{"id":24514,"date":"2010-06-10T18:42:37","date_gmt":"2010-06-10T18:42:37","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24514"},"modified":"2014-09-07T03:00:13","modified_gmt":"2014-09-07T03:00:13","slug":"radiodifusao-para-o-povo-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24514","title":{"rendered":"Radiodifus\u00e3o para o povo negro"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O processo para escolha dos <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=24510\">novos membros do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC)<\/a> intensificou a necessidade de correla&ccedil;&atilde;o entre as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a popula&ccedil;&atilde;o negra e as pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o. Setores do movimento negro questionam o presidente da Rep&uacute;blica por escolher um candidato n&atilde;o identificado com a pauta racial, com apenas um voto na consulta p&uacute;blica, em detrimento de duas candidatas oriundas de organiza&ccedil;&otilde;es comprometidas com a pauta e apoiadas por um leque amplo de entidades, ao ponto de juntas somarem 15 votos na mesma consulta.<\/p>\n<p>O caso da EBC ocorreu enquanto preparava a mat&eacute;ria para o Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o sobre o cap&iacute;tulo da radiodifus&atilde;o no <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=24497\">informe anual<\/a> da Relatoria para Liberdade de Express&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Americanos (OEA). O documento indicou que a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade tem efeito similar a censura e aproximou a pol&iacute;tica regulat&oacute;ria as pol&iacute;ticas sociais, em especial dos grupos historicamente discriminados.<\/p>\n<p>A rela&ccedil;&atilde;o entre os dois temas, informe da OEA e questionamento ao Conselho da EBC, &eacute; muito t&ecirc;nue, e pode ser mais explorada pelas organiza&ccedil;&otilde;es e militantes comprometidos com a quest&atilde;o racial e a comunica&ccedil;&atilde;o. Ambas falam de um n&iacute;vel de empoderamento no setor renegado aos afrodescendentes brasileiros, independente se o ve&iacute;culo &eacute; privado ou p&uacute;blico: o acesso &agrave; propriedade da radiodifus&atilde;o. Por isso vale men&ccedil;&atilde;o a resolu&ccedil;&atilde;o aprovada no Grupo de Trabalho 15 da I Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Incentivo &agrave; cria&ccedil;&atilde;o e ao funcionamento de r&aacute;dios comunit&aacute;rias em &aacute;reas habitadas pela popula&ccedil;&atilde;o negra e quilombola como forma de assegurar o direito a informa&ccedil;&atilde;o e cultura dessas comunidades&rdquo;.<\/p>\n<p>O acesso e desenvolvimento da propriedade da radiodifus&atilde;o precisa ser encarado como crucial a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o negra na sociedade de informa&ccedil;&atilde;o. O acesso &agrave; internet, a participa&ccedil;&atilde;o em redes sociais e a converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica tamb&eacute;m s&atilde;o fundamentais, mas n&atilde;o significam a anula&ccedil;&atilde;o dos mecanismos tradicionais de domina&ccedil;&atilde;o. Da mesma forma que o trabalho escravo continua a existir e &eacute; atrelado &agrave;s grandes propriedades rurais voltadas para exporta&ccedil;&atilde;o, a invisibilidade, estere&oacute;tipo e at&eacute; a criminaliza&ccedil;&atilde;o do negro continuar&atilde;o a existir nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o enquanto a radiodifus&atilde;o pertencer a poucas fam&iacute;lias no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Para a OEA a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade da radiodifus&atilde;o &eacute; essencialmente da ordem econ&ocirc;mica e afeta diretamente segmentos historicamente discriminados, produzindo um efeito similar a censura: o sil&ecirc;ncio. Nesse quesito o Estado tem papel fundamental em reverter este panorama &#8211; no qual ele &eacute; co-autor &#8211; ao incluir esses grupos. N&atilde;o s&oacute; na redistribui&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es, via atenua&ccedil;&atilde;o dos mecanismos burocr&aacute;ticos e econ&ocirc;micos, mas tamb&eacute;m ao prover condi&ccedil;&otilde;es pra o desenvolvimento dessa propriedade, seja por fontes alternativas ou diretamente pela publicidade estatal.<\/p>\n<p>Fica j&aacute; percept&iacute;vel uma no&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica reparat&oacute;ria, mais forte ainda quando o documento cita os povos origin&aacute;rios do continente americano. Por isso, entre as perguntas que fiz &agrave; OEA como rep&oacute;rter do <strong>Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o<\/strong> estava: &ldquo;O relat&oacute;rio toca de forma especial nos povos origin&aacute;rios, por&eacute;m as popula&ccedil;&otilde;es afrodescendentes tamb&eacute;m t&ecirc;m seus direitos violados no continente devido hist&oacute;rico de escravid&atilde;o (no Brasil at&eacute; o fim do s&eacute;c. XIX). A avalia&ccedil;&atilde;o para os povos origin&aacute;rios pode ser transportado para essas popula&ccedil;&otilde;es?.&rdquo;<\/p>\n<p>A resposta &#8211; diplom&aacute;tica &#8211; da relatora Catalina Botero foi que tal necessidade de inclus&atilde;o social pode ser estendida a outros grupos desfavorecidos. Neste caso, a relatora fez uma aproxima&ccedil;&atilde;o mais direta entre pol&iacute;ticas sociais e pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o. Ou seja, o combate &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para promover a diversidade e pluralidade, n&atilde;o somente no vi&eacute;s cultural, no qual esses termos s&atilde;o popularmente adotados no Brasil, mas sim como pol&iacute;tica social.<\/p>\n<p><strong>Jacira, Nilza, Jo&atilde;o Jorge e o campo p&uacute;blico<\/strong><\/p>\n<p>O fortalecimento do sistema p&uacute;blico de radiodifus&atilde;o &eacute; uma pauta acolhida por amplos setores dos movimentos sociais no pa&iacute;s atualmente e os movimentos negros tamb&eacute;m embarcaram na defesa desse projeto como alternativa as restri&ccedil;&otilde;es dos meios comerciais.<\/p>\n<p>A EBC neste conjunto ainda estaria no hall das emissoras estatais, sob gest&atilde;o controlada pelo Executivo. A recente consulta p&uacute;blica, um marco na abertura das decis&otilde;es, resultou na escolha de tr&ecirc;s novos nomes, mas ainda s&atilde;o fr&aacute;geis os argumentos para o presidente da Rep&uacute;blica n&atilde;o referendar a ida de duas militantes: Jacira Silva, vinculada ao Movimento Negro Unificado (MNU) e &agrave; Comiss&atilde;o Nacional de Jornalistas Pela Igualdade Racial (Cojira); e Nilza Iraci Silva, presidente do Geled&eacute;s, organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental reconhecida internacionalmente por interligar os debates racial e de g&ecirc;nero.<\/p>\n<p>O caso da EBC se configura como racismo institucional: quando condutas e comportamentos nos entes p&uacute;blicos inibem a participa&ccedil;&atilde;o ou acesso de grupos historicamente discriminados, mesmo sem inten&ccedil;&atilde;o. O fato da EBC ter a presen&ccedil;a de Jo&atilde;o Jorge, do grupo Olodum, no Conselho Curador, n&atilde;o isenta o ve&iacute;culo deste comportamento costumeiro no Estado, nem mesmo o avan&ccedil;o na produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos audiovisuais comprometidos com a quest&atilde;o racial, em especial o programa Nova &Aacute;frica da TV Brasil.<\/p>\n<p>As dificuldades para inser&ccedil;&atilde;o da comunidade negra na gest&atilde;o se intensificam nas emissoras filiadas a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras P&uacute;blicas, Educativas e Culturais (Abepec), na maioria controlados pelo poder Executivo dos governos estaduais. Embora a forma&ccedil;&atilde;o da Rede P&uacute;blica Nacional de Televis&atilde;o, que congrega as emissoras da Abepec e a EBC, sinalize para abertura das decis&otilde;es &agrave; sociedade, a organiza&ccedil;&otilde;es vinculadas &agrave; quest&atilde;o racial tendem a ser tratadas como secund&aacute;rias para chegar nos postos de comando.<\/p>\n<p>Neste contexto, as organiza&ccedil;&otilde;es do movimento negro t&ecirc;m dura miss&atilde;o: continuar a participar das mobiliza&ccedil;&otilde;es pelo desenvolvimento e abertura da Rede P&uacute;blica Nacional e buscar ve&iacute;culos que possam ter autonomia a for&ccedil;a estatal. Por isso os ve&iacute;culos comunit&aacute;rios cumprem um papel importante, ainda mais com a sinaliza&ccedil;&atilde;o de que a posse da propriedade possa ser encarada diretamente como pol&iacute;tica social.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, os meios comunit&aacute;rias s&atilde;o invisibilizados, criminalizados e se encontram sob dom&iacute;nio pol&iacute;tico, em propor&ccedil;&atilde;o crescente em rela&ccedil;&atilde;o aos privados. O acesso a essa propriedade &eacute; por mecanismos pouco transparentes e permeados de interesses que retiram autonomia das organiza&ccedil;&otilde;es sociais. As tev&ecirc;s comunit&aacute;rias operam pelo cabo, basicamente nas grandes e m&eacute;dias cidades, mas indispon&iacute;veis &agrave; maioria da popula&ccedil;&atilde;o negra, sem poder aquisitivo. O descr&eacute;dito nesse meio se intensifica com a transi&ccedil;&atilde;o para a o Sistema Brasileiro de Televis&atilde;o Digital (SBTVD), onde essas tev&ecirc;s est&atilde;o exclu&iacute;das dos canais do operador de rede p&uacute;blico.<\/p>\n<p>J&aacute; as r&aacute;dios s&atilde;o fechadas pela Pol&iacute;cia Federal como as mil&iacute;cias do mon&aacute;rquicas destru&iacute;am quilombos. Al&eacute;m de operarem em espectro limitado, a popula&ccedil;&atilde;o negra foi alijada de tal forma da pol&iacute;tica tradicional que n&atilde;o conta com organiza&ccedil;&otilde;es dotadas de canais para se credenciar a esses meios. &Eacute; preciso estar subserviente a um (sinh&ocirc;) deputado ou senador para ser legitimado as decis&otilde;es do Congresso Nacional.<\/p>\n<p><strong>Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o negra<\/strong><\/p>\n<p>A prioridade na destina&ccedil;&atilde;o de publicidade estatal para ve&iacute;culos, p&uacute;blicos ou privados, nos quais a posse da propriedade esteja relacionada a diversidade e pluralidade &eacute; um caminho interessante para alavancar iniciativas da popula&ccedil;&atilde;o negra. Para isso, o poder p&uacute;blico teria que come&ccedil;ar a arcar com o &ocirc;nus de reorientar a parte que lhe cabe no total das verbas publicit&aacute;rias as tev&ecirc;s no pa&iacute;s, 13,6%, segundo dados de 2007 da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert) e Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas.<\/p>\n<p>O interessante &eacute; que a redistribui&ccedil;&atilde;o destas verbas &eacute; vi&aacute;vel nos tr&ecirc;s n&iacute;veis da federa&ccedil;&atilde;o: Uni&atilde;o, estados e munic&iacute;pios. Ou seja, a morosidade do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es em revisar a pol&iacute;tica de financiamento para a radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria ou estatal de car&aacute;ter p&uacute;blico, n&atilde;o justifica a mesma morosidade pelos prefeitos e governadores.<\/p>\n<p>Ao ser encarado como direito social, o desenvolvimento da propriedade da radiodifus&atilde;o poder estar atrelado aos programas agr&aacute;rios, educacionais, g&ecirc;nero, sa&uacute;de e tamb&eacute;m de igualdade racial. Neste &uacute;ltimo caso, vale o exemplo recente de um povoado remanescente de quilombo na regi&atilde;o do M&eacute;dio S&atilde;o Francisco na Bahia, na qual a Secretaria de Promo&ccedil;&atilde;o da Igualdade tem auxiliado a montagem de r&aacute;dio comunit&aacute;ria no local, em processo acompanhado pela Universidade Estadual da Bahia (Uneb) campus III, na cidade de Juazeiro.<\/p>\n<p>Por&eacute;m o caso baiano &eacute; isolado e precisa ser aproximado da Assessoria Geral de Comunica&ccedil;&atilde;o (Agecom), respons&aacute;vel pela pol&iacute;tica de comunica&ccedil;&atilde;o social do governo; e da Secretaria de Cultura, respons&aacute;vel pelo Instituto de Radiodifus&atilde;o de Estado da Bahia (Irdeb). O fato &eacute; que a quest&atilde;o racial tem legitimidade para revisar a destina&ccedil;&atilde;o dos R$ 129 milh&otilde;es reservados para publicidade no &uacute;ltimo ano do governo estadual baiano.<\/p>\n<p><strong>L&aacute;zaro, Netinho e a propriedade comercial<\/strong><\/p>\n<p>Ao final, cabe colocar os limites do modelo de propriedade comercial da radiodifus&atilde;o, que opta pelo crit&eacute;rio da audi&ecirc;ncia para agregar receitas oriundas majoritariamente da publicidade. Nessa seara a din&acirc;mica capitalista no Brasil n&atilde;o abandonou o alto teor de desigualdade: uma minoria da popula&ccedil;&atilde;o concentra o acesso aos bens e servi&ccedil;os devido o maior poder aquisitivo, por consequ&ecirc;ncia a publicidade &eacute; majoritariamente destinada a esse p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Este quadro tende a ser atenuado com o aumento da capacidade de consumo das classes C e D (onde est&aacute; a maioria dos afrodescendentes). O que justifica em grande medida o aumento do n&uacute;mero de negros na publicidade e com pap&eacute;is de destaque nas novelas e demais conte&uacute;dos audiovisuais. N&atilde;o h&aacute; um hist&oacute;rico s&oacute;lido de cidadania, quanto mais consci&ecirc;ncia racial, nos grandes empres&aacute;rios nacionais.<\/p>\n<p>O ator L&aacute;zaro Ramos &eacute; o maior s&iacute;mbolo desse momento. Sua capacidade art&iacute;stica inq&uuml;estion&aacute;vel o credencia a ter sua imagem utilizada constantemente, mas n&atilde;o h&aacute; como negar que o fen&ocirc;meno tamb&eacute;m se d&aacute; pelo v&aacute;cuo de atores negros na televis&atilde;o. Imagino que a consci&ecirc;ncia racial e social demonstrada por L&aacute;zaro o fa&ccedil;a refletir sobre isso, sem que amole&ccedil;a sua moral e trajet&oacute;ria.<\/p>\n<p>A mesma sorte n&atilde;o teve o ex-cantor e pr&eacute; candidato ao senado de S&atilde;o Paulo pelo PCdoB, Jos&eacute; de Paula Neto, o Netinho, ao tentar entrar para o seleto grupo de empres&aacute;rios da radiodifus&atilde;o, bem sucedidos. A TV da Gente inaugurada no dia da Consci&ecirc;ncia Negra, 20 de novembro, de 2005, caiu no ostracismo e Netinho de Paula passou a privilegiar a atividade pol&iacute;tica. Talvez tenha experimentado na &#39;pele&#39; que o setor da radiodifus&atilde;o tem uma rela&ccedil;&atilde;o estreita com o poder pol&iacute;tico conservador, que por sua vez n&atilde;o pretende repartir este poderio com personalidades como o ex-cantor de pagode.<\/p>\n<p>Enfim, Netinho de Paula simboliza que para disputar a hegemonia no setor comercial &eacute; preciso muito mais do que telespectadores em potencial ou programa&ccedil;&atilde;o atrativa. &Eacute; preciso que os interesses empresariais estejam relacionados ao apoio pol&iacute;tico e\/ou religioso. Por isso s&oacute; a Record conseguiu amea&ccedil;ar a Rede Globo nos &uacute;ltimos trinta anos e dificilmente a popula&ccedil;&atilde;o negra ser&aacute; contemplada nos pr&oacute;ximos trinta.<\/p>\n<p><em>* Pedro Carib&eacute; &eacute; jornalista, rep&oacute;rter do Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o. Participou da articula&ccedil;&atilde;o Enegrecer a Confecom, &eacute; membro do Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social e do Centro de Comunica&ccedil;&atilde;o, Democracia e Cidadania da Facom-UFBA.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> Acesso &agrave;&nbsp; propriedade da radiodifus&atilde;o precisa ser encarado como crucial &agrave; participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o negra na sociedade de informa&ccedil;&atilde;o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[56],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24514"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24514"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24514\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28135,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24514\/revisions\/28135"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24514"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24514"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24514"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}