{"id":24837,"date":"2010-08-18T19:24:23","date_gmt":"2010-08-18T19:24:23","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24837"},"modified":"2010-08-18T19:24:23","modified_gmt":"2010-08-18T19:24:23","slug":"horario-eleitoral-custa-mais-de-r-850-milhoes-ao-contribuinte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24837","title":{"rendered":"Hor\u00e1rio eleitoral custa mais de R$ 850 milh\u00f5es ao contribuinte"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Come&ccedil;a hoje a propaganda eleitoral no r&aacute;dio e na televis&atilde;o. Durante 45 dias, os eleitores brasileiros v&atilde;o conhecer as propostas dos candidatos aos cargos de deputado federal, estadual e distrital, presidente da Rep&uacute;blica, senador e governador. &Eacute; o conhecido hor&aacute;rio eleitoral &mdash; gratuito para os partidos, mas pago pelos contribuintes em 80% e pelas emissoras em 20%.<\/p>\n<p>Devido &agrave; veicula&ccedil;&atilde;o da propaganda eleitoral, as emissoras de r&aacute;dio e TV abertas recebem do governo desconto no pagamento do Imposto de Renda, ou seja, uma isen&ccedil;&atilde;o fiscal parcial. A dedu&ccedil;&atilde;o prevista &eacute; de 80% do valor cobrado pela transmiss&atilde;o de propagandas comerciais naquele hor&aacute;rio, de acordo com a tabela de cada emissora. O desconto est&aacute; em vigor desde 1993.<\/p>\n<p>A isen&ccedil;&atilde;o &eacute; v&aacute;lida tamb&eacute;m para as inser&ccedil;&otilde;es publicit&aacute;rias que ocorrem entre os per&iacute;odos de elei&ccedil;&otilde;es, ou seja, fora do per&iacute;odo de propaganda gratuita. Neste ano, a Receita Federal estima em mais de R$ 850 milh&otilde;es a soma do dinheiro que deixar&aacute; de ir para os cofres p&uacute;blicos em raz&atilde;o do hor&aacute;rio eleitoral. Al&eacute;m disso, a popula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m participa financeiramente das campanhas por interm&eacute;dio do fundo partid&aacute;rio &ndash; que neste ano somou R$ 200 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>Diferentemente da proposta de reforma pol&iacute;tica que tramitou na C&acirc;mara entre 2003 e 2007, e que previa o financiamento p&uacute;blico exclusivo de campanhas (PL 4634\/09), a isen&ccedil;&atilde;o fiscal concedida &agrave;s emissoras, juntamente com o fundo partid&aacute;rio, formam um modelo de financiamento misto de campanhas, que re&uacute;ne dinheiro p&uacute;blico e privado.<\/p>\n<p><strong>Cr&iacute;ticas ao desconto fiscal<\/strong><\/p>\n<p>O desconto concedido a emissoras de r&aacute;dio e TV recebe cr&iacute;ticas. Para o deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE), o governo n&atilde;o deveria pagar pela transmiss&atilde;o do hor&aacute;rio eleitoral. &quot;O uso da radiofrequ&ecirc;ncia para radiodifus&atilde;o &eacute; uma concess&atilde;o p&uacute;blica e, consequentemente, um patrim&ocirc;nio da sociedade brasileira administrada pelo Estado.&quot;<\/p>\n<p>A mesma tese &eacute; defendida pela representante da organiza&ccedil;&atilde;o civil Intervozes &#8211; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, Cristina Char&atilde;o. &quot;Se o processo eleitoral faz parte da gest&atilde;o do Estado brasileiro, nada mais correto que os concession&aacute;rios p&uacute;blicos, que utilizam um espa&ccedil;o p&uacute;blico de radiodifus&atilde;o, cedam gratuitamente esse espa&ccedil;o para que o processo eleitoral ocorra da forma mais democr&aacute;tica poss&iacute;vel.&quot;<\/p>\n<p>J&aacute; o diretor geral da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e TV (Abert), Luis Roberto Antonik, defende a isen&ccedil;&atilde;o fiscal. Segundo ele, a medida compensa uma &quot;perda importante com venda de espa&ccedil;o publicit&aacute;rio&quot; em hor&aacute;rio nobre. Al&eacute;m disso, de acordo com Antonik, a maioria das emissoras registra perda &quot;brusca&quot; de audi&ecirc;ncia com o hor&aacute;rio eleitoral. &quot;Muitas vezes, a audi&ecirc;ncia perdida n&atilde;o &eacute; mais recuperada porque as pessoas desligam o r&aacute;dio e a TV e v&atilde;o fazer outras coisas.&quot;<\/p>\n<p><strong>Ganho democr&aacute;tico<\/strong><\/p>\n<p>Apesar do alto custo das isen&ccedil;&otilde;es fiscais concedidas pelo governo brasileiro, a cientista pol&iacute;tica Maria do Socorro Sousa Braga avalia que o &quot;ganho democr&aacute;tico&quot; da medida compensa o gasto. &quot;Abre-se um espa&ccedil;o para que as for&ccedil;as pol&iacute;ticas possam expressar suas ideias para a popula&ccedil;&atilde;o e, dessa forma, cria-se uma cultura pol&iacute;tica de participa&ccedil;&atilde;o por meio do voto&quot;, defende.<\/p>\n<p>Segundo a cientista pol&iacute;tica, a difus&atilde;o do r&aacute;dio e, principalmente, da TV na maioria dos lares brasileiros faz com que a campanha eleitoral divida-se em &quot;antes e depois do per&iacute;odo de hor&aacute;rio eleitoral&quot;: &quot;&Eacute; a partir desse momento que os indecisos tomam suas decis&otilde;es e que se notam as maiores diferen&ccedil;as entre inten&ccedil;&otilde;es de votos para cada candidato.&quot;<\/p>\n<p><em>Edi&ccedil;&atilde;o &#8211; Newton Ara&uacute;jo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Come&ccedil;a hoje a propaganda eleitoral no r&aacute;dio e na televis&atilde;o. 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