{"id":24545,"date":"2010-06-16T15:44:15","date_gmt":"2010-06-16T15:44:15","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24545"},"modified":"2010-06-16T15:44:15","modified_gmt":"2010-06-16T15:44:15","slug":"precisamos-de-uma-lei-que-ajude-o-direito-a-respeitar-a-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24545","title":{"rendered":"&#8220;Precisamos de uma lei que ajude o Direito a respeitar a internet&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">O marco civil da internet, projeto de lei do governo que ser&aacute; enviado ao Congresso Nacional em agosto, vir&aacute; com algumas novidades frente &agrave; consulta p&uacute;blica no que se refere &agrave;s responsabilidades pelo conte&uacute;do que trafega na Web. Conforme um dos coordenadores do projeto, Guilherme Almeida, chefe de gabinete da secretaria de Assuntos Legislativos do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, o minist&eacute;rio ainda n&atilde;o se sente confort&aacute;vel com a posi&ccedil;&atilde;o de que s&oacute; sejam retirados conte&uacute;dos do ar mediante decis&atilde;o judicial, pois esta medida, se preserva a liberdade de express&atilde;o, pode prejudicar aqueles que querem se proteger dos abusos pornogr&aacute;ficos. <\/p>\n<p>A neutralidade da rede, se &eacute; um princ&iacute;pio previsto na proposta, deve, no entender de Almeida, ser regulada pela Anatel, ag&ecirc;ncia respons&aacute;vel pela infraestrutura de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Quanto &agrave; prote&ccedil;&atilde;o &agrave; privacidade dos dados, ele observa que a proposta tamb&eacute;m traz somente os princ&iacute;pios gerais, mas que a preserva&ccedil;&atilde;o dos dados individuais deve ser regulada por uma outra lei, que tamb&eacute;m est&aacute; em discuss&atilde;o no Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. &nbsp; <\/p>\n<p><strong>Acabou a segunda rodada da consulta p&uacute;blica ao Marco Civil da Internet, que recebeu mais de mil contribui&ccedil;&otilde;es. Quais s&atilde;o os pr&oacute;ximos passos?<br \/><\/strong>Analisar todos os comet&aacute;rios, fazer altera&ccedil;&otilde;es nos artigos, manter integrado o texto. Consultar os &oacute;rg&atilde;os de governo a respeito da vers&atilde;o final, e encaminh&aacute;-lo para o Congresso Nacional. <\/p>\n<p><strong>Ser&aacute; um projeto de lei simples ou complementar?<br \/><\/strong>&Eacute; um projeto de lei simples. <\/p>\n<p><strong>A d&uacute;vida &eacute;: se &eacute; um projeto de lei simples, ele n&atilde;o prevalece sobre as demais proposi&ccedil;&otilde;es que tramitam no Congresso Nacional, com propostas bem antag&ocirc;nicas. Por que ent&atilde;o lan&ccedil;ar mais um projeto?<br \/><\/strong>At&eacute; por isso &eacute; que ele existe. Existem muitos projetos de lei que ignoram a natureza da internet. Por exemplo: tem projeto que obriga a cadastrar todos os e-mails enviados por 10 anos. &Eacute; uma medida anacr&ocirc;nica e irreal para a internet. Ou eles v&atilde;o travar a internet, ou v&atilde;o ser desrespeitados. Entendemos que&nbsp; seria necess&aacute;ria uma lei que tivesse uma camada de tradu&ccedil;&atilde;o, que ajudasse o Direito a respeitar&nbsp; a internet. <\/p>\n<p><strong>Quando a minuta do projeto ser&aacute;a enviada o Congresso Nacional?<br \/><\/strong>A previs&atilde;o &eacute; para o final deste m&ecirc;s. Mas considerando que ele ainda ter&aacute; que ser aprovado por diferentes inst&acirc;ncias do governo, acredito que dever&aacute; ser encaminhado ao Legislativo no final de julho. <\/p>\n<p><strong>O governo pedir&aacute; que sua tramita&ccedil;&atilde;o se d&ecirc; em regime de urg&ecirc;ncia?<br \/><\/strong>Acredito que n&atilde;o. Essa iniciativa ser&aacute; definida pela Casa Civil. Embora o pedido de urg&ecirc;ncia seja uma iniciativa do presidente Lula, acredito que &eacute; melhor o debate estar mais amadurecido. <\/p>\n<p><strong>Quais os princ&iacute;pios que nortearam o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a na elabora&ccedil;&atilde;o da proposta?<br \/><\/strong>Trazer os usos e costumes da internet para serem reconhecidos pelo Direito. Quest&otilde;es como neutralidade da rede, prote&ccedil;&atilde;o a dados pessoais, garantia da privacidade, liberdade de express&atilde;o, intimidade, seguran&ccedil;a. Premissas e valores, a inimputabilidade dos meios de transmiss&atilde;o. Uma s&eacute;rie de elementos da natureza da internet para que sejam interpretados pelo judici&aacute;rio. Que possam ser usados por promotores, advogados em suas peti&ccedil;&otilde;es. E tamb&eacute;m pautar o debate legislativo a esse respeito.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p><strong>H&aacute; cr&iacute;ticas sobre o alcance da proposta.<br \/><\/strong>O projeto n&atilde;o se prop&otilde;e a esgotar o tema. Por exemplo, ele n&atilde;o trata da comunica&ccedil;&atilde;o social eletr&ocirc;nica de massa; certifica&ccedil;&atilde;o digital; direito autoral, spam, e uma d&uacute;zia de temas. Ele &eacute; uma base, a partir da qual esperamos que cada tema seja revisado segundo os seus&nbsp; princ&iacute;pios. Ele n&atilde;o tem uma forma vinculante, mas deve pautar o debate.<\/p>\n<p><strong>Hoje existem dois movimentos importantes no mundo. Um, liderado pelos pa&iacute;ses europeus&nbsp; questiona o livre download atrav&eacute;s do P2P.&nbsp; H&aacute; outro movimento que quer maior&nbsp; controle da internet a&iacute; envolvendo diferentes pot&ecirc;ncias mundiais. Em minha avalia&ccedil;&atilde;o, o projeto de lei do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a est&aacute;&nbsp; na contram&atilde;o destes movimentos, mais em prol da liberdade. Concorda?<br \/><\/strong>Seu diagn&oacute;stico est&aacute;&nbsp; bom. Existe um conflito entre liberdade e controle na internet. &Eacute; um dilema &eacute; leg&iacute;timo: combate &agrave; criminalidade &agrave; honra a preserva&ccedil;&atilde;o do direito intelectual por um lado e a defesa da liberdade e direitos fundamentais de outro. Nossa fun&ccedil;&atilde;o &eacute; tentar buscar um equilibrio, com a determina&ccedil;&atilde;o de que os direitos fundamentais n&atilde;o sejam sonegados. O debate que busque a repress&atilde;o, o controle, a criminaliza&ccedil;&atilde;o, etc., pode ser duplamente perigoso: primeiro porque, com o argumento da seguran&ccedil;a corre-se o risco de suprimir direitos fundamentais das pessoas. O segundo risco &eacute; da pr&oacute;pria internet. O excesso de domina&ccedil;&atilde;o e controle pode &ndash; caso da China &ndash; prejudicar a estrutura e desenvolvimento da rede. <\/p>\n<p><strong>No momento em que os pa&iacute;ses desenvolvidos tendem a um maior controle, de que forma esse movimento afeta o projeto brasileiro?<br \/><\/strong>&Eacute; uma resposta brasileira a esta situa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Voc&ecirc; acha que o Brasil n&atilde;o vai precisar passar por esta discuss&atilde;o?<br \/><\/strong>Acho que o Brasil est&aacute; apresentando para si e para o mundo um novo caminho poss&iacute;vel de regulamenta&ccedil;&atilde;o. No &acirc;mbito internacional, est&aacute;-se apontando para o maior controle como &uacute;nico caminho poss&iacute;vel. Estamos tentando construir uma alternativa. Achamos importante algum grau de controle, procedimentos de seguran&ccedil;a e coopera&ccedil;&atilde;o internacional. N&atilde;o somos contra, mas este n&atilde;o pode ser o principal argumento para regulamentar a internet.<\/p>\n<p><strong>Da mesma forma em que existe a discuss&atilde;o liberdade versus controle. H&aacute; tamb&eacute;m a quest&atilde;o liberdade versus privacidade. Nos &uacute;ltimos tempos temos assistido den&uacute;ncias de usos indevidos das informa&ccedil;&otilde;es de seus usu&aacute;rios.&nbsp; Como projeto trata a quest&atilde;o da privacidade?<br \/><\/strong>H&aacute; uma lacuna ainda maior em nossa legisla&ccedil;&atilde;o. O Brasil n&atilde;o tem uma lei clara para a prote&ccedil;&atilde;o de dados pessoais. Este &eacute; um passo importante e necess&aacute;rio. No minist&eacute;rio estamos trabalhando com o Departamento de Prote&ccedil;&atilde;o e Defesa do Consumidor (DPDC) para formularmos um novo projeto de lei neste sentido. Este tema n&atilde;o estar&aacute; presente do Marco Civil da Internet.<\/p>\n<p><strong>Por que n&atilde;o?<br \/><\/strong>Porque o Marco Civil &eacute;&nbsp; um projeto transversal. E a quest&atilde;o dos dados pessoais n&atilde;o&nbsp; trata apenas da internet. O cart&atilde;o de cr&eacute;dito, de&nbsp; fidelidade, do banco, do mercado tamb&eacute;m carregam dados pessoais. Antecipamos no Marco Civil tr&ecirc;s premissas para internet: o princ&iacute;pio da privacidade, na forma da lei; o provedor de conex&atilde;o n&atilde;o pode filtrar, monitorar o&nbsp; tr&aacute;fego que passa por ele. Ou seja, n&atilde;o cabe &agrave;quele que transporta violar a comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>O princ&iacute;pio da inviolabilidade da comunica&ccedil;&atilde;o est&aacute; na Constitui&ccedil;&atilde;o<br \/><\/strong>S&oacute; para as comunica&ccedil;&otilde;es telef&ocirc;nicas e telem&aacute;ticas. Queremos deixar claro para a internet. Outro ponto que deixamos claro refere-se ao destinat&aacute;rio da comunica&ccedil;&atilde;o, com o princ&iacute;pio da auto-determina&ccedil;&atilde;o afirmativa, d&aacute; ao titular dos dados o poder de decidir o que fazer com eles. Ou seja,&nbsp; para se fazer&nbsp; algo com os dados de algu&eacute;m, tem que haver o consentimento da pessoa, e tem que ser livre, n&atilde;o compuls&oacute;rio, al&eacute;m de se informar com clareza sobre o seu&nbsp; uso. <\/p>\n<p><strong>As pol&ecirc;micas da proposta est&atilde;o concentradas em tr&ecirc;s grandes temas: a neutralidade da rede; a guarda de registros e responsabilidades na remo&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do. Voc&ecirc;s j&aacute; mexeram em uma delas, n&atilde;o?<br \/><\/strong>Sim na de remo&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do. O &ldquo;x&rdquo; da quest&atilde;o &eacute;: na situa&ccedil;&atilde;o atual, n&atilde;o existe uma clareza sobre a responsabilidade civil daqueles que recebem conte&uacute;dos de terceiros. Em alguns casos eles respondem por coment&aacute;rio, postagem, etc. Seja pequeno ou grande portal. <\/p>\n<p><strong>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; neutralidade da rede, tamb&eacute;m h&aacute; um debate mundial. As empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es alegam que h&aacute; um desbalanceamento entre a procura por bits e oferta da infraestrutura. Elas n&atilde;o querem se meter no controle do conte&uacute;do, mas argumentam que uma &uacute;nica corpora&ccedil;&atilde;o, ou produto, ou site que consumir 80% do tr&aacute;fego da rede &eacute; um&nbsp; privilegiado em rela&ccedil;&atilde;o aos pequenos provedores. Como o Marco Civil trata esta quest&atilde;o?<br \/><\/strong>Ela &eacute; complexa, mas parte da l&oacute;gica da n&atilde;o-discrimina&ccedil;&atilde;o. O que n&atilde;o quer dizer, por exemplo, que n&atilde;o se pode estabelecer que a pessoa que paga &ldquo;x&rdquo; tenha at&eacute; 300 Kbps e a que paga &ldquo;x&rdquo; mais &ldquo;y&rdquo; tenha mais capacidade. Isto n&atilde;o quer dizer, que est&aacute;-se ferindo a neutralidade da rede.<\/p>\n<p><strong>Mas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s grandes corpora&ccedil;&otilde;es? Exemplo: um site de busca, sei l&aacute;, consome 80% do tr&aacute;fego da rede mundial. Outro que n&atilde;o consome, cai. Como lidar com isso?<br \/><\/strong>&Eacute; um tema que merece debates mais aprofundados e que a a sua exata regulamenta&ccedil;&atilde;o&nbsp; tem um &ldquo;q&rdquo; de regulamenta&ccedil;&atilde;o de telecom.&nbsp; Temos uma tarefa para a Anatel. A fun&ccedil;&atilde;o do Marco Civil &eacute; apontar o fundamento legal que permita a regulamenta&ccedil;&atilde;o posterior. E que j&aacute; estabele&ccedil;a algumas veda&ccedil;&otilde;es. Assim como a Lei Geral estabelece algumas obriga&ccedil;&otilde;es de interoperabilidade, seria poss&iacute;vel obter obriga&ccedil;&otilde;es de n&atilde;o discrimina&ccedil;&atilde;o com mais clareza.<\/p>\n<p><strong>E o que o Marco Civil traz para esta quest&atilde;o?<br \/><\/strong>Em primeiro lugar, traz a neutralidade da rede para a internet. Ele trata com uma premissa (artigo&nbsp; 12) de n&atilde;o discrimina&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do em rela&ccedil;&atilde;o a sua origem, formato, padr&atilde;o, protocolo, salvo por quest&otilde;es t&eacute;cnicas. Uma pessoa que compra um carro 1.0 n&atilde;o vai ter o mesmo potencial de correr em uma estrada do que uma pessoa com um carro 3.0, mas a estrada n&atilde;o deveria proibir que essa pessoa corresse menos do que a outra.<\/p>\n<p><strong>O problema &eacute; como voc&ecirc; assegura isso?<br \/><\/strong>Buscamos assegurar a n&atilde;o-discrimina&ccedil;&atilde;o como princ&iacute;pio geral. O detalhamento disto pode vir por normas de telecomunica&ccedil;&otilde;es ou eventualmente pode-se estender para a&nbsp; defesa do consumidor ou Minist&eacute;rio P&uacute;blico. <\/p>\n<p><strong>O marco Civil n&atilde;o remeteu esta quest&atilde;o &agrave; Anatel. <br \/><\/strong>H&aacute; uma d&uacute;vida se dever&iacute;amos remeter esta quest&atilde;o &agrave; Anatel nesta lei, visto que a LGT j&aacute; trata disso. Existe uma discuss&atilde;o maior sobre a natureza do provimento de servi&ccedil;o de internet. Uma discuss&atilde;o de fundo, que tamb&eacute;m o projeto n&atilde;o quis entrar ( se internet &eacute; SVA ou telecom). N&atilde;o quisemos tratar de infraestrutura, mas da camada de garantia de direito e responsabilidades, poderes, deveres e restri&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p><strong>Em rela&ccedil;&atilde;o ao segundo tema pol&ecirc;mico, com a mudan&ccedil;a feita ao longo da consulta p&uacute;blica, como ficou a proposta do Minist&eacute;rio?<br \/><\/strong>A linha de fundo da proposta &eacute; que os que s&atilde;o meros intermedi&aacute;rios da comunica&ccedil;&atilde;o, que hospedam conte&uacute;dos de terceiros, n&atilde;o devem ser responsabilizados pelo conte&uacute;do que n&atilde;o &eacute; deles. Ap&oacute;s essa premissa, precisamos estabelecer as responsabilidades. E a primeira alternativa foi a de criar um mecanismo de ajuda a quem se sentiu prejudicado. Mas, a&nbsp; partir da demanda da sociedade, mudamos as regras para que a remo&ccedil;&atilde;o de um conte&uacute;do s&oacute; possa ocorrer por ordem judicial. Esta forma &eacute; ben&eacute;fica&nbsp; &agrave; liberdade de express&atilde;o, mas pode ser prejudicial a outros direitos <\/p>\n<p><strong>Do tipo?<br \/><\/strong>Do tipo honra, do tipo imagem, do tipo abusos de pornografia, bullying. A menina que&nbsp; sofreu uma montagem por pornografia divulgada na internet, conforme a proposta modificada, precisar&aacute; contratar um advogado e ir &agrave; justi&ccedil;a e esperar uma, duas, tr&ecirc;s, cinco semanas para tirar&nbsp; do ar o conte&uacute;do que lhe causa esse grande preju&iacute;zo. Mas este foi, at&eacute; o momento, o caminho que se formou para preservar a op&ccedil;&atilde;o da sociedade pela liberdade de express&atilde;o. &nbsp;<\/p>\n<p><strong>&Eacute; uma quest&atilde;o que poder&aacute; ser revisitada?<br \/><\/strong>O minist&eacute;rio ainda n&atilde;o se sente satisfeito com a proposta. O pr&oacute;prio ministro (do STF) Gilmar Mendes&nbsp; apontou com clareza o problema dos Tribunais Judiciais Especiais, criados para melhorar o acesso ao Judici&aacute;rio e que funcionaram t&atilde;o bem, mas que agora t&ecirc;m 3 milh&otilde;es de a&ccedil;&otilde;es em menos de um ano. Eles entupiram. Achamos que judicializar a quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o. Ainda estamos buscando um meio-termo para preservar a liberdade de express&atilde;o, mas criando algum mecanismo que possibilite a pessoa a voltar atr&aacute;s do que fez ou que&nbsp; facilite a vida do judici&aacute;rio no processo.<\/p>\n<p><strong>Alguns afirmam que o marco civil trar&aacute; mais &ocirc;nus para os provedores<br \/><\/strong>Mesmo que prevalecesse a primeira proposta, de o provedor notificar os afetados pela comunica&ccedil;&atilde;o, ainda assim os benef&iacute;cios certamente seriam maiores do que os preju&iacute;zos. A elimina&ccedil;&atilde;o da responsabilidade dos intermediarios j&aacute; &eacute; um ganho incontest&aacute;vel. Al&eacute;m do mais, o custo do armazenamento de dados cai a cada dia.<\/p>\n<p><strong>E as lan houses e telecentros ser&atilde;o tratados como provedores de internet para esta lei?<br \/><\/strong>N&atilde;o, eles s&atilde;o encarados como usu&aacute;rios. Os provedores s&atilde;o as telef&ocirc;nicas, que teriam o registro.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representante do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a fala sobre a discuss&atilde;o do Marco Civil da Internet \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[819],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24545"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24545"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24545\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}