{"id":24609,"date":"2010-07-01T16:30:16","date_gmt":"2010-07-01T16:30:16","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24609"},"modified":"2010-07-01T16:30:16","modified_gmt":"2010-07-01T16:30:16","slug":"o-monopolio-da-midia-atrasou-o-movimento-da-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24609","title":{"rendered":"\u201cO monop\u00f3lio da m\u00eddia atrasou o movimento da sociedade\u201d"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\"><em>[T&iacute;tulo original:&nbsp;Pa&iacute;s n&atilde;o tem dirigentes comprometidos em mudar o quadro regulat&oacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es]<\/em><\/p>\n<p>No Brasil, a legisla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estabelece limites &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o e &agrave; propriedade cruzada dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Ainda ocorre, no pa&iacute;s, o chamado &quot;coronelismo eletr&ocirc;nico&quot;, que compromete as rela&ccedil;&otilde;es entre os poderes p&uacute;blico e privado, imbricados numa complexa rede de influ&ecirc;ncias. Para enfrentar o problema, &eacute; preciso mexer no quadro regulat&oacute;rio do setor. Propostas n&atilde;o faltam, e elas v&ecirc;m basicamente do movimento social. Mas n&atilde;o h&aacute; governantes que se comprometam de forma definitiva com a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o, nem mesmo a partir dos resultados e demandas da 1&ordf; Confecom.<\/p>\n<p>De acordo com Israel Bayma*, engenheiro eletr&ocirc;nico, conselheiro da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), militante h&aacute; mais de duas d&eacute;cadas pela democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, n&atilde;o h&aacute; sequer candidatos &agrave;s pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais que estejam realmente interessados em transformar o quadro caracterizado pelos &quot;donos da m&iacute;dia&quot; no pa&iacute;s. Leia a entrevista concedida ao <em>e-F&oacute;rum<\/em>. <\/p>\n<p><strong>O que mais contribuiu para a preval&ecirc;ncia da concentra&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dia no Brasil? <br \/><\/strong> A legisla&ccedil;&atilde;o. O C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es &eacute; de natureza concentradora. Ele n&atilde;o estabelece restri&ccedil;&otilde;es &agrave; propriedade cruzada [quando uma empresa ou grupo possui diferentes tipos de m&iacute;dia]. E os limites estabelecidos, ele os mascara, &agrave; medida que permite ao mesmo propriet&aacute;rio deter em algumas regi&otilde;es o n&uacute;mero m&aacute;ximo de emissoras, e em outras regi&otilde;es tamb&eacute;m um n&uacute;mero m&aacute;ximo de emissoras. N&atilde;o estabeleceu limites &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o e &agrave; propriedade cruzada. <\/p>\n<p><strong>Podemos dizer que o chamado &ldquo;coronelismo eletr&ocirc;nico&rdquo; ainda vigora no Pa&iacute;s? <br \/><\/strong>Segundo a professora Suzy dos Santos quando o termo &ldquo;coronelismo&rdquo; foi usado por Victor Nunes Leal, referindo-se ao final no s&eacute;culo XIX, in&iacute;cio do s&eacute;culo XX, definia as caracter&iacute;sticas das rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o que se estabeleciam no Brasil naquele momento, que sa&iacute;a do estado agr&aacute;rio para um estado industrial. <br \/>Esse termo ainda se aplica hoje. S&oacute; que as rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o se d&atilde;o por aqueles que det&ecirc;m o poder e a propriedade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Seja de que natureza midi&aacute;tica for &#8211; r&aacute;dio, televis&atilde;o -, ainda continuam exercendo o mesmo papel de controle pol&iacute;tico. Haja vista as recentes alian&ccedil;as que s&atilde;o tomadas no &acirc;mbito de sustenta&ccedil;&atilde;o do atual governo, e provavelmente das mesmas bases de sustenta&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;ximo governo. [Suzy dos Santos, juntamente com S&eacute;rgio Capparelli, define coronelismo eletr&ocirc;nico como &ldquo;um sistema organizacional da recente estrutura brasileira de comunica&ccedil;&otilde;es, baseado no compromisso rec&iacute;proco entre poder nacional e poder local, configurando uma complexa rede de influ&ecirc;ncias entre o poder p&uacute;blico e o poder privado dos chefes locais, propriet&aacute;rios de meios de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;. <a href=\"http:\/\/www.pos.eco.ufrj.br\/docentes\/publicacoes\/suzy_novo_2.pdf\" target=\"_blank\">Leia mais aqui<\/a> ]<\/p>\n<p><strong>Frente &agrave;s novas tecnologias, como as grandes empresas de comunica&ccedil;&atilde;o est&atilde;o se organizando para manter o controle? <br \/><\/strong>Elas buscam estender seus tent&aacute;culos &agrave;s novas m&iacute;dias. H&aacute; uma den&uacute;ncia dos grandes oligop&oacute;lios mundiais, que controlam n&atilde;o s&oacute; a m&iacute;dia tradicional [r&aacute;dio, televis&atilde;o, cinema], mas tamb&eacute;m as novas m&iacute;dias, como a internet. Haja vista os grandes grupos &ndash; Google, por exemplo &#8211; de tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o, que est&atilde;o se estendendo aonde &eacute; poss&iacute;vel. Acho que nada se alterou. Marx continua atual no que ele previa: que os oligop&oacute;lios capitalistas tenderiam a crescer. O modo de produ&ccedil;&atilde;o &eacute; o mesmo. <\/p>\n<p><strong>A participa&ccedil;&atilde;o dos pol&iacute;ticos como donos dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o continua a mesma? <br \/><\/strong>At&eacute; 2008 [quando Bayma sistematiza no livro &ldquo;Democracia e regula&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa&rdquo; &#8211; publicado pela FGV Editora &#8211; um estudo tra&ccedil;ando um mapa do financiamento pol&iacute;tico do setor de comunica&ccedil;&atilde;o nas elei&ccedil;&otilde;es de 1998-2004], n&atilde;o identifiquei nenhuma mudan&ccedil;a. De l&aacute; para c&aacute;, n&atilde;o verifiquei. Mas n&atilde;o vejo mudan&ccedil;as que possam ter levado a alterar aquele quadro. A n&atilde;o ser a composi&ccedil;&atilde;o acion&aacute;ria [das emissoras de propriedade de pol&iacute;ticos], de um propriet&aacute;rio transferindo cotas para os filhos, os parentes, os &ldquo;laranjas&rdquo;, ou comprando de outros. <br \/>Mudan&ccedil;as que podem ser identificadas s&atilde;o as que envolvem autoriza&ccedil;&otilde;es para r&aacute;dios comunit&aacute;rias. Houve um aumento muito grande de concess&otilde;es para essas r&aacute;dios pelo governo federal &ndash; e isso, evidentemente, muitas vezes em troca de apoio pol&iacute;tico. Ent&atilde;o o coronelismo eletr&ocirc;nico ocorre bastante nas radicoms. <\/p>\n<p><strong>&Eacute; poss&iacute;vel pensar em desenvolvimento nacional, mantido o oligop&oacute;lio nas comunica&ccedil;&otilde;es? <br \/><\/strong>Eu n&atilde;o tenho elementos para afirmar se o oligop&oacute;lio amarra ou n&atilde;o o desenvolvimento. Do ponto de vista da democracia, ela tem avan&ccedil;ado independente dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Aqui ou alhures. Aonde os meios de comunica&ccedil;&atilde;o tentaram impedir o avan&ccedil;o democr&aacute;tico nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, eles foram empurrados, a exemplo do que aconteceu na Venezuela. <br \/>N&atilde;o vejo como um jornal que tenha perdido tiragem, uma televis&atilde;o que tenha perdido audi&ecirc;ncia, ou um grande grupo televisivo que tenha perdido audi&ecirc;ncia para outro grande grupo televisivo possa impedir o desenvolvimento do pa&iacute;s. Tamb&eacute;m a qualidade das produ&ccedil;&otilde;es tem ca&iacute;do independente da democracia. H&aacute; um movimento da sociedade que questiona v&aacute;rios programas de televis&atilde;o. Mas isso tem ocorrido a bem da democracia. <br \/>E tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; pela concentra&ccedil;&atilde;o, porque tem ve&iacute;culos at&eacute; de natureza p&uacute;blica em que a produ&ccedil;&atilde;o &eacute; de p&eacute;ssima qualidade. N&atilde;o tenho elementos para uma an&aacute;lise mais precisa, mas claro que, em v&aacute;rios pa&iacute;ses do mundo, a hist&oacute;ria mostra que o monop&oacute;lio da m&iacute;dia atrasou o movimento da sociedade. Seja aqui, seja, por exemplo, no socialismo real da Europa. <br \/>Veja a elei&ccedil;&atilde;o do Ch&aacute;vez [Hugo Ch&aacute;vez, presidente da Venezuela], apesar do monop&oacute;lio midi&aacute;tico l&aacute; no pa&iacute;s, ele foi eleito. Aqui no Brasil, com o Lula, idem. E n&atilde;o se pode dizer que n&atilde;o houve avan&ccedil;o democr&aacute;tico aqui. <br \/>O pr&oacute;prio debate eleitoral ocorre. Hoje, apesar do monop&oacute;lio dos grandes grupos, com suas candidaturas pr&oacute;prias, n&atilde;o se pode dizer que n&atilde;o esteja havendo um debate p&uacute;blico e democr&aacute;tico sobre as elei&ccedil;&otilde;es. Estamos vivendo um ambiente democr&aacute;tico que &eacute; liberal. Mas estamos. <\/p>\n<p><strong>E para a comunica&ccedil;&atilde;o em geral, qual o efeito desse monop&oacute;lio? <br \/><\/strong>Ele n&atilde;o pode se perpetuar sob hip&oacute;tese alguma, porque h&aacute; de ter um momento que eles [os donos dos grandes ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o] v&atilde;o intervir, quando sentirem seus interesses mais profundos amea&ccedil;ados. <br \/>O monop&oacute;lio, o oligop&oacute;lio nunca &eacute; ben&eacute;fico. Aqui no Brasil, ele est&aacute; dentro dos limites. Houve alguns momentos que eles se insurgiram, como na quest&atilde;o do Conselho Federal de Jornalismo, na tentativa de se criar uma Lei Geral de Comunica&ccedil;&atilde;o Eletr&ocirc;nica. Na pr&oacute;pria Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o eles se insurgiram. S&atilde;o momentos em que a gente se sente amea&ccedil;ado, mas existe uma atua&ccedil;&atilde;o da democracia. <\/p>\n<p><strong>Ent&atilde;o, a democracia avan&ccedil;a, apesar disto. Por qu&ecirc;? <br \/><\/strong>Porque a humanidade avan&ccedil;a democraticamente. As conquistas dos trabalhadores ao longo da hist&oacute;ria da humanidade t&ecirc;m empurrado os atrasos dos grilh&otilde;es do capitalismo. At&eacute; para a experimenta&ccedil;&atilde;o de modelos menos repressivos. As experi&ecirc;ncias socialistas do Leste europeu que amargaram derrotas e amorda&ccedil;aram em v&aacute;rios momentos as liberdades, elas foram vencidas e vem algo novo a&iacute; pela frente. Eu n&atilde;o sou pessimista nesse sentido, agora, o car&aacute;ter revolucion&aacute;rio das novas m&iacute;dias &eacute; que eu n&atilde;o vejo. <\/p>\n<p><strong>As novas m&iacute;dias n&atilde;o s&atilde;o revolucion&aacute;rias? Por qu&ecirc;? <br \/><\/strong>Porque os grandes grupos j&aacute; as controlam. Independentemente dos tuiteiros, dos blogueiros. A internet s&oacute; avan&ccedil;a para a classe m&eacute;dia, que tem acesso. No Brasil, s&oacute; 13 milh&otilde;es de pessoas t&ecirc;m acesso &agrave; internet. Dos mais de 190 milh&otilde;es de habitantes [191,5 milh&otilde;es em julho de 2009, segundo o IBGE], 40 milh&otilde;es n&atilde;o t&ecirc;m nem telefone. Tanto faz estar no twitter ou fora dele. No interior do Maranh&atilde;o, onde mais de 200 mil fam&iacute;lias n&atilde;o t&ecirc;m energia el&eacute;trica, isso n&atilde;o faz diferen&ccedil;a. L&aacute;, ouve-se e assiste-se a r&aacute;dio e a TV Mirante, do grupo Sarney [O grupo &eacute; dono de 22 ve&iacute;culos no Maranh&atilde;o.<a href=\"http:\/\/www.donosdamidia.com.br\/grupo\/27736\" target=\"_blank\"> Veja aqui a participa&ccedil;&atilde;o do Sistema Mirante na regi&atilde;o. <\/a> <\/p>\n<p><strong>Os novos meios digitais de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o poder&atilde;o minimizar o poder dos donos da m&iacute;dia? <br \/><\/strong>N&atilde;o. Como j&aacute; falei, eles [os donos da m&iacute;dia] est&atilde;o participando direta ou indiretamente das novas m&iacute;dias. Acho que apenas vai mudar o modo de produ&ccedil;&atilde;o. A ferramenta, ou vai ser banda larga\/internet ou televis&atilde;o, mas os meios v&atilde;o ser os mesmos. N&atilde;o vai haver altera&ccedil;&atilde;o. <br \/>O n&uacute;mero de pessoas no pa&iacute;s que t&ecirc;m acesso &eacute; muito pequeno, comparativamente, ao n&uacute;mero de leitores de jornais e livros, e nada foi alterado com a internet. A natureza revolucion&aacute;ria da internet &eacute; t&atilde;o relativa quanto foi a imprensa escrita no in&iacute;cio do ano de 1700, quando Gutenberg inventou a imprensa escrita e n&atilde;o houve grandes transforma&ccedil;&otilde;es de natureza revolucion&aacute;ria. <br \/>Para mim, a internet n&atilde;o tem essa base revolucion&aacute;ria, porque ela foi apropriada pelo Estado e os grandes meios de produ&ccedil;&atilde;o. Nem sou desses sonhadores que acredita que a internet vai ser a grande m&iacute;dia nos pr&oacute;ximos anos &#8211; haja vista a elei&ccedil;&atilde;o do Obama [Barack Obama, presidente norte-americano] nos Estados Unidos, presidente que pouco se diferencia do seu antecessor [ex-presidente, George W. Bush]. <\/p>\n<p><strong>No Brasil, quais pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o poderiam eliminar a concentra&ccedil;&atilde;o dos meios? <br \/><\/strong>N&atilde;o acredito que nenhum dos candidatos tenha interesse em mexer no quadro regulat&oacute;rio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. Participei do debate nas &uacute;ltimas seis elei&ccedil;&otilde;es, na formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e ningu&eacute;m quis colocar em pr&aacute;tica essas formula&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o creio que isso seja poss&iacute;vel. Sen&atilde;o, era s&oacute; implementar tudo o que o movimento social prop&ocirc;s e reprop&ocirc;s, em 1989, 1994, 1998, em 2002, em 2006. Mas j&aacute; n&atilde;o creio que haja um governo comprometido com o que se propunha l&aacute;, como, por exemplo, o fim do monop&oacute;lio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Hoje, o que voc&ecirc; acrescentaria nessas formula&ccedil;&otilde;es? <br \/><\/strong>Banda larga para todos os brasileiros. Como no caso da energia el&eacute;trica. Eu fui um dos formuladores do Luz para Todos, coordenador na Amaz&ocirc;nia do programa, e sempre defendi tamb&eacute;m banda larga para todos. <\/p>\n<p><strong>Voc&ecirc; diz que nenhum candidato tem interesse em acabar com o monop&oacute;lio. Mesmo com a Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, nada mudou? <br \/><\/strong>Eu quero que nos pr&oacute;ximos debates seja cobrado de cada candidato [a presidente do Pa&iacute;s] uma posi&ccedil;&atilde;o clara, item por item, do que foi aprovado na Confecom [Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, realizada de 14 a 17 de dez\/2009, em Bras&iacute;lia]. As decis&otilde;es da Confer&ecirc;ncia s&atilde;o resultado do ac&uacute;mulo dos debates da comunica&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos 20 anos. A maioria do que est&aacute; escrito ali, foi <a href=\"http:\/\/www.danielherz.com.br\/\" target=\"_blank\">Daniel Herz<\/a>  quem escreveu, eu mesmo copiei, o PT assumiu e disse que ia implantar, mas n&atilde;o implantou nada. Tem que impor objetivos, sen&atilde;o &eacute; perda de tempo. <br \/>Para mim, a Confecom que tivemos foi apenas a confer&ecirc;ncia poss&iacute;vel. Ainda n&atilde;o me sinto contemplado, n&atilde;o me satisfa&ccedil;o s&oacute; com a boa vontade. Eu quero &eacute; transformar. <br \/>Mesmo assim, viva a Confer&ecirc;ncia! N&atilde;o posso deixar de ressaltar o m&eacute;rito da sociedade civil, porque &eacute; uma luta hist&oacute;rica nossa, e eu fui testemunha ocular dessa luta ao longo de vinte e poucos anos. <br \/>A Confer&ecirc;ncia prestou uma<a href=\"http:\/\/www.fndc.org.br\/internas.php?p=internas&amp;lay_key=5&amp;cont_key=477929\" target=\"_blank\"> homenagem <\/a> emocionante ao Daniel Herz, mais do que merecida. Tenho certeza de que se ele estivesse aqui, com todas as dificuldades que se teve, com os poucos avan&ccedil;os, ele estaria vibrando com a realiza&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia. E acho que ele iria pegar o resultado dela, botar debaixo do bra&ccedil;o e andar o Brasil inteiro cobrando a implementa&ccedil;&atilde;o das resolu&ccedil;&otilde;es. E todos aqueles de boa &iacute;ndole, &iacute;ntegros e com compromisso com as transforma&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m que fazer disso uma bandeira. Mesmo que os candidatos n&atilde;o atendam. <\/p>\n<p>*Israel Bayma &ndash; Engenheiro eletr&ocirc;nico, conselheiro da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel), pesquisador do Laborat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas em Comunica&ccedil;&atilde;o (LapCom) da Universidade de Bras&iacute;lia e do Grupo de Pesquisa em Pol&iacute;ticas e Economia pol&iacute;tica da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o (PEIC) da UFRJ. Ex-assessor especial da Casa Civil da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, ex-assessor da Lideran&ccedil;a do PT na C&acirc;mara, j&aacute; atuou como diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte e assessor da Companhia Energ&eacute;tica de Bras&iacute;lia. Tamb&eacute;m foi diretor do Comit&ecirc; de Incentivo ao Software Livre e Gratuito &#8211; CIPSGA.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Engenheiro e conselheiro da Anatel diz que n&atilde;o h&aacute; dirigentes comprometidos em mudar quadro das comunica&ccedil;&otilde;es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[870],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24609"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24609"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24609\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24609"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24609"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24609"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}