccedil;a, a necessidade de mais tempo para a concilia&ccedil;&atilde;o do PGMU dentro do pr&oacute;prio governo. Um dos grandes problemas enfrentados &eacute; a falta de fontes de financiamento que assegurem os recursos para que as teles cumpram as metas exigidas. Uma das hip&oacute;teses trabalhadas dentro da Anatel &eacute; o fim do recolhimento do &ocirc;nus da concess&atilde;o, taxa bianual de 2% sobre o faturamento bruto das teles paga ao Tesouro Nacional a cada bi&ecirc;nio para a manuten&ccedil;&atilde;o da licen&ccedil;a. O Tesouro Nacional, no entanto, n&atilde;o tem mostrado grande disposi&ccedil;&atilde;o em abrir m&atilde;o desses recursos para viabilizar o PGMU III. <\/p>\n<p><strong>Nova mudan&ccedil;a contratual <\/strong><\/p>\n<p>Mas, para que o adiamento seja vi&aacute;vel, o governo ter&aacute; que mexer nos contratos em vigor. O motivo &eacute; que as pr&oacute;prias concess&otilde;es trazem claramente a data limite para a revis&atilde;o peri&oacute;dica das licen&ccedil;as: 31 de dezembro de 2010. O jeito de viabilizar a assinatura apenas em maio de 2011 sem caracterizar uma &quot;quebra contratual&quot; &eacute; a assinatura de um aditivo aos contratos em vigor alterando a data prevista no documento. <\/p>\n<p>S&oacute; que essa manobra ter&aacute; que ser feita a toque de caixa para que os aditivos sejam assinados ainda neste ano. Pelas regras do setor, qualquer mudan&ccedil;a contratual tem que passar, obrigatoriamente, por consulta p&uacute;blica. O prazo m&iacute;nimo de discuss&atilde;o com a sociedade &eacute; de 10 dias pelo regimento da ag&ecirc;ncia. Faltando 16 dias para a data-limite prevista nos contratos em vigor, a ag&ecirc;ncia ter&aacute; que colocar as minutas dos aditivos em consulta p&uacute;blica apenas pelo prazo m&iacute;nimo e correr para fechar o processo a tempo de assin&aacute;-los antes do fim do ano. <\/p>\n<p>A previs&atilde;o &eacute; que a consulta seja aberta ainda nesta semana, talvez na quinta-feira, 16. Deixando o documento em debate por apenas 10 dias, restar&aacute; pouco menos de uma semana para a Anatel analisar as contribui&ccedil;&otilde;es, respond&ecirc;-las e consolidar o processo de aprova&ccedil;&atilde;o dos aditivos formalmente. Ainda assim, a equipe do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es mostrou-se tranquila de que a altera&ccedil;&atilde;o ser&aacute; feita em tempo h&aacute;bil. <\/p>\n<p><strong>Reuni&atilde;o t&eacute;cnica <\/strong><\/p>\n<p>O ministro contou que a reuni&atilde;o t&eacute;cnica, prevista para ocorrer na tarde de hoje no Minicom, acabou n&atilde;o acontecendo por conta da decis&atilde;o do governo de tocar o projeto de adiamento da assinatura dos novos contratos. Acontece que uma reuni&atilde;o t&eacute;cnica foi, sim, realizada nesta ter&ccedil;a, mas na Anatel, pela manh&atilde;. No encontro, que contou com a presen&ccedil;a do presidente da ag&ecirc;ncia, embaixador Ronaldo Sardenberg, e do conselheiro Jo&atilde;o Rezende, t&eacute;cnicos da Anatel, das empresas e assessores dos gabinetes dos conselheiros fizeram o acerto sobre como formalizar o adiamento da assinatura contratual. <\/p>\n<p>De fato, ap&oacute;s esse encontro, o debate no minist&eacute;rio tornou-se desnecess&aacute;rio, como o pr&oacute;prio ministro Filardi frisou, apesar de n&atilde;o ter comentado nada sobre o encontro coordenado pela ag&ecirc;ncia reguladora. Nesse mesmo encontro teria sido definido que as negocia&ccedil;&otilde;es s&oacute; come&ccedil;ar&atilde;o de fato no novo governo, em fevereiro do pr&oacute;ximo ano. O futuro ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Paulo Bernardo, cuidar&aacute; pessoalmente da escolha dos coordenadores da negocia&ccedil;&atilde;o, segundo fontes do governo. Filardi confirmou apenas que Bernardo j&aacute; indicou seu chefe de gabinete, Genildo Lins de Albuquerque Neto, para acompanhar as conversas at&eacute; o momento. <\/p>\n<p>O governo n&atilde;o acredita que a decis&atilde;o de adiar todo o processo de revis&atilde;o contratual seja um sinal de derrota de sua equipe na constru&ccedil;&atilde;o das novas metas do PGMU. &quot;N&atilde;o vejo como uma derrota. Vejo como uma prova de responsabilidade do governo porque, se h&aacute; uma reclama&ccedil;&atilde;o do outro lado, &eacute; importante que o governo esteja sens&iacute;vel para ouvir o que est&aacute; sendo dito. At&eacute; porque &eacute; melhor evitar que uma decis&atilde;o do governo possa ser contestada no futuro&quot;, analisou o ministro Filardi.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Menos de 24 horas depois do encontro com os presidentes das concession&aacute;rias de telefonia fixa, o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, Jos&eacute; Arthur Filardi, anunciou nesta ter&ccedil;a-feira, 14, que o governo adiar&aacute; em quatro meses a assinatura dos novos contratos de concess&atilde;o. 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