{"id":25112,"date":"2010-11-24T15:20:05","date_gmt":"2010-11-24T15:20:05","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25112"},"modified":"2010-11-24T15:20:05","modified_gmt":"2010-11-24T15:20:05","slug":"comunidades-no-nordeste-criam-saidas-para-ter-acesso-a-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25112","title":{"rendered":"Comunidades no Nordeste criam sa\u00eddas para ter acesso \u00e0 internet"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Estar conectado &agrave; internet se tornou essencial para viver o s&eacute;culo XXI. No Nordeste, muitas comunidades se uniram para entrar nessa era.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">O cariri paraibano &eacute; a terra de seca, cactos, cabras e bodes e tamb&eacute;m, quem diria, de tecnologia. No ponto mais alto de Tapero&aacute;, na torre da Igreja Matriz, a antena por tr&aacute;s da cruz conecta a cidade ao mundo digital.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">O sinal da internet vem de Patos, a 100 quil&ocirc;metros de dist&acirc;ncia, chega &agrave; antena no morro e &eacute; rebatido para a igreja, de onde &eacute; distribu&iacute;do para 350 casas e lan houses por um pequeno provedor local.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">&ldquo;Hoje com a tecnologia n&atilde;o podemos ficar esperando o dia que vai aparecer uma empresa maior. As empresas pequenas se reuniram e est&atilde;o fazendo este trabalho que est&aacute; sendo muito importante para a cidade&rdquo;, comemora o t&eacute;cnico em inform&aacute;tica Josenaldo da Costa.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Tapero&aacute; n&atilde;o se conformou em permanecer no passado e no isolamento. A cidade criou a pr&oacute;pria sa&iacute;da para se conectar para abrir as portas para o mundo. L&aacute;, falar em acesso &agrave; internet banda larga sem fio n&atilde;o &eacute; mais novidade. &Eacute; uma realidade que se v&ecirc; nas ruas.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Meninos na pra&ccedil;a falam com o mundo. Isso &eacute; que &eacute; tecnologia. &ldquo;A gente agora tem do que se orgulhar&rdquo;, comenta um rapaz.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">De gambiarra em gambiarra, o sinal da internet chega aos rinc&otilde;es mais inesperados. Ao todo, 56 fam&iacute;lias moram em uma comunidade de pescadores no munic&iacute;pio do Congo, na Para&iacute;ba. Eles vivem do que conseguem pescar no A&ccedil;ude do Cordeiro e da cria&ccedil;&atilde;o de til&aacute;pias nos tanques.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">A grande novidade fica na associa&ccedil;&atilde;o dos pescadores: o primeiro computador chegou e est&aacute; conectado &agrave; internet. Um tesouro para essa gente.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">&ldquo;Estou muito satisfeito, a gente se acha mais integrado ao mundo globalizado. Podemos pode acessar coisas que a gente aqui ia ter acesso muito depois. Hoje a gente tem em tempo real o acesso via internet&rdquo;, destaca o secret&aacute;rio de Administra&ccedil;&atilde;o do Congo, Arquimedes Amorim.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">&ldquo;N&oacute;s estamos crescendo e aparecendo, gra&ccedil;as a Deus&rdquo;, afirma Ant&ocirc;nio Mineiro Alc&acirc;ntara, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o dos Pescadores do A&ccedil;ude do Cordeiro.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Atualmente apenas 21% dos domic&iacute;lios, ou 5 em cada 100 brasileiros, possuem acesso ao servi&ccedil;o de banda larga. Na periferia do Recife, tamb&eacute;m encontramos antena de r&aacute;dio levando sinal da internet para a vizinhan&ccedil;a de v&aacute;rias comunidades. O cabo azul na fia&ccedil;&atilde;o dos postes parte da antena e vai at&eacute; as casas, o com&eacute;rcio e as in&uacute;meras lan houses. Esse tipo de conex&atilde;o compartilhada atrav&eacute;s de gambiarras, na maioria das vezes, &eacute; informal, n&atilde;o tem autoriza&ccedil;&atilde;o da Anatel para funcionar.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Dentro de uma lan house, encontramos uma outra solu&ccedil;&atilde;o improvisada. H&aacute; uma confus&atilde;o de cabos e fios que saem de uma sala apertada. Os poucos computadores est&atilde;o sempre cheios de crian&ccedil;as.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Esperar que a internet chegasse at&eacute; a comunidade cercada de mato e poeira poderia ser um longo exerc&iacute;cio de paci&ecirc;ncia. Mas o que os moradores n&atilde;o poderiam imaginar &eacute; que o jeitinho paraibano de adaptar a tecnologia pudesse possibilitar o surgimento de uma lan house rural.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">A cidade de Cacimbas fica a cinco quil&ocirc;metros de dist&acirc;ncia do s&iacute;tio. O caminho &eacute; uma estrada de terra. Os computadores da lan house s&atilde;o disputad&iacute;ssimos. Os meninos adoram os jogos, e as meninas navegam nas redes sociais.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">&ldquo;Venho &agrave; lan house todo dia depois da escola, &agrave; noite. Passo de uma a duas horas aqui&rdquo;, comenta a estudante Ana da Silva.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">&ldquo;&Eacute; legal, porque antes a gente tinha de ir para a cidade e gastava mais tempo. Agora est&aacute; melhor&rdquo;, compara a estudante Taisla Gouveia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">A mesma tecnologia que leva a internet aos pescadores e &agrave; lan house rural garante o acesso ao conhecimento no campus da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Sum&eacute;, no cariri paraibano. Se n&atilde;o fosse a solu&ccedil;&atilde;o criada pelos t&eacute;cnicos, o laborat&oacute;rio de inform&aacute;tica n&atilde;o estaria conectado &agrave; rede mundial de computadores.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">&ldquo;A internet hoje em dia est&aacute; diminuindo as dist&acirc;ncias e, com essa interioriza&ccedil;&atilde;o da universidade, ela ajuda muito. Um professor de outro pa&iacute;s pode estar fazendo uma pesquisa junto com um aluno que est&aacute; no interior da Para&iacute;ba, no Nordeste do Brasil&rdquo;, diz a professora da UFCG, Miriam de Farias.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Enquanto aguardam a implanta&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de Banda Larga, que pretende chegar at&eacute; 2014 com 90 milh&otilde;es de acessos &agrave; internet, cidades inventam solu&ccedil;&otilde;es e a sociedade corre atr&aacute;s do preju&iacute;zo pra n&atilde;o perder seu lugar na hist&oacute;ria.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span class=\"padrao\">&ldquo;Quem est&aacute; fora deste universo da internet &eacute; uma pessoa que vive num universo paralelo. Vive num universo onde ela est&aacute; condenada a n&atilde;o ter chance no mundo, a n&atilde;o ter chance de progredir, de se educar, de compartilhar a sua cultura&rdquo;, defende Marcelo Fernandes, presidente do Comit&ecirc; para a Democratiza&ccedil;&atilde;o da Inform&aacute;tica (CDI) em Pernambuco.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estar conectado &agrave; internet se tornou essencial para viver o s&eacute;culo XXI. No Nordeste, muitas comunidades se uniram para entrar nessa era. &nbsp; O cariri paraibano &eacute; a terra de seca, cactos, cabras e bodes e tamb&eacute;m, quem diria, de tecnologia. 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