{"id":25154,"date":"2010-12-07T12:06:25","date_gmt":"2010-12-07T12:06:25","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25154"},"modified":"2010-12-07T12:06:25","modified_gmt":"2010-12-07T12:06:25","slug":"regulacao-francesa-preserva-a-producao-audiovisual-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25154","title":{"rendered":"Regula\u00e7\u00e3o francesa preserva a produ\u00e7\u00e3o audiovisual nacional"},"content":{"rendered":"<div class=\"padrao\">\n<p>A produ&ccedil;&atilde;o audiovisual  francesa &eacute; reconhecida internacionalmente como elemento de preserva&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o  da cultura nacional. Mas como os franceses fazem para mesclar competitividade  econ&ocirc;mica e &nbsp;promo&ccedil;&atilde;o da diversidade audiovisual na regula&ccedil;&atilde;o de seus meios de  comunica&ccedil;&otilde;es eletr&ocirc;nicos? Durante o Semin&aacute;rio de Comunica&ccedil;&otilde;es Eletr&ocirc;nicas e  Converg&ecirc;ncia de M&iacute;dia nos dias 09 e 10 de novembro em Bras&iacute;lia, Emanuel Gabla,  membro do Conselho Superior do Audiovisual da Fran&ccedil;a, respondeu a esta demanda  ao ressaltar a depend&ecirc;ncia do pa&iacute;s ao espectro radiof&ocirc;nico, &uacute;nica forma de  recep&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do em 65% dos lares.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"padrao\">\n<p>Assim, na Fran&ccedil;a, como no  Brasil, a televis&atilde;o de sinal aberto &eacute; a mais utilizada e o primeiro grupo  privado nacional, a TF1 -Tele France1, tem for&ccedil;a da audi&ecirc;ncia que se aproxima da  Rede Globo, mesmo tendo no pa&iacute;s tr&ecirc;s canais p&uacute;blicos vigorosos e mais antigos  (France 2, 3 e 5).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra caracteristica comum  ao Brasil &eacute; que os grupos de audiovisual franceses s&atilde;o de porte modesto em  compara&ccedil;&atilde;o com a concorr&ecirc;ncia internacional e tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o a outros atores,  como as empresas de telecomunica&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, a receita l&iacute;quida da France  Telecom\/Orange, no primeiro semestre de 2008, representou exatamente o valor do  resultado da TF1 para todo o ano de 2007 (2,7 bilh&otilde;es de  euros).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"padrao\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo no cen&aacute;rio de  converg&ecirc;ncia ,existem dois &oacute;rg&atilde;os reguladores setoriais no pa&iacute;s. Nas  telecomunica&ccedil;&otilde;es a Autoridade de Regula&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o Eletr&ocirc;nica e dos  Correios (Arcep, na sigla em franc&ecirc;s). J&aacute; para o audiovisual a CSA. Os dois  &oacute;rg&atilde;os reguladores n&atilde;o t&ecirc;m as mesmas miss&otilde;es, pois a da Arcep &eacute; orientada para a  regulamenta&ccedil;&atilde;o concorrencial, com um sistema de distribui&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncias,  enquanto a CSA tem miss&otilde;es sociais e culturais sobre os conte&uacute;dos, &agrave;s quais se  acrescentam os aspectos t&eacute;cnicos e a distribui&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncias em troca de  obriga&ccedil;&otilde;es culturais por parte das emissoras de televis&atilde;o, em especial o  financiamento ao cinema e s&eacute;ries de fic&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"padrao\">\n<p>Nesse panorama, 30% das  fontes de receita do cinema franc&ecirc;s prov&ecirc;m da televis&atilde;o, pra isso os canais  &nbsp;abertos alocam &nbsp;3,2% &nbsp;do faturamento &nbsp;em &nbsp;co-produ&ccedil;&otilde;es &nbsp;e &nbsp;pr&eacute;&shy; aquisi&ccedil;&otilde;es &nbsp;de  direitos. O Canal Plus (canal fechado) &nbsp;investe, por sua vez, 9% do seu  faturamento na produ&ccedil;&atilde;o cinematogr&aacute;fica francesa. Outra peculiaridade francesa &eacute;  que a produ&ccedil;&atilde;o audiovisual tem a&ccedil;&otilde;es relativas ao Estado e outras do Centro  Nacional da Cinematografia (CNC). O Estado &nbsp;gera condi&ccedil;&otilde;es &nbsp;de &nbsp;estrutura&ccedil;&atilde;o &nbsp;do  &nbsp;mercado &nbsp;do &nbsp;audiovisual &nbsp;e regula&ccedil;&atilde;o &nbsp;para &nbsp;os &nbsp;profissionais, &nbsp;enquanto &nbsp;que  &nbsp;o &nbsp;CNC &nbsp;(com autonomia &nbsp;financeira &nbsp;e  &nbsp;jur&iacute;dica) &nbsp;&eacute; &nbsp;um &nbsp;&oacute;rg&atilde;o mais de fomento e regula&ccedil;&atilde;o da atividade  cinematogr&aacute;fica&sup1;.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"padrao\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"padrao\">\n<p>Digitaliza&ccedil;&atilde;o&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"padrao\">\n<p>A televis&atilde;o digital  terreste (TDT) j&aacute; atinge 93% dos fraceses segundo Galba e o sinal anal&oacute;gico ser&aacute;  extinto no fim de 2011. Em termos geogr&aacute;ficos, apenas 5% do territ&oacute;rio n&atilde;o  recebe o sinal, mas a transmiss&atilde;o via sat&eacute;lite cobre tal lacuna de forma  gratuita. A transi&ccedil;&atilde;o foi financiada pelos canais abertos anal&oacute;gicos, em troca  de um canal adicional compensat&oacute;rio.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"padrao\">\n<p>A televis&atilde;o digital  terrestre garante um aumento da oferta de conte&uacute;dos, com 19 canais gratuitos,  quando existiam apenas seis anal&oacute;gicos. Essa oferta acrescida de canais foi a  forma de o CSA fortalecer o pluralismo das m&iacute;dias e tamb&eacute;m a oportunidade para  fortalecer a criatividade e apoiar a express&atilde;o cultural francesa e europ&eacute;ia. Foi  de fato o CSA que produziu esse cen&aacute;rio e colocou o aumento da oferta de canais  a servi&ccedil;o dos objetivos culturais e sociais<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"padrao\">\n<p>A frequ&ecirc;ncia tamb&eacute;m serve  para o setor audiovisual para desenvolver suas inova&ccedil;&otilde;es, como a televis&atilde;o em  alta defini&ccedil;&atilde;o e nas telecomunica&ccedil;&otilde;es para ampliar os servi&ccedil;os 3G e, em breve,  4G. O CSA tamb&eacute;m deseja que o desenvolvimento de servi&ccedil;os interativos e outros  como v&iacute;deo por demanda, sejam tamb&eacute;m acess&iacute;veis na plataforma de televis&atilde;o  digital de sinal aberto.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><span class=\"padrao\">Atualmente a possibilidade  de acesso ao consumo de servi&ccedil;os por demanda para&nbsp;<\/span><span class=\"padrao\"><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small\">os  aparelhos de televis&atilde;o digitais se converteu na preocupa&ccedil;&atilde;o principal  dos&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small\">operadores. Mais de 90% das transa&ccedil;&otilde;es pagas de v&iacute;deo por  demanda s&atilde;o&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small\">realizadas atrav&eacute;s da televis&atilde;o conectada &agrave; rede por ADSL  contra menos de 10%&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Tahoma; font-size: small\">atrav&eacute;s da Internet. Para o representante franc&ecirc;s isso  mostra que o v&iacute;deo por demanda pago &eacute; tido pelo p&uacute;blico como pertencente ao  universo da televis&atilde;o e necessita de uma qualidade que apenas o televisor pode  oferecer.<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"padrao\">\n<p>1- Hingst, Bruno.  Articula&ccedil;&atilde;o Cinema e TV &nbsp;no Brasil: as solu&ccedil;&otilde;es do modelo audiovisual franc&ecirc;s.  Artigo apresentado no Intercom &ndash; Sociedade Brasileira de Estudos  Interdisciplinares da Comunica&ccedil;&atilde;o, no XXXII Congresso Brasileiro de Ci&ecirc;ncias da  Comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; Curitiba, PR &ndash; 4 a 7 de setembro de 2009 <\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ&ccedil;&atilde;o audiovisual francesa &eacute; reconhecida internacionalmente como elemento de preserva&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o da cultura nacional. Mas como os franceses fazem para mesclar competitividade econ&ocirc;mica e &nbsp;promo&ccedil;&atilde;o da diversidade audiovisual na regula&ccedil;&atilde;o de seus meios de comunica&ccedil;&otilde;es eletr&ocirc;nicos? 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