{"id":24888,"date":"2010-08-27T17:56:23","date_gmt":"2010-08-27T17:56:23","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24888"},"modified":"2010-08-27T17:56:23","modified_gmt":"2010-08-27T17:56:23","slug":"lutando-pelo-controle-do-futuro-da-web","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24888","title":{"rendered":"Lutando pelo controle do futuro da Web"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Enquanto o volume de dados continua a crescer, est&aacute; claro que a infra-estrutura da Internet precisa ser melhorada. O que n&atilde;o est&aacute; claro &eacute; quem vai pagar por isso. Ativistas da Web temem o desenvolvimento de uma Internet de duas classes, na qual as corpora&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m prioridade e vozes dissonantes s&atilde;o empurradas para as margens.<\/p>\n<p>O grupo que se reuniu diante da sede da Google em Mountain View, Calif&oacute;rnia, era relativamente pequeno. Uma centena de manifestantes apareceu para expressar sua raiva diante do mais recente plano da corpora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A comunidade online, por&eacute;m, reagiu com muito mais alarme. Blogueiros nos EUA, Europa e &Aacute;sia advertiram contra a amea&ccedil;a &agrave; liberdade na Internet, enquanto ag&ecirc;ncias de prote&ccedil;&atilde;o ao consumidor disseram temer que a interfer&ecirc;ncia no tr&aacute;fego de dados possa ter consequ&ecirc;ncias imprevistas para a diversidade da m&iacute;dia. A ministra de prote&ccedil;&atilde;o ao consumidor da Alemanha, Ilse Aigner, declarou que n&atilde;o tinha a menor simpatia por empresas que &ldquo;distorcem a competi&ccedil;&atilde;o &agrave; custa do fregu&ecirc;s&rdquo;.<\/p>\n<p>A causa de toda essa como&ccedil;&atilde;o foi aparentemente pequena, uma declara&ccedil;&atilde;o em conjunto da Google com a gigante de telecomunica&ccedil;&otilde;es Verizon que, em sete breves itens, assinalou a proposta das duas empresas para uma estrutura regulat&oacute;ria futura para a Internet.<\/p>\n<p>A maior parte das sugest&otilde;es n&atilde;o era espetacular, mas uma em particular teve impacto significativo: as duas corpora&ccedil;&otilde;es pediam aos governos que deixassem que o mercado determinasse se as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es deveriam ter permiss&atilde;o de cobrar uma tarifa adicional por certos servi&ccedil;os intensivos de dados &ndash; especialmente se os consumidores quiserem acesso r&aacute;pido. Estes poderiam incluir servi&ccedil;os m&eacute;dicos, jogos online ou a administra&ccedil;&atilde;o da rede el&eacute;trica.<\/p>\n<p><strong>Sem discrimina&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>At&eacute; agora, a Internet permaneceu na maior parte neutra, sem discrimina&ccedil;&atilde;o, e ningu&eacute;m teve tratamento preferencial. Blogs s&atilde;o transmitidos t&atilde;o rapidamente quanto dados da Google. Mas a enxurrada de informa&ccedil;&otilde;es continua a crescer. A corpora&ccedil;&atilde;o de tecnologia americana Cisco prev&ecirc; que os volumes de dados anuais vai quadruplicar at&eacute; 2014, para cerca de 767 exabytes (um exabyte equivale a 1 bilh&atilde;o de gigabytes) &ndash;uma capacidade equivalente a 12 bilh&otilde;es de DVDs por m&ecirc;s.<\/p>\n<p>Em outras palavras, muitos bilh&otilde;es de euros ser&atilde;o necess&aacute;rios para aumentar a capacidade da Internet nos pr&oacute;ximos meses e anos. As empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es temem que isso n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel se continuarem a jogar pelas regras convencionais. Elas est&atilde;o flertando h&aacute; algum tempo com a ideia de uma Internet de duas classes, na qual usu&aacute;rios poderiam pagar para ter seus dados transmitidos mais rapidamente. O mais recente passo da Google tamb&eacute;m atende a essas empresas.<\/p>\n<p>A Internet, que tem sido uma obra em constante modifica&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos 30 anos, est&aacute; se transformando em algo novo. Cada vez mais pessoas acessam a Internet a partir de telefones celulares. Em vez de programas que exploram a Internet, eles preferem um clique &uacute;nico para entrar num aplicativo &ndash;um pequeno programa adicional- que permite, por exemplo, que ou&ccedil;am o r&aacute;dio via telefone celular.<\/p>\n<p><strong>Uma nuvem crescente<\/strong><\/p>\n<p>A Web tamb&eacute;m est&aacute; sendo usada para transmitir volumes crescentes de v&iacute;deos e m&uacute;sica, e os dois colocam press&atilde;o enorme sobre as redes. Ao mesmo tempo, a propor&ccedil;&atilde;o de tr&aacute;fego na Internet relacionado ao velho e-mail est&aacute; encolhendo. Em vez disso, v&iacute;deos de f&eacute;rias e fotos de anivers&aacute;rios &ndash; coisas que no passado seriam guardadas em casa &#8211; agora est&atilde;o sendo empurradas pela rede, carregadas em servi&ccedil;os como YouTube, Flickr e Picasa.<\/p>\n<p>Essa abordagem relativamente nova &eacute; conhecida como computa&ccedil;&atilde;o de nuvens. Gra&ccedil;as &agrave; &ldquo;nuvem&rdquo; globalmente acess&iacute;vel, os computadores dom&eacute;sticos perderam sua import&acirc;ncia anterior &ndash; os usu&aacute;rios cada vez mais podem guardar seus dados em servidores centrais fornecidos por provedores de telefone ou de Internet.<\/p>\n<p>Esse desdobramento aumenta o valor da rede mundial, mas tamb&eacute;m gera algumas quest&otilde;es. Quem, por exemplo, deve dar as cartas no futuro? Quem deve lucrar de quais aspectos do sistema &ndash; o provedor do servi&ccedil;o, o provedor do conte&uacute;do ou o portal do cliente? E quais leis devem se aplicar a esses canais, que s&atilde;o vitais para os indiv&iacute;duos e para economias inteiras?<\/p>\n<p>Essa discuss&atilde;o v&ecirc; a colis&atilde;o de dois conceitos muito diferentes de liberdade. Um lado insiste que os indiv&iacute;duos devem poder acessar informa&ccedil;&otilde;es livremente a qualquer momento. O outro pede que as empresas que operam o sistema tenham a liberdade de criar novos modelos de neg&oacute;cios.<\/p>\n<p><strong>O melhor esfor&ccedil;o n&atilde;o &eacute; mais suficiente<\/strong><\/p>\n<p>At&eacute; agora, a Internet era operada seguindo o princ&iacute;pio chamado de &ldquo;melhor esfor&ccedil;o&rdquo;, explica Wolfgang Kopf, diretor de regula&ccedil;&atilde;o da empresa de telecomunica&ccedil;&otilde;es alem&atilde; Deutsche Telekom. Isso significa que qualquer informa&ccedil;&atilde;o enviada pela Internet por qualquer cliente &eacute; tratada de forma mais ou menos igual, cada pacote de dados direcionado para seu destino independentemente da identidade do cliente ou da import&acirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Mas com o aumento do tr&aacute;fego de dados e servi&ccedil;os fica cada vez mais sofisticado, esse m&eacute;todo se torna mais dif&iacute;cil. Transmiss&otilde;es de v&iacute;deo entrecortadas, conversas de Skype quebradas e transmiss&otilde;es de eventos musicais televisionados incompletos s&atilde;o consequ&ecirc;ncias poss&iacute;veis.<\/p>\n<p>Muitas empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es dizem que ser&aacute; necess&aacute;rio investir muitos bilh&otilde;es de euros na Internet para continuar a garantir servi&ccedil;o n&atilde;o interrompido. Elas tamb&eacute;m salientam que os que lucraram at&eacute; agora foram provedores como Google, Apple e YouTube, que n&atilde;o pagam nada e lucram muito. Custos de investimento recaem sobre as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es, que est&atilde;o simultaneamente vendo cada vez mais seus segmentos tradicionais de neg&oacute;cios desmoronarem. Ren&eacute; Obermann, diretor da Telekom, n&atilde;o quer que o papel de sua empresa seja reduzido a fornecer acesso a Internet para outros.<\/p>\n<p>Enquanto as margens de lucro para provedores de servi&ccedil;os de Internet est&atilde;o cada vez menores, as empresas est&atilde;o se focando em NGN, das iniciais em ingl&ecirc;s para rede de pr&oacute;xima gera&ccedil;&atilde;o. Junto com a plataforma pra transfer&ecirc;ncia de dados, a NGN oferece um n&iacute;vel de controle separado que cria uma capacidade de prover &ndash;e cobrar- por servi&ccedil;os expressos.<\/p>\n<p><strong>Os clientes est&atilde;o dispostos a pagar?<\/strong><\/p>\n<p>Junto com o tr&aacute;fego de dados tradicional, ela permitiria o estabelecimento de servi&ccedil;os pagos que o cliente decidiria ativar clicando, por exemplo, em um bot&atilde;o de &ldquo;alta velocidade&rdquo;. Aplicativos de v&iacute;deo ou aplicativos m&eacute;dicos, por exemplo, podem receber direito de passagem, certas buscas podem ser executadas mais rapidamente e extensivamente &ndash; desde que, &eacute; claro, os clientes estejam dispostos a pagar por esse servi&ccedil;o, como j&aacute; est&atilde;o acostumados a pagar por ringtones ou aplicativos.<\/p>\n<p>Desde que o iPhone da Apple conquistou o mercado, as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es e provedores de servi&ccedil;os v&ecirc;m vivenciando em primeira m&atilde;o o que acontece quando a capacidade de rede &eacute; insuficiente. A gigante de telefonia americana AT&amp;T vem lutando por meses com quest&otilde;es de qualidade em sua rede de telefonia celular que levou a perdas de chamadas e algumas vezes a blecautes completos do servi&ccedil;o, especialmente em centros populacionais.<\/p>\n<p>As taxas &uacute;nicas de servi&ccedil;os e smartphones como o iPhone s&atilde;o algumas das causas desses problemas, assim como o tipo de conte&uacute;do utilizado, especialmente programas de r&aacute;dio de v&iacute;deos, que levam as redes aos seus limites. Mas os clientes e provedores est&atilde;o ficando cheios com as falhas.<\/p>\n<p>&ldquo;Ningu&eacute;m se beneficia de condi&ccedil;&otilde;es como essas&rdquo;, diz Harald St&ouml;ber, vice-presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Provedores de Servi&ccedil;o de Valor Agregado em Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Vatm), um grupo que representa as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es alem&atilde;s que competem contra a antiga detentora do monop&oacute;lio Deutsche Telekom. Os competidores concordam, por uma vez, com a necessidade de reformular a Internet. A reforma pode permitir a cria&ccedil;&atilde;o de novos modelos de neg&oacute;cios na Internet, sugere St&ouml;ber, e n&atilde;o se deve negar &agrave;s empresas essa oportunidade.<\/p>\n<p><strong>Preso na pista lenta<\/strong><\/p>\n<p>Torsten Gerpott, professor de telecomunica&ccedil;&otilde;es na cidade de Duisburg, na Alemanha, n&atilde;o acha que o projeto da Deutsche Telekom causaria mudan&ccedil;as enormes ao sistema. Os consumidores j&aacute; pagam pre&ccedil;os diferentes para tipos de acesso diferentes, diz ele, que a princ&iacute;pio tem poucas obje&ccedil;&otilde;es &agrave; diferencia&ccedil;&atilde;o, se a Web estiver de fato passando por problemas de capacidade.<\/p>\n<p>Para os cr&iacute;ticos, por&eacute;m, &eacute; precisamente neste ponto em que a liberdade para as empresas colide com a diversidade de opini&atilde;o. Eles preveem, por exemplo, grandes empresas alugando uma pista virtual r&aacute;pida para seus servi&ccedil;os e conte&uacute;do, com empresas iniciantes e blogueiros cr&iacute;ticos relegados aos canais para dados regulares, o equivalente online a uma estrada de terra.<\/p>\n<p>&ldquo;Empresas como a Verizon querem determinar quais dados s&atilde;o transmitidos mais r&aacute;pido, quais s&atilde;o mais lentos e quais nem s&atilde;o transmitidos &ndash;e quem paga quanto. S&atilde;o tentativas de colonizar a nova esfera p&uacute;blica da Internet&rdquo;, diz Gundolf S. Freyermuth, professor de estudos aplicados da m&iacute;dia da Escola Internacional de Cinema em Col&ocirc;nia.<\/p>\n<p>Organiza&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o de dados e direitos do consumidor colecionaram exemplos de situa&ccedil;&otilde;es nas quais a Internet e empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es podem ter abusado de seu poder sobre os dados. Em um caso de 2004, de acordo com centros de direitos do consumidor alem&atilde;es, a fornecedora de Internet Freenet bloqueou o acesso de seus clientes a certos sites da Web que criticaram as pr&aacute;ticas empresariais da empresa. A Internet de duas classes abriria as portas para esse tipo de abuso, dizem as organiza&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>J&aacute; &eacute; uma realidade<\/strong><\/p>\n<p>Em vez disso, os cr&iacute;ticos querem definir legalmente o princ&iacute;pio de &ldquo;neutralidade da rede&rdquo;. Especialistas em computa&ccedil;&atilde;o como Kristian K&ouml;hntopp, por&eacute;m, advertem que essa express&atilde;o carism&aacute;tica &eacute; imprecisa demais. &ldquo;A Internet muitas vezes j&aacute; n&atilde;o &eacute; neutra&rdquo;, explica K&ouml;hntopp. Muitos pacotes de tarifa &uacute;nica s&atilde;o enganadores e &ldquo;provedores reduzem a velocidade seletivamente sem informar os clientes&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Ativistas e empresas tendem a falar como se a Internet de duas classes fosse uma vis&atilde;o do futuro, mas j&aacute; se tornou uma realidade h&aacute; tempo&rdquo;, diz Bernd Holznagel, diretor do Instituto de Informa&ccedil;&atilde;o, Telecomunica&ccedil;&otilde;es e Direito da M&iacute;dia da Universidade de M&uuml;nster.<\/p>\n<p>Ele acha especialmente inc&ocirc;modo que algumas empresas escolham seletivamente o que bloquear. A T-Mobile, por exemplo, impediu seu competidor Skype fosse ser usado no iPhone. Agora, diz Holznagel, para usar o Skype &eacute; preciso pagar uma taxa extra de 10 euros (em torno de R$ 25).<\/p>\n<p>&ldquo;Precisamos de uma cl&aacute;usula contra a discrimina&ccedil;&atilde;o para tornar a competi&ccedil;&atilde;o e a inova&ccedil;&atilde;o poss&iacute;veis&rdquo;, diz Holznagel. Ele tamb&eacute;m sugere que os servi&ccedil;os b&aacute;sicos sejam abertamente dispon&iacute;veis, como &eacute; o caso de servi&ccedil;os postais ou de r&aacute;dio. Isso poderia criar um meio termo.<\/p>\n<p><strong>Distra&iacute;do por quest&otilde;es menores<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;Em vez de pol&iacute;tica simb&oacute;lica, precisamos de defini&ccedil;&otilde;es do que a neutralidade da rede realmente deve ser &ndash; e &eacute; aqui que a proposta da Google\/Verizon &eacute; &uacute;til&rdquo;, diz Holznagel. Agora, acrescenta, os pol&iacute;ticos precisam dar o pr&oacute;ximo passo.<\/p>\n<p>Holznagel h&aacute; muito espera uma vers&atilde;o preliminar da emenda &agrave; Lei de Telecomunica&ccedil;&otilde;es da Alemanha que o governo federal deve apresentar at&eacute; meados de 2011, de acordo com as diretrizes da Uni&atilde;o Europeia. &ldquo;A emenda &agrave; lei de Telecomunica&ccedil;&otilde;es &eacute; extremamente importante e h&aacute; bilh&otilde;es de euros envolvidos&rdquo;, diz ele.<\/p>\n<p>Ele acha, contudo, que a aten&ccedil;&atilde;o est&aacute; sendo distra&iacute;da por outros debates menos importantes, tais como a atual controv&eacute;rsia em torno do servi&ccedil;o Street View da Google, que ser&aacute; lan&ccedil;ado na Alemanha no final do ano e que foi criticado por temores relativos &agrave; privacidade. &ldquo;Os pol&iacute;ticos preferem fazer alarde com quest&otilde;es menores como o Street View da Google&rdquo;, diz Holznagel. &ldquo;Afinal, fotografar pr&eacute;dios &eacute; mais f&aacute;cil de entender.&rdquo;<\/p>\n<p><em>*da revista Der Spiegel, com tradu&ccedil;&atilde;o do portal Uol.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o volume de dados continua a crescer, est&aacute; claro que a infra-estrutura da Internet precisa ser melhorada. 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