{"id":25122,"date":"2010-11-29T15:28:09","date_gmt":"2010-11-29T15:28:09","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25122"},"modified":"2010-11-29T15:28:09","modified_gmt":"2010-11-29T15:28:09","slug":"globo-quer-adotar-a-lei-das-sociedades-anonimas-no-controle-da-tv-paga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25122","title":{"rendered":"Globo quer adotar a Lei das Sociedades An\u00f4nimas no controle da TV paga"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Apesar das mudan&ccedil;as promovidas pela Anatel nos atuais contratos de concess&atilde;o e planejamento de outorgas, s&oacute; a aprova&ccedil;&atilde;o do PL 116, que tramita no Senado Federal, ir&aacute; assegurar o ingresso das operadoras de capital estrangeiro de telecom no mercado de TV paga. As mudan&ccedil;as regulamentares promovidas pela ag&ecirc;ncia liberam a entrada das empresas coligadas &agrave;s concession&aacute;rias, mas n&atilde;o deixam que os grupos estrangeiros atuem livremente neste mercado, pois esta proibi&ccedil;&atilde;o est&aacute; presente na atual Lei de TV a cabo, que precisa ser revogada. Por isso, toda a negocia&ccedil;&atilde;o em torno de um novo projeto de lei de TV por assinatura cuja aprova&ccedil;&atilde;o se arrasta h&aacute; alguns anos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Fruto de um dif&iacute;cil acordo, o projeto, que est&aacute; parado no Senado Federal, parecia que ainda seria aprovado este ano, at&eacute; pelo engajamento do governo federal, que mobilizou seus l&iacute;deres para ser articularem em prol de sua vota&ccedil;&atilde;o. Mas, o grupo Globo resolveu fazer uma &uacute;ltima &ldquo;altera&ccedil;&atilde;ozinha&rdquo; no texto acordado, que, prometeu a emissora, seria uma mera proposta de mudan&ccedil;a de reda&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o comprometendo o conte&uacute;do do projeto, e evitando o seu retorno &agrave; C&acirc;mara dos Deputados.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Ser&aacute;?<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Embora os representantes da emissora n&atilde;o confirmem, diferentes interlocutores do Senado Federal disseram que a emissora quer a ado&ccedil;&atilde;o do conceito de empresas controladoras, controladas e coligadas implementado pela lei das Sociedades An&ocirc;nimas (S.As), e n&atilde;o pela Lei de Telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Para muitos advogados ouvidos pelo Tele.S&iacute;ntese, esta n&atilde;o &eacute; uma mera &quot;altera&ccedil;&atilde;ozinha&quot; de reda&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma mudan&ccedil;a que pode provocar impactos significativos nas rela&ccedil;&otilde;es de mercado, e at&eacute; desvirtuar o acordo firmado.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Na defini&ccedil;&atilde;o do que s&atilde;o empresas controladoras e controladas, o setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es tem uma regula&ccedil;&atilde;o bem mais restritiva do que a lei das S.As. Conforme a portaria 101 da Anatel, o controle n&atilde;o se d&aacute; pela quantidade de a&ccedil;&otilde;es que um s&oacute;cio tem na empresa, mas pelo grau de interfer&ecirc;ncia deste s&oacute;cio na empresa. Se ele tiver poder de veto, ou tiver poder de indicar conselheiros e mesmo diretores, este s&oacute;cio pode possuir apenas 5% das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias, e ainda assim ser&aacute; considerado controlador em toda a linha de encadeamento, o que significa que outras empresas coligadas a ele tamb&eacute;m ficam submetidas &agrave;s mesmas regras do controlador.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">J&aacute; pela lei das S.As, o controle s&oacute; &eacute; reconhecido se o s&oacute;cio tiver 20% ou mais das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias das empresas. Se ele tiver 19,9%, e interferir nas decis&otilde;es, n&atilde;o ser&aacute; visto como controlador. A lei das S.As tamb&eacute;m n&atilde;o puxa o controle para toda a linha de encadeamento societ&aacute;ria, como faz o setor de telecom.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Com a liberalidade da Lei das S.As, entendem alguns analistas, o grupo Globo poderia, por exemplo, continuar como controlador da Globosat (a produtora de conte&uacute;do audiovisual) e possuir participa&ccedil;&atilde;o em operadoras de TV por assinatura em at&eacute; 20%, o que estaria proibido se o projeto de lei acompanhar o conceito adotado pelas telecomunica&ccedil;&otilde;es. Ou ent&atilde;o, poderia ser s&oacute;cio da NET e da Telef&ocirc;nica e da Oi ao mesmo tempo, o que, pelas regras das telecomunica&ccedil;&otilde;es, isso n&atilde;o seria permitido.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Mas h&aacute; quem entenda que se o PL 116 for modificado para incorporar esta outra reivindica&ccedil;&atilde;o do grupo Globo, n&atilde;o ter&aacute; efeito pr&aacute;tico nenhum. Isto porque, explica um advogado, a lei das S.As s&oacute; trata das quest&otilde;es acion&aacute;rias. A lei de telecomunica&ccedil;&otilde;es, por sua vez, trata das quest&otilde;es societ&aacute;rias, e a lei da concorr&ecirc;ncia tamb&eacute;m interfere quando se trata da defesa da concorr&ecirc;ncia. Ou seja, para este advogado, &eacute; in&oacute;cua a iniciativa do grupo Globo, pois as regras gerais n&atilde;o seriam modificadas. A conferir.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar das mudan&ccedil;as promovidas pela Anatel nos atuais contratos de concess&atilde;o e planejamento de outorgas, s&oacute; a aprova&ccedil;&atilde;o do PL 116, que tramita no Senado Federal, ir&aacute; assegurar o ingresso das operadoras de capital estrangeiro de telecom no mercado de TV paga. 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