{"id":24727,"date":"2010-07-27T17:17:17","date_gmt":"2010-07-27T17:17:17","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24727"},"modified":"2010-07-27T17:17:17","modified_gmt":"2010-07-27T17:17:17","slug":"anatel-ve-indicios-de-venda-casada-e-subsidio-cruzado-nos-pacotes-de-telecom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24727","title":{"rendered":"Anatel v\u00ea ind\u00edcios de venda casada e subs\u00eddio cruzado nos pacotes de telecom"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Em maio deste ano, a Anatel tomou uma decis&atilde;o &agrave; primeira vista estranha com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; venda de pacotes de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, os chamados &quot;combos&quot;. A ag&ecirc;ncia proibiu as empresas que oferecem esses combos de cobrar mais barato pelos servi&ccedil;os empacotados do que o fixado para o com&eacute;rcio individual. Em outras palavras, o servi&ccedil;o de banda larga, por exemplo, deve custar o mesmo dentro e fora do pacote. As empresas foram notificadas da nova regra por despachos encaminhados em maio e o descumprimento da ordem pode gerar multas de R$ 3 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>&Eacute; natural que servi&ccedil;os vendidos de forma empacotada gerem menos custo para as empresas e, portanto, acabem sendo vendidos com desconto. Acontece que a Anatel constatou que a pr&aacute;tica utilizada pelas teles tem ind&iacute;cios de venda casada, proibida pelo C&oacute;digo de Defesa do Consumidor (CDC) e regulamentos do setor, e de subs&iacute;dio cruzado entre servi&ccedil;os, impedido pela Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (LGT). De acordo com o documento enviado &agrave;s empresas, obtido por esta reportagem, as empresas estariam utilizando o pre&ccedil;o da oferta de banda larga &quot;como mecanismo de recusa de oferta do servi&ccedil;o separado&quot;.<\/p>\n<p>Isso aconteceria porque, fora do pacote, o pre&ccedil;o por esse servi&ccedil;o seria t&atilde;o alto que inviabilizaria a escolha da compra separada, obrigando o cliente a contratar tamb&eacute;m a telefonia fixa. Tanto que a Anatel determinou que as empresas interrompessem qualquer pr&aacute;tica que signifique &quot;&ocirc;nus excessivos ao interessado na contrata&ccedil;&atilde;o do SCM (banda larga), quando comparado &agrave; oferta em conjunto com outros servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, que possam for&ccedil;ar a contrata&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os em venda casada&quot;.<\/p>\n<p>A empresa que continuar comercializando servi&ccedil;os em pacote com valores individuais dos servi&ccedil;os abaixo do oferecido de forma separada ter&atilde;o que comprovar de que se trata de uma &quot;promo&ccedil;&atilde;o&quot;, o que pressup&otilde;e um benef&iacute;cio por tempo limitado. A discrep&acirc;ncia entre os pre&ccedil;os praticados dentro e fora dos pacotes tamb&eacute;m indicaria a ocorr&ecirc;ncia de subs&iacute;dio cruzado entre servi&ccedil;os, o que &eacute; terminantemente proibido nas telecomunica&ccedil;&otilde;es. V&aacute;rias pr&aacute;ticas foram analisadas para chegar a essa conclus&atilde;o.<\/p>\n<p>Em alguns casos avaliados pela Anatel, segundo fontes da ag&ecirc;ncia, a linha de telefone fixo estaria sendo oferecida gratuitamente dentro dos pacotes para justificar a queda do pre&ccedil;o do conjunto. A&ccedil;&otilde;es como essa demonstrariam que o servi&ccedil;o de banda larga estaria &quot;pagando&quot; os demais servi&ccedil;os empacotados, infringindo assim a LGT. Outro aspecto importante que fica impl&iacute;cito na iniciativa da Anatel &eacute; a necessidade de um maior controle dos pre&ccedil;os reais dos servi&ccedil;os prestados no pa&iacute;s. Como n&atilde;o h&aacute; um modelo de custos que balize os gastos concretos do setor, a ag&ecirc;ncia tem se norteado pelos pr&oacute;prios pre&ccedil;os de mercado. E, ainda assim, as diferen&ccedil;as constatadas foram t&atilde;o grandes que exigiram uma atua&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia reguladora.<\/p>\n<p>Os of&iacute;cios encaminhados &agrave;s empresas davam 30 dias para que todas se adequassem. O cumprimento da exig&ecirc;ncia ainda est&aacute; sendo analisado, mas j&aacute; foi constatado que ao menos uma delas n&atilde;o seguiu a determina&ccedil;&atilde;o da Anatel.<\/p>\n<p>A primeira vez que a Anatel tratou do assunto foi ainda em 2009, quando o ent&atilde;o superintendente de servi&ccedil;os privados da ag&ecirc;ncia, Jarbas Valente (hoje conselheiro), j&aacute; chamava a aten&ccedil;&atilde;o para a discrep&acirc;ncia de pre&ccedil;o entre os pacotes combinados e a venda avulsa, e prometia uma interven&ccedil;&atilde;o regulat&oacute;ria da ag&ecirc;ncia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em maio deste ano, a Anatel tomou uma decis&atilde;o &agrave; primeira vista estranha com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; venda de pacotes de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, os chamados &quot;combos&quot;. 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