{"id":24841,"date":"2010-08-20T16:20:13","date_gmt":"2010-08-20T16:20:13","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24841"},"modified":"2010-08-20T16:20:13","modified_gmt":"2010-08-20T16:20:13","slug":"ato-de-radios-comunitarias-em-campinas-evidencia-contradicoes-da-comunicacao-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24841","title":{"rendered":"Ato de r\u00e1dios comunit\u00e1rias em Campinas evidencia contradi\u00e7\u00f5es da comunica\u00e7\u00e3o no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t     <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">As contradi&ccedil;&otilde;es do setor da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil ficaram evidentes durante ato realizado por r&aacute;dios comunit&aacute;rias e movimentos sociais da regi&atilde;o de Campinas (SP) na frente da sede do Grupo Bandeirantes na cidade. O protesto, que reuniu cerca de 200 pessoas, buscava denunciar a repress&atilde;o crescente contra as emissoras comunit&aacute;rias da regi&atilde;o, estimulada, inclusive, por campanha publicit&aacute;ria da Band. As den&uacute;ncias, entretanto, foram al&eacute;m.<\/p>\n<p>A primeira contradi&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s estava estampada no enorme painel que identifica o pr&eacute;dio da Bandeirantes Campinas. Da cal&ccedil;ada em frente &agrave; entrada principal, ocupada pelos manifestantes, comunicadores comunit&aacute;rios que tentam h&aacute; anos obter a autoriza&ccedil;&atilde;o para suas emissoras visualizavam os logos de quatro r&aacute;dios (Bandeirantes, BandNews, Educadora e Nativa) da empresa. Al&eacute;m de evidenciar a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, o painel tamb&eacute;m prova que o grupo controla um n&uacute;mero maior de emissoras do que o permitido pela lei &ndash; no m&aacute;ximo, 6 FMs e 4 AMs em todo o pa&iacute;s, sendo apenas uma FM e uma AM por localidade.<\/p>\n<p>Os manifestantes denunciavam, ainda, que a outorga das r&aacute;dios e tamb&eacute;m da TV Bandeirantes de Campinas encontram-se vencidas. Como o ato foi acompanhado de perto por quatro viaturas da pol&iacute;cia militar e uma da pol&iacute;cia civil, o coordenador da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias em Campinas, Jerry Oliveira, solicitou aos policiais que entrassem no pr&eacute;dio e solicitassem ao diretor da Bandeirantes Campinas, Rodrigo Neves, a c&oacute;pia da licen&ccedil;a das emissoras.<\/p>\n<p>A segunda contradi&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a ser evidenciada neste momento. Os policiais civis informaram aos manifestantes que fariam a averigua&ccedil;&atilde;o. Entraram no pr&eacute;dio e voltaram, meia hora depois, informando que a dire&ccedil;&atilde;o da empresa havia dito que levaria a outorga at&eacute; a delegacia. O prazo concedido &agrave; Bandeirantes foi de duas horas. <\/p>\n<p>&ldquo;Eles v&atilde;o ter duas horas para levar a outorga at&eacute; a delegacia. Com a gente, se n&atilde;o apresentamos a licen&ccedil;a em dez minutos, temos armas apontadas pra nossa cabe&ccedil;a e vamos presos&rdquo;, denunciou Jerry. O advogado Alexandre Mandel, da Rede Nacional de Advogados Populares (Renap) e que atua na defesa das r&aacute;dios comunit&aacute;rias da regi&atilde;o, resumiu a situa&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Est&aacute; configurado o que n&oacute;s denunciamos h&aacute; muito tempo: h&aacute; um tratamento para as r&aacute;dios da periferia e outro para as r&aacute;dios comerciais.&rdquo;<\/p>\n<p>Questionado sobre o porqu&ecirc; de estarem acompanhando o ato, o investigador da pol&iacute;cia civil que fazia a interlocu&ccedil;&atilde;o com os manifestantes e que se apresentou apenas como Nelson disse que tinham vindo &ldquo;para que nenhuma das duas partes seja prejudicada&rdquo;. Mandel rebateu, afirmando que &ldquo;a pol&iacute;cia deveria estar aqui para fazer cumprir a lei&rdquo;.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s o encerramento do ato, um grupo representando as r&aacute;dios, sindicatos e organiza&ccedil;&otilde;es que convocaram o ato foi at&eacute; a Delegacia de Investiga&ccedil;&otilde;es Gerais (DIG), para onde a Bandeirantes Campinas deveria encaminhar a c&oacute;pia da licen&ccedil;a. Isso n&atilde;o aconteceu. A pol&iacute;cia informou que n&atilde;o abriria nenhum tipo de investiga&ccedil;&atilde;o a respeito do caso.<\/p>\n<p>Como a regula&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de radiodifus&atilde;o &eacute; atribui&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o, caberia apenas &agrave; Pol&iacute;cia Federal atuar nos casos de irregularidades nas emissoras de r&aacute;dio e TV. Assim mesmo, na regi&atilde;o de Campinas e em outras partes do estado de S&atilde;o Paulo o fechamento de diversas r&aacute;dios e a pris&atilde;o de comunicadores populares t&ecirc;m sido feitos por policiais militares e civis. &ldquo;A contradi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica est&aacute; evidenciada&rdquo;, comentou o advogado Alexandre Mandel.<\/p>\n<p><strong>Sem direito de resposta<\/strong><\/p>\n<p>Apenas no &uacute;ltimo fim de semana, policiais militares foram &agrave; noite at&eacute; a R&aacute;dio Comunit&aacute;ria Floresta FM, em Hortol&acirc;ndia, e confiscaram os transmissores sem mandado judicial. No domingo, fiscais da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) lacraram e apreenderam os transmissores da R&aacute;dio Planeta, localizada no Jardim Sat&eacute;lite Iris em Campinas.<\/p>\n<p>Em junho, seis membros da R&aacute;dio Comunit&aacute;ria Nova Esta&ccedil;&atilde;o foram presos pela pol&iacute;cia civil, em a&ccedil;&atilde;o bastante truculenta. A Rede Bandeirantes, que acompanhou a invas&atilde;o &agrave; emissora, noticiou o fechamento da r&aacute;dio e as pris&otilde;es, referindo-se aos seis como membros do crime organizado. Durante o ato, os manifestantes pediram &agrave; empresa que abrissem espa&ccedil;o para que os seis apresentassem seu direito de resposta. A &uacute;nica cobertura recebida pelo ato das emissoras do grupo foi a grava&ccedil;&atilde;o de imagens por uma c&acirc;mera colocada na porta do pr&eacute;dio. As imagens n&atilde;o foram ao ar.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, exigiam a retirada do ar de campanha publicit&aacute;ria do Grupo Bandeirantes que afirma que r&aacute;dios comunit&aacute;rias derrubam avi&otilde;es.<\/p>\n<p>O ato tinha ainda como pauta a anistia aos comunicadores populares que est&atilde;o presos ou sendo processados por colocarem r&aacute;dios no ar sem autoriza&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da aprova&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida de lei que descriminaliza a radiodifus&atilde;o sem licen&ccedil;a. Tamb&eacute;m pedia a revis&atilde;o da Lei 9.612\/98, que cria a radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria e que acaba por impor restri&ccedil;&otilde;es significativas ao trabalho destas emissoras, pois limita a pot&ecirc;ncia e impede que as r&aacute;dios possam ter qualquer tipo de publicidade ou apoio cultural.<\/p>\n<p>Veja outras mat&eacute;rias sobre o ato:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pimentus-ardidus.blogspot.com\/2010\/08\/ato-contrafechamenton-de-radios.html\" target=\"_blank\">Radios comunit&aacute;rias de Campinas desafiam o mon&oacute;polio da Band<\/p>\n<p>Ato contra fechamento de r&aacute;dios comunit&aacute;rias fecha TV Bandeirantes de Campinas<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/carosamigos.terra.com.br\/\" target=\"_blank\">R&aacute;dios comunit&aacute;rias protestam contra persegui&ccedil;&atilde;o em Campinas<\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As contradi&ccedil;&otilde;es do setor da comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil ficaram evidentes durante ato realizado por r&aacute;dios comunit&aacute;rias e movimentos sociais da regi&atilde;o de Campinas (SP) na frente da sede do Grupo Bandeirantes na cidade. 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