{"id":24603,"date":"2010-06-30T15:46:42","date_gmt":"2010-06-30T15:46:42","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24603"},"modified":"2010-06-30T15:46:42","modified_gmt":"2010-06-30T15:46:42","slug":"lei-do-cabo-deve-ser-cumprida-e-teles-nao-podem-receber-licencas-diz-abta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24603","title":{"rendered":"Lei do Cabo deve ser cumprida e teles n\u00e3o podem receber licen\u00e7as, diz ABTA"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">A iniciativa recente do Conselho Diretor da Anatel de eliminar o limite de outorgas de TV a cabo ainda causa preocupa&ccedil;&otilde;es entre as empresas que atuam no mercado de TV por assinatura. No in&iacute;cio do m&ecirc;s, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) encaminhou uma carta &agrave; ag&ecirc;ncia reguladora pedindo esclarecimentos sobre os efeitos da medida cautelar expedida pelo conselho, mas ainda n&atilde;o recebeu respostas &agrave;s d&uacute;vidas. Apenas uma coisa &eacute; certa na vis&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o: seja qual for a abrang&ecirc;ncia da medida, as concession&aacute;rias de telefonia fixa continuam impedidas de prestar servi&ccedil;os de TV a cabo.<\/p>\n<p>&quot;A ideia original da Lei do Cabo era que as concession&aacute;rias prestassem apenas a infraestrutura e s&oacute; poderiam entrar na oferta do servi&ccedil;o de cabo quando n&atilde;o houvesse interessados. A l&oacute;gica da lei &eacute; bastante compreens&iacute;vel: quando a concession&aacute;ria entra, ningu&eacute;m mais entra. O pequeno vira p&oacute;&quot;, explica Alexandre Annenberg, presidente da ABTA. &quot;Nesse contexto, eu n&atilde;o vejo essa acelera&ccedil;&atilde;o (da emiss&atilde;o das outorgas) mudar coisa alguma, porque n&atilde;o muda a ess&ecirc;ncia da quest&atilde;o&quot;, complementa.<\/p>\n<p>A ABTA ainda n&atilde;o tem uma avalia&ccedil;&atilde;o definida sobre as eventuais vantagens da iniciativa da Anatel para os operadores que j&aacute; est&atilde;o no mercado. Em princ&iacute;pio, Annenberg avalia positivamente a medida pela perspectiva de que diversos pedidos de pequenos e m&eacute;dios empres&aacute;rios interessados em entrar nesse mercado sejam, enfim, analisados pela Anatel. &quot;Isso me parece muito saud&aacute;vel&quot;, avalia Annenberg sobre o potencial de aumento do n&uacute;mero de operadores locais. De fato, conforme informou este notici&aacute;rio, praticamente todos os mais de mil pedidos de outorgas represados desde 2000 s&atilde;o de pequenos e m&eacute;dios empres&aacute;rios, para cidades de pequeno porte.<\/p>\n<p>Mas, por ora, a preocupa&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; a possibilidade de as grandes teles encontrarem na iniciativa da Anatel um espa&ccedil;o para competir tamb&eacute;m no mercado de TV a cabo. Mesmo sem a resposta formal da ag&ecirc;ncia reguladora sobre a viabilidade de conceder &agrave;s concession&aacute;rias do STFC outorgas nesse setor, a ABTA confia que a cautelar n&atilde;o tem poder para mudar essa regra da Lei do Cabo. &quot;H&aacute; uma situa&ccedil;&atilde;o de fato que a cautelar n&atilde;o altera, que &eacute; a Lei do Cabo. N&atilde;o h&aacute; regulamento da Anatel que altere a Lei do Cabo&quot;, afirma o presidente da ABTA.<\/p>\n<p>Para Annenberg &eacute; evidente que as a&ccedil;&otilde;es da ag&ecirc;ncia apenas modificam o entendimento sobre o planejamento do setor, &quot;o que a Anatel tem todo o direito de fazer&quot;, diz o executivo, mas n&atilde;o mudam os efeitos das barreiras estabelecidas pela lei em vigor. A &uacute;nica sa&iacute;da para o fim do bloqueio &agrave;s concession&aacute;rias seria uma mudan&ccedil;a legal, talvez por meio do PL 29\/2007, em tramita&ccedil;&atilde;o no Senado Federal (onde tramita com o n&uacute;mero de PLC 116\/2010). Na vis&atilde;o de Annenberg, o projeto que consolida as regras do setor de TV por assinatura continua sendo a melhor solu&ccedil;&atilde;o para uma entrada controlada das teles neste segmento. No entanto, pesam contra a aprova&ccedil;&atilde;o do PL 29 as pol&ecirc;micas em torno do plano de fomento ao conte&uacute;do audiovisual inclu&iacute;do na medida, o que ainda &eacute; visto com ressalvas pela ABTA.<\/p>\n<p>A preocupa&ccedil;&atilde;o da ABTA com a entrada das concession&aacute;rias de STFC no segmento de cabo &eacute; com uma potencial competi&ccedil;&atilde;o predat&oacute;ria, acentuada pelo fato de essas empresas serem detentoras de grandes redes de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Para dar transpar&ecirc;ncia &agrave; iniciativa da Anatel e evitar essas inseguran&ccedil;as, a associa&ccedil;&atilde;o diz que a ag&ecirc;ncia poderia ter debatido mais amplamente o assunto com a sociedade, por meio de audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas, antes de iniciar a emiss&atilde;o das novas outorgas.<\/p>\n<p>Outras medidas regulat&oacute;rias ainda podem ser tomadas para assegurar a competi&ccedil;&atilde;o sadia no mercado de TV por assinatura, como a regulamenta&ccedil;&atilde;o do unbundling e o estabelecimento de regras de controle das empresas com Poder de Mercado Significativo (PMS) atingindo tamb&eacute;m a opera&ccedil;&atilde;o das teles no mercado de televis&atilde;o paga. &quot;A Anatel deveria agilizar a implementa&ccedil;&atilde;o desses mecanismos&quot;, avalia Annenberg. &quot;Uma entrada indiscriminada das teles muda todo o perfil de competi&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de TV por assinatura. A associa&ccedil;&atilde;o vai continuar defendendo um posicionamento expresso na lei que outorgou as empresas que est&atilde;o no mercado a prestarem esse servi&ccedil;o de TV a cabo.&quot;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A iniciativa recente do Conselho Diretor da Anatel de eliminar o limite de outorgas de TV a cabo ainda causa preocupa&ccedil;&otilde;es entre as empresas que atuam no mercado de TV por assinatura. 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