{"id":24432,"date":"2010-05-20T16:25:46","date_gmt":"2010-05-20T16:25:46","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=24432"},"modified":"2010-05-20T16:25:46","modified_gmt":"2010-05-20T16:25:46","slug":"nova-regra-para-agilizar-investigacao-de-pedofilia-na-internet-passa-na-cct","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=24432","title":{"rendered":"Nova regra para agilizar investiga\u00e7\u00e3o de pedofilia na internet passa na CCT"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">As empresas de internet poder&atilde;o ser obrigadas a manter dados de usu&aacute;rios por prazos mais longos e a fornecer, dentro dos prazos fixados, as informa&ccedil;&otilde;es quando solicitadas pelas autoridades judiciais e policiais. A medida consta de proposta aprovada nesta quarta-feira (19) pela Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Inova&ccedil;&atilde;o, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCT). O texto ser&aacute; ainda votado pela Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o, Justi&ccedil;a e Cidadania (CCJ).<\/p>\n<p>O projeto (PLS 494\/08) determina a cria&ccedil;&atilde;o de uma lei espec&iacute;fica para disciplinar prazos e meios de preserva&ccedil;&atilde;o de dados mantidos por provedores de internet, visando posterior uso em investiga&ccedil;&atilde;o de crimes praticados contra menores. O texto, proposto pela Comiss&atilde;o Parlamentar de Inqu&eacute;rito (CPI) da Pedofilia , estabelece que os fornecedores de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es e de acesso &agrave; internet dever&atilde;o manter os dados cadastrais dos usu&aacute;rios e os de conex&atilde;o por tr&ecirc;s anos, sob pena, at&eacute; mesmo, de suspens&atilde;o definitiva de suas atividades.<\/p>\n<p>A proposta tamb&eacute;m define prazos para o fornecimento desses dados durante uma investiga&ccedil;&atilde;o criminal e a partir de uma ordem judicial. Se houver risco iminente &agrave; vida, prazo de no m&aacute;ximo duas horas; se houver risco &agrave; vida, de 12 horas; e de tr&ecirc;s dias, nos demais casos. Tais limites poder&atilde;o ser dobrados ou triplicados se, por exemplo, o volume de dados solicitados for muito elevado.<\/p>\n<p>Em seu voto favor&aacute;vel, o relator, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), ressaltou que a determina&ccedil;&atilde;o de prazos para guarda e fornecimento dos dados de usu&aacute;rios de internet sob investiga&ccedil;&atilde;o ajudar&aacute; a combater o uso da rede por ped&oacute;filos.<\/p>\n<p>No mesmo sentido, o presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), ressaltou que a proposta pretende tornar a internet um lugar seguro para todos, especialmente para crian&ccedil;as e adolescentes. &quot;Preocupa-se, de um lado, com as demandas da investiga&ccedil;&atilde;o criminal e, de outro, com a prote&ccedil;&atilde;o da intimidade e da vida das pessoas e, ainda, com a viabilidade dos modelos de neg&oacute;cios estabelecidos licitamente na Internet&quot;, explicou o senador pelo Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p><strong>Esfor&ccedil;o conjunto<\/strong><\/p>\n<p>A proposta exige maior participa&ccedil;&atilde;o dos fornecedores de servi&ccedil;o no combate aos crimes praticados contra crian&ccedil;as e adolescentes. Dessa forma, ao tomarem conhecimento, por meio de atividade que desenvolvem, da pr&aacute;tica de crime contra crian&ccedil;as e adolescentes, os prestadores de servi&ccedil;os dever&atilde;o comunicar o fato &agrave; autoridade policial e ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico em at&eacute; 48 horas, al&eacute;m de preservar as evid&ecirc;ncias por at&eacute; 180 dias.<\/p>\n<p>O projeto tamb&eacute;m inova ao determinar que em qualquer fase da investiga&ccedil;&atilde;o criminal ou instru&ccedil;&atilde;o processual penal dever&atilde;o os provedores de servi&ccedil;os de internet transferir &agrave; autoridade policial e judicial, mediante pr&eacute;via autoriza&ccedil;&atilde;o judicial, os dados de conex&atilde;o, cadastrais e de conte&uacute;do.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m poder&aacute; a autoridade policial ou o membro do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, independente de autoriza&ccedil;&atilde;o judicial, solicitar ao fornecedor de servi&ccedil;o de conte&uacute;do ou interativo a imediata preserva&ccedil;&atilde;o dos dados relativos ao conte&uacute;do da comunica&ccedil;&atilde;o, armazenados em seus bancos, referente a determinado usu&aacute;rio ou grupo de usu&aacute;rios.<\/p>\n<p><strong>Infra&ccedil;&otilde;es administrativas<\/strong><\/p>\n<p>O descumprimento a qualquer das determina&ccedil;&otilde;es previstas na lei poder&aacute; sujeitar o fornecedor de servi&ccedil;o a san&ccedil;&otilde;es administrativas e at&eacute; mesmo &agrave; suspens&atilde;o das atividades. Na aplica&ccedil;&atilde;o das penalidades, ser&atilde;o observados o porte da empresa, a natureza e a gravidade da infra&ccedil;&atilde;o, bem como os danos dela resultantes e a reitera&ccedil;&atilde;o da conduta.<\/p>\n<p>As quest&otilde;es t&eacute;cnicas referentes aos padr&otilde;es, formatos e solu&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a que ser&atilde;o utilizadas nas trocas de informa&ccedil;&otilde;es entre fornecedores de servi&ccedil;o e autoridades ser&atilde;o definidas em regulamento a ser elaborado pelo Poder Executivo.<\/p>\n<p>Em seu relat&oacute;rio, o senador Eduardo Azeredo observa que o projeto visa tornar mais &aacute;gil a transfer&ecirc;ncia de dados que possam ajudar na investiga&ccedil;&atilde;o de crimes contra crian&ccedil;as e adolescentes.<\/p>\n<p>&#8211; O projeto se mostra capaz de contribuir de forma significativa para o combate aos crimes praticados contra crian&ccedil;as e adolescentes, n&atilde;o compromete a efici&ecirc;ncia e a qualidade dos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es envolvidos, e tampouco representa altera&ccedil;&atilde;o de relevo nos marcos regulat&oacute;rios do setor &#8211; afirmou o relator. Ele lembrou que grande parte do conte&uacute;do da proposi&ccedil;&atilde;o j&aacute; consta de Termo de M&uacute;tua Coopera&ccedil;&atilde;o celebrado no &acirc;mbito da CPI da Pedofilia com os pr&oacute;prios prestadores de servi&ccedil;o de telecomunica&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>Ao elogiar o projeto, o presidente da CCT, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), afirmou que os crimes cometidos contra crian&ccedil;as e adolescentes est&atilde;o entre os &quot;mais horrendos e terr&iacute;veis&quot;. Tamb&eacute;m o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) parabenizou os trabalhos da CPI da Pedofilia pela contribui&ccedil;&atilde;o na redu&ccedil;&atilde;o dos crimes contra menores.<\/p>\n<p><strong>Radiodifus&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Na reuni&atilde;o desta quarta, a CCT tamb&eacute;m aprovou 28 projetos de decreto legislativo para a explora&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o de radiodifus&atilde;o em diversas cidades brasileiras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As empresas de internet poder&atilde;o ser obrigadas a manter dados de usu&aacute;rios por prazos mais longos e a fornecer, dentro dos prazos fixados, as informa&ccedil;&otilde;es quando solicitadas pelas autoridades judiciais e policiais. A medida consta de proposta aprovada nesta quarta-feira (19) pela Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Inova&ccedil;&atilde;o, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCT). 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