{"id":24777,"date":"2010-08-03T13:18:39","date_gmt":"2010-08-03T13:18:39","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24777"},"modified":"2010-08-03T13:18:39","modified_gmt":"2010-08-03T13:18:39","slug":"estatuto-da-igualdade-racial-e-timido-ao-abordar-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24777","title":{"rendered":"Estatuto da Igualdade Racial \u00e9 t\u00edmido ao abordar comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O Estatuto da Igualdade Racial (EIR) sancionado pelo presidente da rep&uacute;blica no &uacute;ltimo dia 21 de julho reservou um cap&iacute;tulo espec&iacute;fico para comunica&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Por&eacute;m, como todo documento, o pontos aprovados s&atilde;o considerados insuficientes para reverter a disparidades raciais no pa&iacute;s. No caso das pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o, o car&aacute;ter t&iacute;mido do Estatuto correspondeu a ofensiva dos grandes empres&aacute;rios do setor ao projeto do Senador Paulo Paim (PT-RS).&nbsp;<\/p>\n<p>Foram abandonadas proposi&ccedil;&otilde;es de cunho reparat&oacute;rio no mercado de trabalho, propriedade da radiodifus&atilde;o e na transforma&ccedil;&atilde;o em direito o acesso &agrave; banda larga e os demais servi&ccedil;os das telecomunica&ccedil;&otilde;es. A reda&ccedil;&atilde;o do Estatuto &eacute; orientada pela no&ccedil;&atilde;o g&ecirc;nerica de &quot;igualdade de oportunidades&quot; e enfatiza a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o negra em pe&ccedil;as publicit&aacute;rias, filmes e programas veiculados pelas emissoras de televis&atilde;o. Por&eacute;m foi retirado que esta participa&ccedil;&atilde;o seguiria para uma propor&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de 20%. &nbsp;<\/p>\n<p>Tal direcionamento do EIR fica aqu&eacute;m das resolu&ccedil;&otilde;es aprovadas na 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom) e na 2&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional pela Igualdade Racial (Conapir). As duas confer&ecirc;ncias apontam o acesso a propriedade da radiodifus&atilde;o para comunidades quilombolas e fiscaliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas discriminat&oacute;rias nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>As cr&iacute;ticas ou invisibilidade dos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o tradicionais ao Estatuto foram centradas nas a&ccedil;&otilde;es afirmativas para estudantes das universidade p&uacute;blicas. As a&ccedil;&otilde;es, que t&ecirc;m como eixo principal e pol&ecirc;mico a ado&ccedil;&atilde;o das cotas, sintetizam debates hist&oacute;ricos dos movimentos negros que n&atilde;o foram aprovados pelo EIR e tamb&eacute;m pela Confecom.&nbsp;<\/p>\n<p>Juliana Nunes, integrante da Comiss&atilde;o de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira) do Distrito Federal, avalia que as resolu&ccedil;&atilde;o da Confecom podem nortear a efetiva&ccedil;&atilde;o dos direitos e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas previstas no Estatuto, que pra ela &eacute;: &quot;Um instrumento com embasamento legal mais consistente que o caderno final da Confecom&quot;. Nunes&nbsp;espera que a rec&eacute;m-criada Comiss&atilde;o Interministerial de Revis&atilde;o do Marco Regulat&oacute;rio da Comunica&ccedil;&atilde;o crie rapidamente o Conselho Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, com assento para a popula&ccedil;&atilde;o negra e outros grupos sociais, e estabele&ccedil;a novos crit&eacute;rios para renova&ccedil;&atilde;o das&nbsp;concess&otilde;es p&uacute;blicas, levando em conta de forma mais efetiva as quest&otilde;es de g&ecirc;nero e &eacute;tnico-raciais, demandas aprovadas na Confecom.&nbsp;<\/p>\n<p>Por enquanto, a Secretaria de Pol&iacute;ticas de Promo&ccedil;&atilde;o da Igualdade Racial (Seppir) est&aacute; de fora da comiss&atilde;o respons&aacute;vel pelo Marco Regulat&oacute;rio. Al&eacute;m disso, o Estatuto desconsiderou resolu&ccedil;&otilde;es da 2&ordf; Conapir como a fiscaliza&ccedil;&atilde;o e puni&ccedil;&atilde;o &agrave; intoler&acirc;ncia religiosa, contrata&ccedil;&atilde;o de funcion&aacute;rios negros em empresas financiadas com dinheiro p&uacute;blico de forma integral e concess&otilde;es de radiodifus&atilde;o para comunidades tradicionais. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que foi aprovado<\/strong><\/p>\n<p>Os quatro artigos do cap&iacute;tulo de comunica&ccedil;&atilde;o do Estatuto da Igualdade Racial s&atilde;o t&atilde;o curtos que fazem lembrar a Lei &Aacute;urea, atestada como umas das Leis mais curtas da hist&oacute;ria do pa&iacute;s, com apenas dois artigos*. O artigo inicial do Estatuto indica que os &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o devem valorizar a heran&ccedil;a cultural e participa&ccedil;&atilde;o negra na hist&oacute;ria do pa&iacute;s. Sem qualquer recomenda&ccedil;&atilde;o&nbsp;espec&iacute;fica&nbsp;para sua aplica&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>Os tr&ecirc;s artigos seguintes do Estatuto enfatizam que as pe&ccedil;as publicit&aacute;rias, filmes e programas vinculados na televis&atilde;o ou com aux&iacute;lio estatal devem incorporar atores e profissionais na equipe de produ&ccedil;&atilde;o. Juliana Nunes ressalta que a retirada do percenual min&iacute;mo de 20% diminue a efetividade das a&ccedil;&otilde;es afirmativas:&quot;Essa supress&atilde;o ocorreu na C&acirc;mara dos Deputados e foi resultado de um lobby intenso das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o, feito de maneira pouco transparente e democr&aacute;tica&quot;.<\/p>\n<p><strong>Confecom<\/strong><\/p>\n<p>Na Confecom o Grupo de Trabalho (GT) 15 ficou escondido no imenso audit&oacute;rio Ulysses Guimr&atilde;es e abarcou as proposi&ccedil;&otilde;es &eacute;tnico-raciais em conjunto com &nbsp;segmentos como crian&ccedil;a e adolescente, g&ecirc;nero e gays, l&eacute;sbicas, bissexuais, travestis e transsexuais (GLBTT). Devido o grande n&uacute;mero de propostas a serem analisadas pelo GT, os empres&aacute;rios miraram em sete propostas, nas quais a cotas eram citadas. O acordo foi direto: retirar as men&ccedil;&otilde;es as cotas raciais.<\/p>\n<p>Sem outra alternativa, as organiza&ccedil;&otilde;es presentes fizeram o acordo, em especial os representantes de articula&ccedil;&atilde;o Enegrecer a Confecom, que reuniu&nbsp;cerca de 30 entidades, coletivos, redes, associa&ccedil;&otilde;es do movimento social negro, de mulheres negras, r&aacute;dios comunit&aacute;rias, comiss&otilde;es de&nbsp;Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojiras) e N&uacute;cleo de Jornalistas&nbsp;Afrodescendentes. Juliana Nunes, uma das integrantes da Enegrecer, lembra que apesar das perdas foram aprovadas propostas importantes, que atrelam o conceito de igualdade de oportunidade e a&ccedil;&atilde;o afirmativa &agrave; representa&ccedil;&atilde;o negra na m&iacute;dia de acordo com a propor&ccedil;&atilde;o de pretos e pardos na popula&ccedil;&atilde;o brasileira, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;sticas (IBGE).<\/p>\n<p>A representante das Cojiras endossa que a confer&ecirc;ncia deliberou pela realiza&ccedil;&atilde;o de um censo &eacute;tnico-racial, de g&ecirc;nero e orienta&ccedil;&atilde;o sexual nas empresas de comunica&ccedil;&atilde;o e telecomunica&ccedil;&atilde;o. Juliana narra fato recente do Sindicato dos Jornalistas do DF, no qual negociou acordo coletivo com empresas para realizar o censo, mas os ve&iacute;culos se recursaram, entre os quais a Band, presente na Confecom. &quot;Essa rea&ccedil;&atilde;o, p&oacute;s-Confecom, revela a dificuldade que ser&aacute; implementar o cap&iacute;tulo de comunica&ccedil;&atilde;o do Estatuto e as a&ccedil;&otilde;es afirmativas na m&iacute;dia&quot;, conclui Juliana.<\/p>\n<p>Juliana Nunes defende que, para o termo n&atilde;o ficar apenas no papel, ser&atilde;o necess&aacute;rios estudos e monitoramento constantes, al&eacute;m de um articula&ccedil;&atilde;o permanente do movimento social negro, Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho, associa&ccedil;&otilde;es e sindicatos.<\/p>\n<p><strong>Enfrentamento<\/strong><\/p>\n<p>Para enfrentar os grandes ve&iacute;culos, surgiram iniciativas como a campanha Afirme-se, organizada pelo N&uacute;cleo Omi-D&ugrave;d&uacute;. A campanha arrecadou doa&ccedil;&otilde;es para publicar nos principais jornais do pa&iacute;s uma propaganda a favor da Constitucionalidade das Cotas, julgada pelo Supremo Tribunal Federal em mar&ccedil;o de 2010. Por&eacute;m o jornal carioca <em>O Globo <\/em>pediu valor muio superior a tabela para o an&uacute;ncio, saltando de R$ 54 para R$ 712 mil. &nbsp;<\/p>\n<p>O coodenador do N&uacute;celo, Bartolomeu Dias da Cruz, explica que a atitude de <em>O Globo <\/em>ficou caracterizada como abuso do direito comercial e censura. Organiza&ccedil;&otilde;es sociais do Rio de Janeiro impetraram reclama&ccedil;&atilde;o contra o jornal via Minist&eacute;rio P&uacute;blico, por&eacute;m o processo se fragilizou. &quot;Os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m atitudes modernas e pr&aacute;ticas antigas, eles s&atilde;o mantidos por grupos conservadores. A possibilidade de misturar concretamente a sociedade brasileira em todos os segmentos agride o conceito dessas pessoas&quot;, ressalta Bartolomeu. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Atualmente o Omi-D&ugrave;D&uacute; desenvolve projeto Faces do Brasil, no qual realizar&aacute; monitoramento da cobertura sobre as pol&iacute;ticas de repara&ccedil;&atilde;o dos principais jornais impressos do pa&iacute;s. O projeto &eacute; coordenado pelo professor da Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal da Bahia, Fernando Concei&ccedil;&atilde;o, e segundo Bartolomeu visa diagnosticar situa&ccedil;&otilde;es como o Estatuto: &ldquo;Foi ignorado na imprensa. A morte do filho de Cissa Guimar&atilde;es teve mais repercuss&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>O que estava em jogo &nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Iniciativas como da campanha Afirme-se buscam defender que as cotas enquanto pol&iacute;tica reparat&oacute;ria, subvertem a atual l&oacute;gica meritocr&aacute;tica e confirmam o racismo institucional nos crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, situa&ccedil;&atilde;o essa que pode repercutir na destina&ccedil;&atilde;o de verbas, licita&ccedil;&otilde;es e concess&otilde;es pelo Estado. Ou seja, os debates em torno do Estatuto n&atilde;o se resumiam a participa&ccedil;&atilde;o das minorias historicamente discriminadas no ensino superior ou no mercado de trabalho, mas os crit&eacute;rios utilizados pelo Estado em decis&otilde;es estrat&eacute;gicas.&nbsp;<\/p>\n<p>A maioria dos grandes empres&aacute;rios de comunica&ccedil;&atilde;o fizeram o papel de preservar seus interesses indiretamente na cobertura contra as cotas. N&atilde;o somente porque os pr&oacute;ximos Willian Bonner podem ficar de fora das melhores universidades do pa&iacute;s, como a Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), no qual o apresentador do Jornal Nacional se graduou. Mas tamb&eacute;m pelo fato dos herdeiros olig&aacute;rquicos terem de disputar com os quilombolas rurais e urbanos espa&ccedil;o no espectro radiof&ocirc;nico e tamb&eacute;m nas volumosas verbas de publicidade dos tr&ecirc;s entes da federa&ccedil;&atilde;o. &nbsp;<\/p>\n<p>J&aacute; nas telecomunica&ccedil;&otilde;es, o reconhecimento do acesso a infra estrutura para segmentos da sociedade nos quais o retorno financeiro &agrave;s empresas &eacute; &nbsp;reduzido, nulo ou deficit&aacute;rio, abre maiores brechas para o setor ser incorporado aos direitos sociais e econ&ocirc;micos e n&atilde;o como mera mercadoria &agrave; sociedade.&nbsp;<\/p>\n<p>Recursos oriundos do Fundo de Universaliza&ccedil;&atilde;o das Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Fust), por exemplo, poderiam ser deslocados para grupos criminalizados, conforme aponta a resolu&ccedil;&atilde;o da Confecom: &ldquo;Garantia de recursos de recorte racial no Fust para a realiza&ccedil;&atilde;o de projetos na &aacute;rea de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o para a juventude negra&rdquo;. Atualmente o Fust s&oacute; pode ser direcionado para telefonia fixa, por&eacute;m as empresas que monopolizam o servi&ccedil;o nos estados j&aacute; deveriam, por for&ccedil;a do contrato, cobrir toda popula&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p><em>*Os dois artigos da Lei &Aacute;urea:<br \/><\/em>Art. 1.&ordm;: &Eacute; declarada extinta desde a data desta lei a escravid&atilde;o no Brasil.&nbsp;<br \/>Art. 2.&ordm;: Revogam-se as disposi&ccedil;&otilde;es em contr&aacute;rio.<\/p>\n<p><strong>**********************<\/p>\n<p><\/strong><span style=\"font-style: normal\"><strong>O Cap&iacute;tulo da Comunica&ccedil;&atilde;o no Estatuto da Igualdade Racial<\/p>\n<p><\/strong><\/span>CAP&Iacute;TULO VI &nbsp;&#8211;&nbsp;DOS MEIOS DE COMUNICA&Ccedil;&Atilde;O<\/p>\n<p>Art. 43. A produ&ccedil;&atilde;o veiculada pelos &oacute;rg&atilde;os de comunica&ccedil;&atilde;o valorizar&aacute; a heran&ccedil;a cultural e a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o negra na hist&oacute;ria do Pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Art. 44. Na produ&ccedil;&atilde;o de filmes e programas destinados &agrave; veicula&ccedil;&atilde;o pelas emissoras de televis&atilde;o e em salas cinematogr&aacute;ficas, dever&aacute; ser adotada a pr&aacute;tica de conferir oportunidades de emprego para atores, figurantes e t&eacute;cnicos negros, sendo vedada toda e qualquer discrimina&ccedil;&atilde;o de natureza pol&iacute;tica, ideol&oacute;gica, &eacute;tnica ou art&iacute;stica.<\/p>\n<p>Par&aacute;grafo &uacute;nico. A exig&ecirc;ncia disposta no caput n&atilde;o se aplica aos filmes e programas que abordem especificidades de grupos &eacute;tnicos determinados.<\/p>\n<p>Art. 45. Aplica-se &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as publicit&aacute;rias destinadas &agrave; veicula&ccedil;&atilde;o pelas emissoras de televis&atilde;o e em salas cinematogr&aacute;ficas o disposto no art. 44.&nbsp;<\/p>\n<p>Art. 46. Os &oacute;rg&atilde;os e entidades da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica federal direta, aut&aacute;rquica ou fundacional, as empresas p&uacute;blicas e as sociedades de economia mista federais dever&atilde;o incluir cl&aacute;usulas de participa&ccedil;&atilde;o de artistas negros nos contratos de realiza&ccedil;&atilde;o de filmes, programas ou quaisquer outras pe&ccedil;as de car&aacute;ter publicit&aacute;rio.<\/p>\n<p>&sect; 1&ordm; Os &oacute;rg&atilde;os e entidades de que trata este artigo incluir&atilde;o, nas especifica&ccedil;&otilde;es para contrata&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de consultoria, conceitua&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o de filmes, programas ou pe&ccedil;as publicit&aacute;rias, a obrigatoriedade da pr&aacute;tica de iguais oportunidades de emprego para as pessoas relacionadas com o projeto ou servi&ccedil;o contratado.<\/p>\n<p>&sect; 2&ordm; Entende-se por pr&aacute;tica de iguais oportunidades de emprego o conjunto de medidas sistem&aacute;ticas executadas com a finalidade de garantir a diversidade &eacute;tnica, de sexo e de idade na equipe vinculada ao projeto ou servi&ccedil;o contratado.<\/p>\n<p>&sect; 3&ordm; A autoridade contratante poder&aacute;, se considerar necess&aacute;rio para garantir a pr&aacute;tica de iguais oportunidades de emprego, requerer auditoria por &oacute;rg&atilde;o do poder p&uacute;blico federal.<\/p>\n<p>&sect; 4&ordm; A exig&ecirc;ncia disposta no caput n&atilde;o se aplica &agrave;s produ&ccedil;&otilde;es publicit&aacute;rias quando abordarem especificidades de grupos &eacute;tnicos determinados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alvo de forte ataque da imprensa, lei n&atilde;o acolheu resolu&ccedil;&otilde;es aprovadas pela Confecom; estatuto foi sancionado pelo presidente em 21 de julho<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1380],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24777"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24777"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24777\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}