{"id":24913,"date":"2010-09-10T11:47:34","date_gmt":"2010-09-10T11:47:34","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24913"},"modified":"2014-09-07T03:00:49","modified_gmt":"2014-09-07T03:00:49","slug":"radios-comunitarias-legalizadas-lutam-pela-sobrevivencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24913","title":{"rendered":"R\u00e1dios comunit\u00e1rias legalizadas lutam pela sobreviv\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\">Existem 34 r&aacute;dios comunit&aacute;rias reconhecidas na cidade de S&atilde;o Paulo, segundo lista do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es datada de julho deste ano. Desse total, 16 j&aacute; receberam sua licen&ccedil;a provis&oacute;ria &ndash; caso da Associa&ccedil;&atilde;o Cantareira -, 11 aguardam delibera&ccedil;&atilde;o do Congresso Nacional para receberem licen&ccedil;a e come&ccedil;arem a funcionar legalizadas e, dentre outras situa&ccedil;&otilde;es, apenas a Uni&atilde;o das Associa&ccedil;&otilde;es e Sociedade de Heli&oacute;polis e S&atilde;o Jo&atilde;o Cl&iacute;maco (R&aacute;dio Heli&oacute;polis) possui a autoriza&ccedil;&atilde;o definitiva assinada pelo ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es . <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\">As 34 reconhecidas pelo poder p&uacute;blico est&atilde;o contabilizadas dentro das 41 poss&iacute;veis r&aacute;dios comunit&aacute;rias de S&atilde;o Paulo, de acordo com mapa do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es para a cidade feito em edital de chamada para as emissoras em 2006. Dentre centenas de pedidos feitos &agrave; &eacute;poca, as 41 que conseguiram um canal foram as associa&ccedil;&otilde;es que conseguiram o maior n&uacute;mero de apoios formais de outras entidades. No entanto, de l&aacute; para c&aacute; sete ficaram pelo caminho por n&atilde;o conseguirem cumprir a burocracia necess&aacute;ria para efetivar suas licen&ccedil;as. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\">Em 2008, quase na conclus&atilde;o do processo de licita&ccedil;&atilde;o, oito organiza&ccedil;&otilde;es que assinaram o Compromisso de Honra em defesa das r&aacute;dios comunit&aacute;rias (como Intervozes, Obor&eacute;, Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Imprensa) fizeram um <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=18413\" target=\"_blank\">balan&ccedil;o do processo<\/a>, e chegaram &agrave; conclus&atilde;o de que o mapa n&atilde;o atendeu &agrave; demanda, por ter permitido poucos canais para esse tipo de ve&iacute;culo. Al&eacute;m do resultado insuficiente, as organiza&ccedil;&otilde;es criticaram os crit&eacute;rios, considerados imprecisos e injustos. Segundo essas organiza&ccedil;&otilde;es, as 41 r&aacute;dios permitidas geograficamente no mapa de S&atilde;o Paulo, est&aacute; muito aqu&eacute;m da demanda da cidade. A maior parte dos moradores da cidade est&aacute; na &ldquo;sombra&rdquo;, isto &eacute;, no v&aacute;cuo entre uma r&aacute;dio legalizada e outra &ndash; o mapa n&atilde;o levou em considera&ccedil;&atilde;o r&aacute;dios n&atilde;o legalizadas, ainda que sejam comunit&aacute;rias. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A maioria das r&aacute;dios comunit&aacute;rias hoje reconhecidas tem uma longa hist&oacute;ria de luta pela implementa&ccedil;&atilde;o do seu pr&oacute;prio ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o. Como a <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=24792\" target=\"_blank\">Nova Parais&oacute;polis<\/a>, inaugurada m&ecirc;s passado ap&oacute;s 11 anos de tentativas, ou ainda a R&aacute;dio Cantareira, que tenta sua legaliza&ccedil;&atilde;o desde 98, ano da Lei 9.612, que criou condi&ccedil;&otilde;es para a legaliza&ccedil;&atilde;o desses meios comunit&aacute;rios.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\">Mas depois da &aacute;rdua tarefa de conseguir uma autoriza&ccedil;&atilde;o do governo federal, vem outros grandes desafios para manter a emissora funcionando de forma plena. &ldquo;Dizer que a r&aacute;dio &eacute; regulamentada pesa bastante. O pessoal procura para fazer an&uacute;ncio, todo dia tem gente para fazer apoio, e antes eles ficavam meio preocupados. Mas hoje temos muito mais limita&ccedil;&otilde;es, ficou super engessada, com pouca liberdade de a&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o pode fazer comercial, por exemplo. Como vai manter a r&aacute;dio?&rdquo;, questiona Ju&ccedil;ara Zotti, da Associa&ccedil;&atilde;o Cantareira. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\">Ela conta tamb&eacute;m que antes da autoriza&ccedil;&atilde;o, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) estava sempre em contato com a r&aacute;dio, no caso para perseguir. Por&eacute;m, ap&oacute;s a licen&ccedil;a de opera&ccedil;&atilde;o veio o abandono: apesar de no entorno da Cantareira existirem tr&ecirc;s r&aacute;dios na mesma freq&uuml;&ecirc;ncia (em Pirituba e em Perus), a Ag&ecirc;ncia n&atilde;o faz nada. &ldquo;Tem uma r&aacute;dio AM e FM do Bom Retiro, 87.5, da Assembleia de Deus, que se desligarmos nosso transmissor, ela pega tudo&rdquo;, denuncia.<\/p>\n<p>A freq&uuml;&ecirc;ncia que o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es destinou &agrave;s r&aacute;dios comunit&aacute;rias da cidade (87.5 FM) &eacute; outro problema que as emissoras enfrentam, mesmo ap&oacute;s todo o processo burocr&aacute;tico que tiveram que cumprir ao longo de anos. Em 2004, a Anatel designou o canal 198 (equivalente &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia 87.5 MHz) que, segundo balan&ccedil;o das entidades pr&oacute; r&aacute;dios comunit&aacute;rias de 2008, fica localizado no extremo do dial e em alguns aparelhos simplesmente n&atilde;o pode ser sincronizado. Entre as propostas das organiza&ccedil;&otilde;es, sugeriam a defini&ccedil;&atilde;o de novas diretrizes t&eacute;cnicas &#8211; flex&iacute;veis e adapt&aacute;veis de acordo com as particularidades de cada localidade -, e a revis&atilde;o dos problem&aacute;ticos crit&eacute;rios de composi&ccedil;&atilde;o e de desempate entre as r&aacute;dios, incapazes de apontar qual entidade &eacute; de fato a mais representativa.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\"><br \/><strong>Legalizados<\/strong><\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\">&ldquo;Estamos felizes com nossa outorga, mas vamos continuar na luta para legalizar outras&rdquo;, disse Jo&atilde;o Miranda na segunda visita do presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva &agrave; comunidade de Heli&oacute;polis, quando receberam a autoriza&ccedil;&atilde;o definitiva em 2008. Na &eacute;poca, Jo&atilde;o era presidente da r&aacute;dio. Ele chegou a ser preso em 2006, no segundo fechamento da emissora pela Anatel. Geronino Barbosa, que foi diretor da r&aacute;dio em &eacute;poca anterior &agrave; legaliza&ccedil;&atilde;o, conta a hist&oacute;ria: &ldquo;n&atilde;o &eacute;ramos legalizados na burocracia, mas &eacute;ramos uma r&aacute;dio p&uacute;blica, &eacute;tica e comunit&aacute;ria.&rdquo;<\/p>\n<p>A comunidade de Heli&oacute;polis, regi&atilde;o sudeste de S&atilde;o Paulo, tem cerca de 125 mil habitantes, 35 mil fam&iacute;lias que a UNAS (Uni&atilde;o de N&uacute;cleos Associa&ccedil;&atilde;o e Sociedades dos Moradores de Heli&oacute;polis e S&atilde;o Jo&atilde;o Climaco) tenta alcan&ccedil;ar. A r&aacute;dio &eacute; seu principal meio de comunica&ccedil;&atilde;o, e surgiu como instrumento pol&iacute;tico para facilitar a organiza&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria &#8211; respons&aacute;vel por maioria da infraestrutura que a regi&atilde;o conquistou. &ldquo;Ela [r&aacute;dio] surgiu para ajudar na organiza&ccedil;&atilde;o do bairro. No come&ccedil;o s&oacute; nos dias que tinha reuni&atilde;o que ela funcionava, para lembrar as pessoas de comparecerem&rdquo;, conta Gen&eacute;sia Miranda, diretora da UNAS e l&iacute;der comunit&aacute;ria. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\">Quando surgiu em 92, a r&aacute;dio consistia em duas cornetas funcionando em dois pontos da favela, sendo chamada de R&aacute;dio Popular de Heli&oacute;polis. &ldquo;Ela passou a ser FM por sugest&atilde;o de padres italianos, que vieram em 93 e mandaram verba&rdquo;, conta Rog&eacute;rio Jos&eacute; da Silva, locutor do programa &ldquo;Mistura Fina&rdquo;. Come&ccedil;aram a transmitir em FM em 97. Tamb&eacute;m obtiveram equipamentos do Minist&eacute;rio da Cultura, ao se tornarem Ponto de Cultura, na gest&atilde;o de Gilberto Gil. Segundo Rog&eacute;rio, o p&uacute;blico ouvinte atual est&aacute; por volta dos 60 mil, 40 mil dos arredores de Heli&oacute;polis, e os outros 20 mil s&atilde;o de S&atilde;o Caetano, Vila Prudente.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\">Durante o processo de legaliza&ccedil;&atilde;o, a Anatel sempre alegou falta de canal para a associa&ccedil;&atilde;o, mesmo que sempre houvesse permiss&atilde;o para funcionamento de novas emissoras comerciais. &ldquo;Qualquer r&aacute;dio comercial pode bater em n&oacute;s, atrapalhar nosso sinal. Agora, se somos n&oacute;s que batemos em algu&eacute;m, segundo a lei temos que interromper imediatamente o sinal&rdquo;, critica Geronino Barbosa. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\">A favela da Cantareira, diferentemente de Heli&oacute;polis, n&atilde;o tem uma associa&ccedil;&atilde;o de moradores ou um centro organizador das pol&iacute;ticas comunit&aacute;rias locais. O grupo de comunicadores que iniciou a r&aacute;dio em 95 era muito ligado &agrave; Igreja Cat&oacute;lica e durante anos fizeram parte da Associa&ccedil;&atilde;o das R&aacute;dios Comunit&aacute;rias Cat&oacute;licas, juntamente com outros movimentos que lutavam pela regulariza&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A partir de 96 come&ccedil;ou repress&atilde;o bem forte em cima das r&aacute;dios comunit&aacute;rias&rdquo;, conta Ju&ccedil;ara Zotti. Esse processo desencadeou a Lei 9612\/98 e nesse mesmo ano a R&aacute;dio Cantareira j&aacute; entrou com pedido junto ao Minicom. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\">O pedido ficou esquecido at&eacute; 2006, quando saiu o primeiro aviso de habilita&ccedil;&atilde;o da capital. Conseguiram a licen&ccedil;a definitiva este ano e reinauguraram a r&aacute;dio em 18 de julho. &ldquo;N&oacute;s funcionamos dez anos sem autoriza&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio. A gente nunca foi julgado porque a gente mantinha nosso projeto comunit&aacute;rio&rdquo;, diz a mobilizadora Ju&ccedil;ara. Durante esse per&iacute;odo, a r&aacute;dio da Cantareira n&atilde;o chegou a ser invadida pela Pol&iacute;cia Federal. <\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\">Constru&iacute;da em 1995, a r&aacute;dio nasceu da percep&ccedil;&atilde;o da necessidade de ter meio de comunica&ccedil;&atilde;o na Brasil&acirc;ndia. &ldquo;A comunidade n&atilde;o tinha lugar pra compartilhar as coisas. E at&eacute; mesmo o tipo de comunica&ccedil;&atilde;o que chegava n&atilde;o atendia a demanda de falar do local&rdquo;. Chamar reuni&atilde;o de bairro, divulgar tudo que as entidades faziam na regi&atilde;o, quest&otilde;es de sa&uacute;de e saneamento, eram temas que faziam parte do cotidiano da r&aacute;dio. &ldquo;A &eacute;poca do governo era bem dif&iacute;cil, havia a implanta&ccedil;&atilde;o do Paz na Cidade, plano de atendimento b&aacute;sico da sa&uacute;de, que na verdade era privatiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, recorda Ju&ccedil;ara.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"><span class=\"padrao\"><strong>Vida ap&oacute;s a legaliza&ccedil;&atilde;o <\/strong><\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p class=\"padrao\">Financiamento &eacute; um tema espinhoso, que tem sido tratado com aten&ccedil;&atilde;o pelos comunicadores da Cantareira. &ldquo;Voc&ecirc; vai fazer divulga&ccedil;&atilde;o de um mercado e chamar de apoio cultural. &Eacute; um colaborador que est&aacute; ajudando, estamos chamando colabora&ccedil;&atilde;o de apoio&rdquo;. Ju&ccedil;ara discorda que merchandising &eacute; apoio cultural &ndash; apoio que procuram fazer em parcerias com espa&ccedil;os culturais e pessoas que trabalham com arte e divulgam seus projetos na r&aacute;dio, pagando ou n&atilde;o. Mesmo com a imprecis&atilde;o do nome, essa tem sido a sa&iacute;da para a manuten&ccedil;&atilde;o da maioria das r&aacute;dios comunit&aacute;rias. <\/p>\n<p class=\"padrao\">&ldquo;Os apoios culturais podem ser coisas como o Z&eacute; da Padaria que paga para falar o nome do estabelecimento algumas vezes por dia&rdquo;, explica Rog&eacute;rio, da Heli&oacute;polis. Para eles, a lei que a Anatel fez &eacute; para impedir que as r&aacute;dios sobrevivam. Al&eacute;m do sistema de fome, outra limita&ccedil;&atilde;o que veio com a legaliza&ccedil;&atilde;o, foi a proibi&ccedil;&atilde;o de se fazer &ldquo;links&rdquo;, para transmiss&atilde;o ao vivo de eventos como shows &ndash; &ldquo;s&oacute; se usarmos um cabo de 500m do evento at&eacute; aqui&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"padrao\">O caso da Nova Parais&oacute;polis, rec&eacute;m legalizada, &eacute; similar. S&oacute; podem conseguir recursos pelo m&eacute;todo do &ldquo;apoio cultural&rdquo;, mas &eacute; o que podem fazer por ora, mesmo que discordem da legisla&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Ficamos mais de onze anos brigando para conseguir a r&aacute;dio. Nossa luta agora &eacute; pra criar meios de subsist&ecirc;ncia&rdquo;, afirmou o diretor de comunica&ccedil;&atilde;o Joildo dos Santos. Sem o risco de serem invadidos pela Pol&iacute;cia Federal, como j&aacute; ocorreu. <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; line-height: 100%\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\"> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem 34 r&aacute;dios comunit&aacute;rias reconhecidas na cidade de S&atilde;o Paulo, segundo lista do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es datada de julho deste ano. 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