{"id":24511,"date":"2010-06-09T19:16:00","date_gmt":"2010-06-09T19:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24511"},"modified":"2010-06-09T19:16:00","modified_gmt":"2010-06-09T19:16:00","slug":"mais-um-capitulo-na-historia-da-megalomania-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24511","title":{"rendered":"Mais um cap\u00edtulo na hist\u00f3ria da megalomania digital"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Mark Zuckerberg quer dominar a internet. Seu plano tem m&eacute;todo e se ancora na identidade de cada um. H&aacute; quase meio bilh&atilde;o de pessoas que usam o Facebook com frequ&ecirc;ncia. Est&atilde;o entre os usu&aacute;rios mais ativos da internet. O Facebook sabe quem s&atilde;o os amigos destas pessoas, conhece seus h&aacute;bitos de consumo e suas prefer&ecirc;ncias culturais. Conforme mais e mais sites de servi&ccedil;o se aliam ao Facebook, mais o Facebook saber&aacute; sobre nossas vidas. E esta informa&ccedil;&atilde;o estar&aacute; a venda. <\/p>\n<p>O Facebook quer chegar ao ponto em que se algu&eacute;m sabe quem &eacute; quem na internet, se uma &uacute;nica empresa sabe como vender o que para cada um de n&oacute;s, ser&aacute; ele pr&oacute;prio. A identidade digital de todos n&oacute;s ser&aacute; um perfil no Facebook.<br \/>Mark Zuckerberg n&atilde;o &eacute; o primeiro a querer dominar a internet. &Eacute; s&oacute; o &uacute;ltimo de uma hist&oacute;ria comprida que s&oacute;. E o conceito de o que &eacute; &ldquo;dominar a internet&rdquo; tem variado um bocado.<\/p>\n<p>Come&ccedil;ou com a Guerra dos Browsers. Foram emocionantes os &uacute;ltimos anos da d&eacute;cada de 90 do s&eacute;culo passado. A web se popularizou por causa do primeiro software de navega&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fico &ndash; o Mosaic. No topo da onda, o jovem estudante que havia escrito o programa se juntou ao fundador da Silicon Graphics e juntos eles puseram na rede o Netscape.<\/p>\n<p>O racioc&iacute;nio de Mark Andreessen, o programador, e Jim Clark, o executivo, era de que nossa base computacional deixaria de ser o sistema operacional do micro e pularia para a web. Um racioc&iacute;nio ousado: nosso correio eletr&ocirc;nico, agenda, textos escritos, relat&oacute;rios &ndash; tudo na web. A Microsoft, que tinha total monop&oacute;lio do modelo antigo com seu Windows, entrou em p&acirc;nico e partiu para a guerra aberta, total.<\/p>\n<p>Embora o Explorer da Microsoft ainda esteja a&iacute; e o Firefox, baseado no Netscape, tamb&eacute;m tenha seguido uma carreira de sucesso, ambas perderam.<\/p>\n<p>Assim como &eacute; irrelevante qual o sistema operacional que qualquer um use, hoje, tampouco importa qual o browser. Porque o dom&iacute;nio da internet passou a ser de outra ordem: quem controla o acesso a informa&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p>&Eacute; o modelo Google que dominou os &uacute;ltimos dez anos. Conforme a internet cresceu, tornou-se imposs&iacute;vel acompanhar toda informa&ccedil;&atilde;o em toda parte. E ao se transformar em site-centro de toda a internet, o Google foi al&eacute;m descobrindo um modelo de neg&oacute;cios.<\/p>\n<p>Propaganda. E propaganda barata emaranhada nos resultados de busca a um custo de centavos por clique.<\/p>\n<p>Logo os engenheiros perceberam que podiam ir al&eacute;m. Bastava oferecer servi&ccedil;os para donos de sites pequenos ou grandes. Caixas de busca, ferramentas de an&aacute;lise de tr&aacute;fego, assinaturas por RSS. Tudo sempre uma boa desculpa para inserir um c&oacute;digo do Google no site e, portanto, mais um peda&ccedil;o da internet no qual o Google pode vigiar o usu&aacute;rio que passeia.<\/p>\n<p>Com sua licen&ccedil;a, venho postar um texto de Pedro D&oacute;ria, na p&aacute;gina online do Estado de S. Paulo que vale a pena: o Link. Uma boa reflex&atilde;o sobre os tempos de internet, compartilhamento, tend&ecirc;ncias, privacidade, consumo e cultura&hellip; VALE!<\/p>\n<p>H&aacute; uma diferen&ccedil;a. O Google acompanha cada p&aacute;gina visitada, consegue encaixar a propaganda certa para o usu&aacute;rio de acordo com seu padr&atilde;o de navega&ccedil;&atilde;o mas, muitas vezes, n&atilde;o sabe de quem se trata.<\/p>\n<p>Para o Facebook, n&atilde;o basta. E um novo conceito de o que &eacute; dominar a internet nasce. Cada usu&aacute;rio que navega pela rede tem nome e sobrenome. E ferramentas come&ccedil;am a pipocar em sites diversos &ndash; o bot&atilde;o de &ldquo;curtir&rdquo; e o login s&atilde;o apenas o in&iacute;cio.<\/p>\n<p>Mas o que &eacute; realmente dominar a rede? Quem controla a estrutura de endere&ccedil;os da internet &eacute; o Departamento de Com&eacute;rcio dos EUA. Praticamente todas as interconex&otilde;es de servidores s&atilde;o feitas por roteadores de uma s&oacute; empresa, a Cisco. O governo chin&ecirc;s filtra quase tudo que seus cidad&atilde;os veem com consider&aacute;vel sucesso. A internet j&aacute; tem quem a controle faz tempo.<\/p>\n<p><em>* Luana Schabib &eacute; rep&oacute;rter da revista eletr&ocirc;nica Cultura e Mercado. Trabalhou por um tempo na revista Caros Amigos. Escreve sobre livros, pessoas, converg&ecirc;ncia e cultura. &Eacute; o que chamam de analista de m&iacute;dias sociais.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mark Zuckerberg, criador do Facebook, n&atilde;o &eacute; o primeiro a querer dominar a internet<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[84],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24511"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24511"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24511\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}