{"id":24649,"date":"2010-07-08T16:40:51","date_gmt":"2010-07-08T16:40:51","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24649"},"modified":"2010-07-08T16:40:51","modified_gmt":"2010-07-08T16:40:51","slug":"ue-derruba-veto-do-governo-na-portugal-telecom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24649","title":{"rendered":"UE derruba veto do governo na Portugal Telecom"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Caminho livre para a venda da Vivo. O Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia considerou ilegal o governo portugu&ecirc;s deter a&ccedil;&otilde;es especiais que permitem vetar movimenta&ccedil;&otilde;es da Portugal Telecom. A decis&atilde;o foi tomada nesta quinta-feira (8\/7) pela corte, em Luxemburgo.<\/p>\n<p>A lei portuguesa prev&ecirc; que, em casos de privatiza&ccedil;&atilde;o, o governo pode manter a&ccedil;&otilde;es especiais, as chamadas golden shares. Em posse delas, o Estado pode vetar altera&ccedil;&otilde;es do pacto social da empresa e ainda outras delibera&ccedil;&otilde;es. Mas, ainda segundo a lei de Portugal, essas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o excepcionais e s&oacute; podem ser conferidas ao governo em prol do interesse nacional.<\/p>\n<p>Em 1994, com a privatiza&ccedil;&atilde;o das telecomunica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s e a consequente cria&ccedil;&atilde;o da Portugal Telecom, o governo manteve golden shares. Foram elas que garantiram, na semana passada, que o governo barrasse tentativa da empresa de vender parte da Vivo para a espanhola Telefonica, que ficaria com 60% das a&ccedil;&otilde;es da brasileira.<\/p>\n<p>Ao analisar a disputa comercial, no entanto, o Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia considerou que o governo portugu&ecirc;s, ao fazer uso dos direitos especiais garantidos pelas golden shares, violou a livre circula&ccedil;&atilde;o de capitais. Para os julgadores, as a&ccedil;&otilde;es privilegiadas d&atilde;o ao Estado uma influ&ecirc;ncia n&atilde;o justificada pela amplitude da sua participa&ccedil;&atilde;o acion&aacute;ria e, consequentemente, pode desencorajar investimentos financeiros vindos de outros pa&iacute;ses da UE.<\/p>\n<p>A corte lembrou que, de acordo com as regras do grupo econ&ocirc;mico e pol&iacute;tico, medidas nacionais que restrinjam a livre circula&ccedil;&atilde;o de capitais s&oacute; s&atilde;o aceitas em determinados casos, por exemplo, para garantir a seguran&ccedil;a p&uacute;blica. O caso da Portugal Telecom n&atilde;o se encaixa em nenhuma das exce&ccedil;&otilde;es previstas, concluiu o tribunal.<\/p>\n<p>Portugal, agora, deve cumprir a determina&ccedil;&atilde;o da corte e abrir m&atilde;o das golden shares o mais breve poss&iacute;vel. Se a Comiss&atilde;o Europeia enxergar qualquer desrespeito &agrave; decis&atilde;o por parte do governo portugu&ecirc;s, pode recorrer ao tribunal pedindo a aplica&ccedil;&atilde;o de san&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caminho livre para a venda da Vivo. O Tribunal de Justi&ccedil;a da Uni&atilde;o Europeia considerou ilegal o governo portugu&ecirc;s deter a&ccedil;&otilde;es especiais que permitem vetar movimenta&ccedil;&otilde;es da Portugal Telecom. A decis&atilde;o foi tomada nesta quinta-feira (8\/7) pela corte, em Luxemburgo. 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