{"id":25045,"date":"2010-10-28T11:44:45","date_gmt":"2010-10-28T11:44:45","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=25045"},"modified":"2010-10-28T11:44:45","modified_gmt":"2010-10-28T11:44:45","slug":"piloto-do-pnbl-projeto-da-copel-consolida-oferta-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=25045","title":{"rendered":"&#8220;Piloto&#8221; do PNBL, projeto da Copel consolida oferta no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"padrao\">Uma iniciativa em curso no Paran&aacute; tem provado que h&aacute; interessados em oferecer banda larga no modelo proposto pelo governo federal via Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O estado &eacute; o primeiro a ter um plano estadual de oferta de Internet em alta velocidade que prev&ecirc; a atua&ccedil;&atilde;o da estatal de energia na oferta de rede em parceria com provedores e prefeituras. E, de acordo com Orlando C&eacute;sar de Oliveira, diretor comercial da Copel, a iniciativa est&aacute; dando certo. <\/p>\n<p>Oliveira apresentou nesta quarta-feira, 27, na Futurecom, os primeiros resultados da oferta de banda larga pactuada dentro do programa estadual. E, em apenas um m&ecirc;s de opera&ccedil;&atilde;o concreta, a subsidi&aacute;ria de telecomunica&ccedil;&otilde;es da concession&aacute;ria de energia el&eacute;trica, a Copel Telecom, j&aacute; fechou mais de 50 contratos com provedores para oferecer banda larga em diversos munic&iacute;pios paranaenses. <\/p>\n<p>Cada provedor tem potencial de atender, em m&eacute;dia, 1,5 mil clientes no Paran&aacute;. Assim, os contratos j&aacute; assinados representam um potencial de cobertura no varejo de 75 mil consumidores. <\/p>\n<p>O diretor da Copel contou que existem empres&aacute;rios aceitando at&eacute; mesmo assumir as penas de uma rescis&atilde;o contratual com as concession&aacute;rias de telefonia para poder se associar &agrave; empresa de energia no programa de banda larga. &quot;Tem gente pagando multa&quot;, afirmou. O sucesso do projeto est&aacute; no pre&ccedil;o que tem sido cobrado pelo acesso &agrave; rede: R$ 230\/Mbps de capacidade no atacado. <\/p>\n<p><strong>PNBL <\/strong><\/p>\n<p>O valor &eacute; o mesmo que a Telebr&aacute;s pretende cobrar pela sua oferta de rede, quando come&ccedil;ar a operacionalizar o PNBL. Mas n&atilde;o &eacute; s&oacute; neste aspecto que o plano paranaense tem similaridades com o plano federal, tornando a iniciativa da Copel quase que um &quot;projeto-piloto&quot; do que o PNBL pretende materializar. O decreto editado pelo governo do Paran&aacute; em agosto deste ano prev&ecirc; que a oferta de varejo n&atilde;o ultrapasse o valor de R$ 30 por uma velocidade de 512 kbps, mesmo par&acirc;metro que o governo federal pretende usar no PNBL. No caso do Paran&aacute;, h&aacute; uma segunda oferta prevista, de 256 kbps, por R$ 15. <\/p>\n<p>A regra para a oferta nos pre&ccedil;os citados acima &eacute; que cada provedor assegure que, ao menos, 15% da capacidade comprada sejam direcionadas para a oferta dos planos de 256 kbps nos moldes do decreto e outros 15% m&iacute;nimos sigam para os pacotes de 512 kbps. A l&oacute;gica do projeto conduzido pela Copel &eacute; que a empresa estatal forne&ccedil;a a rede e o suporte &agrave; oferta da banda larga a qualquer empresa de Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia (SCM) interessada no neg&oacute;cio e para prefeituras. No caso das prefeituras, a regra &eacute; que a banda larga viabilizada dentro do plano seja oferecida gratuitamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas de responsabilidade dos governos locais. <\/p>\n<p><strong>Sem gan&acirc;ncia <\/strong><\/p>\n<p>No momento, a estatal j&aacute; possui rede de fibra &oacute;ptica pronta para o atendimento das demandas em 230 cidades do estado e a meta &eacute; chegar a todas as 399 localidades paranaenses em tr&ecirc;s anos. Mesmo sem uma cobertura plena de fibra e com o projeto ainda no in&iacute;cio, Oliveira assegura que o neg&oacute;cio j&aacute; &eacute; rent&aacute;vel para a companhia. E que o pre&ccedil;o de comercializa&ccedil;&atilde;o de R$ 230\/Mbps cobre com tranquilidade os custos da opera&ccedil;&atilde;o e ainda gera lucro para a empresa. <\/p>\n<p>&quot;Temos um lucro l&iacute;quido na casa dos 15%&quot;, afirmou o diretor sobre as contas da Copel Telecom em 2010. A perspectiva &eacute; que a companhia feche o ano com uma receita de R$ 190 milh&otilde;es, valor acima do realizado pela &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o do grupo energ&eacute;tico. Em sua apresenta&ccedil;&atilde;o, Oliveira questionou o alto custo das conex&otilde;es promovidas pelas concession&aacute;rias de telefonia em outras &aacute;reas do pa&iacute;s. O executivo citou o exemplo de Manaus, onde a oferta de capacidade de rede n&atilde;o sai por menos do que R$ 34 mil\/megabit. &quot;Isso &eacute; gan&acirc;ncia. E do pior tipo: gan&acirc;ncia em cima de pobre. &Eacute; a explora&ccedil;&atilde;o da mis&eacute;ria&quot;, protestou. <\/p>\n<p>Para Oliveira, as empresas t&ecirc;m que ter &quot;um pouco mais de fraternidade&quot; e come&ccedil;ar a ver o mundo com uma nova perspectiva para que a inclus&atilde;o digital realmente seja promovida. &quot;A mudan&ccedil;a s&oacute; ocorre com novos valores ou novos atores. E isso est&aacute; acontecendo no estado do Paran&aacute;. S&atilde;o novos valores que est&atilde;o sendo aplicados&quot;, afirmou. &quot;A comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; uma necessidade b&aacute;sica do ser humano e n&atilde;o um luxo como vem sendo tratada por algumas empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es.&quot;  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma iniciativa em curso no Paran&aacute; tem provado que h&aacute; interessados em oferecer banda larga no modelo proposto pelo governo federal via Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). 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