{"id":24710,"date":"2010-07-21T13:50:53","date_gmt":"2010-07-21T13:50:53","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24710"},"modified":"2010-07-21T13:50:53","modified_gmt":"2010-07-21T13:50:53","slug":"em-nota-anatel-reitera-que-abertura-do-mercado-de-cabo-ampliara-concorrencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24710","title":{"rendered":"Em nota, Anatel reitera que abertura do mercado de cabo ampliar\u00e1 concorr\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A Anatel divulgou nesta ter&ccedil;a-feira, 20, uma Nota de Esclarecimentos em que defende sua decis&atilde;o de abrir por medida cautelar o mercado de TV a cabo no Brasil, derrubando as limita&ccedil;&otilde;es existentes para novas operadoras nesse setor. O posicionamento oficial da Anatel &eacute; uma resposta &agrave; mat&eacute;ria veiculada ontem pela TV Bandeirantes, no Jornal da Band, onde s&atilde;o apresentadas cr&iacute;ticas &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da arrecada&ccedil;&atilde;o aos cofres p&uacute;blicos por conta da decis&atilde;o da ag&ecirc;ncia de cobrar apenas o pre&ccedil;o p&uacute;blico, de R$ 9 mil, pelas novas concess&otilde;es.<\/p>\n<p>Em sua defesa, a autarquia alega que &quot;grande parte&quot; das outorgas de TV a cabo no Brasil s&atilde;o datadas de 1996, por conta da migra&ccedil;&atilde;o das antigas licen&ccedil;as de Distribui&ccedil;&atilde;o de Sinais de TV por Meios F&iacute;sicos (DISTV). O breve hist&oacute;rico serve como argumenta&ccedil;&atilde;o para a cobran&ccedil;a, nos dias atuais, do pre&ccedil;o p&uacute;blico, uma vez que as empresas que passaram por esta migra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pagaram nada pelas outorgas.<\/p>\n<p>A equipe da ag&ecirc;ncia sugere tamb&eacute;m que o baixo custo das outorgas no novo modelo proposto pode ser inclusive ben&eacute;fico ao consumidor. &quot;O pre&ccedil;o pago por parte das outorgas foi definido em licita&ccedil;&atilde;o e outras tantas se deram sem custo. Mas, por se tratar de um servi&ccedil;o privado, os valores pagos s&atilde;o repassados aos pre&ccedil;os cobrados pelo servi&ccedil;o aos consumidores e constituem uma das limita&ccedil;&otilde;es para o atendimento de classes de mais baixa renda&quot;, afirmam os representantes da ag&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Apesar de citar os casos em que n&atilde;o houve pagamento pela outorga, pela migra&ccedil;&atilde;o do DISTV, a Anatel n&atilde;o entra em detalhes sobre a quantia arrecadada nos leil&otilde;es durante o processo de licita&ccedil;&atilde;o de 1999 a 2001. Este foi o principal ponto apontado pela mat&eacute;ria da Bandeirantes, apontando uma arrecada&ccedil;&atilde;o de R$ 932 milh&otilde;es em valores atualizados com as licen&ccedil;as, de acordo com dados da pr&oacute;pria Anatel. Assim, mesmo que muitos n&atilde;o tenham pago pelo direito de explora&ccedil;&atilde;o, a ag&ecirc;ncia fez uma forte arrecada&ccedil;&atilde;o com os &quot;poucos&quot; que entraram no segmento por leil&atilde;o. Caso a Anatel opte pelo pre&ccedil;o p&uacute;blico, a arrecada&ccedil;&atilde;o seria de apenas 1% desse montante, tamb&eacute;m de acordo com a reportagem da Band.<\/p>\n<p><strong>Sem foco nas teles<\/strong><\/p>\n<p>A segunda parte da nota dedica-se a defender a necessidade de amplia&ccedil;&atilde;o da concorr&ecirc;ncia e negar que a inten&ccedil;&atilde;o da Anatel seja abrir caminho para que as teles entrem no mercado de TV a cabo. Segundo a ag&ecirc;ncia, a entrada das concession&aacute;rias de telefonia fixa nesse mercado &eacute; um tema &quot;que se mant&eacute;m regido pela legisla&ccedil;&atilde;o e pelos contratos vigentes e que tem sido objeto de debate no Congresso Nacional, cabendo &agrave; Anatel regular o setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es nos estritos termos constitucionais e legais&quot;.<\/p>\n<p>Acontece que prevalece na Anatel a interpreta&ccedil;&atilde;o que, sem a limita&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de operadoras de cabo, suspensa pela cautelar do Conselho Diretor, a principal barreira para que as teles entrem no mercado desapareceria. Isso acontece porque, na interpreta&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia, a barreira estaria localizada nos processos de licita&ccedil;&atilde;o, onde as teles s&oacute; poderiam participar caso o leil&atilde;o fosse considerado anteriormente &quot;deserto&quot;, ou seja, sem outros interessados. Se n&atilde;o forem feitos mais leil&otilde;es, como a Anatel pretende, n&atilde;o existiriam mais barreiras &agrave;s teles.<\/p>\n<p>Na nota, a ag&ecirc;ncia insiste ainda na import&acirc;ncia da abertura desse segmento a outros concorrentes como forma de ampliar a oferta ao consumidor e reduzir os pre&ccedil;os do servi&ccedil;o. &quot;Al&eacute;m dos benef&iacute;cios para os consumidores decorrentes da amplia&ccedil;&atilde;o da competi&ccedil;&atilde;o entre empresas, a medida da Anatel impulsiona a gera&ccedil;&atilde;o de empregos, a redu&ccedil;&atilde;o de desigualdades regionais, o desenvolvimento tecnol&oacute;gico, a amplia&ccedil;&atilde;o da infraestrutura de suporte &agrave; banda larga, a ind&uacute;stria de entretenimento, sem contar com o aumento da receita de tributos arrecadados pelos Estados, como o ICMS, em raz&atilde;o de novas opera&ccedil;&otilde;es de TV a Cabo&quot;, argumenta a ag&ecirc;ncia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Anatel divulgou nesta ter&ccedil;a-feira, 20, uma Nota de Esclarecimentos em que defende sua decis&atilde;o de abrir por medida cautelar o mercado de TV a cabo no Brasil, derrubando as limita&ccedil;&otilde;es existentes para novas operadoras nesse setor. 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