{"id":24490,"date":"2010-06-01T16:12:48","date_gmt":"2010-06-01T16:12:48","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24490"},"modified":"2010-06-01T16:12:48","modified_gmt":"2010-06-01T16:12:48","slug":"mais-de-mil-registros-foram-concedidos-a-pessoas-sem-diploma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24490","title":{"rendered":"Mais de mil registros foram concedidos a pessoas sem diploma"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Desde o dia em que o Plen&aacute;rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que &eacute; inconstitucional a exig&ecirc;ncia do diploma de jornalismo para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o (17 de junho de 2009), 1.098 pessoas obtiveram no Minist&eacute;rio do Trabalho o registro profissional para atuar na &aacute;rea sem nenhuma exig&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Nada impede que essas pessoas exer&ccedil;am plenamente a profiss&atilde;o, mas o deputado Hugo Leal (PSC-RJ), relator da comiss&atilde;o especial para analisar a Proposta de Emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o (PEC) 386\/09, que retoma a obrigatoriedade do diploma, alerta que a efic&aacute;cia do registro pode sofrer mudan&ccedil;as na regulamenta&ccedil;&atilde;o da proposta.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">&quot;A situa&ccedil;&atilde;o dessas pessoas &eacute; complicada, porque estamos em um per&iacute;odo de vac&acirc;ncia da lei. S&atilde;o registros provis&oacute;rios que v&atilde;o ser regulamentados depois, ainda que o Minist&eacute;rio do Trabalho esteja cumprindo seu papel concedendo os registros&quot;, declarou Leal.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Os registros para esses profissionais v&ecirc;m sendo emitidos de forma diferenciada. Enquanto o trabalhador com diploma &eacute; classificado de jornalista profissional, os sem gradua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea s&atilde;o enquadrados como jornalista\/decis&atilde;o STF. De acordo com o Minist&eacute;rio do Trabalho, a diferencia&ccedil;&atilde;o visa informar ao empregador se o profissional tem ou n&atilde;o o diploma.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><strong>Liberdade de express&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Ao decidir o assunto, o STF entendeu que o Decreto-Lei 972\/69, que regulamenta a profiss&atilde;o de jornalista e foi baixado durante o regime militar, n&atilde;o &eacute; condizente com a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 e suas exig&ecirc;ncias ferem a liberdade de express&atilde;o e contrariam o direito &agrave; livre manifesta&ccedil;&atilde;o do pensamento, conforme Conven&ccedil;&atilde;o Americana dos Direitos Humanos, da qual o Brasil &eacute; signat&aacute;rio.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">O questionamento foi feito pelo Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (MPF) e pelo Sindicato das Empresas de R&aacute;dio e Televis&atilde;o do Estado de S&atilde;o Paulo (Sertesp), que discordavam de ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal Regional Federal da 3&ordf; Regi&atilde;o (sediado em S&atilde;o Paulo) que afirmou a necessidade do diploma, contrariando uma decis&atilde;o da 16&ordf; Vara C&iacute;vel Federal em S&atilde;o Paulo, numa a&ccedil;&atilde;o civil p&uacute;blica.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Na &eacute;poca, o relator, ministro Gilmar Mendes, teve seu voto acompanhado por outros sete ministros, sendo o ministro Marco Aur&eacute;lio o &uacute;nico a discordar da maioria. Para Gilmar Mendes, &quot;o jornalismo e a liberdade de express&atilde;o s&atilde;o atividades que est&atilde;o imbricadas por sua pr&oacute;pria natureza e n&atilde;o podem ser pensados e tratados de forma separada&quot;, disse. &quot;O jornalismo &eacute; a pr&oacute;pria manifesta&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o do pensamento e da informa&ccedil;&atilde;o de forma cont&iacute;nua, profissional e remunerada&quot;, afirmou o relator.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">No mesmo sentido votou o ministro Ricardo Lewandowski. Segundo ele, &quot;o jornalismo prescinde de diploma&quot;. S&oacute; requer desses profissionais &quot;uma s&oacute;lida cultura, dom&iacute;nio do idioma, forma&ccedil;&atilde;o &eacute;tica e fidelidade aos fatos&quot;. O ministro ressaltou ainda que tanto o DL 972\/69 quanto a j&aacute; extinta &#8211; tamb&eacute;m por decis&atilde;o do STF &#8211; Lei de Imprensa (5.250\/67) representavam &quot;resqu&iacute;cios do regime de exce&ccedil;&atilde;o, entulho do autoritarismo&quot;, que tinham por objeto restringir informa&ccedil;&otilde;es dos profissionais que lhe faziam oposi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><strong>Faculdades de jornalismo<\/strong><\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Ao divergir e votar favoravelmente &agrave; obrigatoriedade do diploma de jornalista, o ministro Marco Aur&eacute;lio ressaltou que a regra est&aacute; em vigor h&aacute; 40 anos e que, nesse per&iacute;odo, a sociedade se organizou para dar cumprimento &agrave; norma, com a cria&ccedil;&atilde;o de muitas faculdades de n&iacute;vel superior de jornalismo no Pa&iacute;s. &quot;E agora chegamos &agrave; conclus&atilde;o de que passaremos a ter jornalistas de grada&ccedil;&otilde;es diversas. Jornalistas com diploma de curso superior e jornalistas que ter&atilde;o, de regra, o n&iacute;vel m&eacute;dio e quem sabe at&eacute; o n&iacute;vel apenas fundamental&quot;, ponderou.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">O ministro Marco Aur&eacute;lio questionou se a regra da obrigatoriedade pode ser &quot;rotulada como desproporcional, a ponto de se declarar incompat&iacute;vel&quot; com regras constitucionais que preveem que nenhuma lei pode constituir embara&ccedil;o &agrave; plena liberdade de express&atilde;o e que o exerc&iacute;cio de qualquer profiss&atilde;o &eacute; livre.<\/p>\n<p><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&quot;Penso que o jornalista deve ter uma forma&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida dos cidad&atilde;os em geral. Ele deve contar com t&eacute;cnica para entrevista, para se reportar, para editar, para pesquisar o que deva estampar no ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o&quot;, disse o ministro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o dia em que o Plen&aacute;rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que &eacute; inconstitucional a exig&ecirc;ncia do diploma de jornalismo para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o (17 de junho de 2009), 1.098 pessoas obtiveram no Minist&eacute;rio do Trabalho o registro profissional para atuar na &aacute;rea sem nenhuma exig&ecirc;ncia. 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