{"id":24647,"date":"2010-07-08T14:57:35","date_gmt":"2010-07-08T14:57:35","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24647"},"modified":"2010-07-08T14:57:35","modified_gmt":"2010-07-08T14:57:35","slug":"entidades-formalizam-posicao-contra-a-anvisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24647","title":{"rendered":"Entidades formalizam posi\u00e7\u00e3o contra a Anvisa"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O que era um descontentamento inicial se transformou em indigna&ccedil;&atilde;o formalizada. Entidades da ind&uacute;stria aliment&iacute;cia e tamb&eacute;m do setor de publicidade publicaram uma carta manifestando o seu descontentamento em rela&ccedil;&atilde;o a regulamenta&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa) publicada na semana passada que prev&ecirc; a obrigatoriedade da inser&ccedil;&atilde;o de mensagens de alerta nos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios de alimentos considerados pouco saud&aacute;veis.<\/p>\n<p>Conforme a reportagem de M&amp;M Online apurou na semana passada, a medida n&atilde;o foi recebida com bons olhos por praticamente nenhum dos setores envolvidos. A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Ind&uacute;strias de Alimentos (Abia) logo afirmou que ir&aacute; contestar legalmente a decis&atilde;o da Anvisa, que estabeleceu um prazo m&aacute;ximo de 180 dias para que anunciantes e ag&ecirc;ncias de publicidade se enquadrem nas novas regras. A Anvisa alega que a interfer&ecirc;ncia na publicidade de alimentos se deve a uma tentativa de coibir o consumo abusivo de produtos de baixo valor nutricional ou de alto teor de gordura e a&ccedil;&uacute;car, que fomentam os &iacute;ndices crescentes de obesidade no Brasil, sobretudo entre as crian&ccedil;as.<\/p>\n<p>Na edi&ccedil;&atilde;o desta quarta-feira 7 dos principais jornais do Pa&iacute;s, as entidades publicaram um comunicado oficial, contestando a Anvisa. Leia o texto na &iacute;ntegra:<\/p>\n<p>Em Defesa do Estado de Direito<\/p>\n<p>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&atilde;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa) acaba de exorbitar sua compet&ecirc;ncia mais uma vez, ao tentar agora impor regras para a publicidade de alimentos e bebidas n&atilde;o alco&oacute;licas. Em medida administrativa, na Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 24\/2010, a ag&ecirc;ncia cria regras para a propaganda comercial de alimentos e bebidas. <\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; a primeira investida dessa ag&ecirc;ncia. Em outras oportunidades, j&aacute; tentou se substituir ao Congresso Nacional criando regras para a propaganda de outros produtos, como bebidas alco&oacute;licas, em 2007, e medicamentos populares, em 2009.<\/p>\n<p>Em ambas, a Anvisa foi desautorizada pela Advocacia-Geral da Uni&atilde;o e, na &uacute;ltima delas, tamb&eacute;m na Justi&ccedil;a. Sempre que perdeu, foi porque ficou claro que n&atilde;o tinha compet&ecirc;ncia para legislar sobre propaganda comercial. Novamente a ag&ecirc;ncia reincide ao legislar em seara que n&atilde;o lhe compete. O artigo 22, inciso 29 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, diz que &eacute; compet&ecirc;ncia privativa da Uni&atilde;o (Congresso Nacional e Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica) legislar sobre propaganda comercial. O artigo 22 &eacute; claro ao dizer que compete &agrave; lei federal dispor sobre propaganda de produtos, pr&aacute;ticas e servi&ccedil;os que possam ser novi&ccedil;os &agrave; sa&uacute;de.<\/p>\n<p>A propaganda brasileira &eacute; submetida a um sistema misto de controle que funciona muito bem. Fazem parte dele o severo arcabou&ccedil;o legal no qual avulta o C&oacute;digo de Defesa do Consumidor e, do lado da sociedade civil, o Conar. Este j&aacute; julgou mais de 7 mil casos em seus trinta anos de exist&ecirc;ncia. Estabelece um sistema considerado dos mais evolu&iacute;dos do mundo para regular eticamente mensagens comerciais e &eacute; respeitado por anunciantes, ag&ecirc;ncias de propaganda e ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>As entidades abaixo-assinadas reiteram sua confian&ccedil;a no Estado democr&aacute;tico de Direito, na primazia da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e confiam que o Congresso Nacional saber&aacute; fazer uso da compet&ecirc;ncia constitucional que lhe foi atribu&iacute;da pela Carta Magna de 1988. Temos certeza, portanto, que a usurpa&ccedil;&atilde;o de poder ora em curso n&atilde;o h&aacute; de prosperar.<\/p>\n<p>Assinam esta declara&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p>ABA &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Anunciantes<br \/>Abap &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Ag&ecirc;ncias de Propaganda<br \/>Abert &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o<br \/>Abia &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Ind&uacute;strias de Alimenta&ccedil;&atilde;o<br \/>Abir &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Ind&uacute;strias de Refrigerantes e Bebidas N&atilde;o Alco&oacute;licas<br \/>Abta &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de TVpor Assinatura<br \/>Aner &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Editores de Revistas<br \/>ANJ &#8211; Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Jornais<br \/>Central de Outdoor<br \/>Feneec &#8211; Federa&ccedil;&atilde;o Nacional das Empresas Exibidoras Cinematogr&aacute;ficas<br \/>Fenapro &#8211; Federa&ccedil;&atilde;o Nacional das Ag&ecirc;ncias de Propaganda<br \/>IAB &#8211; Interactive Advertising Bureau<br \/>Instituto Palavra Aberta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que era um descontentamento inicial se transformou em indigna&ccedil;&atilde;o formalizada. 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