{"id":24733,"date":"2010-07-27T18:58:05","date_gmt":"2010-07-27T18:58:05","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24733"},"modified":"2010-07-27T18:58:05","modified_gmt":"2010-07-27T18:58:05","slug":"globo-e-condenada-por-divulgacao-sem-autorizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24733","title":{"rendered":"Globo \u00e9 condenada por divulga\u00e7\u00e3o sem autoriza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A reprodu&ccedil;&atilde;o desautorizada de imagem de uma brincadeira na TV, mesmo que n&atilde;o seja ofensiva, garante indeniza&ccedil;&atilde;o. Com esse entendimento, o desembargador Jesus Lofrano, da 3&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado do Tribunal de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo, condenou a Rede Globo a indenizar um casal v&iacute;tima de uma pegadinha do Faust&atilde;o em R$ 5 mil. &ldquo;As testemunhas alegaram terem assistido o programa que veiculou a pegadinha, comprovando a participa&ccedil;&atilde;o dos autores na brincadeira&rdquo;, diz o ac&oacute;rd&atilde;o. Ainda cabe recurso dessa decis&atilde;o.<\/p>\n<p>O casal entrou com a&ccedil;&atilde;o de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais contra a Rede Globo ap&oacute;s a exibi&ccedil;&atilde;o da brincadeira feita pelo programa &quot;pegadinha do Faust&atilde;o&quot;. Os dois, representados pelo advogado Marcelo Monteiro dos Santos, n&atilde;o gostaram da veicula&ccedil;&atilde;o na TV de uma brincadeira feita em um supermercado. E, por isso, foram &agrave; Justi&ccedil;a.<\/p>\n<p>Anteriormente, o juiz Marcelo Fran&ccedil;a de Siqueira e Silva, da 25&ordf; Vara C&iacute;vel de S&atilde;o Paulo, julgou improcedente a a&ccedil;&atilde;o de indeniza&ccedil;&atilde;o contra a Rede Globo por falta de provas. De acordo com o juiz, n&atilde;o foi apresentada a fita de v&iacute;deo que comprovasse a brincadeira. Por isso, ele entendeu que n&atilde;o houve a veicula&ccedil;&atilde;o da imagem dos autores no programa Doming&atilde;o do Faust&atilde;o. O casal foi, ent&atilde;o, condenado a pagar as custas, despesas processuais e os honor&aacute;rios advocat&iacute;cios, fixados na propor&ccedil;&atilde;o de 15% sobre o valor da causa.<\/p>\n<p>O Tribunal de Justi&ccedil;a paulista reformou a decis&atilde;o. O desembargador afastou a Lei de Imprensa, artigo 58, par&aacute;grafos 1&deg; e 3&ordm;, que determinam o prazo de 30 dias para conserva&ccedil;&atilde;o em arquivo dos programas exibidos. Lofrano entendeu que o prazo era insuficiente para a produ&ccedil;&atilde;o de prova material &mdash; c&oacute;pia das grava&ccedil;&otilde;es. A emissora afirmou que n&atilde;o tinha as grava&ccedil;&otilde;es, mantidas por apenas 30 dias. Dessa forma, o desembargador aceitou prova testemunhal da participa&ccedil;&atilde;o no programa.<\/p>\n<p>De acordo com os autos, a brincadeira consistia em uma pequena confus&atilde;o que atores causavam em um supermercado. &ldquo;Quando o cliente do supermercado se aproximava do caixa para pagar suas compras, era abordado pela atriz, a qual se passava como cliente e queria a permiss&atilde;o para passar &agrave; frente no caixa para pagar o pacote de bolachas, e assim as pessoas permitiam sua passagem&rdquo;, relata o ac&oacute;rd&atilde;o. E mais: Ao passar pela pessoa, &quot;a atriz chamava o outro ator, o qual vinha logo atr&aacute;s da pessoa com um carrinho de supermercado lotado de pacotes de bolacha; quando a pessoa percebe o abuso, instaura-se a discuss&atilde;o entre o cliente, a atriz e o ator, alegando os atores que o cliente havia permitido passar com as bolachas.&rdquo;<\/p>\n<p>Para o desembargador, &ldquo;ainda que a brincadeira n&atilde;o tenha sido ofensiva de modo a propiciar indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais, houve reprodu&ccedil;&atilde;o desautorizada de imagem em programa veiculado pela r&eacute;, raz&atilde;o pela qual os autores devem ser indenizados.&rdquo;<\/p>\n<p>Com base na S&uacute;mula 403, do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, o relator entendeu que n&atilde;o havia a necessidade de apresentar o v&iacute;deo comprovando a participa&ccedil;&atilde;o dos clientes do supermercado. &quot;Independe de prova do preju&iacute;zo a indeniza&ccedil;&atilde;o pela publica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o autorizada de imagem de pessoa com fins econ&ocirc;micos ou comerciais&quot;, diz a S&uacute;mula.<\/p>\n<p>O desembargador Jesus Lofrano acatou a apela&ccedil;&atilde;o do casal e condenou a Rede Globo a indeniz&aacute;-lo, por danos morais, em R$ 5 mil para cada um. O valor dever&aacute; ser corrigido na publica&ccedil;&atilde;o do ac&oacute;rd&atilde;o e com juros a partir da veicula&ccedil;&atilde;o desautorizada da &quot;pegadinha&quot;. A emissora dever&aacute; arcar, ainda, com os honor&aacute;rios fixados em 15% do valor corrigido da condena&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/acordao-tj-pegadinha-faustao-favoravel.pdf\" target=\"_blank\">Leia aqui <\/a> a decis&atilde;o do TJ.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reprodu&ccedil;&atilde;o desautorizada de imagem de uma brincadeira na TV, mesmo que n&atilde;o seja ofensiva, garante indeniza&ccedil;&atilde;o. 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