{"id":25058,"date":"2010-11-01T17:49:32","date_gmt":"2010-11-01T17:49:32","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25058"},"modified":"2014-09-07T03:01:11","modified_gmt":"2014-09-07T03:01:11","slug":"e-hora-de-avancar-tambem-no-ministerio-das-comunicacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25058","title":{"rendered":"\u00c9 hora de avan\u00e7ar tamb\u00e9m no Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">O processo de transforma&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica do Brasil prosseguir&aacute; por mais quatro anos. Assim decidiu a maioria da Na&ccedil;&atilde;o. Ser&aacute; muito dif&iacute;cil, ao cabo desses 12 anos, que desse processo n&atilde;o se consolide uma realidade social e econ&ocirc;mica muito distinta da que t&iacute;nhamos antes de iniciado o primeiro governo Lula e, sobretudo, que seus avan&ccedil;os ainda possam ser revertidos. Quem quer que suceda Dilma, em 2015, n&atilde;o poder&aacute; mais voltar atr&aacute;s nas conquistas alcan&ccedil;adas. O pa&iacute;s ser&aacute; outro.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">No entanto, se muito avan&ccedil;ou em algumas &aacute;reas importantes, o governo Lula pouco ou nada avan&ccedil;ou em outras. Admitamos, para sermos generosos, que cada fase determina suas prioridades. Uma das &aacute;reas nas quais o governo Lula muito pouco avan&ccedil;ou foi na das Comunica&ccedil;&otilde;es. Reivindiquemos: esta &eacute;, agora, uma das &aacute;reas a ser priorizada.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">H&aacute; oito anos atr&aacute;s, rec&eacute;m-eleito presidente, Lula ocupou, como um terceiro &ldquo;&acirc;ncora&rdquo;, ao lado do casal Bonner-Bernardes, todo o tempo de quase uma hora, em edi&ccedil;&atilde;o especial, do &ldquo;Jornal Nacional&rdquo; da Rede Globo. Para as corpora&ccedil;&otilde;es medi&aacute;ticas (doravante CM), este seria o s&iacute;mbolo maior de suas expectativas em domestic&aacute;-lo. Mas para o pr&oacute;prio Lula, este seria tamb&eacute;m o s&iacute;mbolo maior da sua expectativa de vir ser aceito como um novo integrante das elites pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas de nosso pa&iacute;s. Dois mandatos depois, era percept&iacute;vel, na reta final da &uacute;ltima campanha, a frustra&ccedil;&atilde;o do presidente, respondendo em tom maior a cada cretinice da qual foi v&iacute;tima ao longo de todos esses oito anos. Preconceito, como subdesenvolvimento, n&atilde;o se improvisa, &eacute; obra de s&eacute;culos&#8230;<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Lula e o PT alimentaram a ilus&atilde;o de que poderiam conviver civilizada e democraticamente com as CMs; que pouco ou nada haveria a fazer no campo das Comunica&ccedil;&otilde;es. Na verdade &ndash; &eacute; necess&aacute;rio diz&ecirc;-lo &ndash;, Lula e o PT nunca tiveram uma pol&iacute;tica clara para as Comunica&ccedil;&otilde;es. Omitiram-se por ocasi&atilde;o da privatiza&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s, efetivada &agrave;s v&eacute;speras das elei&ccedil;&otilde;es de 1998. N&atilde;o &ldquo;dava votos&rdquo;. Agora, durante esta &uacute;ltima campanha, viu-se uma candidata Dilma Rousseff sem respostas para as falsidades demag&oacute;gicas de seu opositor sobre o &ldquo;&ecirc;xito&rdquo; da privatiza&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s, embora, qualquer observador independente conhe&ccedil;a bem as mazelas resultantes <span class=\"padrao\">(ver<\/span><\/span><span class=\"padrao\"> <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=19216\" target=\"_blank\">&ldquo;Nossa Opini&atilde;o: Privatiza&ccedil;&atilde;o, a pol&iacute;tica que atrasou as telecomunica&ccedil;&otilde;es no Brasil&rdquo;<\/a>  e <a href=\"http:\/\/www.telesintese.com.br\/index.php\/indice-geral-artigos-do-leitor\/5108\" target=\"_blank\">&ldquo;Telecomunica&ccedil;&otilde;es, ainda falta muito para universalizar&rdquo;<\/a> ).<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">J&aacute; no governo, Lula e seu governo deixaram morrer nas gavetas do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es at&eacute; mesmo os tr&ecirc;s ante-projetos que seu antecessor elaborara, para consumar a reforma que vinha avan&ccedil;ando no setor, depois da privatiza&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s. Cardoso, ao menos, desejara atualizar o ordenamento jur&iacute;dico da &ldquo;comunica&ccedil;&atilde;o social eletr&ocirc;nica&rdquo;. O governo Lula nem nisso avan&ccedil;ou. Fez que esqueceu. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Pagou pelo erro. E se Dilma n&atilde;o mudar, continuar&aacute; pagando. Basta ler o notici&aacute;rio de <em>O Globo <\/em>no dia seguinte &agrave; sua elei&ccedil;&atilde;o, a come&ccedil;ar pela manchete de primeira p&aacute;gina  para n&atilde;o ter o direito de seguir alimentando ilus&otilde;es: &ldquo;Lula elege Dilma e aliados j&aacute; articulam sua volta em 2014&rdquo;. Precisa mais?<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><strong>&ldquo;Perdeu, playboy&rdquo; <\/strong><\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; de hoje que as CMs se colocam em bloco contra o progresso social e a democratiza&ccedil;&atilde;o de nossa sociedade. Foi assim em meados dos anos 1950 quando levaram Getulio Vargas ao suic&iacute;dio, foi assim em 1964 quando pregaram e saudaram o golpe e a ditadura militar. Ao longo de mais de meio s&eacute;culo, agruparam-se e consolidaram-se em um pequeno grupo de grandes organiza&ccedil;&otilde;es capitalistas (nacionais e regionais) essenciais &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o de um determinado modelo de desenvolvimento, aquele promotor do consumo consp&iacute;cuo e da concentra&ccedil;&atilde;o de renda. Pretendem-se respons&aacute;veis pelo agendamento da &ldquo;opini&atilde;o p&uacute;blica&rdquo;, esta definida enquanto um certo senso comum pol&iacute;tico e moral daquela parcela mais rica e escolarizada da popula&ccedil;&atilde;o, na qual s&atilde;o recrutados os quadros dirigentes da economia e da pol&iacute;tica nacionais, al&eacute;m, claro, dos pr&oacute;prios jornalistas. Pela natureza essencialmente simb&oacute;lica da atividade medi&aacute;tica, as CMs tornaram-se, no Brasil, o n&uacute;cleo formulador essencial do projeto conservador de poder, ocupando o espa&ccedil;o que caberia ao pr&oacute;prio Estado, aos partidos pol&iacute;ticos, &agrave; Academia, &agrave; Igreja, a outras institui&ccedil;&otilde;es. Aos poucos, todas foram se colocando a reboque da agenda medi&aacute;tica. Se aborto vira, ou n&atilde;o, tema de campanha, n&atilde;o o ser&aacute; porque a Igreja queira ou deixa de querer, mas porque as CMs o querem, ou n&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Mas a sociedade muda. A cada ciclo de mais ou menos meio s&eacute;culo, qualquer sociedade capitalista passa por grandes mudan&ccedil;as. Nos &uacute;ltimos 15 a 20 anos, o mundo e o Brasil passaram e seguem passando por grandes transforma&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e culturais. O mundo e o Brasil de hoje n&atilde;o s&atilde;o mais os mesmos que eram quando as CMs se consolidaram de vez, no Brasil, ali por volta dos anos 70 do s&eacute;culo passado. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">No pr&oacute;prio campo interno do capital, emergiram novas for&ccedil;as produtoras de imagin&aacute;rio e consumo. A &ldquo;comunica&ccedil;&atilde;o de massa&rdquo; est&aacute; dando lugar a uma comunica&ccedil;&atilde;o segmentada, identit&aacute;ria, atomizada. N&atilde;o &eacute; o caso, aqui, de examinar se isto &eacute; bom ou ruim. &Eacute; fato. Fato que se expressa no deslocamento das audi&ecirc;ncias para os canais de TV por assinatura, portais e blogs de internet, m&uacute;sica via iPod ou MP3, entretenimentos pelo &ldquo;celular&rdquo; etc. Novas grandes corpora&ccedil;&otilde;es medi&aacute;ticas emergiram, associando produtores e programadores de &ldquo;conte&uacute;dos&rdquo; com provedores de infra-estrutura, para atender a essas novas realidades econ&ocirc;micas e culturais (&eacute; o que se chama &ldquo;converg&ecirc;ncia de m&iacute;dias&rdquo;). O Brasil n&atilde;o acompanhou essa evolu&ccedil;&atilde;o. Ao destruir a Telebr&aacute;s do jeito como destruiu (oposto ao que fizeram, com suas &ldquo;telecoms&rdquo;, todos os pa&iacute;ses s&eacute;rios do mundo, inclusive o M&eacute;xico), o governo Cardoso imp&ocirc;s enormes obst&aacute;culos, no Brasil, &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o do nosso capital medi&aacute;tico para essa nova fronteira. O que sobrou &ndash; as CMs comerciais de imprensa e radiodifus&atilde;o &ndash; viram-se numa condi&ccedil;&atilde;o bastante fragilizada e disto muito se queixam agora, assumindo subitamente um falso discurso &ldquo;nacionalista&rdquo;, depois de terem aplaudido entusiasmadamente a desastrada privatiza&ccedil;&atilde;o cardosina.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Ao mesmo tempo, gra&ccedil;as sobretudo, no Brasil, ao governo Lula, uma grande parcela da nossa popula&ccedil;&atilde;o foi incorporada ao universo do consumo consp&iacute;cuo. Esta foi a maior realiza&ccedil;&atilde;o deste governo. As &uacute;ltim&iacute;ssimas palavras da candidata Dilma Rousseff, no debate na Globo, interrompidas pelo cron&ocirc;metro, deixam isto claro, consciente ou subconscientemente: &ldquo;melhoria da vida material&rdquo;&#8230;  Ficou fora, a cultural, a simb&oacute;lica. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Esta nova massa consumidora &eacute; a massa da internet e do celular. Nem por isso culta, se por cultura entendemos uma evolu&ccedil;&atilde;o racional, ilustrada, simbolicamente cada vez mais rica, da mente social humana. Basta ouvirmos a mis&eacute;ria mel&oacute;dica e po&eacute;tica (se d&aacute; para usar estes termos) do som dito &ldquo;popular&rdquo; que toca nas praias do Nordeste ou nas favelas funqueiras cariocas para percebermos o retrocesso est&eacute;tico e &eacute;tico que paradoxalmente est&aacute; acompanhando aquela melhoria material. No fundo, essa massa consumidora por enquanto feliz, ser&aacute; presa f&aacute;cil do fascismo e do obscurantismo t&atilde;o logo a economia comece a ratear. E que ningu&eacute;m espere progresso sem crises, numa economia capitalista&#8230; Ali&aacute;s, o obscurantismo evang&eacute;lico n&atilde;o teria tido a for&ccedil;a que teve nesta &uacute;ltima campanha, se &agrave; &ldquo;prosperidade&rdquo; dos irm&atilde;os n&atilde;o correspondesse equivalente pauperiza&ccedil;&atilde;o intelectual.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">As CMs, nesta &uacute;ltima campanha, tudo fizeram, at&eacute; mesmo promover perigoso obscurantismo, para impor ao Pa&iacute;s, o governo que imaginavam lhes seria favor&aacute;vel na constru&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas impl&iacute;citas ou expl&iacute;citas em defesa dos seus interesses. Querem controlar a &ldquo;converg&ecirc;ncia&rdquo;, subordinando-a aos seus estreitos e ultrapassados limites. E talvez se iludam (n&atilde;o h&aacute;, por enquanto, outra explica&ccedil;&atilde;o), imaginando que ainda podem monopolizar, a partir &ldquo;de cima&rdquo;, a produ&ccedil;&atilde;o do imagin&aacute;rio pol&iacute;tico e cultural do pa&iacute;s. &ldquo;Perdeu, play-boy&rdquo;, diz-se na linguagem lumpen. Resta saber se Dilma Rousseff entendeu isto.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><br \/><strong>Um minist&eacute;rio estrat&eacute;gico <\/strong><\/p>\n<p>Na cabe&ccedil;a e m&atilde;os da primeira presidenta do Brasil, encontra-se o desafio de reconstruir a ind&uacute;stria cultural brasileira, sem falar, claro, da valoriza&ccedil;&atilde;o &eacute;tica e est&eacute;tica de toda a enorme riqueza cultural do Pa&iacute;s ainda a margem e ao largo da produ&ccedil;&atilde;o capitalista. No governo Lula, se teve um minist&eacute;rio atento tanto &agrave; ind&uacute;stria empresarial, quanto &agrave;s express&otilde;es amadoras genuinamente populares, este minist&eacute;rio foi o da Cultura. Mas se h&aacute; um minist&eacute;rio essencial para esta tarefa, este &eacute; o das Comunica&ccedil;&otilde;es. Durante o governo Lula, foi omisso &ndash; mas o foi propositadamente omisso. O pouco que o governo avan&ccedil;ou, quando avan&ccedil;ou, deve-se a iniciativas da Cultura ou da sua Casa Civil &ndash; nesta brotaram os programas de &ldquo;inclus&atilde;o digital&rdquo;, inclusive, por &uacute;ltimo, o Plano Nacional de Banda Larga.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Dilma Rousseff n&atilde;o poder&aacute; seguir olhando para o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es como um espa&ccedil;o de barganha pol&iacute;tica. Nesta era da &ldquo;sociedade da informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, da &ldquo;economia criativa&rdquo;, do &ldquo;capitalismo cognitivo&rdquo;, que outros nomes queiram dar ao atual capitalismo, as Comunica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o t&atilde;o estrat&eacute;gicas quanto eram siderurgia ou petr&oacute;leo nos anos 1950. Este &eacute; um segmento  que j&aacute; atinge 7% do PIB mundial (ind&uacute;stria eletro-eletr&ocirc;nica mais produ&ccedil;&atilde;o e programa&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos audiovisuais). O Brasil n&atilde;o pode se atrasar nele. Espera-se que a presidenta Dilma nomeie para as Comunica&ccedil;&otilde;es um ministro comprometido com um projeto estrat&eacute;gico de pa&iacute;s, n&atilde;o com as vulgaridades da micropol&iacute;tica partid&aacute;ria &ndash; e correspondentes interesses de um sistema ultrapassado de comunica&ccedil;&atilde;o social.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">O governo Dilma Rousseff j&aacute; tem um programa para as Comunica&ccedil;&otilde;es. Ele foi escrito pelo movimento popular, juntamente com o empresariado moderno e o pr&oacute;prio Governo Lula, na I&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (I&ordf; Confecom). Se Dilma se comprometeu, em seu primeiro pronunciamento, logo ap&oacute;s anunciado o resultado, com a Constitui&ccedil;&atilde;o, a Confecom quer, justamente, ver regulamentado os artigos 220 a 224 dessa mesma Constitui&ccedil;&atilde;o. A Confecom quer mais: pediu programas de defesa, apoio, fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o audiovisual brasileira, &agrave; diversidade cultural, &agrave; pluralidade de vozes. Reivindicou uma grande reforma normativa em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; &ldquo;converg&ecirc;ncia&rdquo;, mas priorizando a defesa da cultura brasileira, da economia e do desenvolvimento cient&iacute;fico-tecnol&oacute;gico nacionais. E sustentou a necessidade de o governo implementar um programa de universaliza&ccedil;&atilde;o da banda larga, em regime p&uacute;blico (neste aspecto, o PNBL deixado pelo governo Lula n&atilde;o atende a esta demanda). Por fim, mas n&atilde;o por &uacute;ltimo, defende que os &oacute;rg&atilde;os normativos e regulamentadores sejam transparentes, plurais, democr&aacute;ticos, na forma de Conselhos nos quais se possam ouvir as vozes dos diferentes segmentos da sociedade. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O governo Dilma Rousseff ter&aacute; quatro anos para p&ocirc;r essas resolu&ccedil;&otilde;es em pr&aacute;tica, condi&ccedil;&atilde;o <em>sine qua non<\/em> de consolida&ccedil;&atilde;o e aprofundamento dos avan&ccedil;os sociais e econ&ocirc;micos at&eacute; agora conquistados. Para isto, precisar&aacute; de um ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es comprometido com o movimento popular, com o capitalismo de fronteira e com as reformas democr&aacute;ticas por ambos aprovadas na Confecom. J&aacute; &eacute; mais do que passada a hora de o projeto representado por Lula e por Dilma, mais uma vez reafirmado nas urnas, assumir de uma vez por todas o comando desse Minist&eacute;rio.      <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"padrao\"><em>* Marcos Dantas &eacute; professor do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o da Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o da UFRJ<\/em><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das &aacute;reas nas quais o governo Lula muito pouco avan&ccedil;ou foi na das Comunica&ccedil;&otilde;es. 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