{"id":24812,"date":"2010-08-13T10:33:36","date_gmt":"2010-08-13T10:33:36","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24812"},"modified":"2010-08-13T10:33:36","modified_gmt":"2010-08-13T10:33:36","slug":"em-estudo-ancine-diz-que-preco-por-canal-por-assinante-e-mais-alto-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24812","title":{"rendered":"Em estudo, Ancine diz que pre\u00e7o por canal por assinante \u00e9 mais alto no Brasil"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema (Ancine) est&aacute;, aos poucos, se preparando para atuar como uma ag&ecirc;ncia reguladora do mercado audiovisual como um todo, e n&atilde;o s&oacute; do meio cinematogr&aacute;fico. N&atilde;o que a ag&ecirc;ncia j&aacute; n&atilde;o tenha atribui&ccedil;&otilde;es relevantes em rela&ccedil;&atilde;o aos conte&uacute;dos em outras plataformas, como o registro de obras, acompanhamento de produ&ccedil;&otilde;es e administra&ccedil;&atilde;o do recolhimento da Condecine. Mas o que ficou claro na apresenta&ccedil;&atilde;o de Manoel Rangel, presidente da ag&ecirc;ncia, durante a ABTA 2010, &eacute; a preocupa&ccedil;&atilde;o da Ancine no diagn&oacute;stico setorial em &aacute;reas que v&atilde;o al&eacute;m do mercado de cinema e na proposi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es regulat&oacute;rias espec&iacute;ficas. A ag&ecirc;ncia dever&aacute; ter uma atua&ccedil;&atilde;o reguladora bem mais importante no setor de TV paga caso mantenha-se a proposta de legisla&ccedil;&atilde;o de TV paga do PLC 116 no Senado. <\/p>\n<p>Segundo Rangel, os objetivos da Ancine ser&atilde;o sempre o de reduzir os pre&ccedil;os ao consumidor, estimular o investimento privado em toda a cadeia e possibilitar maior diversidade cultural e presen&ccedil;a de conte&uacute;do brasileiro (de estoque e conte&uacute;dos independentes) nas diferentes plataformas. <\/p>\n<p>Rangel procurou demonstrar, com dados econ&ocirc;micos e estudos setoriais, que a TV por assinatura est&aacute; com um custo por assinante por canal bastante elevado em rela&ccedil;&atilde;o a outros mercados internacionais. E mostrou que o setor de TV paga tem uma grande defici&ecirc;ncia na exibi&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos brasileiros. <\/p>\n<p>Um levantamento da ag&ecirc;ncia, atualizando an&aacute;lise que havia sido realizada em 2007, estudou pacotes de operadoras em cinco pa&iacute;ses. O crit&eacute;rio de an&aacute;lise foi comparar a m&eacute;dia de pre&ccedil;os de pelo menos duas operadoras de cada pa&iacute;s (no caso brasileiro foram cinco), a partir dos canais no segundo pacote mais barato, exclu&iacute;dos canais de transporte obrigat&oacute;rio (must carry). <\/p>\n<p>O levantamento mostra que no Brasil o pre&ccedil;o ao consumidor por canal por assinante fica entre R$ 2,88 e R$ 1,97, o que, segundo Rangel, &eacute; um valor bem acima do Chile, onde o pre&ccedil;o do canal por assinante est&aacute; entre R$ 1,08 e R$ 1,24; Espanha, entre R$ 1,80 e R$ 0,82; Portugal, entre R$ 0,82 e R$ 0,81 e; Argentina, entre R$ 0,89 e R$ 0,51. Questionado, sobre a influ&ecirc;ncia tribut&aacute;ria sobre esta varia&ccedil;&atilde;o, Rangel afirmou que esse n&atilde;o pode ser colocado como o fator preponderante para a diferen&ccedil;a, porque no mesmo levantamento feito em 2007 os valores praticados no Brasil eram muito maiores, entre R$ R$ 1,92 e R$ 6,84. &quot;N&atilde;o houve nenhuma mudan&ccedil;a tribut&aacute;ria desde ent&atilde;o. O que fez com que houvesse diminui&ccedil;&atilde;o de valores foi a competi&ccedil;&atilde;o entre operadoras, que se ampliou de 2007 para c&aacute;&quot;, disse. <\/p>\n<p>De fato, desde 2007 o mercado de TV paga presenciou o in&iacute;cio da opera&ccedil;&atilde;o de pelo menos quatro opera&ccedil;&otilde;es de DTH (Telef&ocirc;nica, Oi, Embratel e CTBC). Rangel destacou tamb&eacute;m que na an&aacute;lise feita em 2010, foi considerado o cen&aacute;rio em que h&aacute; dois novos operadores, e nesses casos, o pre&ccedil;o por canal por assinante &eacute; menor ainda, refor&ccedil;ando a sua hip&oacute;tese de que a competi&ccedil;&atilde;o &eacute; que leva &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os. Para Sean Spencer, diretor geral da TAP Latin America, associa&ccedil;&atilde;o que representa operadores internacionais na Am&eacute;rica Latina, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel descartar a quest&atilde;o tribut&aacute;ria que, segundo ele, &eacute; muito mais elevada no Brasil. <\/p>\n<p>Outro dado do estudo da Ancine &eacute; que, nos pacotes analisados, h&aacute; menos canais. No caso de Espanha e Portugal h&aacute; entre 31 e 54 canais nos pacotes analisados. Na Argentina e Chile, entre 42 e 86. No Brasil, o total de canais nos pacotes est&atilde;o entre 26 e 47 canais. <\/p>\n<p>Olhando especificamente o cen&aacute;rio competitivo na cidade do Rio de Janeiro (onde h&aacute; tr&ecirc;s operadores de DTH de grande porte operando, uma operadora de cabo e uma de MMDS), a conclus&atilde;o da Ancine &eacute; que o pre&ccedil;o dos canais por assinantes s&atilde;o 30% maiores do que no Chile, 70% maiores do que em Portugal e Espanha e 171% mais caros do que na Argentina, considerando as operadoras analisadas. Nos demais pa&iacute;ses, as operadoras analisadas foram ZON e Portugal Telecom, em Portugal; Digital + e Telecable na Espanha; DirecTV, Telmex e VTR no Chile. <\/p>\n<p><strong>Pouco conte&uacute;do nacional <\/strong><\/p>\n<p>Outro estudo trazido pela Ancine procura mostrar a baixa incid&ecirc;ncia de conte&uacute;dos nacionais nos canais de filmes brasileiros. Foram analisados os canais Canal Brasil, Cinemax, HBO, HBO Family, HBO Plus, Maxprime, Telecine Premium, Telecine Action, Telecine Light, Telecine Pipoca, Telecine Cult e TNT. Segundo a Ancine, considerando o canal Brasil, a incid&ecirc;ncia de filmes nacionais &eacute; de 811 filmes em 4727 t&iacute;tulos exibidos em 2009, ou seja, 14,6%. Desconsiderando o Canal Brasil, esse percentual cai a 1,4%, ou apenas 64 t&iacute;tulos. O quadro n&atilde;o muda na an&aacute;lise dos canais de s&eacute;ries e seriados: 1,2% do tempo da programa&ccedil;&atilde;o foi dedicada a programa&ccedil;&atilde;o nacional, o que d&aacute; apenas 34,5 horas anuais, contra 2.754 horas exibidas no ano. Segundo Manoel Rangel, esse pequeno percentual se deveu &agrave;s coprodu&ccedil;&otilde;es financiadas com recursos do Artigo 39, e no caso do Canal Brasil, trata-se de um canal que tem um incentivo de distribui&ccedil;&atilde;o colocado na Lei do Cabo. &quot;E ainda assim uma grande operadora brasileira, que j&aacute; havia tirado o Eurochannel, de filmes europeus, est&aacute; despejando o Canal Brasil e retirou de sua programa&ccedil;&atilde;o a MTV brasileira para colo9car o da MTV americana&quot;. Rangel n&atilde;o citou, mas referia-se &agrave; Sky. <\/p>\n<p>Questionado se a pol&iacute;tica de cotas estabelecida no PLC 116\/2010 (que cria novas regras para a TV paga) n&atilde;o poderia levar a uma amplia&ccedil;&atilde;o do custo dos canais ao operador (e portanto ao assinante), agravando ainda mais o problema, Manoel Rangel lembrou que na reda&ccedil;&atilde;o proposta h&aacute; um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o que ajudar&aacute; a resolver problemas pontuais. &quot;E a demanda que se criar&aacute; por conte&uacute;dos em TV por assinatura com a entrada de novos operadores dar&aacute; escala a esse novo conte&uacute;do, e levar&aacute; a uma redu&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os&quot;, disse o presidente da Ancine. A pol&iacute;tica de cotas visa ampliar, segundo Rangel, a presen&ccedil;a do conte&uacute;do nacional na TV paga, criando um mercado potencial hoje inexistente e dando escala &quot;para que esse conte&uacute;do dispute espa&ccedil;o com aqueles que chegam aqui amortizados&quot;. <\/p>\n<p><strong>Dados relevantes <\/strong><\/p>\n<p>Para o consultor legislativo do Senado, Igor Vilasboas Freitas, que trabalhar&aacute; na reda&ccedil;&atilde;o do PLC 116\/2010, facilitar&aacute; a an&aacute;lise do projeto se, juntamente com os estudos espec&iacute;ficos, a Ancine projetar objetivos e metas a serem atingidas em termos de pre&ccedil;os por canal por assinante e em termos de participa&ccedil;&atilde;o percentual do conte&uacute;do brasileiro. Rangel disse que a ag&ecirc;ncia procurar&aacute; contribuir com estas informa&ccedil;&otilde;es.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Cinema (Ancine) est&aacute;, aos poucos, se preparando para atuar como uma ag&ecirc;ncia reguladora do mercado audiovisual como um todo, e n&atilde;o s&oacute; do meio cinematogr&aacute;fico. 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