{"id":24792,"date":"2010-08-06T21:21:57","date_gmt":"2010-08-06T21:21:57","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24792"},"modified":"2010-08-06T21:21:57","modified_gmt":"2010-08-06T21:21:57","slug":"entra-no-ar-a-radio-comunitaria-de-paraisopolis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24792","title":{"rendered":"Entra no ar a r\u00e1dio comunit\u00e1ria de Parais\u00f3polis"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Depois de 11 anos de luta pela implementa&ccedil;&atilde;o de sua r&aacute;dio comunit&aacute;ria, a comunidade localizada na Vila Andrade, Zona Sul de S&atilde;o Paulo, inaugura hoje a r&aacute;dio Nova Parais&oacute;polis na frequ&ecirc;ncia 87.5, canal das r&aacute;dios comunit&aacute;rias na cidade. A emissora entra no ar para atender uma popula&ccedil;&atilde;o estimada em 100 mil pessoas. &ldquo;No processo [de luta pela legaliza&ccedil;&atilde;o], recebemos est&iacute;mulos a n&atilde;o continuar e desistir do projeto&rdquo;, afirmou Gilson Rodrigues, presidente da Uni&atilde;o dos Moradores de Parais&oacute;polis. &ldquo;Existem inimigos, como o monop&oacute;lio nas comunica&ccedil;&otilde;es, que sabe que a comunidade vai se identificar mais com a r&aacute;dio comunit&aacute;ria.&rdquo; Para a estreia estava marcada uma entrevista com o prefeito Gilberto Kassab (DEM).<\/p>\n<p>Os est&uacute;dios da r&aacute;dio ficam no segundo andar da sede da Uni&atilde;o dos Moradores de Parais&oacute;polis. Todos os aparelhos s&atilde;o novos e foram conseguidos em parcerias com institutos e empresas privadas, como a Eletropaulo. O raio do alcance da antena ultrapassa 1 quil&ocirc;metro, o suficiente para abranger toda a extens&atilde;o da comunidade. <\/p>\n<p>No come&ccedil;o, ser&atilde;o transmitidas 19 horas de programa&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria (das 5h &agrave;s 24h). &ldquo;Temos planos de ter programas jornal&iacute;sticos, esportivos, defesa dos direitos das mulheres, sa&uacute;de, cultura&rdquo;, disse o diretor da r&aacute;dio, Joildo dos Santos. Al&eacute;m disso, ser&atilde;o transmitidos pelo menos dois programas produzidos por pessoas que n&atilde;o s&atilde;o moradoras de Parais&oacute;polis. Um deles ser&aacute; um programa de MPB feito pela Uni&atilde;o Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES). Com o tempo, pretende-se aumentar as horas de programa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>At&eacute; agora, a emissora conta com sete locutores, moradores volunt&aacute;rios. Os diretores tamb&eacute;m querem contratar dois sonoplastas &ndash; para isso, esbarram no problema do financiamento. O &uacute;nico financiamento poss&iacute;vel de se conseguir com esse tipo de m&iacute;dia &eacute; o apoio cultural de alguma marca, explicou o diretor Joildo. &ldquo;A forma de divulga&ccedil;&atilde;o permitida n&atilde;o &eacute; ideal. Mas ficamos mais de 11 anos brigando para conseguir a r&aacute;dio, nossa luta agora &eacute; para criar meios de subsist&ecirc;ncia.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Legaliza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Como &eacute; comum nas favelas das grandes cidades brasileiras, r&aacute;dios funcionando em Parais&oacute;polis j&aacute; existe h&aacute; algum tempo. Joildo e Gilson dizem, no entanto, que a Nova Parais&oacute;polis &eacute; a primeira com objetivo comunit&aacute;rio. Ambos ressaltam que a emissora busca atender a demanda da comunidade de se sentir representada em alguma m&iacute;dia e tamb&eacute;m servir de instrumento de mobiliza&ccedil;&atilde;o e press&atilde;o para reivindicar melhorias para a comunidade. Nenhuma destas coisas podem ser feitas na &ldquo;m&iacute;dia grande&rdquo;. <\/p>\n<p>As r&aacute;dios que existiam anteriormente, que inclusive chegaram a ser fechadas, eram de m&uacute;sica. &ldquo;O mais importante [naquela experi&ecirc;ncia] n&atilde;o era a fun&ccedil;&atilde;o social. Faz mais de 10 anos que foi fechada. Mas continuou um sentimento de ter uma r&aacute;dio e a comunidade se mobilizou para ter uma legalizada&rdquo;, disse Joildo. Segundo ele, ainda funcionam outras r&aacute;dios n&atilde;o autorizadas na comunidade com objetivos privados e comerciais, uma delas, evang&eacute;lica. <\/p>\n<p><strong>Comunidade<\/strong><\/p>\n<p>Para a legaliza&ccedil;&atilde;o, a associa&ccedil;&atilde;o de moradores protocolou documentos no Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, correu atr&aacute;s de assinaturas, buscou apoio formal de entidades locais, at&eacute; que, em 2008, o Ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es autorizou 22 r&aacute;dios comunit&aacute;rias em S&atilde;o Paulo. &ldquo;Uma delas em Parais&oacute;polis&rdquo;, contou o diretor de comunica&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o. Em dezembro de 2009 conseguiram licen&ccedil;a provis&oacute;ria de funcionamento e &eacute; com essa que inauguram a m&iacute;dia, legalizados. &ldquo;A licen&ccedil;a definitiva est&aacute; chegando, vai durar 10 anos&rdquo;, festeja Joildo.<\/p>\n<p>A participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de Parais&oacute;polis na r&aacute;dio acontecer&aacute; por duas vias principais, explicou Gilson Rodrigues. A primeira &eacute; o conselho que decidir&aacute; a programa&ccedil;&atilde;o e rumos da r&aacute;dio, formado por pessoas da comunidade, e que ter&aacute; reuni&otilde;es anuais. A segunda &eacute; a intera&ccedil;&atilde;o que os ouvintes podem ter. A princ&iacute;pio pelo telefone, e no futuro, tamb&eacute;m por meio do site que ser&aacute; constru&iacute;do.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de 11 anos de luta pela implementa&ccedil;&atilde;o de sua r&aacute;dio comunit&aacute;ria, a comunidade localizada na Vila Andrade, Zona Sul de S&atilde;o Paulo, inaugura hoje a r&aacute;dio Nova Parais&oacute;polis na frequ&ecirc;ncia 87.5, canal das r&aacute;dios comunit&aacute;rias na cidade. 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