{"id":24920,"date":"2010-09-14T15:54:09","date_gmt":"2010-09-14T15:54:09","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24920"},"modified":"2010-09-14T15:54:09","modified_gmt":"2010-09-14T15:54:09","slug":"futura-legislatura-do-congresso-tem-142-dispositivos-constitucionais-para-regulamentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24920","title":{"rendered":"Futura legislatura do Congresso tem 142 dispositivos constitucionais para regulamentar"},"content":{"rendered":"<p class=\"padrao\">A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal completa 22 anos no m&ecirc;s que vem. Passadas mais duas d&eacute;cadas, ela ainda tem 142 dispositivos que dependem de regulamenta&ccedil;&atilde;o pelo Congresso Nacional. A expectativa &eacute; que deputados e senadores que forem eleitos em 3 de outubro comecem a regulament&aacute;-los a partir de 2011. Entre esses dispositivos, est&aacute; o que trata dos percentuais de produ&ccedil;&atilde;o regional cultural, art&iacute;stica e jornal&iacute;stica que devem ser veiculados pelas emissoras de r&aacute;dio e TV.<\/p>\n<p class=\"padrao\">O ac&uacute;mulo de dispositivos para regulamentar &eacute; uma das heran&ccedil;as da Assembleia Constituinte de 1988. Quando um assunto era pol&ecirc;mico e n&atilde;o havia acordo, os constituintes aprovavam algumas diretrizes da mat&eacute;ria e deixavam para os futuros parlamentares a tarefa de regulament&aacute;-lo por meio de leis ordin&aacute;rias ou complementar. Assim, ficaram para ser regulamentados 352 dispositivos, dos quais 210 j&aacute; foram apreciados, 64 est&atilde;o em discuss&atilde;o na C&acirc;mara ou no Senado e 78 permanecem sem projetos.<\/p>\n<p class=\"padrao\">Um dos dispositivos que dependem de regulamenta&ccedil;&atilde;o &eacute; Inciso 3&ordm; do Artigo 221. Ele diz que os percentuais de regionaliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cultural, art&iacute;stica e jornal&iacute;stica, nas emissoras de r&aacute;dio e TV ser&atilde;o definidos em lei a ser aprovada pela C&acirc;mara e pelo Senado. &Agrave; &eacute;poca, os constituintes tentaram fixar um percentual para essas produ&ccedil;&otilde;es. Como n&atilde;o houve acordo, a solu&ccedil;&atilde;o foi deixar a regulamenta&ccedil;&atilde;o para a lei ordin&aacute;ria.<\/p>\n<p class=\"padrao\">O Artigo 221 estabelece que a produ&ccedil;&atilde;o e a programa&ccedil;&atilde;o das emissoras de televis&atilde;o e r&aacute;dio dever&atilde;o atender a alguns princ&iacute;pios, tais como: prefer&ecirc;ncia a finalidades educativas, art&iacute;sticas, culturais e informativas; promo&ccedil;&atilde;o da cultura nacional e regional e incentivo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o independente. Tamb&eacute;m tratam do capitulo da Comunica&ccedil;&atilde;o Social os artigos 220, 222, 223 e 224.<\/p>\n<p class=\"padrao\">Alguns projetos j&aacute; foram apresentados para regulamentar os percentuais da regionaliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cultural, art&iacute;stica e jornal&iacute;stica das emissoras de TV e de r&aacute;dio. Um deles, de autoria da ex-deputada Jandira Feghali, j&aacute; foi aprovado pela C&acirc;mara e aguarda delibera&ccedil;&atilde;o do Senado.<\/p>\n<p class=\"padrao\">A proposta estabelece que as emissoras de r&aacute;dio e TV ser&atilde;o obrigadas a exibir em sua programa&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria, das 7h &agrave;s 23h, no m&iacute;nimo de 30% de programas de culturais, art&iacute;sticos e jornal&iacute;sticos totalmente produzidos e transmitidos no local de sua sede, sendo no m&iacute;nimo 15 % jornal&iacute;stico e 15% art&iacute;stico e cultural.<\/p>\n<p class=\"padrao\">A dificuldade na regulamenta&ccedil;&atilde;o desse dispositivo se deve &agrave; press&atilde;o dos empres&aacute;rios da &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o. Eles n&atilde;o concordam com os percentuais estabelecidos na proposta, que tramita no Congresso h&aacute; 19 anos.<\/p>\n<p class=\"padrao\">De acordo com diretor de Assuntos Legais da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert), Rodolfo Machado Moura, a proposta da ex-deputada &eacute; impratic&aacute;vel. &ldquo;Somos favor&aacute;veis &agrave; regulamenta&ccedil;&atilde;o do dispositivo constitucional, desde que ele tenha condi&ccedil;&otilde;es de ser praticado no Brasil.&rdquo; Segundo ele, o projeto, que j&aacute; est&aacute; no Senado, traz percentuais que n&atilde;o t&ecirc;m como serem cumpridos.<\/p>\n<p class=\"padrao\">Rodolfo Machado disse que a regulamenta&ccedil;&atilde;o precisa ser feita de forma a estabelecer percentuais vari&aacute;veis de acordo com a localidade onde estiver instalado o ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o e com percentuais vi&aacute;veis que possam ser cumpridos. Segundo ele, de nada adianta aprovar uma lei que n&atilde;o tem viabilidade para ser cumprida. A maioria das emissoras de r&aacute;dio, assinalou, tem programa&ccedil;&otilde;es locais, porque h&aacute; poucas redes nacionais.<\/p>\n<p class=\"padrao\">A regulamenta&ccedil;&atilde;o do dispositivo constitucional conta com o apoio do Minist&eacute;rio da Cultura (MinC). De acordo com o coordenador-geral de Pol&iacute;ticas Audiovisuais do MC, James G&ouml;rgen, a regulamenta&ccedil;&atilde;o do Inciso 3&ordm; vai dar um grande estimulo &agrave; &aacute;rea de produ&ccedil;&atilde;o independente no Brasil. &ldquo;Hoje, h&aacute; concentra&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o audiovisual no Rio de Janeiro e em S&atilde;o Paulo. Com a regulamenta&ccedil;&atilde;o, a gente tende a ter a descentraliza&ccedil;&atilde;o das produ&ccedil;&otilde;es e a permitir maior representa&ccedil;&atilde;o da diversidade cultural brasileira nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p class=\"padrao\">Segundo o representante do minist&eacute;rio, a simples imposi&ccedil;&atilde;o de cotas para exibi&ccedil;&atilde;o nas emissoras de TV e de r&aacute;dio n&atilde;o vai resolver a quest&atilde;o para as emissoras e nem para os produtores independentes e nem para a popula&ccedil;&atilde;o. &ldquo;&Eacute; necess&aacute;ria a ado&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica que preveja incentivos para que as emissoras regionais possam adquirir o direito de exibi&ccedil;&atilde;o de obras de produtores independentes.&rdquo;<\/p>\n<p class=\"padrao\">De acordo com G&ouml;rgen, uma das resolu&ccedil;&otilde;es da 2&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Cultura, realizada em mar&ccedil;o deste ano em Bras&iacute;lia, foi a necessidade de regulamenta&ccedil;&atilde;o do dispositivo constitucional. Ele informou ainda que durante a 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom), em dezembro do ano passado, tamb&eacute;m na capital federal, a regulamenta&ccedil;&atilde;o do dispositivo constitucional que prev&ecirc; a regionaliza&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos de r&aacute;dio e TV foi uma das propostas aprovadas pelos mais de mil participantes da 1&ordf; Confecom.<\/p>\n<p class=\"padrao\">Para o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Produtores Independentes de TVs, Marco Altberg, a regulamenta&ccedil;&atilde;o do dispositivo &ldquo;&eacute; fundamental e &eacute; aguardada pelos produtores desde a Constituinte de 1988. Segundo ele, as TVs p&uacute;blicas como a TV Brasil e a TV Cultura e as emissoras de TV a cabo t&ecirc;m tido presen&ccedil;a importante, &ldquo;abrindo espa&ccedil;os para veicula&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&otilde;es independentes&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"padrao\">De acordo com Marco Altberg, no mundo inteiro &ldquo;boa parte do conte&uacute;do veiculado pelas emissoras &eacute; de produ&ccedil;&atilde;o independente&rdquo;. Segundo ele, &eacute; importante a regulamenta&ccedil;&atilde;o para a veicula&ccedil;&atilde;o das produ&ccedil;&otilde;es independentes, assim como a regionaliza&ccedil;&atilde;o das produ&ccedil;&otilde;es nas emissoras. &ldquo;A regulamenta&ccedil;&atilde;o vai ajudar na maior produ&ccedil;&atilde;o e na melhor qualidade dos produtos.&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal completa 22 anos no m&ecirc;s que vem. 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