{"id":24455,"date":"2010-05-24T23:16:44","date_gmt":"2010-05-24T23:16:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24455"},"modified":"2010-05-24T23:16:44","modified_gmt":"2010-05-24T23:16:44","slug":"decisao-sobre-radio-digital-e-da-sociedade-nao-dos-empresarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24455","title":{"rendered":"Decis\u00e3o sobre r\u00e1dio digital \u00e9 da sociedade, n\u00e3o dos empres\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&ldquo;Estamos dando o caminho para que as empresas, com seus t&eacute;cnicos e com apoio valios&iacute;ssimo da Anatel e do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, possam concluir por um sistema que vai poder atender a necessidade brasileira&rdquo;. Com este discurso, H&eacute;lio Costa despediu-se do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es em 30 de mar&ccedil;o, anunciando a publica&ccedil;&atilde;o de uma portaria que instituiu o Sistema Brasileiro de R&aacute;dio Digital (SBDR).<\/p>\n<p>A &ecirc;nfase nas empresas de comunica&ccedil;&atilde;o como &uacute;nicos atores a serem considerados no processo, presente na fala do ex-ministro, &eacute; o principal motivo que levou diversas entidades da sociedade a divulgarem uma Carta Aberta (ler aqui http:\/\/www.intervozes.org.br\/sala-de-imprensa\/agenda\/20100430_cartaradiodigital.pdf) pedindo participa&ccedil;&atilde;o de toda a sociedade e maior controle social sobre o processo.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, a institui&ccedil;&atilde;o do SBDR por meio de uma Portaria Ministerial, e n&atilde;o de um Decreto (como foi com a TV digital), demonstra como o tema n&atilde;o est&aacute; recebendo a devida import&acirc;ncia dentro do governo. Uma mudan&ccedil;a desta magnitude, em um ve&iacute;culo da import&acirc;ncia do r&aacute;dio, que est&aacute; presente em 88,9% dos lares brasileiros, n&atilde;o pode ficar restrita apenas ao Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. O tema envolve, necessariamente, pol&iacute;ticas de desenvolvimento tecnol&oacute;gico, educacionais e, claro, culturais. Entre outras.<\/p>\n<p>A fala do ex-ministro em sua despedida apenas ratifica a preocupa&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais com um processo a&ccedil;odado e sem participa&ccedil;&atilde;o social de implanta&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio digital.<\/p>\n<p>Se n&atilde;o houver uma ampla participa&ccedil;&atilde;o da sociedade, ser&atilde;o as emissoras comerciais que decidir&atilde;o o melhor padr&atilde;o ou sistema. O melhor para elas. Essa, por&eacute;m, &eacute; uma decis&atilde;o que cabe &agrave; toda sociedade e n&atilde;o apenas aos empres&aacute;rios de comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Ano eleitoral prejudica debates com a sociedade<\/strong><\/p>\n<p>&Eacute; sabido que os poderes Executivo e Legislativo federal praticamente param em ano de elei&ccedil;&otilde;es presidenciais. Apenas assuntos de grande interesse eleitoral s&atilde;o discutidos. Menos ainda s&atilde;o os votados. Isso significa que ser&aacute; muito dif&iacute;cil promover debates e audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas este ano, o que torna qualquer decis&atilde;o em 2010 autorit&aacute;ria e distante dos interesses da sociedade.<\/p>\n<p>N&atilde;o devemos incorrer no mesmo erro que aconteceu com a TV Digital. A exist&ecirc;ncia de uma a&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), que questiona o decreto da TV Digital (5.820 de 2006), &eacute; uma prova de que essas quest&otilde;es precisam der discutidas com profundidade, pois trata-se da cria&ccedil;&atilde;o de um novo servi&ccedil;o de comunica&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica de massas, n&atilde;o uma mera atualiza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. <\/p>\n<p><strong>O que diz a portaria<\/strong><\/p>\n<p>Muito pouco. A portaria tem o m&eacute;rito de criar oficialmente o Sistema Brasileiro de R&aacute;dio Digital, reivindica&ccedil;&atilde;o de alguns movimentos sociais. Mas simplesmente n&atilde;o indica quais ser&atilde;o os meios para implementar a pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>A primeira parte da portaria &eacute; muito similar ao Decreto 4.901\/03 que instituiu o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), estabelecendo diretrizes que, apesar de positivas, s&atilde;o gen&eacute;ricas e pouco pr&aacute;ticas. E fica por a&iacute;. N&atilde;o define inst&acirc;ncias, cronograma, m&eacute;todo, muito menos envolve outras &aacute;reas do governo. <\/p>\n<p>O conjunto de entidades da sociedade civil j&aacute; aponta nesta dire&ccedil;&atilde;o: que o debate sobre o padr&atilde;o de r&aacute;dio digital passe pelo Congresso Nacional, e que tenha como resultado uma nova lei.<\/p>\n<p><strong>Testes com apenas dois padr&otilde;es estrangeiros<\/strong><\/p>\n<p>Na hist&oacute;ria das comunica&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o s&atilde;o raros momentos de padroniza&ccedil;&atilde;o de determinados servi&ccedil;os com base em uma tecnologia espec&iacute;fica. Foi assim com a internet (IP), com a TV digital (ISDB) e agora ser&aacute; com o r&aacute;dio.<\/p>\n<p>No Brasil, foram testadas apenas duas normas de r&aacute;dio digital: o HD Radio (tamb&eacute;m conhecido como IBOC), padr&atilde;o propriet&aacute;rio da empresa estadunidense iBiquity , e o DRM (Digital Radio Mondiale), de origem europeia, cujos testes est&atilde;o sendo realizados em escala muito inferior ao IBOC e sequer foram conclu&iacute;dos.<\/p>\n<p>Entretanto, al&eacute;m de existirem outros padr&otilde;es, alguns com potencialidades t&eacute;cnicas interessantes, outros com experi&ecirc;ncia em diversos pa&iacute;ses, o debate se restringiu &agrave;queles dois padr&otilde;es e envolveu apenas emissoras e t&eacute;cnicos, n&atilde;o chegando de fato &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Decis&atilde;o apressada: TV digital ainda n&atilde;o se tornou realidade<\/strong><\/p>\n<p>Uma decis&atilde;o precoce pode acarretar em baixa penetra&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o, reduzido interesse da popula&ccedil;&atilde;o e aus&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no sentido de maximizar a inclus&atilde;o digital e os servi&ccedil;os p&uacute;blicos. S&atilde;o os mesmos alertas feitos em 2005 e 2006, durante a escolha do padr&atilde;o de televis&atilde;o digital.<\/p>\n<p>Quatro anos ap&oacute;s o Brasil ter batido o martelo em rela&ccedil;&atilde;o ao padr&atilde;o japon&ecirc;s de TV, o servi&ccedil;o n&atilde;o chegou &agrave;s casas dos brasileiros. &Eacute; a reprise do mesmo filme, s&oacute; que agora com o r&aacute;dio.<\/p>\n<p>Listamos, abaixo, alguns motivos para o governo brasileiro n&atilde;o apressar a escolha do padr&atilde;o de r&aacute;dio digital, antes da realiza&ccedil;&atilde;o de debates junto &agrave; sociedade e estimular a pesquisa nacional:<\/p>\n<p><u>1 &#8211; Apenas dois padr&otilde;es foram testados<br \/><\/u><br \/>Os testes do r&aacute;dio digital obedeceram ao interesse das emissoras. A partir de 2005, esta&ccedil;&otilde;es realizam experimentos com o HD Radio, o preferido dos empres&aacute;rios da Abert (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o). No mesmo ano, a extinta estatal Radiobr&aacute;s promoveu experimentos com o DRM, tecnologia desenvolvida a partir de um cons&oacute;rcio de empresas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o da Europa. E ficou nisto.<\/p>\n<p>Entretanto, existem outras normas internacionais que n&atilde;o foram testadas, como o DAB (presente na Inglaterra e Portugal, entre outros), o FMeXtra (EUA, Holanda e B&eacute;lgica), o DMB (Coreia e Fran&ccedil;a) e o ISDB-TSB ou NISDB-T (adapta&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o japon&ecirc;s de TV digital para radiodifus&atilde;o sonora).<\/p>\n<p><u>2 &#8211; Mudan&ccedil;a no Minist&eacute;rio n&atilde;o &eacute; fator determinante<\/u><\/p>\n<p>N&atilde;o se pode utilizar a sa&iacute;da de H&eacute;lio Costa do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, que deixou a fun&ccedil;&atilde;o para concorrer a um cargo eletivo em seu estado, como motivo para apressar a defini&ccedil;&atilde;o sobre o padr&atilde;o de r&aacute;dio. Se o mesmo ocorrer, ser&aacute; uma heran&ccedil;a maldita para a sociedade, j&aacute; que n&atilde;o h&aacute; maturidade t&eacute;cnica e pol&iacute;tica para tal decis&atilde;o.<\/p>\n<p>Apressar uma decis&atilde;o desta magnitude em um momento de transi&ccedil;&atilde;o &eacute; uma irresponsabilidade. A TV digital n&atilde;o se tornou realidade ap&oacute;s quatro anos, e o mesmo poder&aacute; ocorrer com o r&aacute;dio. . Afinal, as pesquisas para a digitaliza&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio caminham lentamente em todo o mundo .<\/p>\n<p><u>3 &#8211; Ado&ccedil;&atilde;o ser&aacute; autom&aacute;tica, sem aprimoramentos tecnol&oacute;gicos<\/u><\/p>\n<p>Ambos os padr&otilde;es favoritos s&atilde;o pacotes prontos e n&atilde;o h&aacute; perspectiva concreta de melhoramentos em suas funcionalidades. O HD Radio tem dono: a empresa estadunidense iBiquity. J&aacute; o DRM foi desenvolvido por um grupo composto por empresas p&uacute;blicas de comunica&ccedil;&atilde;o da Europa, como Radio Fran&ccedil;a Internacional (RFI), Deutsche Welle e BBC World Service, mas tem patentes de empresas privadas como Sony e Fraunhofer.<\/p>\n<p>Este &uacute;ltimo grupo aponta a possibilidade de mudan&ccedil;as a fim de atender a realidade brasileira, consideravelmente diferente da europeia. Contudo, ainda n&atilde;o foram sinalizadas quais seriam estas melhorias, como aconteceu com a TV Digital, em que o ISDB japon&ecirc;s sofreu uma evolu&ccedil;&atilde;o, passando a utilizar a codifica&ccedil;&atilde;o MPEG-4 e a interatividade Ginga, desenvolvida no Brasil, pelas universidades PUC-Rio e UFPB.<\/p>\n<p>Existem avalia&ccedil;&otilde;es, inclusive, apontando que as pesquisas desenvolvidas no Brasil, as quais resultaram no Ginga, seriam suficientes para que um padr&atilde;o de r&aacute;dio digital nacional partisse de um patamar bem avan&ccedil;ado.<\/p>\n<p><u>4 &#8211; N&atilde;o h&aacute; compatibilidade com a TV digital brasileira<\/u><\/p>\n<p>Converg&ecirc;ncia &eacute; a palavra de ordem das novas Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e da Comunica&ccedil;&atilde;o (TICs). Um servi&ccedil;o, se isolado dos demais, tende ao insucesso. Para que os investimentos em uma plataforma digital de r&aacute;dio n&atilde;o sejam em v&atilde;o, &eacute; importante que ocorram estudos e adapta&ccedil;&otilde;es que permitam a interoperabilidade do padr&atilde;o de r&aacute;dio digital com a TV Digital brasileira e outros servi&ccedil;os digitais.<\/p>\n<p><u>5 &ndash; TV Digital ainda n&atilde;o decolou<\/u><\/p>\n<p>Em 2006, o governo brasileiro bateu o martelo em torno do padr&atilde;o japon&ecirc;s de TV digital. Na &eacute;poca, o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, prometeu uma r&aacute;pida transi&ccedil;&atilde;o e a venda de conversores a baixos pre&ccedil;os (cerca de 100 d&oacute;lares). Mas, o que se v&ecirc; s&atilde;o poucos e caros receptores &agrave; venda e uma baixa ades&atilde;o por parte das pequenas e m&eacute;dias emissoras. Al&eacute;m disso, h&aacute; um desrespeito da regra de multiprograma&ccedil;&atilde;o, a qual s&oacute; &eacute; permitida &agrave;s emissoras p&uacute;blicas. J&aacute; existem grupos de comunica&ccedil;&atilde;o utilizando seus novos canais exclusivamente para vender produtos e hor&aacute;rios a terceiros.<\/p>\n<p><u>6 &#8211; N&atilde;o se est&aacute; estimulando a P&amp;D nacionais<\/u><\/p>\n<p>A cria&ccedil;&atilde;o de cons&oacute;rcios nacionais para a prepara&ccedil;&atilde;o de um Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) incentivou pesquisas universit&aacute;rias na &aacute;rea e possibilitou uma melhor avalia&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es estrangeiros.<\/p>\n<p>A ado&ccedil;&atilde;o do SBTVD genuinamente nacional seria o ideal, j&aacute; que era o mais adequado &agrave; realidade brasileira, por&eacute;m um padr&atilde;o estrangeiro foi escolhido. Mas, como estas pesquisas resultaram em inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, parte delas foi incorporada ao ISDB, aprimorando-o.<\/p>\n<p>Com o r&aacute;dio digital, uma nova pesquisa poderia ser feita, mobilizando o campo acad&ecirc;mico, desenvolvendo tecnologia nacional e atendendo &agrave;s necessidades da sociedade.<\/p>\n<p><u>7 &#8211; Nenhum dos padr&otilde;es de R&aacute;dio Digital apresenta experi&ecirc;ncia consolidada no mundo<\/u><\/p>\n<p>Os padr&otilde;es estrangeiros favoritos n&atilde;o apresentam experi&ecirc;ncia suficiente para determinar uma escolha confi&aacute;vel. Um hist&oacute;rico de sucessos e problemas &eacute; essencial para avaliar uma op&ccedil;&atilde;o. O Brasil n&atilde;o deve servir como campo de testes de nenhuma tecnologia estrangeira.<\/p>\n<p><u>8 &ndash; Adotar dois padr&otilde;es distintos &eacute; irresponsabilidade<\/u><\/p>\n<p>Foi levantada a possibilidade de o Brasil adotar dois padr&otilde;es de r&aacute;dio digital: um para ondas curtas e outro para a faixa de frequ&ecirc;ncias onde atualmente est&atilde;o as emissoras AM e FM.<\/p>\n<p>Esta atitude geraria inseguran&ccedil;a entre os usu&aacute;rios e entre a ind&uacute;stria, que enfrentaria dificuldades em definir prioridades de investimento.<\/p>\n<p><u>9 &ndash; R&aacute;dios comunit&aacute;rias n&atilde;o participaram do processo<\/u><\/p>\n<p>Somente emissoras de grande porte, em sua maioria privadas, participaram dos testes do r&aacute;dio digital. As esta&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias foram preteridas neste processo, o que pode acarretar na ado&ccedil;&atilde;o de um padr&atilde;o que n&atilde;o atenda a seus anseios.<\/p>\n<p>Pagamento de royalties para empresas detentoras do padr&atilde;o e alto custo dos equipamentos de transmiss&atilde;o s&atilde;o fatores que devem ser levados em conta na decis&atilde;o do governo. Se isto n&atilde;o ocorrer, as r&aacute;dios comunit&aacute;rias ser&atilde;o as principais prejudicadas com a digitaliza&ccedil;&atilde;o, e, por consequ&ecirc;ncia, a popula&ccedil;&atilde;o, na medida em que ser&aacute; impedida de transmitir e receber informa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><u>10 &ndash;Novas concess&otilde;es para um novo servi&ccedil;o<\/u><\/p>\n<p>O R&aacute;dio Digital deve ser encarado como um novo servi&ccedil;o de radiodifus&atilde;o e n&atilde;o como uma atualiza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. A digitaliza&ccedil;&atilde;o permite um melhor aproveitamento do espectro eletromagn&eacute;tico. A multiplica&ccedil;&atilde;o de canais de frequ&ecirc;ncia &eacute; a oportunidade para novos atores participarem das comunica&ccedil;&otilde;es de massa.<\/p>\n<p>Para o cumprimento da complementaridade constitucional, estas novas concess&otilde;es seriam divididas de acordo com o crit&eacute;rio da Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o entre esta&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas (40%), privadas (40%) e estatais (20%).<\/p>\n<p>O R&aacute;dio digital n&atilde;o pode refor&ccedil;ar o atual latif&uacute;ndio eletr&ocirc;nico. Ao contr&aacute;rio, deve servir para mudar essa realidade.<\/p>\n<p><em>* Arthur William e Br&aacute;ulio Ribeiro s&atilde;o membros do Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Digitaliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode refor&ccedil;ar o atual latif&uacute;ndio eletr&ocirc;nico, mas, ao contr&aacute;rio, deve servir para mudar essa realidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[56],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24455"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=24455"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/24455\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=24455"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=24455"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=24455"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}