{"id":24752,"date":"2010-07-29T16:42:57","date_gmt":"2010-07-29T16:42:57","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24752"},"modified":"2010-07-29T16:42:57","modified_gmt":"2010-07-29T16:42:57","slug":"entenda-as-mudancas-no-controle-das-empresas-de-telefonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24752","title":{"rendered":"Entenda as mudan\u00e7as no controle das empresas de telefonia"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Dois acordos anunciados nesta quarta-feira (28) alteram a estrutura de controle das principais empresas de telefonia do Brasil. Os an&uacute;ncios foram resultado de meses de negocia&ccedil;&atilde;o entre a espanhola Telef&oacute;nica, Portugal Telecom e Oi.<\/p>\n<p>&#8211; O que foi anunciado<br \/>A espanhola Telef&oacute;nica anunciou ter chegado a um acordo para comprar a participa&ccedil;&atilde;o da Portugal Telecom na operadora de telefonia celular Vivo por &euro; 7,5 bilh&otilde;es. Hoje, Telef&oacute;nica e PT det&ecirc;m, cada uma, 50% da Brasilcel &ndash; empresa que, por sua vez, tem 60% da Vivo. Com a opera&ccedil;&atilde;o, a empresa espanhola passar&aacute; a controlar os rumos da maior empresa de telefonia celular do Brasil.<br \/>A Portugal Telecom, por outro lado, anunciou ter fechado um acordo para comprar 22,4% da Oi. O acordo prev&ecirc; tamb&eacute;m, caso o neg&oacute;cio se concretize, a concess&atilde;o de 10% das a&ccedil;&otilde;es da Portugal Telecom ao grupo brasileiro.<\/p>\n<p>&#8211; As negocia&ccedil;&otilde;es<br \/>H&aacute; meses a Telef&oacute;nica vinha tentando adquirir a participa&ccedil;&atilde;o da Portugal Telecom na Vivo. Em maio, a espanhola fez uma oferta de &euro; 6,5 bilh&otilde;es aos portugueses, que a descartaram. O grupo espanhol elevou ent&atilde;o sua proposta a &euro; 7,15 bilh&otilde;es. A proposta foi aprovada por 74% dos acionistas da Portugal Telecom numa assembl&eacute;ia realizada em junho.<br \/>O governo portugu&ecirc;s, no entanto, usou sua &quot;golden share&quot; (a&ccedil;&atilde;o com &ldquo;poderes&rdquo; especiais) para vetar o neg&oacute;cio, alegando que a Vivo era estrat&eacute;gica para a operadora. Um tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia declarou ilegal o uso da &quot;a&ccedil;&atilde;o de ouro&quot;, e a Telef&oacute;nica retirou a proposta e se armou para uma eventual batalha jur&iacute;dica. Nos bastidores, por&eacute;m, as companhias seguiram negociando, at&eacute; chegarem ao acordo anunciado nesta quarta.<\/p>\n<p>&#8211; Entrada da Oi na negocia&ccedil;&atilde;o<br \/>A compra da fatia da Oi pela Portugal Telecom vinha sendo esperada pelo mercado, depois que os acionistas da PT aceitaram a oferta da Portugal pela Vivo. Com a sa&iacute;da da PT do capital da operadora brasileira cada vez mais inevit&aacute;vel, a participa&ccedil;&atilde;o na Oi garante &agrave; empresa portuguesa uma fatia do rent&aacute;vel mercado nacional de telecomunica&ccedil;&otilde;es.<br \/>De acordo com comunicado enviado ao mercado, a inten&ccedil;&atilde;o oficializada &eacute; de comprar uma participa&ccedil;&atilde;o de 22,4% da Portugal Telecom na Oi. O controle das companhias, no entanto, n&atilde;o ser&aacute; transferido. Com as opera&ccedil;&otilde;es, a Oi ter&aacute; direito a participar do conselho de administra&ccedil;&atilde;o da Portugal Telecom, enquanto a portuguesa tamb&eacute;m ter&aacute; direito a um representante no Conselho da companhia brasileira.<\/p>\n<p>&#8211; Pr&oacute;ximos passos<br \/>Ap&oacute;s a conclus&atilde;o da compra da fatia da Portugal Telecom na Vivo, a Telef&oacute;nica deve apresentar uma oferta p&uacute;blica para a aquisi&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias da Vivo, que representam 3,8% do capital social e cujo valor estimado &eacute; de 800 milh&otilde;es de euros (US$ 1 bilh&atilde;o).<br \/>A empresa espanhola tamb&eacute;m comunicou que pretende unir seus neg&oacute;cios de telefonia fixa no Brasil com os de celular da Vivo. Com isso, a empresa espera se tornar a maior no setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es brasileiro &ndash; posi&ccedil;&atilde;o hoje ocupada pela Oi.- O que muda para os consumidores<br \/>Para os consumidores, nada dever&aacute; mudar no curto prazo. Custos de tarifas, na avalia&ccedil;&atilde;o de especialistas, por exemplo, n&atilde;o dever&atilde;o ser afetados. A vantagem para o mercado &eacute; que haver&aacute; competi&ccedil;&atilde;o entre grupos maiores de telecomunica&ccedil;&otilde;es, segundo a analista Kelly Trentin, da Spinelli.<\/p>\n<p>&#8211; O que dizem os especialistas<br \/>Para o mercado de telecomunica&ccedil;&otilde;es, a venda de parte da Vivo para a Telef&oacute;nica dever&aacute; ser positiva, na avalia&ccedil;&atilde;o da Coin Corretora de Valores. &ldquo;Haver&aacute; ganho de escala, economia de recursos e compartilhamento de infraestrutura para as duas empresas, o que acaba sendo vantajoso n&atilde;o s&oacute; para a Telesp, mas para a Vivo tamb&eacute;m&rdquo;, disse a corretora, se referindo &agrave; poss&iacute;vel e prov&aacute;vel unifica&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es entre a Vivo e a Telefonica. &ldquo;Esse controle s&oacute; faz sentido se pensado assim, com a converg&ecirc;ncia dos servi&ccedil;os de telefonia m&oacute;vel e fixa que poder&aacute; ser oferecida&rdquo;, avaliou.<br \/>Segundo avalia&ccedil;&atilde;o da consultoria Frost &amp; Sullivan, a integra&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es das empresas dever&aacute; aumentar a competi&ccedil;&atilde;o no setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es, gerando benef&iacute;cios at&eacute; para o consumidor, no m&eacute;dio prazo. &ldquo;Poder&aacute; haver at&eacute; queda nos pre&ccedil;os dos servi&ccedil;os, bem como melhoria na qualidade de atendimento prestado pelas empresas&rdquo;, disse Jos&eacute; Roberto Mavignier, gerente de pesquisa para Am&eacute;rica Latina para servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es.<br \/>Sobre a compra da participa&ccedil;&atilde;o da Oi pela Portugal Telecom, a analista da consultoria SLW, Ros&acirc;ngela Ribeiro, disse que a entrada de recursos ser&aacute; positiva para a empresa brasileira. &quot;Essa movimenta&ccedil;&atilde;o do mercado acaba sendo positiva para o setor como um todo&quot;, comentou. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; queda nas a&ccedil;&otilde;es da Telemar, registrada na manh&atilde; desta quarta-feira, em seguida ao an&uacute;ncio do neg&oacute;cio, a analista disse que est&aacute; diretamente relacionada &agrave; subscri&ccedil;&atilde;o da empresa. &quot;Isso j&aacute; era esperado. Mas pode haver recupera&ccedil;&atilde;o no curto prazo, j&aacute; que as a&ccedil;&otilde;es vinham acumulando alta&quot;, disse.<br \/>Para Kelly Trentin, analista-chefe da corretora Spinelli, as mudan&ccedil;as poder&atilde;o dar mais confian&ccedil;a quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o dos dividendos entre os acionistas, j&aacute; que a Oi tem acumulado d&iacute;vidas. &quot;H&aacute; sempre receio quanto &agrave; expectativa da distribui&ccedil;&atilde;o. A entrada de recursos poder&aacute; garantir mais seguran&ccedil;a ao mercado e aos acionistas&quot;, afirmou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois acordos anunciados nesta quarta-feira (28) alteram a estrutura de controle das principais empresas de telefonia do Brasil. 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