{"id":24859,"date":"2010-08-24T17:38:07","date_gmt":"2010-08-24T17:38:07","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24859"},"modified":"2010-08-24T17:38:07","modified_gmt":"2010-08-24T17:38:07","slug":"mudanca-de-horario-da-voz-do-brasil-divide-opinioes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24859","title":{"rendered":"Mudan\u00e7a de hor\u00e1rio da Voz do Brasil divide opini\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">No ar h&aacute; 75 anos, de segunda a sexta-feira, &agrave;s 19 horas, a Voz do Brasil pode mudar de hor&aacute;rio. Projeto de Lei j&aacute; aprovado pela C&acirc;mara e aprovado recentemente pela Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Senado permite a flexibiliza&ccedil;&atilde;o do hor&aacute;rio de transmiss&atilde;o do programa. Pelo parecer do senador Antonio Carlos Magalh&atilde;es J&uacute;nior (DEM-BA), a Voz poder&aacute; ser veiculada entre 19 e 23 horas. As emissoras p&uacute;blicas e educativas ficam obrigadas a manter o hor&aacute;rio atual, e as emissoras do Poder Legislativo poder&atilde;o flexibilizar se estiver ocorrendo vota&ccedil;&atilde;o plen&aacute;ria.<\/p>\n<p>A proposta, no entanto, divide a opini&atilde;o de deputados e especialistas. O deputado Jos&eacute; Rocha (PR-BA), que foi relator do projeto na C&acirc;mara, &eacute; favor&aacute;vel &agrave; flexibiliza&ccedil;&atilde;o. Ele defende a liberdade das r&aacute;dios para transmitir o programa em outros hor&aacute;rios, atendendo a reivindica&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e TV (Abert), que alega coincid&ecirc;ncia de hor&aacute;rios entre v&aacute;rios eventos importantes e a Voz do Brasil, tais como not&iacute;cias de &uacute;ltima hora e at&eacute; partidas de futebol da Sele&ccedil;&atilde;o Brasileira. &quot;&Eacute; um absurdo dizer que a flexibiliza&ccedil;&atilde;o do hor&aacute;rio da Voz reflete apenas interesses comerciais. As r&aacute;dios p&uacute;blicas podem continuar veiculando &agrave;s 19 horas. Ela &eacute; imprescind&iacute;vel para o Pa&iacute;s e nenhum parlamentar vai ter coragem de propor o seu cancelamento&quot;, enfatizou.<\/p>\n<p>O deputado lembrou ainda que a proposta n&atilde;o desobriga as emissoras de transmitir a Voz do Brasil. Pelo contr&aacute;rio, d&aacute; aos ouvintes a op&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rios alternativos. &quot;O meu substitutivo obriga as r&aacute;dios a informar aos ouvintes os hor&aacute;rios de transmiss&atilde;o da Voz do Brasil. A medida ajuda o ouvinte a se programar, pois nem todo mundo pode ouvir a Voz &agrave;s 19 horas&quot;, disse. O projeto original aprovado pela C&acirc;mara permitia que a transmiss&atilde;o da Voz do Brasil pudesse come&ccedil;ar at&eacute; &agrave;s 23h59. Os senadores, no entanto, mudaram o texto para permitir a flexibiliza&ccedil;&atilde;o at&eacute; as 23 horas, de forma a garantir que o programa seja transmitido no mesmo dia em que os fatos ocorrem.<\/p>\n<p><strong>Interesse comercial<\/strong><\/p>\n<p>O deputado Fernando Ferro (PE), l&iacute;der do PT, &eacute; contra a mudan&ccedil;a. O argumento dele &eacute; que a Voz do Brasil representa um espa&ccedil;o de divulga&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara dos Deputados frente a toda a &quot;campanha de desmoraliza&ccedil;&atilde;o e desqualifica&ccedil;&atilde;o do Legislativo feita por parte da imprensa&quot;. Segundo ele, o programa tem grande audi&ecirc;ncia no Pa&iacute;s, especialmente no interior e nas regi&otilde;es menos povoadas.<\/p>\n<p>&quot;Vivemos num pa&iacute;s continental. A Voz do Brasil &eacute; um instrumento de divulga&ccedil;&atilde;o do Parlamento. A tentativa das grandes empresas de flexibilizar o hor&aacute;rio da Voz do Brasil reflete os interesses comerciais&quot;, disse. Para Fernando Ferro, a maioria parlamentar n&atilde;o deve &quot;ceder aos interesses dos parlamentares que s&atilde;o donos de empresas de comunica&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o t&ecirc;m coragem de propor o cancelamento da Voz do Brasil, e que com a flexibiliza&ccedil;&atilde;o querem o seu esvaziamento&quot;.<\/p>\n<p>J&aacute; o ministro-chefe da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Franklin Martins, disse em v&aacute;rias oportunidades que &eacute; favor&aacute;vel &agrave; flexibiliza&ccedil;&atilde;o, desde que limitada at&eacute; as 22 horas do mesmo dia da produ&ccedil;&atilde;o do programa. Segundo ele, o radiojornalismo &eacute; hoje um servi&ccedil;o de utilidade p&uacute;blica importante, especialmente nos grandes centros, e nesse hor&aacute;rio entre 19h e 20h muitas pessoas gostariam de poder ouvir informa&ccedil;&otilde;es sobre o tr&acirc;nsito, por exemplo.<\/p>\n<p>Ele acredita que, se o projeto virar lei, a maior parte das r&aacute;dios do interior v&aacute; manter o hor&aacute;rio atual, em raz&atilde;o do h&aacute;bito dos ouvintes. Franklin Martins ressalta que essa &eacute; uma opini&atilde;o pessoal dele sobre o projeto, pois o governo n&atilde;o tem uma opini&atilde;o formada sobre o assunto. Recentemente, o ex-ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es H&eacute;lio Costa tamb&eacute;m defendeu na C&acirc;mara a flexibiliza&ccedil;&atilde;o da Voz do Brasil.<\/p>\n<p>Pelo substitutivo aprovado no Senado, a Voz do Brasil dispor&aacute; de 25 minutos para o Poder Executivo; 5 para o Judici&aacute;rio e 30 para o Legislativo (10 para o Senado e 20 para a C&acirc;mara dos Deputados). O texto ainda precisa passar pela Comiss&atilde;o de Educa&ccedil;&atilde;o e pelo plen&aacute;rio do Senado. Depois ele retorna &agrave; C&acirc;mara.<\/p>\n<p>***********<br \/><strong>Sindicalista diz que, sem fiscaliza&ccedil;&atilde;o, emissoras n&atilde;o v&atilde;o veicular o programa<\/p>\n<p><\/strong>O secret&aacute;rio-geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, M&aacute;rio Augusto Jakobskind, acredita que a flexibiliza&ccedil;&atilde;o visa acabar com a Voz do Brasil. &quot;Nas discuss&otilde;es sobre a mat&eacute;ria, n&atilde;o ocorreu aos senadores uma pergunta crucial: quem vai fiscalizar se as mais de 5 mil emissoras de r&aacute;dio estar&atilde;o de fato transmitindo em hor&aacute;rios diferenciados? Sem a resposta, fortalece a hip&oacute;tese de que a flexibiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; na verdade o passo inicial para o fim da Voz do Brasil&quot;, disse.<\/p>\n<p>Jakobskind lembra que a Voz do Brasil &eacute; o programa mais antigo do r&aacute;dio brasileiro e cumpre uma fun&ccedil;&atilde;o relevante. &quot;N&atilde;o se pode deixar de mencionar que o programa acumula tr&ecirc;s pr&ecirc;mios de jornalismo e &eacute; reconhecido como canal de acesso a informa&ccedil;&otilde;es precisas e objetivas sobre o governo, o estado e a cidadania&quot;, disse. O jornalista diz que, ao contr&aacute;rio do que afirmam os propriet&aacute;rios de esta&ccedil;&otilde;es de r&aacute;dio, a Voz do Brasil tem boa audi&ecirc;ncia. &quot;Segundo o Datafolha, o maior &iacute;ndice de audi&ecirc;ncia ocorre nas regi&otilde;es Nordeste e Centro-Oeste, onde dois ter&ccedil;os dos entrevistados disseram que ouviam regularmente o programa&quot;, conclui. <\/p>\n<p>**********<br \/><strong>Programa surgiu em 1935, durante o governo de Get&uacute;lio Vargas<br \/><\/strong><br \/>Produzido pela Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC) e pelas r&aacute;dios C&acirc;mara, Senado e Justi&ccedil;a, a Voz do Brasil divulga as a&ccedil;&otilde;es dos tr&ecirc;s poderes e faz uma s&iacute;ntese dos discursos parlamentares. O programa surgiu em 1935, durante o governo de Get&uacute;lio Vargas, com o nome de Programa Nacional e divulgava apenas os atos do Poder Executivo.<\/p>\n<p>Em 1938, passou a se chamar Hora do Brasil e sua veicula&ccedil;&atilde;o tornou-se obrigat&oacute;ria. Em 1962, a partir da entrada em vigor do C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, mudou para Voz do Brasil, passando a divulgar tamb&eacute;m os debates do Congresso Nacional. Hoje, o programa &eacute; transmitido por mais de cinco mil r&aacute;dios em todo o Pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Atualmente, os primeiros 25 minutos da Voz do Brasil s&atilde;o produzidos pela EBC e gerados ao vivo para todo o Brasil. Os primeiros dez minutos da segunda meia hora s&atilde;o produzidos pela R&aacute;dio Senado e logo depois entra a produ&ccedil;&atilde;o da R&aacute;dio C&acirc;mara. H&aacute; dez anos, o Poder Judici&aacute;rio passou a ter espa&ccedil;o no programa. Al&eacute;m disso, &agrave;s segundas, quartas e sextas-feiras a Voz do Brasil veicula o boletim de um minuto do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU). <\/p>\n<p><em>Edi&ccedil;&atilde;o &#8211; Wilson Silveira<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ar h&aacute; 75 anos, de segunda a sexta-feira, &agrave;s 19 horas, a Voz do Brasil pode mudar de hor&aacute;rio. Projeto de Lei j&aacute; aprovado pela C&acirc;mara e aprovado recentemente pela Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Senado permite a flexibiliza&ccedil;&atilde;o do hor&aacute;rio de transmiss&atilde;o do programa. 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